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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 7/mar/2015

Entenda qual deve ser o caminho dos inquéritos da Lava Jato no STF

Do UOL

A abertura de
inquérito contra 47 político
s, autorizada nesta sexta-feira (6)
pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, dará início a
um longo processo que poderá resultar na condenação dos suspeitos de terem
participado do esquema de desvio de recursos da Petrobras invesitigado pela
operação Lava Jato. No STF deverão tramitar os processos referentes aos
suspeitos que têm foro privilegiado, como deputados, senadores e conselheiros
de tribunais de conta. Governadores deverão ser investigados junto ao STJ
(Superior Tribunal de Justiça). 

O UOL consultou advogados especialistas na área e montou um
“passo a passo” sobre como deverá ser o trâmite dos processos no STF
— os réus sem foro privilegiado continuam sendo julgados pela Justiça Federal do
Paraná
.  

Confira:

1 – Abertura de inquérito: A partir da abertura de
inquérito, começa a fase de investigação propriamente dita. 

O ministro relator Teori Zavascki vai supervisionar a tomada de
depoimentos, oitivas de testemunhas, dos suspeitos e poderá solicitar a
execução de diligências como buscas e apreensões e até mesmo autorizar a prisão
de suspeitos.

Diferentemente do que aconteceu com o julgamento do
mensalão
, considerado até agora o mais complexo enfrentado pelo
STF, em que houve uma única ação penal contra 40 réus, no caso da Lava
Jato, a PGR pediu a abertura inquéritos separados.

De acordo com a legislação, o inquérito no STF deve tramitar por até 60
dias, mas o prazo pode ser prorrogado para a realização de diligências. Para se
ter uma ideia, no mensalão,
por exemplo, o inquérito demorou oito meses para ser finalizado, entre julho de
2005 e março de 2006.


2 – Oferecimento da denúncia: Uma vez finalizado o inquérito, os
dados coletados serão analisados pelo procurador-geral da República. Se
considerar que há elementos suficientes, Janot deverá oferecer a denúncia
contra o investigado.

No mensalão, para se ter uma ideia de tempo, a denúncia foi feita no dia
30 de março de 2006, pelo então procurador Antônio Fernando Souza, oito meses
depois de o inquérito que investigava o caso ter chegado da Justiça Federal de
Minas Gerais ao STF.

3 – Análise da denúncia: O ministro Teori Zavascki
deverá elaborar um voto sobre o inquérito e remetê-lo à 2ª turma do STF, da
qual ele é o presidente. De acordo com o STF, não há um prazo específico para
que o ministro analise a denúncia e profira o seu voto.

Os outros integrantes da 2ª turma do STF são Celso de Mello, Gilmar
Mendes e Cármen Lúcia. A presidente Dilma deverá nomear mais um ministro para a
segunda turma, na vaga do ex-ministro Joaquim Barbosa, aposentado no ano
passado.

O julgamento pela turma, que deverá ocorrer nos processos da Lava Jato,
é diferente do rito adotado durante o julgamento do
mensalão
. À época, os réus foram julgados pelo plenário do STF.

Agora, por conta de uma mudança no regimento interno do STF ocorrida em
2014, os réus com foro privilegiado serão julgados pelas turmas, e não mais
pelo plenário. Também não há um prazo específico para que a turma decida se
aceita a denúncia ou não. No caso do mensalão, o STF demorou um ano e cinco
meses (entre março de 2006 a agosto de 2007) para analisar e aceitar a denúncia
contra os então 40 acusados do caso mensalão.

4 – Instrução do processo: Caso a turma decida receber a denúncia,
inicia-se a chamada ação penal. Somente a partir deste momento é que os
políticos poderão ser chamados de “réus”.

Durante a fase de instrução do processo, os réus deverão receber cartas
de ordem informando sobre as datas e os horários em que eles deverão ser
interrogados.

Esta fase vai começar com os depoimentos das testemunhas de acusação e
as de defesa. Após esses depoimentos, é a vez dos réus serem interrogados.

