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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 2/mar/2015

Em visita a Câmara, senador Roberto Rocha coloca mandato à disposição de São Luís

Em visita à Câmara Municipal, nesta
manhã de segunda-feira, o senador Roberto Rocha (PSB) manifestou disposição em
colaborar com a cidade e o parlamento ludovicense. Rocha foi recebido pelo presidente
Astro de Ogum e demais vereadores, no plenário da Casa, e colocou seu mandato à
disposição na busca de soluções para problemas enfrentados pela capital.
O senador lembrou o esforço feito por
ele junto ao ex-senador Epitácio Cafeteira, na legislatura passada, para a
liberação de uma emenda de bancada para São Luís, no valor de R$ 17 milhões e
que, mais tarde, conseguiu mais R$ 12 milhões.
Roberto Rocha anunciou duas ações que
pretende implementar. A primeira é a construção de um shopping para o comércio
informar e a segunda o prolongamento da Avenida Litorânea. Ele ainda citou um
outro objetivo que considera ousado que é a implantação de uma base naval da
Marinha do Brasil em São Luís.
Os vereadores aproveitaram a presença
do senador no plenário para tratar da PEC 54, que trata da regulamentação
funcional de milhares de servidores públicos; da sede própria para a Câmara
Municipal, reativação da refinaria entre outros assuntos de interesse de São Luís,
principalmente na área de saúde.

Roberto Rocha ouviu atentamente a pauta
de reivindicação dos vereadores, comprometendo-se em ajudar a resolver todas as
demandas, colocando o seu mandato para tratar dos assuntos pertinentes não só a
São Luís, como pelo Maranhão. Em agradecimento o presidente Astro de Ogum
mostrou-se satisfeito com a presença de Roberto Rocha e sua disposição de ajudar
a vereança ludovicense a buscar soluções para as demandas da população que lhes
são apresentadas.   

  • Jorge Vieira
  • 2/mar/2015

TCE prorroga prazo para entrega de prestação de contas

Por conta do Feriado da Semana Santa, o
Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA) prorrogou o prazo de entrega
das prestações de contas relativas ao exercício financeiro de 2014 para a
segunda-feira dia 6 de abril, logo após o Domingo de Páscoa.  Até agora, oito gestores já se anteciparam à
data-limite e entregaram as suas documentações.

O primeiro gestor a entregar sua prestação
de contas ao TCE este ano foi Gleman Franco Carvalho, diretor-geral do Serviço
Autônomo de Águas e Esgotos de Sítio Novo. Também compareceram ao TCE para
entregar em mãos suas prestações de contas ao presidente da corte, Jorge Pavão,
o prefeito de Riachão, Crisogono Rodrigues Vieira, e o presidente da Câmara
Municipal, vereador Aruílton Paz. Eles estavam acompanhados do secretário
municipal de Planejamento, Pedro Moreira, e do vereador Netinho.

Outras prefeituras que também já
encaminharam as documentações referentes às movimentações orçamentárias,
financeiras e patrimoniais foram as de Fernando Falcão e Lagoa do Mato.
Completam a lista os legislativos municipais de Montes Altos, Imperatriz e João
Lisboa,

AGENDAMENTO  – Uma
grande estrutura que mobiliza diversos servidores do TCE foi montada para atuar
durante todo o período de recebimento das prestações de contas e tornar todas
as etapas desse processos mais ágeis e seguras. Entre as novidades implantadas
este ano está a possibilidade de agendamento da entrega da prestação de contas,
oportunizando aos responsáveis pela entrega maior comodidade e rapidez de
atendimento.

Os interessados poderão ligar no
telefone 2016-6066, das 8h às 13, e agendar dia e horário para a entrega da
documentação. Essa modalidade de serviço estará disponível somente até o dia 27
de março.

“A cada ano estamos preocupados em
oferecer aos jurisdicionados soluções que tornem a entrega das prestações de
contas mais organizada, rápida e segura.  A possibilidade do agendamento
da entrega é um serviço que terá um efeito muito positivo nesse sentido”,
afirma Fábio Alex Melo, auditor que coordena os trabalhos de recebimento das
prestações de contas. Nos próximos dias será divulgado o número por meio do
qual poderá ser feito o agendamento da entrega.

Além do cumprimento do prazo de entrega,
uma recomendação importante aos gestores é que procurem verificar se o seu
cadastro junto ao TCE está atualizado. Somente gestores cujo cadastro esteja
com todas as informações atualizadas poderão entregar suas contas ao órgão.

