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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 31/mar/2014

A democracia que falta

Por Flávio Dino*

“Uma dor
assim pungente

Não há de ser inutilmente”
João Bosco e Aldir Blanc
Esta semana que se inicia será marcada por eventos
públicos e reportagens lembrando o golpe militar realizado há 50 anos contra um
governo eleito democraticamente e que propunha mudanças estruturais para
distribuir melhor a riqueza produzida no Brasil. A este golpe, seguiram-se 20 anos
do mais terrível período da história nacional, com torturas, execução de
inocentes e desmandos.
Para nós, maranhenses, o golpe implicou o
surgimento do mais longo domínio político de que se tem notícia no Brasil,
comparável somente ao reinado de Dom Pedro II. Com total apoio dos militares,
uma oligarquia se instalou no Palácio dos Leões, trazendo a “revolução de 64 ao
Maranhão”, como afirmava jornal da época.
Foi um período triste de cassações, perseguições,
execução de agricultores para expulsá-los das terras e repressão violenta a
movimentos legítimos da sociedade.
As lutas estudantis, as greves de 1979 no ABC e a
Campanha das Diretas, em 1984, foram momentos determinantes para a volta da
democracia no Brasil, cantada em acordes e versos por Elis Regina, Chico
Buarque e tantos dos melhores artistas que nosso país já produziu. Vimos a
volta do irmão do Henfil e o dia raiar sem pedir licença a quem quer que fosse.
Infelizmente, aqui no Maranhão, a história foi outra.
As eleições foram restabelecidas, é bem verdade.
Mas o domínio do mesmo grupo manteve-se por força dos instrumentos que
construíram durante a ditadura: o controle dos meios de comunicação e a
instalação de apadrinhados nos principais postos do aparelho de Estado.
As heranças ditatoriais no modus operandi da
oligarquia são sentidas pela falta de alternância no poder e pelo ambiente
criado no Maranhão. É emblemático que ainda hoje muitos tenham medo de perderem
seus empregos, de serem perseguidos ou terem sua moral aviltada com calúnias
nos meios de comunicação desse poder imperial.
O resultado é essa situação atípica e única no
Brasil, em que esse grupo remanescente da ditadura tenta perpetuar-se no poder,
quase 30 anos após a volta da democracia. Contudo, nada é maior do que o sentimento
de transformação presente no olhar de milhares de pessoas que têm estado
conosco em encontros vibrantes e plenos de esperança.
Em respeito à dignidade do nosso povo, é urgente
completar a instalação do processo democrático no Maranhão. Para isso, temos
promovido a união de todas as forças políticas e sociais que querem construir
um novo amanhã. E um dos pilares desse novo momento é justamente a democracia,
com liberdade de expressão para todos, abertura ao diálogo com todas as forças
sociais e, principalmente, eliminação dessa politica atrasada de perseguições e
de apologia do ódio, inclusive contra os comunistas.
Assim como raiou o dia para os que lutaram contra
as trevas da ditadura militar, está chegando o tempo de levantar a noite que
paira sobre o Maranhão. A estrada está aberta a todos que queiram caminhar por
ela em busca de um novo futuro. O Maranhão não pode mais ter lugar para
ditadores e ditaduras.
(*) Advogado e professor da Universidade
Federal do Maranhão. Foi juiz federal (1994-2006), deputado federal (2007-2011)
e presidente da EMBRATUR (2011-2014).