Após todos os depoimentos, tanto a defesa quanto a acusação deverão ser
intimadas a requerer a produção de provas documentais e periciais no prazo de
até cinco dias.

É nessa fase que tanto a defesa quanto a acusação reúnem os documentos
que considera essenciais para as suas estratégias. Os dois lados podem pedir
laudos periciais sobre as provas apresentadas para verificar as suas
autenticidades.

Após esta etapa, que segundo o STF, as duas partes deverão apresentar
suas alegações finais no prazo de 15 dias. Somente após a instrução do processo
é que o STF poderá julgar os réus.

Novamente, o julgamento dos réus deverá ser feito por uma turma do STF,
e não pelo plenário.

Não há consenso sobre quanto tempo a instrução do processo deve durar.
No caso mensalão, essa etapa demorou quatro anos e dez meses, entre agosto de
2007 e junho de 2012.

5 – Julgamento: O julgamento de um caso complexo como
o da Lava Jato pode durar várias semanas. Nesta etapa, a PGR terá uma hora para
fazer a sua “sustentação oral” na qual irá elencar os elementos
principais da acusação.

Após essa etapa, é a vez dos advogados do réu, que terão uma hora para
defendê-lo. Depois das duas sustentações orais, é a vez do ministro relator ler
o seu voto. Depois, é a vez do ministro revisor do processo divulgar o seu
voto. O ministro revisor é designado pelo critério da “antiguidade” e
só atua na fase da ação penal. Não há ministro revisor durante a fase de
inquérito.

O revisor será o aquele que chegou à Corte após o relator e que seja
integrante da mesma turma. O ministro revisor é responsável, entre outras
coisas, por sugerir medidas e completar ou retificar relatórios emitidos pelo
ministro relator.

A partir de então, os ministros da turma que julgam o réu irão ler os
seus votos. A ordem é definida pela “antiguidade” na Corte. Quem
entrou por último, começa.

Depois da leitura de todos os votos, faz-se a contagem e declara-se o
resultado do julgamento. A partir daí, já pode ser proferida a sentença, caso o
réu seja condenado. 

Não há prazo para que o julgamento ocorra. No caso do mensalão, por
exemplo, após uma série de recursos, o julgamento dos réus só terminou
efetivamente em 2014, mais de um ano depois de começar.

6 – Recursos: Após o término do julgamento, os advogados de defesa têm à
disposição três tipos de recursos:

Embargos de declaração – não têm o poder de mudar a sentença e serve
para esclarecer alguma omissão, obscuridade ou contradição da decisão proferida
pela turma.

Embargo de divergência: pode mudar a decisão da turma que julgou o réu.
Na prática, ele serve para unificar entendimentos de um determinado tribunal
sobre alguma matéria quando esta corte tem mais de um órgão julgador, como no
caso do STF.

Embargos infringentes – têm o poder de mudar a decisão proferida pelo
órgão julgador quando a decisão sobre a condenação não é unânime.
Não há prazo estipulado em lei dentro do qual os recursos devem ser julgados.

 

  • Jorge Vieira
  • 7/mar/2015

STF abre inquérito contra 54 políticos; Lobão, Roseana e Waldir Maranhão estão na lista

 Bruna Borges e Leandro Prazeres
Do UOL, em Brasília

Ministro Teori Zavascki
O ministro do STF (Supremo Tribunal
Federal) Teori Zavascki autorizou, nesta sexta-feira (6), a abertura de
inquérito contra 54 políticos para apurar a participação deles no esquema
investigado pela operação Lava Jato, que apura irregularidades na Petrobras. Ao
todo, políticos de seis partidos estão na mira da Supremo: PT, PMDB, PSDB, PP,
PSB e PTB.

Entre os nomes que fazem parte da
lista, estão o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente
da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e a ex-governadora do Maranhão Roseana
Sarney (PMDB-MA). A presença desses nomes já era dada como certa desde o início
da semana.

Os pedidos de abertura de inquérito
foram feitos pela Procuradoria-Geral da República na última terça-feira (3),
mas estavam sob sigilo, retirado hoje por Zavascki.