  • Jorge Vieira
  • 2/mar/2015

Deputado que deve comandar comunicação da Câmara tem passaporte cheio

Verde, o globetrotter
Eduardo Cunha quer entregar o sistema ao deputado Cleber Verde, do PRB do Maranhão, um professor de
matemática que integra a bancada ruralista e é presidente da Frente Parlamentar
da Pesca. Verde também criou o Dia Nacional do Evangélico, embora se diga
católico.

Talvez a missão de
comandar o sistema de comunicação da Câmara faça Verde parar um pouco em
Brasília. No mandato passado, viajou como representante da Câmara a Las Vegas
(três vezes, em 2012, 2013 e 2014), Cidade do México, Nova York, Baltimore,
Roma, Paris, Jerusalém, Durban, Trondheim e, ufa, Cidade do Panamá. Tudo pago
pela Câmara.

Por
Lauro Jardim

  • Jorge Vieira
  • 2/mar/2015

Flávio Dino anuncia ex-secretário nacional de Esportes na representação do Maranhão em Brasília

O ex-secretário nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social do
Ministério do Esporte, jornalista Ricardo Garcia Cappelli, será o secretário de
Representação Institucional do governo do Maranhão em Brasília. O anúncio foi
feito ontem à noite pelo governador Flávio Dino via Twitter. A posse será nesta
segunda-feira (2).

A Representação Institucional no Distrito Federal tem a missão de representar o
Governo do Estado no Distrito Federal e em outros Estados ou países em
atendimento a determinação do governador.

Entre outras atividades, a pasta articula com o governo federal e suas
autarquias, embaixadas, organismos internacionais, empresas privadas e outras
entidades, a efetivação de programas e projetos de interesse do Maranhão, em
perfeita sintonia com as secretarias de Estado, a fim de viabilizar recursos
orçamentários e extra-orçamentários ao atendimento das necessidades do povo
maranhense.

No Ministério dos Esportes, Ricardo Cappelli, além de exercer outros cargos,
presidiu a Lei de Incentivo ao Esporte, principal iniciativa do governo federal
para o fomento da prática de atividades físicas no país.

Também ocupou o cargo de secretário municipal de Desenvolvimento em Nova Iguaçu
(Rio de Janeiro). Militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), ele foi
presidente da União Nacional dos Estudantes entre 1997 e 1999 e concorreu ao
cargo de vereador no Rio de Janeiro em 2008.

 

  • Jorge Vieira
  • 2/mar/2015

“Pisando em terra firme”

Por Edivaldo Holanda
Junior

Artigo publicado aos domingos
no Jornal Pequeno.

O diálogo tem sido um aliado de toda
hora no exercício de governar. Na perspectiva de ampliar os canais de
conversação com os mais variados segmentos é que dou início, neste domingo, à
publicação de uma série de textos autorais por meio dos quais exponho ideias,
valores e ações importantes de serem compartilhadas com a população a quem
sirvo. Para tanto, é motivo de muita honra ocupar espaço neste respeitado
veículo de comunicação, que historicamente sempre esteve alinhado aos
interesses e causas do povo, especialmente das classes menos favorecidas – o
Jornal Pequeno.

Estar à frente da cidade e dos seus
desafios estruturais, administrativos e políticos, esbarrando na escassez de
recursos para tanto, tem nos exigido buscar alternativas as mais variadas em
busca de condições reais para o enfrentamento dos problemas e buscados
resultados que a população espera. E que depositou em nós a confiança para
obtê-los.

A infraestrutura urbana de São Luís não
acompanhou o elevado crescimento populacional, ocasionando problemas crônicos a
serem enfrentados, como o da mobilidade urbana.

Neste sentido, nos últimos dois anos
avançamos de maneira significativa na realização de obras de saneamento, com o
objetivo de preparar a cidade para o enfrentamento de desastres naturais
provocados pelas chuvas, evitar o acúmulo de água sobre as vias e ampliar a
vida útil da pavimentação.

Anteriormente, os serviços de
infraestrutura não possuíam um planejamento urbano efetivo, com sinalização
clara de um plano de drenagem para a cidade. O que representou, a meu ver, um
grande equívoco, considerando que o sistema de infraestrutura urbana é composto
por subsistemas que refletem diretamente no funcionamento de toda a cidade. A drenagem,
propriamente dita, é o que viabiliza o adequado escoamento da água das chuvas,
evitando os alagamentos e assegurando, dentre outras coisas, o trânsito das
pessoas e veículos, além da proteção às edificações. Essa questão foi esquecida
nas últimas gestões, e, consequentemente, a conta chegou até nós.

