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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 13/jan/2014

Simplício reafirma pedido de intervenção federal e diz que Roseana esconde real situação de Pedrinhas

Após
visita ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas nesta segunda-feira (13), o
deputado federal Simplício Araújo
(Solidariedade/MA) afirmou que o grupo Sarney é o único que possui real
conhecimento do que ocorre dentro da penitenciária. Segundo informou, houve direcionamento
da visita, o que impediu os deputados e senadores de conhecerem as alas em
estado degradante. Diante disso, o parlamentar exige intervenção no sistema
penitenciário. De acordo com Simplício, os presos das alas mais problemáticas
estão fazendo greve de fome. “A intervenção é o melhor caminho para que se
possa resolver o caso”, defendeu.
“Só
mostraram as alas que foram reformadas recentemente. Dessa forma, fica difícil
apontarmos soluções para minimizar o caos que ali se instalou. Estão escondendo
o problema e quero saber por que estão fazendo isso. Só quem pode ter acesso é
o grupo Sarney, o que faz acreditarmos, infelizmente, que tudo continuará na
mesma situação”, apontou o deputado.
Simplício
afirmou que um descuido na segurança permitiu que jornalistas conseguissem ter
acesso ao lado sombrio da penitenciária: presos se amontoavam em celas vivendo
em condições desumanas. O descuido mostra que a segurança continua falha.
“Enquanto os parlamentares eram apresentados a celas com colchões e presos
usando uniforme, a segurança, falha por sinal, permitiu que a imprensa
conhecesse a real situação em que se encontra Pedrinhas”, completou o
parlamentar maranhense.
Dentro
da unidade, onde 62 presos foram mortos desde o ano passado, detentos
reclamaram que a Secretaria de Administração Penitenciária maquiou a situação
dentro do local, encaminhando presos para outras prisões. Mesmo assim, a
situação observada era de precariedade nas celas, e havia superlotação. Os
presos afirmaram que são vítimas de tiros de armas de bala de borracha e que
não têm assistência médica dentro do complexo.
“Como
a oposição vai contribuir e dar alguma solução se fomos impedidos de ver a
situação?”, questionou. Segundo o deputado, a população precisa entender que o
primeiro passo para que se evitem outras tragédias é melhorar o sistema
penitenciário, até porque a ordem para os ataques partiu de dentro do presídio.
Além da visita direcionada de hoje, Simplício também citou o fato de terem
barrado a deputada estadual e Presidente da Comissão de Direitos Humanos da
Assembleia Legislativa do Estado, Eliziane Gama, que tentou, junto com membros
da sociedade civil ligados aos direitos humanos, ter acesso ao presídio.
Por
fim, Simplício ressaltou que não existe nenhuma autoridade fora do grupo Sarney
que tenha acesso ao problema. “Estão fazendo politicagem com a situação. Quem
pode garantir que não vai acontecer de novo? Como podemos contribuir se o
governo só dá acesso pra quem está fazendo politicagem?”
De acordo com o presidente da comissão de direitos humanos da OAB, Luiz Antonio
Pedrosa, é para evitar que o Estado tente maquiar a situação das unidades que
são necessárias as visitas surpresas. Na última sexta-feira (10) o governo do
Maranhão impediu a entrada da comissão de direitos humanos da OAB e da
Assembleia Legislativa.

 