Na última terça-feira (3), a
Procuradoria enviou 28 pedidos de abertura de inquérito contra 54 pessoas
supostamente envolvidas no esquema de corrupção na Petrobras que, segundo a
Polícia Federal, movimentou R$ 10 bilhões em lavagem de dinheiro e pagamento de
propina.

O dinheiro teria sido desviado de
contratos superfaturados ntre empreiteiras e a estatal e parte desses recursos
era repassado a partidos e políticos.

Veja a lista completa:

Vice-governador
 
João Leão (PP-BA) – vice-governador da Bahia
 
Senadores
 
Renan Calheiros (PMDB-AL) – presidente do Senado e do Congresso Nacional
Gleisi Hoffmann (PT-PR) – senadora pelo Paraná e ex-ministra da Casa Civil
Lindbergh Farias (PT-RJ) – senador pelo Rio de Janeiro e ex-candidato ao
governo do Estado
Edison Lobão (PMDB-MA) – senador pelo Maranhão e ex-ministro de Minas e Energia
Fernando Collor (PTB-AL) – Senador por Alagoas e ex-presidente da República
Humberto Costa (PT-PE) – Senador por Pernambuco e ex-ministro da Saúde
Ciro Nogueira (PP-PI) – senador pelo Piauí e presidente nacional do PP
Benedito de Lira (PP-AL)
Gladison Cameli (PP-AC)
Romero Jucá (PMDB-RR) – senador por Roraima e ex-líder do governo no Senado
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Valdir Raupp (PMDB-RO)

Deputados

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – presidente da Câmara e ex-líder do PMDB na
Câmara
Simão Sessim (PP-RJ) – deputado federal pelo Rio de Janeiro
Vander Loubet (PT-MS) – deputado federal por Mato Grosso do Sul
Aníbal Gomes (PMDB-CE)
Arthur Lira (PP-AL)
José Otávio Germano (PP-RS)
Luiz Fernando Ramos Faria (PP-MG)
Nelson Meurer (PP-PR) – deputado federal pelo Paraná
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Eduardo da Fonte (PP-PE)
Dilceu João Sperafico (PP-PR)
Jeronimo Goergen (PP-RS)
Sandes Junior (PP-GO)
Afonso Hamm (PP-RS)
Missionário José Olimpio (PP-SP)
Lázaro Botelho (PP-TO)
Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
Renato Delmar Molling (PP-RS)
Roberto Pereira de Britto (PP-BA)
Waldir Maranhão Cardoso (PP-MA)
Roberto Balestra (PP-GO)
José Mentor (PT-SP)

Políticos sem mandato

Mário Negromonte (PP-BA) – ex-ministro das Cidades, atual conselheiro do
Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia
Roseana Sarney (PMDB-MA) – ex-governadora do Maranhão e ex-senadora
João Pizzolatti – (PP-SC)
Cândido Vaccareza (PT-SP)
Roberto Teixeira (PP-PE)
Luiz Argôlo (ex-PP, atual SD-BA)
José Linhares (PP-CE)
Pedro Corrêa (PP-PE)
Pedro Henry (PP-MT)
Vilson Luiz Covatti (PP-RS)
Carlos Magno (PP-RO)
Aline Correa (PP-SP) 

Outros

Fernado Antonio Falcão Soares (Fernando Baiano) – lobista
João Vaccari Neto – tesoureiro do PT

Arquivamentos e mais investigações

Além dos pedidos de inquérito, Zavascki arquivou os pedidos de inquérito
contra o senador Delcídio Amaral (PT-GO) e dos deputados Henrique Eduardo Alves
(PMDB-RN) e Alexandre Santos (PMDB-RJ).

O ministro remeteu ainda à Justiça Federal do Paraná a investigação
contra o ex-ministro Antonio Palocci (PT) por causa de sua
função como tesoureiro na campanha vitoriosa de Dilma Rousseff (PT) à
Presidência em 2010
.  Para a PGR (Procuradoria-Geral da
República), é impossível investigar a presidente Dilma por “atos estranhos
ao exercício de sua função” no âmbito da Operação Lava Jato, mas
determinou a apuração sobre a arrecadação de recursos para sua campanha de 2010
no pedido de abertura de inquérito contra o ex-ministro.