Saneamento é o tipo de obra evitada
por alguns gestores, por ser apontada erroneamente como obra invisível, que o
povo não vê, mas nós tomamos a firme decisão administrativa na direção do que
entendemos ser o melhor para a vida das pessoas.

Temos, em razão disso, atuado com
afinco em serviços estruturantes como drenagem e desobstrução de canais e
galerias, que garantem ainda a sustentabilidade da pavimentação. São
estratégias antecipatórias que irão nos possibilitar “pisar em terra firme” e
preparar nosso município para empreendimentos de maior porte, garantindo,
sobretudo, maior qualidade de vida para a população.

As intervenções de drenagem profunda
e superficial têm percorrido bairros em todas as regiões da cidade,
principalmente nas áreas consideradas de risco. São quase 500 bairros com essa
carência, sendo que muitos deles nunca receberam o tratamento urbano adequado.
E nós estamos dando.

Com muita alegria, anunciei esta
semana um investimento na ordem de R$ 22,8 milhões para serviços de
recapeamento, revitalização de vias e drenagem profunda para o bairro Vila
Janaína, na região da Cidade Operária. A ação beneficiará, diretamente, os
bairros Jardim América, Santa Clara, Vila Vitória, e Vila Ryod, além de outras
inúmeras comunidades do entorno, indiretamente, resultando em um total de 121
ruas contempladas.

Essa região convivia com um problema
antigo de fluxo irregular de águas, em função da inexistência de uma rede de
drenagem, o que nos exige agora que direcionemos algo em torno de 60% do
montante de recursos para este fim, eliminando o problema e desconforto gerado
a famílias que ali vivem.A obra vai tirar o bairro da situação de calamidade e
terá impacto significativo na melhoria da mobilidade urbana de toda a região.

A resposta que recebemos da
comunidade foi sincera e imediata. Nas palavras de um líder comunitário, o
anúncio da obra representa “a realização de um antigo sonho, um sonho de 27
anos”.

Entendo que o planejamento urbano
efetivo passa, necessariamente, por um processo permanente de diálogo com as
comunidades, que assumem a condição de interlocutores na construção da cidade
que queremos. A cidade sustentável é, indiscutivelmente, um processo de
construção coletiva.

A partir deste novo entendimento que
instauramos no planejamento urbano, o futuro de nossa São Luís não será
incerto, nem tampouco obscuro. O alicerce está sendo consolidado, com a devida
participação e fiscalização por parte da sociedade, em sinal claro de adesão a
este que é um projeto de todos nós, de construção de uma nova história, de uma
nova São Luís.

Vale ressaltar, oportunamente, o
alcance desta ação em meio a este cenário inédito onde se configura nossa
parceria com o governador Flávio Dino, que tem dispensado calorosa atenção para
com os projetos que temos apresentado para engrandecimento da nossa capital,
alguns deles já com resultados essencialmente positivos em áreas como
segurança, saúde, e, muito em breve, também na mobilidade urbana e no
abastecimento de água.

Nossa cidade possui mais de um milhão de habitantes
e centenas de bairros com problemas históricos, que nos exige ação conjunta das
esferas municipal, estadual e federal. Mas, mais que isso, precisamos da
contribuição e perseverança de todos neste que é um valoroso pacto por uma São
Luís melhor para se viver. Deus haverá de nos abençoar!

  • Jorge Vieira
  • 1/mar/2015

Governo Roseana deixou escolas da Rede Estadual interditadas

Dados levantados pela Secretaria de Estado da
Educação mostram que mais de 1.000 escolas da Rede Estadual de Ensino não
cumpriam o Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico do Estado do Maranhão.
Algumas chegaram a ser interditadas no ano passado pelo CREA e Corpo de
Bombeiros. Mesmo as que foram parcialmente reformadas, não solucionaram o
problema.

Fios soltos, desencapados, gambiarras elétricas,
além de instalações elétricas inadequadas que resultaram vários casos de panes
elétricas e incêndios. Além é claro da ausência de extintores de incêndio.

Atitude irresponsável do Governo que deveria ter
zelado pela integridade dos mais de 300 mil alunos do Ensino Médio e
Fundamental e os mais de 20 mil servidores públicos lotados nas escolas.

Descaso – Em 2013, quando o professor Josué Pinheiro Cunha
assumiu a direção da Unidade Escolar Dr. Antonio Jorge Dino, no Bairro de
Fátima tratou de entregar um relatório pessoalmente na Secretaria de Estado de
Educação com os vários problemas estruturais, pedagógicos e administrativos que
encontrou.