  • Jorge Vieira
  • 13/jan/2014

Falha na segurança permite entrada de 40 jornalistas em Pedrinhas

Uma porta foi deixada aberta no presídio em São
Luís e os repórteres tiveram acesso aos presos, que fizeram queixas à imprensa
Artur
Rodrigues – O Estado de S. Paulo
ENVIADO
ESPECIAL A SÃO LUÍS – O esquema de segurança da casa de detenção do complexo de
Pedrinhas, em São Luís (MA), foi furado por mais de 40 jornalistas que entraram
na unidade sem autorização. Apesar de a assessoria de imprensa do governo do
Estado ter armado um esquema para impedir a entrada da imprensa, a segurança do
complexo se mostrou falha mais uma vez. Uma porta foi deixada aberta e a
multidão de repórteres teve acesso aos presos, no começo da tarde desta
segunda-feira, 13.
Dentro da
unidade, onde 62 presos foram mortes desde o ano passado, detentos reclamaram
que a Secretaria de Administração Penitenciária maquiou a situação dentro do
local, encaminhando presos para outras prisões. Mesmo assim, a situação
observada era de precariedade nas celas, e havia superlotação. Os presos
afirmaram que são vítimas de tiros de armas de bala de borracha e que não têm
assistência médica dentro do complexo.
Enquanto
os jornalistas estavam no local, os presos ficaram indignados e começaram a
protestar contra as tentativas dos agentes de retirar a imprensa de dentro. Um
dos detentos jogou uma quentinha contra um dos funcionários.
De acordo
com o presidente da comissão de direitos humanos da OAB, Luiz Antonio Pedrosa,
é para evitar que o Estado tente maquiar a situação das unidades que são
necessárias as visitas surpresas.
Na última
sexta-feira, 10, o governo do Maranhão impediu a entrada da comissão de
direitos humanos da OAB e da Assembleia Legislativa.
Maquiagem – Deputados
maranhenses acusam o governo do Estado de maquiar as unidades visitadas pela
Comissão de Direitos Humanos de Senado. “Visitei muitos presídios no
Brasil e vi muito isso: maquiagem”, disse o deputado federal Domingos
Dutra (Solidariedade). “Nós demos sugestões de visita ao Centro de
Detenção e ao Presídio São Luís 2, que estão em situações graves, mas a direção
do presídio fez outra programação e diz que, se os vereadores forem a
esses locais, podem incentivar uma rebelião”.
Presos
ouvidos pela imprensa afirmaram que vários detentos de celas superlotadas foram
transferidos antes da visita dos parlamentares. O deputado federal Simplício
Araújo (Solidariedade) afirma que os presos das alas mais problemáticas estão
fazendo greve de fome. “A intervenção é o melhor caminho para que a gente
possa voltar ao normal aqui dentro”, afirmou. A presidente da Comissão de
Direitos Humanos da Assembleia Legislativa afirma ter sido barrada novamente.

  • Jorge Vieira
  • 13/jan/2014

MPMA pede interdição da delegacia do Turu

Em Ação
Civil Pública protocolada pela 2ª Promotoria de Justiça do Controle Externo da
Atividade Policial de São Luís, o Ministério Público do Maranhão requer a
concessão de Liminar que determine a interdição da delegacia do 7° Distrito
Policial, localizada no Bairro Habitacional Turu. A delegacia não apresenta
condições estruturais mínimas de funcionamento, colocando em risco os
servidores e a população que busca os serviços do 7º DP.
Em
inspeção realizada pelo promotor Cláudio Alberto Gabriel Guimarães, autor da
ação, foi observada a situação da delegacia e as condições precárias de
trabalho. Além da presença de cupins, foram verificadas rachaduras nas paredes
e curto-circuitos nas instalações elétricas. Diante do quadro, foi solicitada
vistoria ao Corpo de Bombeiros, realizada em 6 de novembro de 2013.
Após a
vistoria, o Corpo de Bombeiros fez uma série de exigências: apresentação de
projeto de prevenção e combate a incêndio; apresentação de laudo de manutenção
de para-raios; realização de manutenção na estrutura do telhado, que está
infestado de cupins e apresenta risco de desabamento; manutenção de toda a
estrutura elétrica; e colocação de extintor de incêndio próximo à recepção.
Durante a
própria realização da inspeção ocorreu uma pane elétrica que obrigou ao
desligamento das lâmpadas, já que havia risco de um princípio de incêndio em
uma sala em que são arquivados inquéritos policiais, livros, documentos e
equipamentos eletrônicos.
Além da
interdição imediata da delegacia, a ação do Ministério Público requer que a
Justiça condene o Estado do Maranhão a realizar as exigências listadas pelo
Corpo de Bombeiros para que o 7° Distrito Policial tenha condições de
funcionamento.

  • Jorge Vieira
  • 13/jan/2014

Governo federal atua para impedir intervenção no Maranhão, diz deputado Domingos Dutra