 

  • Jorge Vieira
  • 7/mar/2015

Roseana Sarney e Lobão envergonham o Maranhão

Paulo Roberto Costa, Edison Lobão e Roseana Sarney

O que já esperado aconteceu nesta
noite de sexta-feira (06). O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori
Zavascki autorizou a abertura de inquérito contra os dois maiores caciques do
PMDB maranhense: o ex-ministro das Minas e Energia, Edison Lobão, e a
ex-governadora Roseana Sarney, acusados de envolvimento no escândalo da
Petrobras. 

O STF vai apurar a participação deles
no esquema que desviou, segundo estimativas, R$ 88 bilhões da estatal do
petróleo. Lobão e Roseana são  investigados
pela operação Lava Jato da Polícia Federal, que apura o rombo provocado pela
quadrilha que assaltou a Petrobras.

Roseana e o ex-ministro foram os
primeiros citados nas deleções premiadas, mas a confirmação de que os dois
serão investigados somente ocorreu após o Procurador Geral da República pedir o
Supremo apure a participação deles na máfia que fez uma das empresas mais
poderosas do mundo entrar em processo de decadência.

O mais triste disso tudo é ver o
Maranhão novamente ser achincalhado nacionalmente em decorrência de mais um
escândalo de corrupção envolvendo a ex-governadora e, agora, o senador Lobão,
que já vinha dando sinais de nervosíssimo ao longo da semana em função das
evidências de que seu nome era um dos primeiros da lista de Janot.

A ex-governadora Roseana, que passa
uma temporada no Estados Unidos, a essa altura deve estar muito preocupada e
temerosa. Precavida, no entanto, contratou o advogado Antonio Carlos de Almeida
Castro e deve ter aconselhado Lobão fazer o mesmo.

Os dois, portanto, correm sério risco
de ter o mesmo destino dos ex-diretores da Petrobras.    

  • Jorge Vieira
  • 6/mar/2015

Flávio Dino acompanha saída dos caminhões do Mutirão Mais IDH

Para erradicar a disparidade
entre a riqueza do estado e as condições de vida dos maranhenses, o governador
Flávio Dino lançou, nesta sexta-feira (6), o Mutirão ‘Mais IDH’. Nove caminhões
equipados para oferta de serviços de documentação, e outras ações, percorrerão
os municípios maranhenses com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A
saída simbólica dos veículos ocorreu no Anel Viário.

“Hoje nós estamos
concretizando uma das marcas do nosso governo: o combate à desigualdade social
e regional, como a meta principal das ações governamentais todos os dias, o dia
inteiro, o ano inteiro. O objetivo é levar serviços públicos, políticas
públicas, políticas sociais para todo o nosso território”, destacou o
governador Flávio Dino.

O mutirão integra um conjunto
de ações condensadas na estratégia do Plano ‘Mais IDH’, que visa colocar no
centro das políticas e dos serviços públicos a qualidade de vida da população.
Não buscando apenas objetivos econômicos, mas também garantir que essa riqueza
seja transformada em dignidade, direitos e oportunidade, para todo o povo
maranhense.

Coordenador do Comitê Gestor
do Plano de Ações ‘Mais IDH’, o secretário de Desenvolvimento Humano e
Participação Popular, Francisco Gonçalves, classificou o mutirão como uma ação
de combate à diferença entre a produção da riqueza e a distribuição dela. “A
correção dessa injustiça é, ao mesmo tempo, um ato político, econômico e
amoroso. Nós não podemos ser indiferentes a dor e ao sofrimento dos nossos
conterrâneos”, pontuou.

Percorrendo nove, dos 30
municípios maranhenses com mais baixos indicadores de desenvolvimento humano,
durante 12 dias, a partir de segunda-feira (9), o mutirão faz parte do Plano de
Ação ‘Mais IDH’, um compromisso de campanha concretizado pelo governador Flávio
Dino no seu ato de posse.

