Pesquisa PoderData realizada entre domingo (23) e esta terça-feira (25) mostra uma oscilação positiva de um ponto de Lula (PT) após os ataques de Roberto Jefferson, presidente de honra do PTB e aliado de Jair Bolsonaro (PL), a agente da Polícia Federal que cumpriam mandato de prisão na casa dele, no interior do Rio.
Segundo a sondagem, Bolsonaro oscilou um ponto para menos na última semana e está com 47%, enquanto Lula chegou a 53%. O placar repete o já divulgado pelos institutos Ipespe, AtlasIntel e Quaest.
Nos votos totais, Lula foi de 48% para 49%, enquanto Bolsonaro manteve os 44%. Brancos e nulos são 5% e indecisos 2%.
“As variações foram dentro da margem de erro. Pode ser um efeito direto do episódio envolvendo Roberto Jefferson, muito explorado pela oposição ao presidente e com grande exposição na internet e na mídia tradicional, sobretudo na 2ª feira, bem no meio da realização da pesquisa. Não se pode dizer isso de maneira definitiva, mas foi o único fato com potencial para ter impacto nos resultados”, diz o cientista político Rodolfo Costa Pinto, coordenador do PoderData.
A pesquisa ouviu 5 mil eleitores por telefone em 342 municípios nas 27 unidades da Federação de 23 a 25 de outubro de 2022. A margem de erro é de 1,5 ponto percentual para um intervalo de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-01159/2022. (Revista Fórum)
Foi aprovada nesta quarta-feira (26) pelo Diretório Nacional do PTB, com a exclusão de Roberto Jefferson do futuro cenário partidário, a fusão com o Patriota, duas siglas que não conseguiram atingir a cláusula de barreira e que por isso irão se unir para não desaparecerem nos próximos anos.
O Patriota também consentiu, por meio de sua direção nacional, a integração dos dois partidos, que agora dependerá de um aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para que a fusão, da qual nascerá o ente político ainda sem nome, se concretize.
Partido que se declara como herdeira do legado de Getúlio Vargas, que ocupou uma sigla com nome igual, ainda que noutro período, antes da proibição do pluripartidarismo no país pela Ditadura Militar (1964-1985), o PTB vem perdendo espaço ano após ano e atualmente se converteu num grupo de radicais de extrema direita, servindo de ninho para figuras bizarras do horizonte político brasileiro, como o próprio Roberto Jefferson e o autodeclarado “padre” Kelmon, que foi candidato-fantoche à Presidência da República este ano, servindo de escada e linha auxiliar notória para o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) nos debates e na propaganda eleitoral.
Foi a cúpula do Patriota que exigiu que Jefferson não tenha qualquer cargo na direção da futura sigla, cujo nome e número só serão estudados e escolhidos a partir das próximas reuniões. A divisão dos novos comandos estaduais e da composição diretiva do futuro partido também ainda não ficou resolvida pelos integrantes das duas legendas envolvidas.
Na entrevista que concedeu ao jornal Folha de São Paulo, o governador Carlos Brandão (PSB) afirmou que já recebeu recado do presidente estadual do PL, deputado federal Josimar de Maranhãozinho de que os quatro deputados estaduais eleitos pelo partido não pretendem fazer oposição e deixou claro que seu governo está de portas abertas, porém, o chefe do Executivo não citou se pretende uma reaproximação com PDT e Republicanos, os dois partidos que saíram da aliança formada em 2014 e mantida em 2018 e junto com o PL formaram a base de sustentação do candidato derrotado ao governo do estado, Weverton Rocha.
Até o momento, o senador do PDT não fez qualquer declaração sobre o futuro, se pretende continuar na oposição ou se reaproximar do grupo que lhe permitiu chegar ao Senado em 2018 após o fiasco da candidatura ao governo; ficou atrás do desconhecido ex-prefeito do minúsculo município de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), o bolsonarista que ajudou a levar sua pretensão de ser governador para o espaço. Não foi atoa que se lançou na aventura montado num foguete, provavelmente já prevendo a longa viagem.
Os quatro parlamentares estaduais eleitos pelo PDT, Osmar Filho, Dra. Viviane, Glalbert Cutrim e Claudia Coutinho ainda não se manifestaram sobre que comportamento terão em relação a gestão estadual, pois o presidente do partido até hoje não parabenizou Brandão pela vitória, simplesmente se recolheu após ser rejeitado nas urnas. E na entrevista Brandão deixa claro que seu grupo permaneceu intacto e que apenas o PDT e o Republicanos saíram.
“Nessa última eleição a gente construiu uma grande base. Saíram só PDT e Republicanos. O União Brasil ficou neutro. O PL fez um acordo com o Weverton Rocha candidato a governador derrotado], mas não quer ser oposição. Já mandaram recado que na Assembleia vão marchar junto. O pessoal aqui é muito governo, não quer ficar contra. O deputado contra o governo não consegue levar uma ponte, um poço artesiano, apesar de ter emenda impositiva. Eles querem indicar cargos nas diretorias dos hospitais, participar de órgãos do governo no município. A questão do partido é mais para disputar a eleição, não tem essa ideologia, se é esquerda, direita. A sigla não pesa muito, não”, disse.
O senador do PDT, que rompeu como grupo liderado pelo senador eleito Flávio Dino e pelo governador Carlos Brandão, ainda não deu qualquer indicativo de que pretenda se reagrupar, mas nos bastidores da política local são forte os comentários de que o ex-candidato que pensava ter sido eleito senador em 2018 com votos que eram seus estaria chegando à conclusão que sua liderança era fake
Em conversa com cidadãs e cidadãos brasileiros de diferentes segmentos da sociedade, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou na noite desta terça-feira (25/10) que, em um novo governo, vai retomar a política de valorização do salário mínimo para que trabalhadores não percam poder de compra. Ele lembrou que em seus governos, o salário mínimo era reajustado todo ano, ganhando a recomposição da inflação e acréscimo associado ao crescimento do PIB.
