A atuação das Forças de Segurança do Estado ocorre em sincronia à deliberação do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, dada na noite desta segunda-feira (31), que determinou às polícias Militar e Rodoviária Federal a desobstruirem as vias ocupadas ilegalmente.
A decisão de Moraes atende a um pedido da Confederação Nacional dos Transportes e do vice-procurador geral eleitoral.
Logo após a entrada da capital São Luís ser desbloqueada pela Polícia Militar, o governador Carlos Brandão comunicou que seguirá atento à situação no Maranhão e que não permitirá o desrespeito ao processo democrático. Brandão reforçou, ainda, que o momento é de união em prol do desenvolvimento e da pacificação do país.
“A interdição de rodovias em protesto à derrota nas urnas prejudica deslocamentos urgentes, a exemplo de quem precisa chegar a uma unidade de saúde. O Brasil já manifestou democraticamente o que deseja para os próximos 4 anos, e agora é hora de união, em prol de um futuro melhor”, comunicou o governador.
O secretário de Estado da Segurança Pública (SSP), Silvio Leite, afirma que, por meio de ação integrada entre a Polícia Civil e os especializados em Controle de Distúrbios Civis da Polícia Militar, já foram desfeitos os bloqueios em cidades como São Domigos do Maranhão, Grajaú, Balsas, Imperatriz, Bacabal e Bom Jesus das Selvas. Agora, tratam de embaraços em Caxias, Timon e Açailândia. Informa ainda que a força-tarefa vai continuar atuando até que consiga normalizar o trânsito nas estradas.
“Estamos com uma obstrução em Timon, na ponte que liga a cidade à Teresina. Já estamos deslocando tropas especializadas para nós efetuarmos a desobstrução e para que haja o cumprimento da decisão do ministro do TSE, Alexandre de Moraes, em todo o estado do Maranhão”, afirmou o secretário da SSP.
O silêncio do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre a derrota para o ex-presidente Lula e a demora em cumprimenta-lo pela vitória revela que o ainda mandatário da nação, além de ser um péssimo perdedor, confirma sua tendência autoritária e antidemocrática.
Para a senadora Eliziane Gama (Cidadania), que teve importante participação na campanha do presidente eleito ao aproximar Lula dos evangélicos, no segundo turno, do ponto de vista da democracia, o silêncio de Bolsonaro diante dos resultados inquestionável das urnas é reprovável.
Segundo a senadora, o comportamento de Bolsonaro destoa da grande nação brasileira. “Quem não admite derrota, quem não defende alternância de poder, jamais esteve preparado para governar o país”, diz Eliziane, parlamentar que acompanhou Lula no último debate da TV Globo.
Bolsonaro, desde domingo passado, quando perdeu a eleição, mantem-se em silêncio sobre o resultado das eleições e é o principal suspeito de estar por trás do movimento de alguns caminhoneiros baderneiros, que, maior cara dura, defendem golpe militar, quando a grande maioria da população disse nas urnas que quer os militares longe e cuidando dos quarteis.
Isolado internamente e internacionalmente, até seus ministros já estão limpando as gavetas e se oferecendo para colaborar na transição, Bolsonaro continua recluso, esperando um levante que não existe e terá que desocupar o posto para o qual foi eleito, fez uma péssima gestão e foi reprovado pela população brasileira.
Jair já deveria ter reconhecido a derrota, ficaria menos feio. Não adianta querer criar clima contra o processo eleitoral, a eleição foi limpa, transparente; a Justiça Eleitoral conduziu com maestria o pleito no qual a grande maioria do povo brasileiro deu cartão vermelho para Bolsonaro.
Só resta ao derrotado reconhecer que perdeu, meter a viola no saco e ir embora, sem deixar saudade.
Sem respaldo popular, o movimento de alguns caminhoneiros que protestam contra o resultado da eleição em que o ex-presidente Lula saiu vencedor não conseguiu vingar no Maranhão por conta da mão firme do governador Carlos Brandão em cumprir as determinações do Supremo Tribunal Federal.
Nesta manhã de terça-feira (1º), Brandão recorreu as redes sociais para anunciar que forças policiais do estado conseguiram desobstruir as vias que estavam interditada por arruaceiros ligados ao presidente Jair Bolsonaro, que continua em silêncio, mas incentivando as interdições..
“Conforme determinação do STF, nossa polícia, após negociação, já desobstruir vias também em Açailândia, Imperatriz, Bom Jesus das Selvas e Estreito, garantindo livre acesso aos maranhenses. Seguimos acompanhando manifestações antidemocráticas no Maranhão”, disse Brandão em sua página no Twitter.
Segundo anunciou Brandão em sua rede, “a entrada de São Luís já foi desbloqueada pela nossa polícia. Seguimos atento a situação no Maranhão e não permitiremos desrespeito com o processo democrático. Reforço que o momento é de união em prol do desenvolvimento e da pacificação do país”.
