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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 24/out/2022

TSE manda remover fake news sobre boné usado por Lula no Complexo do Alemão

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Paulo de Tarso Sanseverino determinou nesta segunda-feira (24/10) a remoção de uma fake news publicada, de forma coordenada, pelo senador Flávio Bolsonaro, pela deputada Carla Zambelli e pelo vereador Nikolas Ferreira, além de outros apoiadores do candidato Jair Bolsonaro. A publicação mentirosa foi postada no Twitter e afirmava que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia usado um boné com a sigla “CPX”, que significaria “cupincha” ou aliado do tráfico.

Na verdade, a sigla é apenas a abreviação de “Complexo” – numa referência ao Complexo do Alemão, comunidade carioca visitada pelo ex-presidente Lula durante a campanha. Diversas agências de checagem já mostraram que o termo “CPX”, que estava no boné, é usado por moradores e por órgãos oficiais para se referir à comunidade do Rio de Janeiro. O Twitter tem cinco horas para remover a publicação ou terá de pagar multa de R$ 50 mil.

“É forçoso reconhecer que a propagação desses conteúdos, sem nenhum respaldo probatório, tem o potencial de interferir negativamente na vontade do eleitor”, escreveu o ministro.

A decisão foi concedida após a Coligação Brasil da Esperança, da chapa Lula e Alckmin, ter entrado com uma ação junto ao TSE.

“Os representados (Flávio Bolsonaro, Carla Zambelli e os demais) capitanearam a disseminação em redes sociais, distorcendo o significado da sigla, a fim de incutir na mente do eleitor que CPX significaria ‘cupincha’ em equivalência à parceria do candidato com o crime organizado”, afirmam os advogados Miguel Novaes e Cristiano Zanin Martins, na ação.

A Coligação Brasil da Esperança, que tem como candidato o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é formada pelos partidos PT, PV, PCdoB, PSOL, REDE, PSB, Solidariedade, Avante, Agir e Pros.

  • Jorge Vieira
  • 24/out/2022

Pesquisa Ipec: Lula tem 54% das intenções de voto válidos; Bolsonaro 46%

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 50% das intenções de voto no segundo turno para o Palácio do Planalto e lidera a disputa contra o presidente Jair Bolsonaro (PL), que soma 43%, de acordo com pesquisa Ipec (ex-Ibope) divulgada nesta segunda-feira, 24.

O cenário é de estabilidade. Os dois candidatos à Presidência têm os mesmos números em relação à pesquisa anterior, do dia 17 de outubro.

Contratada pela Globo, a pesquisa foi realizada entre 22 e 24 de outubro e entrevistou 3.008 eleitores presencialmente em 183 municípios.

O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06043/2022. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

  • Jorge Vieira
  • 24/out/2022

Pinheiro: Luciano Genésio pressiona contratados da prefeitura a votarem em Bolsonaro

O prefeito de Pinheiro, Luciano Genésio tem cometido “assédio político” coagindo os contratados e cargos comissionados a votarem no atual presidente.

A pressão é feita diretamente por ele, sua mãe(uma espécie de prefeita de fato), a chefe-de-gabinete, Bruna, e alguns secretários mais próximo do clã Genésio.

No primeiro turno Luciano amargou uma grande derrota não elegendo seus candidatos(irmã e ex-esposa) e junto com seu amigo Weverton Rocha subiram no balão.

Agora no segundo turno, não aprendeu a lição e já se mete a pegar outra taca grande, uma vez que Lula teve 72% dos votos na Princesa da Baixada.

O Ministério Público estará de olho nos eventuais abuso de poder e assédios cometidos por gestores.

  • Jorge Vieira
  • 24/out/2022

Flávio Dino recomenda ao eleitor refletir sobre as maldades de Bolsonaro antes de votar

O senador eleito Flávio Dino (PSB), ex-governador do Maranhão e um dos principais opositores do Governo Bolsonaro, vem usando as redes sociais para alertar o eleitor sobre a necessidade de reflexão na hora de votar no segundo turno da eleição para presidente da República.

Para Dino, o eleitorado que vai às urnas no próximo domingo escolher entre Lula e Bolsonaro quem comandará os destinos do país pelos próximos quatro anos não deve deixar de lembrar do desastre que foi a gestão do atual governante para o país.