  • Jorge Vieira
  • 31/mar/2014

Eleições 2014: Justiça Eleitoral pretende manter mordaça do MP

Nesta segunda, Procuradoria-Geral
da República questionará no STF legalidade da resolução que impede o Ministério
Público de abrir inquéritos nas eleições
Marcela
Mattos, de Brasília
A pouco mais de seis meses das eleições, o
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pretende ignorar os apelos de promotores e
procuradores e manter a resolução que limita a atuação do Ministério
Público nas eleições deste ano. A medida está parada no gabinete do
relator, ministro José Dias Toffoli, há
dois meses – e não deve sair alterada de lá. Nesta segunda-feira, a
Procuradoria-Geral da República questionará na Justiça a legalidade da
resolução.
A nova regra estabelece que o MP não poderá pedir a
abertura de inquéritos para apurar crimes eleitorais e determina que, com
exceção dos casos de flagrante, o “inquérito policial eleitoral somente
será instaurado mediante determinação da Justiça Eleitoral”. Ou seja: para
investigar um caso, promotores e procuradores precisarão de autorização
prévia do juiz eleitoral.
Em conversa recente com Rodrigo Janot,
procurador-geral da República e chefe do Ministério Público Eleitoral, o
ministro Dias Toffoli informou que o colegiado não pretende rever a medida.
Caberá a Toffoli conduzir o TSE nas eleições deste ano.
“As conversas não estão encaminhando no sentido de
mudar [a resolução]. A tendência é mantê-la”, disse o ministro Gilmar Mendes,
um dos que chancelou a matéria. “É apenas um mecanismo de controle. O MP poderá
investigar sempre que quiser, mas vai precisar fazer a intervenção ao
Judiciário”, justificou. 
Procuradores estão desde dezembro em negociação com
a corte eleitoral. Sem sucesso, chegaram a apresentar uma contraproposta: em
vez de solicitar autorização para apurar as fraudes, o órgão teria de comunicar
previamente a Justiça Eleitoral sobre diligências investigatórias em curso. Os
ministros não acataram a sugestão e tampouco recuaram da decisão tomada em
dezembro. Para mudar a proposta, é necessário o aval de pelo menos quatro dos
sete membros do tribunal.
“Criou-se mais um degrau para um processo que
necessariamente precisaria ser exíguo e célere”, criticou
Alexandre Camanho, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da
República (ANPR). “Os motivos verdadeiros que levaram à expedição dessa
resolução me parecem tão opacos quanto insólitos.Se isso tivesse vindo de
partidos políticos, da iniciativa de um eventual candidato, tudo bem. Mas
do próprio TSE? Eu posso dizer que o resultado será pernicioso ao
processo eleitoral e à cidadania, e é evidentemente a bandeira para
que essas eleições sejam as mais desordeiras da história”,
continuou. 
Integrantes do Ministério Público identificaram no
ministro Henrique Neves a atuação mais incisiva para barrar um acordo. O
advogado eleitoral e irmão do ex-ministro do TSE Fernando Neves, que é amigo do
mensaleiro José Dirceu, é crítico da atuação do MP.
Publicamente, a única voz contrária à resolução na
corte é do ministro Marco Aurélio Mello, atual presidente do tribunal, que
chegou a divulgar nota afirmando que a proposta era uma “tentativa de tolher a
ação do Ministério Público” e que acreditava na “sensibilidade do relator e do
colegiado” para rever a ação. Sobre o desgaste causado, Mello alega que
“acima de tudo está o interesse da sociedade”. “Não ocupo
cadeira voltada a relações públicas”, disse.
Reação – Já com a derrota dada como certa, o MP
decidiu acionar a Justiça contra a resolução: ingressará nesta segunda-feira
com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal
(STF) alegando que a norma é inconstitucional. Cabe ao Ministério Público, em
determinação prevista na Constituição Federal, “promover o inquérito
civil e a ação civil pública, para a proteção do patrimônio público e
social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos”,
sendo que as limitações impostas para a sua atuação, conforme propõe o TSE, não
estão previstas na Carta.
“Não tenho a menor dúvida de que o supremo vai
rever a decisão. O STF é a última trincheira da cidadania, e a cidadania tem o
interesse de não manietar o Ministério Público”, afirma Marco Aurélio Mello,
que também é ministro do STF. “Prefiro mil vezes o MP com algum excesso do que
intimidado ou cerceado”, continuou.

  • Jorge Vieira
  • 30/mar/2014

TJ anula a nomeação de Washington para o TCE

Justiça torna sem
efeito indicação do ex-vice-governador para o cargo de conselheiro do Tribunal
de Contas do Estado
Jornal Pequeno
         