“É isso que a gente quer fazer, a gente quer que o salário mínimo tenha aumento real todo ano para que a gente possa recuperar o padrão de consumo que o salário mínimo dava quando ele foi criado, em 1943”, disse, lembrando que nos tempos dos governos petistas o salário mínimo teve aumento real 74%.
Lula afirmou que aumentar o salário mínimo é uma das melhores formas de se fazer distribuição num país que tem um contingente de quase 60 milhões de pessoas que vivem dele. “É um jeito de você distribuir a riqueza no Brasil. O crescimento do PIB é o crescimento da riqueza produzida no país. Se toda riqueza produzida no país você não distribuir, significa que apenas alguns vão ficar ricos e os outros vão continuar pobres. O salário mínimo é uma das melhores formas de você fazer a distribuição porque você tem quase 60 milhões de pessoas no Brasil que ganham salário mínimo.”
O Deputado Federal Rubens Pereira Jr (PT/MA) realiza live com orientações e dicas para a vitória do Presidente Lula no 2º turno das eleições. A transmissão ao vivo nesta terça-feira (25/10) começa às 20h pelo Instagram e Facebook“A ideia é organizar os atos no Maranhão pela vitória do Presidente Lula no próximo domingo”, explicou Rubens Jr. “Nas duas primeiras semanas após o 1º turno foram mentiras e fake news pró-Bolsonaro, mas esse clima mudou! Entramos na última semana no melhor momento da nossa campanha!”, disse o parlamentar.Serão apresentados fatos e dados que comprovam 4 anos de caos, atraso e retrocesso com o governo Bolsonaro. Além de argumentos e chamadas para mobilizações, também haverá bate papo com espectadores.
Pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada nesta terça-feira (25) mostra estabilidade no cenário eleitoral na última semana de campanha do segundo turno pelo Palácio do Planalto, disputado entre o ex-presidente Lula (PT) e Jair Bolsonaro (PL).
Segundo o novo levantamento, Lula continua na frente com 53% dos votos válidos, enquanto Bolsonaro tem 47%.. Nos votos totais, o petista tem 50%, Bolsonaro 44%, Brancos/nulos 4% e indecisos 2%.
A pesquisa ouviu 1.100 eleitores por telefone entre 22 e 24 de outubro. A margem de erro é de três pontos e o intervalo de confiança é de 95,45%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-08044/2022.
Faltando cinco dias para a eleição, está ficando cada vez complicado para o candidato do PL reverter a desvantagem.
A cada nova sondagem vem a confirmação de que Lula se mantém estável, com margem de vantagem entre 6% e 8% para oi adversário e caminhando para consolidar sua vitória.
O presidente Jair Bolsonaro contou no primeiro turno da eleição para presidente com os apoios de dois candidatos ao governo do estado e um senador candidato a reeleição, mas fracassou ao atingir apenas 26.02% dos sufrágios e sofrer uma goleada do ex-presidente Lula que obteve 68,84% dos votos. E os lulistas do Maranhão trabalham para elevar esse percentual para a casa dos 80% com intensa agenda de campanha na capital e interior.
O senador Weverton Rocha (PDT), o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), ex-candidatos a governador derrotados no primeiro turno, e senador em fim de mandato Roberto Rocha (PTB) não estão conseguindo mudar o panorama para este segundo turno e a tendência é Lula aumentar ainda a mais a diferença para Bolsonaro.
Rejeitado nas urnas após se apresentar montado num foguete e exibindo muito poderio político e financeiro para dar demonstração de força total, Weverton, que sempre militou no campo popular democrático, se bandeou para Bolsonaro, se aliou aos partidos do Centrão bolsonarista e teve como resposta o desprezo dos maranhenses. Ficou apenas em terceiro lugar na corrida ao Palácio dos Leões e cruzou os braços.
O ex-candidato do Solidariedade, Simplício Araújo, que resolveu assumir sua condição de extrema direita no segundo turno embora tenha se projetado na aliança de centro-esquerda que assumiu o controle do estado a partir de janeiro de 2015, nada tem a contribuir, pois saiu das urnas do tamanho de um pigmeu. Conseguiu com sua campanha raivosa apenas cinco mil votos.
Bolsonarista de carteirinha, Laheiso Bonfim, após perde a eleição, chegou em segundo lugar, sumiu depois de ser solenemente ignorado quando da passagem de Bolsonaro pelo Maranhão. O ex-candidato não tem feito movimentos de apoio ao presidente, ainda que sua boa votação tenha sido atribuída aos eleitores que optaram por Bolsonaro, desprezando a aproximação de Weverton.
Roberto Rocha, considerado maior traidor do grupo que está no poder no Maranhão levou uma surra do ex-governador Flávio Dino na disputa pelo Senado e se recolheu, tem se limitado a emitir opiniões nas redes sociais. Se Bolsonaro depender Rocha para diminuir a rejeição do seu nome, a tendência será aumentar ainda mais os votos em Lula.
Enquanto o cordão do Lula só aumenta por conta da efetiva participação do governador Carlos Brandão, do senador eleito Flávio Dino, do vice-governador eleito Felipe Camarão e de todos os parlamentares deste campo político eleitos ou que ficaram pelo meio do caminho, a exemplo do deputado não reeleito Bira do Pindaré (PSB), os apoiadores de Bolsonaro parecem desanimados e conformados derrota por placar ainda mais dilatado.