“Durante todas as ações desse
plano teremos atenção especial na educação, com combate ao analfabetismo e
substituição de escolas de taipa. Na habitação, com a construção de casas,
sobretudo para aquelas de taipa e de palha. No saneamento, com ações da Caema
levando água e esse mutirão que hoje começa voltado aos direitos. Além de
direitos civis e sociais, busca ativa de benefícios sociais e ações de saúde
dentro da nossa visão de saúde preventiva, voltada sobretudo para a mortalidade
infantil e materna”, enumerou o governador.

Para o prefeito de São Luís,
Edivaldo Holanda Júnior, este é um momento de união em favor da redução da
pobreza extrema no estado, principal finalidade do Plano ‘Mais IDH’. “Por isso
estamos aqui, para dar nosso apoio ao governador Flávio Dino na condução dessa
nova política que prioriza de fato o desenvolvimento socioeconômico do Maranhão
e de sua gente”, enfatizou Edivaldo.  

O mutirão será realizado em
três etapas de itinerância. Os primeiros municípios beneficiados serão Arame,
Lagoa Grande do Maranhão, Jenipapo dos Vieiras, São Roberto, São Raimundo do
Doca Bezerra, Santa Filomena, Fernando Falcão, Marajá do Sena e Itaipava do
Grajaú. Por conta das chuvas nos últimos dias que causaram estrago em muitas estradas,
esses três últimos municípios não receberão as unidades móveis, mas sim
unidades alternativas de atendimento.

Presidente da Federação dos
Municípios do Estado do Maranhão, o prefeito de São José de Ribamar, Gil
Cutrim, lembra que os municípios maranhenses estavam há anos esquecidos, mas
agora estão sendo lembrados pelo Governo do Estado. Ele também destacou que a
iniciativa de apoiar os municípios deixará o estado do Maranhão cada vez mais
forte.

“Eu costumo dizer que não
existe estado forte sem municípios valorizados. Tudo acontece dentro do
município. A criança nasce no município, estuda no município, precisa de
atendimento médico no município. Então, tudo gira em torno do município. A
falta de valorização faz com que aconteça o que já vem acontecendo no Maranhão
há décadas, e o Flávio vem justamente demonstrar essa sensibilidade política”,
afirmou Gil Cutrim.

No mutirão, o governo do
Estado contará com o apoio das secretarias de Direitos Humanos e Participação
Popular, Desenvolvimento Social, Articulação Política e Assuntos Federativos,
Saúde, Educação, Agricultura Familiar, Trabalho e Econômica Solidária, Cidades
e Desenvolvimento Urbano, Igualdade Racial, além da Companhia de Saneamento
Ambiental do Maranhão (Caema) e do Instituto Maranhense de Estudos
Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc).

“A nossa secretaria fará parte
das equipes que farão o levantamento das reais necessidades de cada município.
Sabemos que são carências bem semelhantes, mas cada um tem a sua
especificidade. Assim poderemos saber, dentro das demandas que temos, para onde
levar cada serviço e com que intensidade no decorrer das ações do Plano Mais
IDH”, explicou o secretário de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista.

  • Jorge Vieira
  • 6/mar/2015

Waldir Maranhão defende divulgação da lista de políticos envolvidos na Lava Jato

O vice-presidente da Câmara Federal,
deputado Waldir Maranhão (PP) admitiu, na manhã destas sexta-feira (06), a um grupo
de jornalistas, que o clima é tenso por conta da expectativa criada em torno da
divulgação da lista de políticos envolvidos no escândalo da Petrobras, encaminhada
ao Supremo Tribunal Federal pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.

Maranhão reconheceu que a Câmara
Federal vive um momento delicado e defendeu um pacto para garantir a
governabilidade. Para o parlamentar, a divulgação da relação dos parlamentares citados
nas delações premiadas dos investigados na Operação Lava Jato da Polícia
Federal, deve ser divulgada o mais rápido possível, “até para separar o “joio
do trigo”.