Segundo o ex-governador postou em sua rede social, o eleitor deve lembrar antes de votar: “condução desastrosa da pandemia; plano de “desindexar” e aniquilar o salário mínimo e as aposentadorias; inflação no preço dos alimentos; armamentismo irresponsável; agressões ao Judiciário e corrupção federal com o orçamento secreto”

Considerado um dos maiores apoiadores do ex-presidente Lula no Nordeste, Flávio Dino, junto com o governador Carlos Brandão (PSB) e o vice-governador eleito Felipe Camarão (PT), busca aumentar o percentual de votos ao líder petista e mantém ritmo acelerado da campanha no Maranhão, onde no primeiro turno Lula obteve 69% dos votos válidos.

  • Jorge Vieira
  • 24/out/2022

Governador e senadores do Maranhão se manifestam sobre terrorismo de Roberto Jefferson

O ato terrorista do ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB), aliado do presidente Jair Bolsonaro e responsável pela introdução do boneco vestido de padre Kelmon na sucessão presidencial como “laranja” do candidato do PL que tenta a reeleição, não passou despercebida dos principais agentes políticos do Maranhão na atualidade, que usaram as redes sociais para se manifestarem sobre o triste episódio em que o ex-parlamentar que cumpria prisão domiciliar recebeu policiais federais a tiros de fuzil e granadas, neste domingo (23).

O governador reeleito Carlos Brandão (PSB) fez o seguinte comentário: “Após agredir a ministra Carmem Lúcia, agora Roberto Jefferson ataca policiais federais. Quanta violência. Minha solidariedade aos agredidos. Todas as providências necessárias devem ser tomadas para impedir novos atentados à dignidade de nosso povo”, disse Brandão sobre o absurdo praticado pelo aliado e fiel escudeiro de Bolsonaro.

O ex-governador e senador eleito Flávio Dino (PSB) observou que “o tal Kelmon,  o falso padre amigo e atual “assessor político” de Bolsonaro, é a prova viva dos vínculos íntimos do presidente da República com esse criminoso que tentou assassinar policiais federais”. Dino diz ainda: “A nota de Bolsonaro contém mais um grave absurdo: ele mistura um atentado contra policiais federais com o repúdio aos inquéritos existentes no STF e no TSE. Ele os considera ilegais. Mas isso não faz parte de suas atribuições, pois os poderes são independentes”.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) questiona: “como alguém em prisão domiciliar mantém um arsenal com fuzis e granadas? É inadmissível. Agiu certo o STF. O pedido de prisão que eu e senador Randolfe apresentamos contra o ex-deputado, foi uma medida necessária. Roberto Jefferson é um criminoso perigoso”.

Weverton Rocha (PDT), ex-candidato derrotado ao governo do estado com apoio dos partidos que integram a base de sustentação do governo Bolsonaro e que até agora não fez qualquer declaração sobre o segundo turno da eleição presidencial, também se manifestou sobre o episódio de violência e disse ser “inaceitável a atitude de Roberto Jefferson de resistir com violência a uma decisão judicial, chegando ao absurdo de ferir policiais”.

O senador Roberto Rocha (PTB), aliado de Bolsonaro e Roberto Jefferson que não conseguiu renovar o mandato e será mandado de volta para casa em 31 de dezembro, tentou justificar a atitude insana do ex-deputado ao processo das Fakes News.

“Deploro as palavras de Roberto Jefferson contra a ministra Carmem Lúcia e sua reação armada contra a PF. De igual modo é deplorável, num inquérito inconstitucional, um juiz sozinho investigar, denunciar, julgar, condenar e prender. Cadê o Ministério Público Federal? Cadê o Senado?”.