MANOEL SANTOS NETO

O desembargador Marcelo Carvalho Silva
proferiu decisão, nesta sexta-feira (28), tornando sem efeito a nomeação do
ex-vice-governador Washington Luiz Oliveira para o cargo de conselheiro do
Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Em seu despacho, na condição de relator
substituto do processo, o desembargador Marcelo Carvalho Silva alega que o
ex-vice-governador Washington Oliveira, além de não ter cumprido prazo
estabelecido em lei, é formado em História, e o Artigo 52 da Constituição do
Estado exige, para o cargo de conselheiro do TCE, “notórios conhecimentos
jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública”.
O desembargador Marcelo Carvalho Silva
proferiu a decisão ao apreciar o Agravo de Instrumento nº 5.460/2014, que
tramita na Primeira Câmara Cível do TJMA, motivado pela ação popular impetrada
pelos deputados Domingos Dutra e Bira do Pindaré contra a nomeação de
Washington Luiz Oliveira para ocupar o cargo de conselheiro do TCE.
O Agravo de Instrumento foi interposto
pelo Estado do Maranhão, com pedido de efeito suspensivo, contra decisão
proferida pelo Juízo da 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de São Luís que,
nos autos da ação popular movida pelos deputados Dutra e Bira do Pindaré,
deferiu a liminar requerida “para o fim de suspender o procedimento de
indicação pela Assembleia Legislativa em relação à escolha do conselheiro do
Tribunal de Contas do Estado ora em tramitação, inclusive a sua eleição, para
ensejar a que se afira a observância do devido processo legal (legislativo) na
sua realização”.
Consta nos autos do processo que, após
a aposentadoria do conselheiro Yedo Flamarion Lobão do Tribunal de Contas do
Estado, foi lançado pela presidência da Assembleia Legislativa edital de convocação
de interessados em concorrer à vaga de conselheiro do TCE/MA e que, segundo a
ação popular, tal instrumento estaria “eivado de vícios”.
Os defeitos apontados pelos autores da
ação popular foram a ausência de publicidade do edital de convocação, já que
estabeleceu que as inscrições dos candidatos deveriam ser realizadas entre os
dias 14 e 19 de novembro de 2013, mas que somente teria sido publicado no
Diário do Estado no dia 18 de novembro de 2013; e que o edital estabeleceu
requisitos aos candidatos não previstos nas Constituições Estadual e Federal.
Os autores da ação popular alegaram
ainda que o escolhido pela Assembleia Legislativa, Washington Luiz Oliveira,
não preenchia os requisitos necessários ao cargo.  Quando o Estado do
Maranhão ingressou com o agravo de instrumento, pedindo efeito suspensivo da
decisão proferida pelo Juízo da 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de São
Luís, o processo foi encaminhado, na Primeira Câmara Cível, para relatoria do
desembargador Kleber Costa Carvalho, que pediu informações ao Estado sobre o
processo e, seguida, entrou de férias.
Por essa razão, o processo passou a ser
apreciado pelo relator substituto, desembargador Marcelo Carvalho Silva que, em
seu despacho, observa que o edital para convocação de interessados a concorrer
à vaga de conselheiro do TCE/MA foi publicado no Diário da Assembleia
Legislativa em 14 de novembro de 2013.
“Sucede que o prazo para inscrição dos
interessados foi estipulado no período de 14 de novembro de 2013 a 19 de
novembro de 2013. Ou seja, iniciou-se no mesmo dia em que o edital foi
publicado no Diário da Assembleia Legislativa. Esta circunstância, por si só,
já denota a dificuldade que os interessados teriam para entregar toda
documentação necessária para o pleito, em prazo tão exíguo, cujo termo inicial
coincidiu com a própria publicação do edital no Diário Oficial”, diz o
relatório do desembargador Marcelo Carvalho Silva.
Ele acrescenta que a dificuldade se
apresenta ainda maior por se tratar o dia 14 de novembro de 2013 de véspera do
feriado da Proclamação da República (dia 15 de novembro de 2013, uma
sexta-feira), seguindo-se de sábado e domingo. Assim, dos seis dias do prazo,
apenas três eram dias úteis, o que resulta em manifesto empecilho aos interessados
na disputada da vaga de conselheiro do TCE/MA.
“Será que o escolhido para a vaga já
estava definido previamente? O procedimento de escolha do novo conselheiro do
TCE foi mera formalidade?”, questiona o desembargador Marcelo Carvalho Silva,
para quem outro fato grave que deve ser salientado é a ausência do
preenchimento dos requisitos constitucionais por parte do único candidato que
pôde obter a inscrição, Joaquim Washington Luiz Oliveira, cuja formação
superior é a graduação em História, consoante o próprio sítio eletrônico do
Tribunal de Contas do Estado.
O desembargador Marcelo Carvalho Silva
argumenta que a Constituição Estadual é bem clara ao estabelecer, em seu Artigo
52, que os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado serão nomeados dentre
brasileiros que satisfaçam requisitos específicos, dentre os quais possuir
“notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de
administração pública”.
 “Indago: quais os notórios
conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de
administração pública podem ostentar alguém graduado em História?”, questiona o
desembargador Marcelo Carvalho Silva, que ao final de seu relatório – composto de
27 páginas – proferiu decisão indeferindo o pedido de efeito suspensivo
formulado pelo Estado do Maranhão.  
                    