Segundo Waldir Maranhão a receita para contornar
a crise que se instalou no Congresso Nacional é a investigação apontar os responsáveis,
para que a Casa, a exemplo do escândalo do mensalão, puna os culpados. “Não vai
dar para tapar o sol com a peneira”, adverte o parlamentar, cujo o nome não foi
citado na Lava Jato.

“Não tem como não se abrir
essa lista, até para que seja identificado aqueles que que realmente estão
envolvidos. Quanto a possibilidade de impeachment não existe clima para isso, até
porque a presidente Dilma não está no olho do furação”, observou Waldir Maranhão.             

  • Jorge Vieira
  • 6/mar/2015

PGR pede abertura de inquérito contra Lobão e mais sete senadores

por Vinicius Sassine

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BRASÍLIA – Os nomes dos senadores Lindbergh Farias (PT-RJ), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Humberto Costa (PT-PE), Romero Jucá (PMDB-RR), Edison Lobão (PMDB-MA) e Fernando Collor (PTB-AL) estão na lista de pedidos de abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhada na noite de terça-feira pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, como confirmou ao GLOBO uma fonte com acesso ao trabalho da PGR. Parte deles já vem dando explicações nos últimos dias sobre a possibilidade de estar na lista, inclusive com a contratação de advogados.

A lista de senadores na ativa incluiria ainda Ciro Nogueira (PP-PI), que já afirmou que renuncia ao mandato caso se comprove o recebimento de propina a partir dos desvios da Petrobras. O senador disse também que já irá contratar advogado para fazer a sua defesa. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), também foi avisado de que está na lista, junto com o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Com Renan, o número de senadores incluídos no pedido de abertura de inquéritos no STF totaliza oito, ou seja, 10% dos 81 parlamentares que constituem o Senado Federal.
Na expectativa de confirmar se está ou não na lista dos que serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Lindbergh Farias defendeu a necessidade de separar o que é fruto de corrupção e o que foi doação legal de campanha.

— Continuo na expectativa de não ter meu nome nessa lista. Uma coisa é corrupção e quem fez isso tem de pagar. Outra coisa é doação legal. É preciso separar o joio do trigo — afirmou o senador ao GLOBO.
Apesar de o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), negar qualquer possibilidade de envolvimento com os desvios de dinheiro da Petrobras, a Procuradoria Geral da República (PGR) já decidiu que vai pedir abertura de inquéritos no Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra ele. O entendimento é de que há elementos suficientes para os pedidos das investigações – os procuradores envolvidos descartam solicitar o arquivamento das citações. A avaliação dos procuradores é a mesma envolvendo o caso do governador do Acre, Tião Viana (PT).

A exemplo do que foi feito em relação aos políticos com foro junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), a PGR não vai oferecer uma denúncia direta contra os dois. O instrumento será o mesmo usado para as 54 pessoas listadas nas 28 solicitações ao STF: o pedido de abertura de inquérito.

  • Jorge Vieira
  • 5/mar/2015

Bancada federal cobra ação do Denit no Maranhão

A bancada federal do Maranhão reuniu nesta manhã de
quinta-feira (5) com o diretor-geral interino do Departamento Nacional de
Infraestrutura e Transportes (Dnit), Adailton Cardoso. No encontro, os
parlamentares trataram da licitação para pavimentação da BR-226/MA e o Contorno
de Timon, obras que ligarão a BR-226 e a BR-316 e, também, sugeriram, para
maior agilidade na contratação, que as obras sejam de competência da
Superintendência do Dnit do Maranhão.

A duplicação da BR-135, na entrada de São Luís,
também entrou na pauta de discussão. Os deputados fizeram questionamentos sobre
o andamento das obras.  O diretor-geral interino, Adailton Cardoso,
garantiu que as obras serão retomadas após o período chuvoso. Informações
referentes as obras paralisadas serão entregues à coordenação da bancada.
 

Em relação a BR-010, Adailton Cardoso anunciou
ações imediatas. “Vamos proceder intervenções na rodovia, para que a vida seja
preservada, como redutores de velocidade, passarelas e outras ações paliativas,
enquanto as obras não são finalizadas”, finalizou o diretor.

 

 

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