Entre eles, o Caixa Escolar inoperante e a falta de
água, o que segundo ele deixou mais de 300 alunos sem merenda escolar durante
todo o primeiro semestre daquele ano letivo.

No ano passado, Josué aflito com as precárias condições
da escola que dirigia e mediante o risco de uma tragédia anunciada com um de
seus alunos, na faixa de 7 a 15 anos, entregou a SEDUC um novo relatório.

Nele, infelizmente reiterava os mesmo problemas
estruturais encontrados, além de outro muito grave: a escola havia sido
interditada pelo CREA e pelo Corpo de Bombeiros.

Segundo o Laudo de Vistoria Técnica do Conselho de
Engenharia e Agronomia e Conselho de Engenharia e Agronomia do Maranhão de 17
de julho de 2014, a UE Sálvio Dino foi interditada por problemas na cobertura,
forros, instalações hidro-sanitárias, esquadrias, caixa d´água, cisterna, piso,
drenagem pluvial e muro de fechamento. Além disso, instalações elétricas
precárias com fios antigos e expostos e comandos elétricos danificados.

Já o Relatório de Vistoria do Corpo de Bombeiros
Militar interditou a escola em 25 de julho de 2014 por falta de condições de
segurança para funcionamento. Entre outras coisas, pela ausência de projeto de
combate a incêndio e pânico, com base na Lei Estadual n.6.546, de 29 de
dezembro de 1995.

Desde então, a combinação entre risco de incêndios
e falta de equipamentos de segurança, como extintores e luminárias de
emergência viraram uma bomba relógio dentro da escola que em 2014 já tinha mais
de 700 alunos matriculados.

Josué relata que no ano passado as panes elétricas
foram constantes, inclusive com queima de equipamentos elétricos e eletrônicos.

Infelizmente, a UE Sálvio Dino não está sozinha, já
que segundo levantamento recente da SEDUC, pelo menos 91 escolas com condições
precárias precisam de intervenções emergenciais, principalmente na parte
elétrica.

Na U.I. João Paulo II, no bairro Turu, onde estudam
cerca de 800 alunos do Ensino Fundamental e a Unidade Integrada Raimundo N.
Ferro do Lago em Bacabal, laudos do Corpo de Bombeiros, também apontaram a
interdição do prédio.

Para solucionar esses e outros problemas, uma
reforma foi iniciada em junho do ano passado, os alunos transferidos para um
prédio alugado e a obra que mesmo inacabada foi entregue pelo governo anterior
não contou com um extintor de incêndio sequer.

A UI Barjonas Lobão no Jardim América, enfrentou um
incêndio de grandes proporções ano passado por conta de problemas elétricos.

Em 2014, a manutenção das escolas precárias foi
realizada apenas em algumas unidades da capital maranhense. Nas demais Unidades
Regionais, houve licitação, mas sem contratação.

  • Jorge Vieira
  • 28/fev/2015

Lobão acusado de receber propina no esquema da Petrobras

Revista Época

Em meados de 2008, numa festa
infantil em São Paulo, iniciou-se – entre brigadeiros, bexigas coloridas e a
algazarra das crianças – a primeira conversa de um negócio que, anos depois,
arrastaria para as investigações da Operação Lava Jato um dos banqueiros mais
ricos do Brasil. Ali, o empresário Carlos Santiago, mais conhecido como Carlinhos,
soube que um grupo de executivos do mercado financeiro, liderados pelo
banqueiro carioca André Esteves, pretendia fazer negócios pelo país afora.
Carlinhos, dono de uma rede de postos de combustíveis em São Paulo, era uma
figura mal-afamada no segmento em que atuava. Fora acusado pela Agência
Nacional de Petróleo e por uma CPI no Congresso de adulterar combustíveis.
Semanas depois, apesar dessa ficha corrida, Carlinhos já almoçava com Esteves
para fechar uma sociedade em postos de combustível. Após o cafezinho, negócio
fechado: o banqueiro apertou as mãos de Carlinhos – um “shake hands”, na
expressão repetida por Esteves nessas ocasiões. Nascia ali, no fim de 2008, a
Derivados do Brasil, a DVBR, uma rede de 118 postos espalhados principalmente
por São Paulo e Minas Gerais. Era um dos primeiros negócios de Esteves no que
ele gosta de chamar de “economia real”.