  • Jorge Vieira
  • 29/mar/2014

Centenas participam de plenária com Flávio Dino sobre política para a juventude em Imperatriz

O ponto alto da grande reunião de
Flávio Dino com jovens da região Tocantina foi o registro dos “Sonhos da
Juventude” maranhense. Cada jovem presente no evento relatou por escrito
propostas, problemas, sugestões e mensagens direcionadas ao pré-candidato a
governador, Flávio Dino. As mensagens foram entregues pelos jovens e parte
delas foi lida e comentada pelo pré-candidato.
O auditório da Faculdade Atenas Maranhense
(FAMA), de Imperatriz, foi o espaço escolhido para reunir as centenas de jovens
estudantes e professores da região Tocantina, que discutiram políticas públicas
voltadas para jovens maranhenses.
Educação, Inclusão Social, fim da
Violência contra Jovens, Esporte e Lazer, Saúde, Geração de Emprego e Renda e
inclusão de Políticas Públicas no orçamento do Governo Estadual foram os
principais temas abordados pelas centenas de jovens que acompanharam na manhã
do último sábado (29) a plenária com o pré-candidato a governador do estado.
As perguntas foram respondidas por
Flávio Dino, que fez questão de apontar a forma como os problemas seriam
resolvidos. O combate à corrupção e a organização do orçamento do estado com
prioridades claras e investimentos que cheguem efetivamente à população foram
pontos ressaltados para que “ideias se transformem em realidade”.
Foi o caso do fornecimento de água e o
fim dos racionamentos nas casas, que sofrem diariamente com esse problema mesmo
com o potencial hídrico que o Maranhão possui. Segundo Dino, estudos elaborados
por ele e sua equipe de Programa de Governo apontam que investimentos globais
em R$ 300 milhões são suficientes para que, em 4 anos, 100% dos maranhenses
tenham água encanada em suas casas. Esse foi um dos primeiros pontos abordados
pelo pré-candidato.
A regionalização das universidades
estaduais também foram discutidas com a juventude da região Tocantina. Para
Jonas, estudante da UEMA que reside em assentamento do município de Itinga, a
proximidade da administração da Universidade é uma saída para a constante falta
de estrutura nos cursos oferecidos.
Todas essas questões foram apontadas
como grandes questões de interesse da juventude. Como coloca-las em prática,
através de mais investimento e de aplicação de fato do orçamento em políticas
públicas voltadas para a juventude, foi o ponto apresentado pelo pré-candidato.
“Sabendo o que fazer e como fazer. Ouvindo e colocando em prática o que se diz.
É isso o que os jovens precisam para que nossos sonhos sejam a mola propulsora
do crescimento,” avaliou Glauber Leonardo, administrador especialista em
políticas para Juventude.
O fim da violência também foi lembrado
pelos presentes. O destaque foi feito pelo pré-candidato a Senado pelo PSB,
Roberto Rocha. O aumento do efetivo policial e a instalação da política de
promoção da paz como prevenção a crimes foram apontadas como norteadores desse
pensamento.

Juventude e mobilização
Muitas perguntas, incentivos e
sugestões escritas pelos jovens foram lidos e apresentados pelos deputados
estaduais e federais presentes no evento. Bira do Pindaré (PSB), que tem
histórico de atuação com os movimentos sociais da juventude e da Igreja
Católica, falou de que tão importante quanto agir é ter a capacidade de sonhar
com dias melhores para o Maranhão.

“Mais Justiça, mais Educação, mais
Oportunidades, mais Coisas Boas para a gente se orgulhar ainda mais desse
Maranhão que tanto amamos. É esse o sentimento que predomina nesse evento e que
está construindo um novo momento por todo o estado,” analisou Flávio Dino ao
final do evento, ao lembrar que sua atuação política começou em 1983, na
mobilização da Campanha da Fraternidade da Igreja Católica. Exemplo que muitos
jovens presentes na plenária trazem consigo e demonstraram com camisas e
mensagens de esperança.