Já a presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann, reagiu ao descumprimento da ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) pela Polícia Rodoviária Federal (PRF, de desobstruir as rodovias do país bloqueadas por bolsonaristas inconformados com a derrota de Jair Bolsonaro (PL) nas urnas, no domingo (30).
Em sua conta no Twitter, nesta terça-feira (1), Gleisi direcionou sua fala ao diretor-geral da PRF, Silvinei Vasques, chamando-o de “delinquente” e dizendo que a sua falta de posicionamento em cumprir a ordem do STF está “comprometendo a imagem da polícia”.
Gleisi também criticou Jair Bolsonaro que, ao deixar de se pronunciar diante da derrota, incita seus apoiadores a manter a barbárie nas rodovias.
O trecho da BR-135, na altura do bairro Maracanã, entrada de São Luís, foi desobstruído, na noite desta segunda-feira (30). A área estava ocupada por manifestantes que alegavam descontentamento com o resultado das eleições presidenciais. O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-MA), deslocou efetivo militar para o local e, após diálogo com os ocupantes, conseguiu a desinterdição da via.Em postagem nas suas redes sociais, o governador Carlos Brandão informou o resultado positivo da operação da Segurança Pública. “A entrada de São Luís já foi desbloqueada pela nossa polícia. Seguimos atentos à situação no Maranhão e não permitiremos desrespeito com o processo democrático. Reforço que o momento é de união em prol do desenvolvimento e da pacificação do país”, pontuou.A estrada estava ocupada no sentido Estiva-São Luís. A SSP-MA destacou para viaturas do Batalhão de Choque, do BOPE, da Rotam e do 21° Batalhão de Polícia Militar para monitorar o trecho e conversar com os manifestantes. O aparato da operação para desinterditar a estrada contou ainda com apoio de veículo Auto Bomba Tanque e uma ambulância do Corpo de Bombeiros. Os protestos encerraram com a saída dos ocupantes da estrada. Não houve confronto.“A Segurança Pública, sob orientação do governador Carlos Brandão, prontamente agiu para garantir o direito das pessoas de ir e vir. Dialogamos com os manifestantes e tudo foi resolvido com diálogo. Após negociação, eles viram que a medida mais sensata seria desobstruir a via e isso foi feito. Tudo contornado e sem a necessidade do uso da força. Os manifestantes entenderam que a democracia deve ser respeitada”, frisou o titular da SSP-MA, Sílvio Leite.
Estadão – Em silêncio desde que perdeu as eleições para Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o presidente Jair Bolsonaro não aceitou, até agora, discutir o seu futuro político com aliados. Apesar da derrota, Bolsonaro ainda é um líder popular de direita e deve comandar a oposição ao governo Lula, mas ainda não disse como pretende fazer isso fora do poder.
Na noite deste domingo, 30, pouco antes da virada de Lula, o presidente ainda achava que poderia vencer a disputa, com uma margem de 1,2 milhão de votos. Quando percebeu que não tinha mais chance, ele se recolheu. Aos poucos que tentaram puxar conversa sobre seus próximos passos, como o líder do governo na Câmara, Ricardo Barros (PP-PR), Bolsonaro ficou quieto.
Mesmo filiado ao PL, o chefe do Executivo não tem influência no partido, que é presidido por Valdemar Costa Neto. O PL integra o Centrão e é dono da maior bancada na Câmara, com 99 deputados, mas uma parte da legenda já admite negociar com o governo Lula.
Como não terá um partido para si, Bolsonaro poderia até mesmo retomar a tentativa de criar uma sigla de direita, como a Aliança pelo Brasil, que não conseguiu sair do papel. Aliados dizem, porém, que não há sinais de mobilização para isso. Tampouco veem Bolsonaro à frente de um instituto que leve seu nome, como fizeram ex-presidentes.
“Eu acho que ele vai se recolher. Ele sempre reclamou muito, dizendo ‘O que eu estou fazendo aqui? Poderia estar na minha chácara, pescando’”, disse o deputado eleito Alberto Fraga (PL-DF), amigo de Bolsonaro há 40 anos, numa referência aos hábitos de pescar na região de Angra dos Reis (RJ), onde tem uma casa, na Vila de Mambucaba. “Do jeito que ele não tem ligação com a mídia, quando deixar de ser presidente ninguém vai procurar Bolsonaro. Político sem mandato é abelha sem ferrão.”
Fraga afirmou, ainda, que Bolsonaro pode se candidatar novamente ao Planalto, em 2026. “O que pode acontecer é o que aconteceu com (o ex-presidente dos Estados Unidos Donald) Trump. Na próxima, é ele quem vai disputar, a depender, evidentemente, se não tiver outros nomes, como Zema e Caiado”, observou, em alusão aos governadores de Minas, Romeu Zema, e de Goiás, Ronaldo Caiado.
Bolsonaro sempre se queixou da tarefa de presidir o País. Reclamava de falta de privacidade, de cansaço, de tempo para se distrair e chegou a dizer que não levava jeito para ser presidente. “Não tinha nada para estar aqui. Nem levo jeito”, disse ele ao discursar em fórum de investimentos, em junho. “Nasci para ser militar. Entrei na política por acaso”, completou.