No ano seguinte,
Esteves e seus sócios criaram o BTG Pactual, conglomerado que se tornou, hoje,
o maior banco de investimentos do Brasil, responsável por administrar R$ 138,6
bilhões. Ao fazer negócio com Carlinhos, a turma de Esteves apostou que
conseguiria comprar combustível barato e vendê-lo caro. Deu errado. Os
prejuízos acumulavam-se. Em 2011, após procurar sem sucesso sócios no mercado
privado, Carlinhos e os executivos do BTG recorreram à BR Distribuidora,
principal subsidiária da Petrobras, que fatura R$ 86 bilhões anualmente. Em
julho daquele ano, a BR topou pagar uma pequena fortuna para estampar sua marca
na rede DVBR e assegurar que a rede comprasse combustível somente da estatal.
“Houve uma grande comemoração quando o acordo foi fechado. A BR ofereceu uma
proposta bem melhor que as outras”, afirma um ex-sócio do BTG que acompanhou a
negociação. “O BTG conseguiu reverter parte daquela besteira que cometeu ao se
juntar com Carlinhos.” Foi um excelente negócio para todos os envolvidos –
menos para a BR, como se descobrirá abaixo.

A BR, naquele momento e desde então,
era feudo de uma trinca política: a bancada do PT na Câmara, o ex-ministro de
Minas e Energia Edison Lobão, do PMDB, e o senador Fernando Collor, do PTB.
Eles haviam indicado os ocupantes dos principais cargos na estatal. Não é
fortuito, portanto, que, nesta semana, Lobão e Collor vão aparecer na lista de
políticos que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pedirá ao Supremo
para investigar na Lava Jato, acusados de receber propina. O presidente da BR
naquele “shake hands” era José Lima de Andrade Neto, indicado por Collor e
Lobão. Ele continua no cargo.

O investimento da BR no negócio de
Esteves e Carlinhos está sob investigação pela força-tarefa do Ministério
Público Federal na Lava Jato. A nova fase de investigações concentrará esforços
nos esquemas da BR Distribuidora e na Transpetro – e esquadrinhará as operações
da Odebrecht e do BTG, de Esteves, com empresas da Petrobras. ÉPOCA teve
acesso, com exclusividade, ao conteúdo integral do depoimento que o doleiro
Alberto Youssef prestou à Polícia Federal no dia 4 de novembro do ano passado.
No depoimento, que integra o anexo 31 das delações do doleiro, intitulado BR
DISTRIBUIDORA E BTG PACTUAL (BANCO DE ANDRE ESTEVES), Youssef diz que houve
propina no negócio com a BR Distribuidora – e que ele, Youssef, foi encarregado
de entregar o dinheiro. No total, R$ 6 milhões – metade para Collor, uma parte
para funcionários da BR e a outra para o principal operador dos esquemas, Pedro
Paulo Leoni Ramos, o PP, amigo antigo de Collor. No depoimento, ele descreve,
de memória, as linhas gerais do contrato entre a BR e a empresa do BTG com
Carlinhos. Erra, segundo executivos envolvidos no negócio, apenas os valores.
Diz que, segundo soube, a BR pagaria cerca de R$ 300 milhões à DVBR. No
entanto, a empresa do BTG e de Carlinhos, segundo essas fontes, recebeu R$ 122
milhões da BR, em três parcelas iguais. Foi dessa dinheirama que, segundo
Youssef, saíram os R$ 6 milhões de propina.

E como o doleiro poderia saber disso?
Ele diz ter sido acionado para o serviço por Pedro Paulo Leoni Ramos. Desde que
Collor indicou diretores da BR, no segundo governo Lula, PP passou a ser o
intermediário do senador e dos demais políticos nos grandes negócios da
empresa, conforme revelou ÉPOCA no ano passado. PP entende do assunto. Na
década de 1990, PP fora afastado de seu cargo no governo de Collor precisamente
após ser acusado de montar um esquema que beneficiava empresas indicadas por
ele em contratos com a Petrobras. Segundo o acertado com PP, Youssef recolheria
a propina, em dinheiro vivo, num dos postos de Carlinhos, sua taxa (3% dos R$ 6
milhões) e entregaria o restante a PP. E assim se fez, segundo Youssef. ÉPOCA
ouviu a mesma história, há dois anos, de dois interlocutores de Youssef e de
PP.