  • Jorge Vieira
  • 29/mar/2014

Notas apimentadas

ÀS FAVAS COM OS
ESCRÚPULOS
Na célebre reunião
em 1968, quando a cúpula da ditadura militar se reuniu na véspera da instalação
do terror com o Ato Institucional nº 05 para o endurecimento e manutenção do
regime,  o então ministro do Trabalho e Previdência Social, Jarbas Passarinho,
proferiu a frase que sintetizou os anos de chumbo: “Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de
consciência”.

A Oligarquia Sarney, nascida, amamentada e crescida sob as baionetas e fuzis da
ditadura, assimilou com esmero a lição do velho coronel Jarbas Passarinho, e
para se manter no poder no Maranhão, não tem qualquer “escrúpulo de
consciência”.  
MENORIADE PENAL
O
Brasil é um paraíso para quem comete crime. Um condenado tem 100% de chance de jamais ficar preso até o final de sua sentença. Um
condenado a uma pena de 30 anos de prisão, por exemplo, passa no cárcere uns 12
anos, se muito. Um menor pode cometer o crime mais bárbaro possível e, se
condenado, passa a “eternidade” de, no máximo 03 anos
“internado”. Não pode ficar numa cela, não pode ter seu nome nem
rosto revelados, tudo para preservar  o “anjo” que ainda estar em formação
na sua personalidade. Os tais menores de idade delinqüentes estão cada vez mais
profissionais no crime. O menor de idade que matou de forma bárbara e cruel a
namorada e depois distribuiu a execução em vídeo pela internet aos amigos,
completaria 18 anos de idade no dia seguinte ao crime. Cometeu a selvageria
porque sabia que, como “dimenor”, ficaria impune.
Mas
quando se fala em reduzir a menoridade penal de 18 para 16 anos, ativistas de
todas as formas e cores saem às ruas para combater a proposta. Usam os mais
estapafúrdios argumentos, sendo que um dos mais fortes é o de que se reduzir
para maioridade para 16 anos, em seguida reduzirão para 14, para 12…
No
entanto, estes gênios esquecem que a maioridade penal aos 18 anos vigora desde
1940, há 74 anos, portanto, está imutável desde então. E nestes quase 80 anos,
não se conseguiu diminuir a maioridade penal em um dia sequer; logo, como
argumentar que será fácil reduzir a maioridade para 14, 12…?  E enquanto
isso, os bandidos com menos de 18 anos continuam sua saga…

MENORIDDE PENAL II
Sabe-se
que os movimentos de direitos humanos e o governo do PT são contra a redução da
maioridade penal de 18 anos, porque ela não resolveria o problema da
criminalidade e vai superlotar, ainda mais, o sistema penitenciário brasileiro.
Isso implicaria obrigar os governos federal e estaduais a construírem presídios
para abrigar os criminosos menores de 18 anos, o que implica em gastos. E os
políticos sabem que construir cadeia não dá voto. O caos no sistema
penitenciário do Maranhão é o exemplo disso.
Quanto
a não diminuir a criminalidade, é outra falácia sem base. Ora, então o que
resolve o problema da criminalidade é não mexer em nada? Deixar reinar a
impunidade é que resolve o problema?  E temos de
reconhecer que a punição para criminosos com idade inferior a 18 anos não pode
ter como foco o somente o fato de combater a criminalidade; Temos de enxergar
nisso uma forma de responsabilizar o criminoso pelo seu ato. Temos de indagar:
é justo, legítimo, racional deixar em liberdade um facínora que cometeu um
latrocínio para roubar um celular,  apenas pelo
fato de ser menor de idade? É questão de justiça acima de tudo puni-lo com
severo rigor.

CPI DA PETROBRAS
Se a
CPI da Petrobras realmente vingar, as chances de as obras da Refinaria Premium
I, em Bacabeira, serem objeto de uma devassa, são altas. Em caráter preliminar,
o próprio Tribunal de Contas da União já detectou uma série de irregularidades
na fiscalização de R$ 725,3 milhões, gastos apenas com o serviço de
terraplanagem do local. 

A obra deveria estar concluída até 2016, quando deveria iniciar sua operação.
Os gastos previstos inicialmente para a implantação da Refinaria Premium I eram
de 40 bilhões de reis.