 

  • Jorge Vieira
  • 24/out/2022

‘Ato de Jefferson é golpe programado contra a democracia’, afirma cientista político; leia análise

*Por Fernando Abrucio –  Todo o ato do ex-deputado Roberto Jefferson, desde as declarações nazistas contra a ministra Cármen Lúcia, até sua reação à prisão parece ser uma ação orquestrada para direcionar o foco da campanha para o STF nesta última semana antes do segundo turno. Ao colocar-se como uma suposta vítima de censura e de um inquérito que, segundo ele, seria ilegal, ele ataca a democracia, tentando criar uma narrativa contrária à de frente ampla usada pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Curiosos e apoiadores somaram-se aos policiais no entorno da casa de Roberto Jefferson durante o domingo.
Curiosos e apoiadores somaram-se aos policiais no entorno da casa de Roberto Jefferson durante o domingo. Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Isso embaralhou os planos dos bolsonaristas radicais e deixou o próprio Jair Bolsonaro totalmente perdido. A frase do presidente, de que não há fotos suas com Jefferson, é a prova disso. Candidato à reeleição, ele não sabe como se posicionar neste momento. Ao mesmo tempo em que diz não estar envolvido, envia seu ministro da Justiça para intervir – algo que nunca foi feito, mesmo na prisão dos ex-presidentes Lula e Michel Temer.

Além disso, o ato prejudica sua campanha à reeleição. Bolsonaro já perdeu muitas horas de seu programa eleitoral, por decisão do TSE, e agora terá de usar muito do tempo que ainda restou para tentar explicar que não teria nada a ver com o golpe do ex-deputado.

Mas, apesar do problema de execução, não se pode deixar enganar: a ação de Jefferson não foi uma simples resistência à prisão. Foi, sim, uma reação inconstitucional contra o Judiciário, uma das instituições do País. Isso tem nome, chama-se golpe de Estado. Um dos principais aliados de Bolsonaro cometendo crime contra a democracia, com anuência de bolsonaristas.

As próximas horas serão quentes. A violência pode escalar, com muita gente querendo agir como lobos solitários, alimentados pela armas liberadas pelo governo e pelo seu discurso de ódio. Do outro lado, o Supremo deve reagir e o clima vai acirrar. Em vez de uma Corte acuada, os bolsonaristas terão de enfrentar um STF que vai pesar mais a mão, com um processo de fake news que envolve o filho do presidente que pode sair a qualquer momento.

Agora é hora de ver como a sociedade vai reagir. O que está em jogo é a ordem democrática. Se nós titubearmos agora, se não reagirmos fortemente a essa tentativa de golpe perpetrada por Roberto Jefferson, a ordem democrática vai para o ralo.

*Fernando Luiz Abrucio é doutor em Ciência Política pela USP, Professor da FGV – EAESP e coordenador da área de Educação do Centro de Estudos de Administração Pública e Governo (Ceapg)

  • Jorge Vieira
  • 22/out/2022

“Asquerosa e imoral”, diz Eliziane Gama sobre fala de Roberto Jefferson que chamou ministra do STF de “prostituta arrombada”

A senadora Eliziane Gama (Cidadania) se manifestou nas redes sociais sobre as agressões proferidas pelo ex-deputado bolsonarista Roberto Jefferson (PTB) contra a ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, por ter se manifestado favorável a decisão do TSE que proíbe a Rádio Jovem Pan de continuar agredindo Lula.

Segundo a senadora, as agressões não ficarão impunes, pois, em seu entendimento, agride todas as mulheres e que abancada feminina no Senado não vai aceitar esse absurdo. Para Eliziane, as palavras criminosas do ex-deputado agridem e desrespeitam todas as mulheres.

“Repugnante, asquerosa e imoral a fala de Roberto Jefferson sobre a ministra Carmen Lúcia. As palavras criminosas agridem e desrespeitam a todas as mulheres e não vão ficar impunes. Vamos adotar todas as medidas legais cabíveis. A bancada feminina do Senado não vai aceitar esse absurdo”, observou a senadora.

Jefferson, que cumpre prisão domiciliar, assim como a emissora em questão, fazem campanha aberta para o presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-parlamentar, gravou vídeo e publicou nas redes sociais  chamando a ministra de “prostituta arrombada” por ter impedido que a rádio e seus comentaristas continue sendo fazendo campanha depreciativa contra Lula.

O ex-deputado, aliado do presidente Jair Bolsonaro, foi preso preventivamente em 13 de agosto de 2021 pela Polícia Federal após determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes por integrar o núcleo político de uma milícia digital que proferia ataques às instituições democráticas.

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