Para cumprir a tarefa, Youssef diz
que manteve contatos apenas com Carlinhos e PP – ele afirma que nunca se
encontrou com nenhum funcionário do BTG. Afirma que houve dois pagamentos. No
primeiro, diz, encarregou dois de seus auxiliares da coleta e da entrega do
dinheiro – Rafael Angulo e Adarico Negromonte, irmão do ex-ministro das Cidades
Mário Negromonte. A outra parte, afirma, fora depositada numa conta de Leonardo
Meirelles, um laranja de Youssef, em Hong Kong. Ato contínuo, de acordo com
Youssef, Meirelles realizou algumas operações cambiais e entregou valores
em reais a Youssef. Depois disso, Youssef diz ter entregado os recursos a PP. A
propósito, segundo o depoimento, foi o próprio PP quem confirmou a Youssef “a
participação do BTG nesse esquema”.

Após a assinatura do contrato, o
acordo foi submetido à apreciação do Conselho Administrativo de Defesa
Econômica (Cade), órgão que regula a concorrência no Brasil. No final de maio
de 2012, os conselheiros do Cade deram o aval ao negócio. Com a decisão do Cade
e com o dinheiro amealhado na negociação conduzida por Carlinhos, o BTG
enxergou a chance de deixar de administrar postos de combustíveis. O desgaste
na relação com Carlinhos e o resultado fraco com a operação dos postos
estimularam o pessoal de Esteves a se desfazer de vários deles. Desde a
assinatura do contrato, o BTG vendeu 43 postos – e se esforça para vender os
demais. Quatro postos foram vendidos para um irmão de Esteves, proprietário de
uma rede localizada no Rio de Janeiro. O irmão de Esteves, na verdade, retomou
postos que vendera para a DVBR no começo da parceria entre o BTG e a empresa de
Carlinhos.

Logo após a assinatura do contrato
com a BR, alguns postos da rede DVBR deixaram de exibir a marca BR e de comprar
a cota mínima de combustível estabelecida no documento. Em situações
semelhantes, a BR costuma entrar imediatamente na Justiça para fazer valer o
contrato. Nesse caso, nada fez por dois anos. Contenta-se, há cerca de um ano,
a apenas notificar extrajudicialmente os postos da DVBR. Há mais de um ano,
ÉPOCA cobra da Petrobras acesso aos termos do contrato com a DVBR. A reportagem
recorreu à Lei de Acesso à Informação, mas a Petrobras negou o pedido repetidas
vezes.
 
Em nota, o BTG nega qualquer
conhecimento das acusações narradas por Youssef, diz que a sociedade com
Carlinhos foi um mau negócio e afirma que o banco vem, aos poucos, encerrando a
parceria com o polêmico empresário. Diz a nota: “O Banco BTG Pactual esclarece
que o investimento na Derivados do Brasil foi feito pela BTG Alpha
Participações, uma companhia de investimento dos sócios da BTG, e não pelo
Banco BTG Pactual. O investimento na Derivados do Brasil foi feito em 2009 e
foi mantido apartado do Banco BTG Pactual desde então. O investimento, que
nunca foi relevante nos negócios da companhia de sócios, foi malsucedido e apresentou
perda de 100% do capital investido. Nunca houve qualquer distribuição de
dividendos ou qualquer forma de retorno de capital. Ao longo do tempo, por
diferenças de visões estratégicas e empresariais, a sociedade foi desfeita e o
processo de cisão vem sendo conduzido há mais de dois anos. Nunca houve nenhum
outro investimento da companhia de sócios no setor de distribuição e
comercialização de combustíveis”.

Também em nota, a BR Distribuidora afirmou que o
contrato com a DVBR foi importante para aumentar sua participação no mercado,
principalmente em São Paulo, e que o preço do acordo foi compatível com o
mercado. Afirmou ainda que o representante do BTG nas negociações com a BR
Distribuidora foi Carlos Santiago. O presidente da BR admite conhecer Pedro Paulo
Leoni Ramos, mas nega ter tratado do assunto DVBR com ele. Disse, ainda, ser
funcionário de carreira da Petrobras e que sua indicação para o cargo foi
submetida por Lobão. Pedro Paulo Leoni Ramos, o PP, por meio de nota, negou
“qualquer atuação em negócios referentes a ‘embandeiramento’ de postos pela BR
Distribuidora” e que “desconhece informações relativas ao assunto”. Em nota, o
senador Fernando Collor disse que as declarações de Alberto Youssef “padecem de
absoluta falta de veracidade e credibilidade, ainda mais quando recolhidas e
vazadas de depoimentos tomados em circunstâncias que beiram a tortura de um
notório contraventor da lei, agravados por suas condições físicas e
psicológicas”.

 
 

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