FATURANDO DE QUALQUER JEITO
Enquanto
a Petrobras arde em óleo quente, com sucessivos prejuízos cumulados, mal
gerenciamento, o escândalo da aquisição da Refinaria de Pasadena, redução de
seu valor de mercado a menos de metade do que valia há 03 nos atrás – valia R$
380,2 bilhões de reais, e hoje vale R$ 169,9 bilhões -,  Família Sarney,
alheia a tudo isso e só pensando em viabiliza seu pré-candidato a governador
Luis Fernando, insiste e vende a ideia através de sua rede comunicação que as
obras da Refinaria Premium I, em Bacabeira, serão retomadas já agora em
abril. 

Para a família Sarney não interessa o cenário, pois o que interesse mesmo é
faturar em qualquer situação.


QUEM NÃO SE COMUNICA
A
governadora Roseana Sarney escancarou os cofres às vésperas de sua saída do
governo para disputar uma cadeira no Senado. Em menos de 03(três) meses neste
ano, já foram torrados mais de 20 milhões de reais com propaganda. 

Nunca se viu tanta propaganda do governo em início de ano como agora. Para se
ter uma comparação, o valor de apenas 3 meses em 2014 supera os gastos dos
mesmos períodos, somados, dos anos de 2011, 2012 e 2013. Há quem afirme com
segurança absoluta que essa enxurrada de propaganda às vésperas do prazo final
para desincompatibilização, é a dica de que Roseana vai mesmo renunciar semana
que vem.


INFERNO ASTRAL

No
dia em que o secretário de infraestrutura, Luis Fernando, é alvo de
representação no Ministério Público por abuso na compra de cerca de 5 mil
garrafas de bebida alcoólica, quando era Chefe da Casa Civil da governadora
Roseana Sarney, ele é fotografado numa mesa farta de muita… bebida alcoólica,
dentre cerveja, whisky, etc.

  • Jorge Vieira
  • 28/mar/2014

Inauguração da nova sede do PCdoB em Imperatriz reúne líderes da oposição e populares

População lota nova sede do PCdoB em Imperatriz
A inauguração da nova sede do PCdoB de Imperatriz reúne neste momento as principais lideranças da oposição maranhense.
Ao lado do pré-candidato ao governo Flávio Dino e do candidato a senador Roberto Rocha, estão dirigentes do PSB, PDT, PTC, Pros, PP, PPS e PSDB, além de uma grande participação popular.
“A inauguração da sede do PCdoB de Imperatriz se transformou numa grande reunião das principais lideranças da Oposição do MA. Rumo a unidade”, definiu o líder da oposição, deputado estadual Rubens Júnior (PCdoB). 

Flávio Dino foi intensamente aplaudido pelo público que lotou a nova sede do partido para ouvir as propostas de mudança defendida pelos líderes oposicionistas. 

O deputado Domingos Dutra proporcionou momentos de descontração ao pedir apoio para “negro velho, só pele e osso, mas que ainda tem muita carne na língua. 

Rosângela Curado, líder emergente na região tocantina, num pronunciamento vibrante e cheio de otimismo ressaltou as qualidade do candidato a governador e pediu empenho de todos para libertar o Maranhão do grupo que levou o estado a alcançar os piores indicadores do país e virar as costas para o povo. 

  • Jorge Vieira
  • 28/mar/2014

Prefeito Edivaldo amplia trabalho de recuperação de ruas e avenidas

São Luís é uma cidade
com muitos problemas em sua estrutura viária. Isto é fato. Mas, é inegável o
trabalho do prefeito Edivaldo Holanda Júnior para recuperar as principais ruas
e avenidas dos bairros.
Só nesta semana 26
bairros aproximadamente foram contemplados com os serviços de recuperação
asfáltica. Entre eles Santo Antônio, Santa Efigênia (Avenidas Principal e João
Alberto), Anjo da Guarda (Ruas Chile e Guadalupe), São Francisco,
Renascença/Ponta do Farol (Rua dos Rouxinóis, Avenida Principal da Lagoa da
Jansen e transversais), Cohama (Rua 19 e 29), Cidade Operária (Avenida Leste
Interna – acesso de ônibus), Tibiri (Avenida Principal), Maracanã (Vila Nova
República), João de Deus (Avenida Talles Neto), Vila Embratel, Elevado da
Cohab, Cohafuma (Rua da Odontologia ) e Terminal do São Cristovão e muitos
outros.

De acordo com o secretário
Antônio Araújo (Obras e Serviços Públicos), os serviços integram o pacote de
ações do programa Avança São Luís. “A gestão do prefeito Edivaldo Júnior trabalha
para garantir melhores condições de infraestrutura para a cidade e qualidade de
vida à população”, disse.

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