Às vésperas do primeiro turno, o presidente deu uma indicação de falta de expectativa para o futuro, ao falar a um podcast de influenciadores evangélicos. “Se for a vontade de Deus, eu continuo. Se não for, a gente passa aí a faixa e vou me recolher. Porque, com a minha idade, eu não tenho mais nada a fazer aqui na Terra, se acabar essa minha passagem pela política, aqui”, declarou.
Depois de condicionar o reconhecimento do resultado a “eleições limpas”, o presidente disse, após o debate na TV Globo, na sexta-feira, 28, que “quem tiver mais votos leva”. Mesmo assim, ainda paira sobre o Planalto o possível questionamento da derrota, a partir de parecer sobre a fiscalização realizada pelas Forças Armadas.
O entorno do presidente, de políticos a militares, apostava que haveria “convulsão social” com a derrota dele. Um dos mais íntimos auxiliares de Bolsonaro disse ao Estadão, sob reserva, que o futuro do candidato à reeleição sempre foi tema vetado no comitê de campanha. Segundo ele, “não se falava sobre isso”, nem mesmo sobre quais seriam os potenciais herdeiros do bolsonarismo, porque todos evitavam pensar na hipótese de derrota.
Nas últimas semanas, a campanha tentou levantar suspeitas sobre pesquisas eleitorais e inserções de propaganda nas rádios, que segundo o comitê, prejudicariam o presidente e favoreceriam Lula.
Para se reerguer politicamente, a estratégia de Bolsonaro seria apostar na presença consolidada nas redes, a maior do Brasil, nos 58,2 milhões de votos e no País rachado, além do crescimento da bancada conservadora no Congresso.
Amigos do presidente consideram que ele deverá enfrentar uma leva de processos judiciais sobre a gestão, que poderá condicionar sua capacidade de voltar a disputar eleições. A aposta de políticos de direita é de que o governador eleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), herde parte do bolsonarismo no lugar dos filhos parlamentares de Bolsonaro, como o senador Flávio (PL-RJ), o deputado Eduardo (PL-SP) e o vereador Carlos (Republicanos-RJ). Tarcísio, porém, procurou marcar diferenças com o presidente ao longo da campanha e se afastar de extremismos.
Carlos Brandão, governador reeleito em aliança com o PT e um conjunto de partido de esquerda, centro-esquerda e centro acredita que com a eleição de Lula novos ventos sopraram rumo ao Maranhão trazendo esperança de dias melhores para os maranhenses.
“Hoje, a esperança nasceu junto com a manhã desde primeiro dia pós eleição. Foram anos difíceis, mas agora Lula, temos a certeza de que o Brasil voltará a sorrir com o governo de todos os brasileiros. Mais do que nunca estamos no caminho certo! Viva a democracia”, disse o governador em sua rede social.
Sobre a interferência da Polícia Rodoviárias Federal que tentou criar dificuldade no dia da eleição desenvolvendo ações que dificultaram o acesso as urnas, gerando muitas reclamações de eleitores que não conseguiram chegar às suas zonas eleitorais por conta de blitz que travaram o trânsito em várias cidades, entre as quais o Rio de Janeiro.
“Durante todo o fim de semana, os maranhenses puderam se deslocar gratuitamente pelo Estado para exercer seu direito à participação democrática. Desejo um bom retorno a todos nesta segunda-feira”, lembrou o governador.
Com a eleição do presidente Lula, começam as especulações sobre prováveis nomes que comporão o primeiro escalão do novo governo que tomará posse em primeiro de janeiro de 2023.
O ex-governador do Maranhão, senador eleito Flávio Dino (PSB), principal opositor do presidente Jair Bolsonaro e um dos coordenadores da campanha do líder petista no estado, continua cotado para ocupar um Ministério.
Conforme especula o jornal O Estado de São Paulo, Dino deve ficar com o Ministério da Justiça, previsto para ser separado da Segurança Pública, devendo deixar o mandato de senador para a suplente Ana Paula (PCdoB), esposa do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB).
Considerado um dos políticos mais próximos ao presidente eleito, Dino vem sendo especulado como futuro integrante do governo de Lula desde que o petista se comprometeu durante comício histórico na Praça Maria Aragão ajudar o Maranhão e recebeu pedido, em palanque, para levar Flávio Dino ao primeiro escalão do seu futuro governo.
Dino denunciou o golpe contra a ex-presidente Dilma, condenou a forma parcial com que o juiz Sérgio Moro se conduziu no processo que condenou Lula a prisão, é amigo leal, mostrou competência a frente do Governo do Maranhão, sendo considerado um dos nomes fortes para compor o primeiro escalão do novo governo.
E com a provável convocação do ex-governador maranhense, a cadeira deverá ser ocupada pela vice-prefeita de Pinheiro, Ana Paula fará companhia a senadora Eliziane Gama (Cidadania), que também mostrou engajamento na reta final da campanha.