Carlos
Madeiro
Do UOL, em Sâo Luís
 
O
deputado federal e ex-presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do
Sistema Prisional, Domingos Dutra (SDD-MA), criticou o governo federal pela
falta de ações no Maranhão e afirmou que as ações anunciadas para o sistema
prisional existem apenas para evitar a intervenção na segurança pública do
Estado.
“Essas
medidas têm o objetivo de evitar a intervenção, porque em fevereiro 2012 [o
ministro da Justiça] esteve aqui após uma tragédia igual a esta, e ele e a governadora Roseana Sarney [PMDB] anunciaram uma
série de medidas
que não foram colocadas em prática. Nós queremos
que isso ocorra”, disse o deputado, que faz oposição à família Sarney no
Estado, e que acompanha visita da Comissão de Direitos Humanos do Senado
a São Luís. Dutra era filiado ao PT, mas desentendeu-se com o partido e chegou
a apoiar a criação da Rede, da ex-senadora Marina Silva. Como o registro do
partido não foi aprovado, ele filiou-se ao Solidariedade.
A
Procuradoria Geral da República analisa um pedido de entidades para solicitar
ou não, ao STF (Supremo Tribunal Federal), um pedido de intervenção federal.
Na
quinta-feira passada (9), o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a
governadora anunciaram um plano emergencial com 11 medidas para tentar
minimizar os problemas do Complexo Penitenciário de Pedrinhas e reduzir a
sensação de insegurança nas ruas de São Luís.
As
medidas, porém, não foram bem recebidas pelo deputado. “Não há previsão,
dentro das 11 medidas, para contratação de agente penitenciário, de defensor
público, não tem uma linha sobre a socialização, não tem nada da desprivatização
dos presídios”, criticou.
Para
Dutra, a crise só aconteceu porque o governo foi omisso nas ações que poderiam
evitar problemas. “Tem as recomendações da CPI, do CNJ, do CNMP; teve o
dinheiro que veio pra cá e voltou. Por isso a intervenção é necessária, porque
o governo perdeu o controle, e não tem mais como intervir nesse processo”.
O
deputado ainda alegou que que não faltam leis no país para resolver o problema
carcerário. “O problema é a falta de vontade do governante. Nós aprovamos
leis que garantem a remissão [diminuição] da pena pelo trabalho ou pelo estudo,
mas os presos não estudam nem trabalham. Aprovamos o monitoramento, não é
aplicado. Portanto não é um problema legal.”
“O
aparato judicial brasileiro é mais do que suficiente para evitar a tragédia. Na
hora que tiver muita gente granfina rica, talvez melhore. Enquanto tiver tiver
só gente pobre, só vão se lembrar dos presídios quando houve uma tragédia como
essa”, complementou.
O
Maranhão enfrenta uma crise de segurança pública desde o final do ano passado.
Após a Polícia Militar intervir no Complexo de Pedrinhas, presos ordenaram
ataques a ônibus nas ruas de São Luís.

  • Jorge Vieira
  • 13/jan/2014

Moradores de bairro nobre de São Luís relatam medo da violência e criticam ação do governo

Carlos
Madeiro
Do UOL, em São Luís
Os
moradores de bairros de classe média e alta de São Luís estão preocupados com a
escalada da violência em São Luís. O UOL circulou, domingo (12), por
alguns dos locais nobres da capital maranhense, e ouviu muitas críticas dos
moradores.
Todos os
entrevistados relataram que a insegurança cresceu nos últimos anos, pediram mais
policiais e acusaram o governo de ser ineficiente no combate ao crime.
Segundo a
aposentada Maria Aparecida Senra, 70, que mora em São Luís há três anos, a
violência aumentou nesse período. “A gente está com medo de sair de casa,
de ir às ruas, e a todos os lugares. Tem que andar com dinheiro no bolso, o
documento é só uma cópia. Não podemos andar de bolsa. Nem a banco eu vou, quem
vai por mim agora é meu filho”, disse.
A
aposentada disse que chegou a ir ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas e ficou
chocada com a situação. “Fui lá, uma coisa absurda. Morro de pena de quem
mora ali perto”, disse a morador do Alto do Calhau.
Para o
engenheiro Manoel Menezes, 61, a segurança pública sempre foi um problema, mas
ele concorda que os índices cresceram nos últimos tempos.
“De
uns tempos para cá, isso virou um caldeirão. Lá o presídio é dominado por
facções. Dá a impressão que eles comandavam o crime aqui fora, antes; e agora,
como foram presos, comandam de lá”, afirmou.
Menezes
também critica a gestão penitenciária do governo.
“Houve
dinheiro que veio de Brasília, mas o investimento não foi realizado. A
governadora [Roseana Sarney] foi ineficiente e mostrou um total descompromisso
com a situação. Lembro que [José] Sarney teve seu primeiro mandato aqui em
1963, com discurso de mudança. E desde lá nada mudou”, disse.
O
representante de medicamentos Neto Dias, 37, concorda que o governo foi
ineficiente no controle da situação dos presídios.
“É
um descaso do poder público, que deixou as coisas correrem soltas. Por anos
foram tapando o sol com a peneira, e a questão do presídio foi só um estopim. A
violência já vinha ocorrendo, temos bairros sitiados”, disse.
Críticas
Para
outros moradores de São Luís, o posicionamento da governadora Roseana Sarney
(PMDB) diante da crise foi equivocada.
A
fonoaudióloga Sandra Valéria Santos, 36, disse que tentar ligar a crise na
segurança com um suposto enriquecimento do Estado foi uma declaração que não
convenceu. “O posicionamento dela foi muito infeliz, com palavras que não
apresentaram nada. Só dizer que o Maranhão está se desenvolvendo não
convence”, afirmou.
Para a
estudante de direito Carla Paz, 28, a Força Nacional demorou a ser acionada e
poderia ter agido antes para evitar a morte de uma menina de seis anos,
queimada em um ataque a ônibus. 
“O
sistema carcerário está defasado, mal estruturado, tem que ter o princípio da
dignidade. Não pode ser assim, como é hoje. O Maranhão não está bem, como disse
a governadora. Aqui não está preparado nem para receber turistas”, disse.

  • Jorge Vieira
  • 13/jan/2014

Roseana terá autonomia para resolver crise no MA, diz ministro da Justiça

MARINA
DIAS

Folha de São Paulo 
O
ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que o governo Roseana Sarney
tem “total autonomia” para resolver os problemas de segurança no
Maranhão.
Dois dias
após ter se reunido com a governadora, em São Luís, o ministro disse em
entrevista à Folha que a aliada coordenará diretamente o plano anticrise
lançado na semana passada e que caberá ao Ministério da Justiça “apoiar
ações e acompanhar o cumprimento de prazos”.
Em meio à
crise de segurança no Estado, com casos de decapitação e esquartejamento de
presos em Pedrinhas, Cardozo classificou o sistema penitenciário brasileiro
como “medieval” e disse que não encontra eco “na política nem na
sociedade” para resolver os problemas carcerários do país.
“Quando
se fala em construir presídios ou tratar de presos, há pessoas que recriminam
dizendo que bandido tem que ser mal tratado”.
Leia a
seguir os principais trechos da entrevista.
Folha –
Diante dos casos de violência dentro e fora dos presídios, com decapitação e
esquartejamento de detentos, não é o caso de uma intervenção federal no Maranhão?

 
José Eduardo Cardozo – Pela Constituição Federal, a intervenção deve ser
proposta pelo procurador-geral da República ao Supremo Tribunal Federal.
Qualquer afirmação ou juízo de valor que eu pudesse fazer nesse caso seria uma
intromissão indevida em poderes autônomos.
Em
Pedrinhas, 62 presos foram mortos desde o ano passado e um relatório do CNJ
(Conselho Nacional de Justiça) concluiu que o governo tem sido incapaz de
coibir a violência. Dá para confiar no governo estadual para controlar essa
situação?

Estamos dando apoio ao Maranhão a partir de um programa que será coordenado
diretamente pela governadora Roseana Sarney (PMDB), que terá total autonomia.
O governo
pensa assim por que quer evitar atrito com o senador José Sarney (PMDB) ou por
que realmente acha que essa é a melhor forma de lidar com o problema?

A presidente Dilma Rousseff determina ao Ministério da Justiça e a toda sua
equipe que aja de maneira absolutamente republicana, pouco importa se o
governador é aliado ou de oposição.
O senhor
foi ao Maranhão na semana passada para se reunir com Roseana Sarney (PMDB).
Quais medidas práticas serão tomadas para controlar a violência no Estado?

Criou-se um grupo de gestão integrada, com unidades dos governos estadual e
federal para executar o programa. Faremos a transferência de presos de alta
periculosidade para presídios federais de segurança máxima. Também vamos
implementar um mutirão de defensoria pública para acelerar processos. Foram
onze medidas no total.
O governo
federal ofereceu vagas em prisões federais para detentos considerados perigosos
de Pedrinhas. Por que a governadora relutou em aceitar a proposta?

A governadora, no momento que achou devido, aceitou a oferta. Nós temos feito a
transferência de presos para presídios federais com grande êxito. O objetivo é
cortar o comando da organização criminosa que age dentro dos presídios e
comanda ataques nas cidades. Quando feita a remoção, os ataques começam a
ceder.
Enviar
presos perigosos a outros Estados pode facilitar o contato desses detentos com
lideranças de facções locais e ajudar a espalhar o crime?

Essa tese não é comprovada pela realidade. Não sei de onde tiram essa
avaliação. Transferir presos é uma experiência exitosa.
Em
novembro de 2012, o senhor disse que preferiria morrer a ficar preso em uma
cadeia brasileira. O sistema penitenciário sofre com a superlotação e
violência. Qual a solução?

A maior parte dos presídios no Brasil é mesmo medieval. Há muitas organizações
criminosas que surgiram a partir da articulação de presos para mudar as
condições péssimas nos presídios. É necessário enfrentar os problemas, mas isso
não tem tido eco na política e na sociedade. Quando você fala em construir
presídios, há pessoas que recriminam dizendo que bandido tem que ser mal
tratado.
Segundo
dados divulgados pelo próprio Ministério da Justiça, o Plano Nacional de Apoio
ao Sistema Prisional recebeu 34,2% a menos de verba em 2013 do que em 2012. Não
era a hora de investir mais?

O tempo médio para a construção de um presídio chega a três anos. A escolha do
local nem sempre é fácil porque muitas cidades não querem receber unidades
prisionais, a elaboração do projeto é complexa e fazer a licitação também. Para
que eu possa repassar o dinheiro é necessário que o Estado indique a área, o
projeto, faça licitação e contrate a unidade. Esses problemas acabam
dificultando o repasse . Acredito que vai melhorar em 2014.
O governo
Roseana Sarney (PMDB) abriu pregão de R$ 1,3 milhão para comprar uísque
escocês, champanhe e caviar para coquetéis e eventos oficiais. E cancelou um
que previa a compra de 80 kg de lagosta para as residências oficiais no meio de
uma crise de segurança no Estado. Isso não constrange o governo?

O ministro da Justiça tem que zelar pelo cumprimento da Constituição, seja pela
separação dos poderes, seja pela autonomia federativa. Por isso não comento
questões relativas ao âmbito dos Estados nem de outros poderes.
Outro
tema que o Ministério da Justiça está tratando é a demarcação de terras
indígenas. A minuta da nova portaria foi criticada tanto pelas entidades
indigenistas como pelos ruralistas. Por que houve tanta insatisfação?

Quando você tem uma situação de conflito agudo e radicalizado é quase
impossível que tenha uma proposta unanimemente aceita.
Na sua
opinião, qual é o principal avanço da nova portaria?

Segurança jurídica e mediação. Muitos dos processos de demarcação hoje são
judicializados, ou seja, com liminares sustando, decisões anulando, etc. Temos
que ter maior segurança jurídica e dar toda a transparência possível ao processo.
Já a ideia da mediação de conflitos, que não há na legislação atual, também
ajudaria a agilizar a demarcação de terras.
A crítica
dos ruralistas é sobre a participação dos órgãos federais no processo. Com nove
ministérios na mesa, essa mudança não tornará o processo mais moroso e
burocrático?

Não são nove ministérios na mesa, são nove ministérios que podem enviar
informações e acompanhar os trabalhos. Os prazos são os mesmos. Estamos
buscando aperfeiçoar o processo para se tomar as decisões com imparcialidade
sem que se tire o protagonismo da Funai (Fundação Nacional do Índio), que é
quem deve comandar o processo de demarcação.
Dilma
Rousseff foi a presidente que menos homologou demarcações de terras indígenas
no período democrático –foram apenas dez áreas até agora. A nova portaria vai
acelerar o processo?

Por razões evidentes, as demarcações foram feitas com muita facilidade nas
regiões em que não havia conflitos e, com o passar do tempo, foram restando as
terras onde existe um conflito posto. Não há ausência de vontade política do
governo em demarcar terras, o que existe é que o estoque de áreas demarcáveis
geram conflito e exigem mediação ou solução judicial.
O senhor
prometeu fazer audiências públicas e oficinas com diversos setores para receber
sugestões. Um dos principais temores é de que a discussão se arraste e a nova
portaria não seja publicada tão cedo. Quando pretende fazer a publicação?

Estamos dispostos a ter discussão de maneira transparente e democrática, mas
não que isso não vá ter um fim. Estamos buscando equilíbrio. Não estipulei teto
para a publicação para não ser acusado de querer acelerar ou retardar demais a
solução.
O governo
cedeu às pressões dos ruralistas para assegurar apoio nas próximas eleições?

De um lado o Ministério da Justiça é criticado por ser omisso e não parar com
as demarcações, desrespeitando os direitos dos produtores em benefício dos
índios. De outro, é criticado por atender aos interesses dos ruralistas por
questões eleitorais. Nem uma coisa nem outra. Precisamos cumprir a Constituição
para reconhecer direitos a quem os tem.

1 2.197 2.198 2.199 2.200 2.201 2.789

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