Ainda repercute nos bastidores da política local a intervenção da deputada Eliziane Gama (PPS) na Comissão Especial do Impeachment quando, através de uma questão de ordem, tentou cercear o direito de defesa da presidente Dilma Rousseff, propondo a anulação da segunda fala do Advogado Geral da União, José Eduardo Cardoso, que voltou a classificar o processo de impedimento de “golpe” por falta de argumentos técnicos que justifique a medida extrema.
O pronunciamento da parlamentar, diante de tantos discursos, poderia ter passado despercebido não fosse o fato de Eliziane ter construído sua trajetória política se apresentando como defensora das minorias, das classes menos favorecidas e se posicionar contra um governo que implantou neste país o maior programa social, o que permitiu a retirada de milhares de brasileiros da indigência.
A referida parlamentar, que também costuma se assumir como suposta defensoras das mulheres, se manifesta justamente contra uma mulher presidente, querendo lhe retirar até mesmo o direito de se defender e apresentar suas justificativa para reclamar contra o impeachment, instrumento que atende, acima de tudo, os interesses do presidente da Câmara Federal, o corrupto Eduardo Cunha.
Observadores do cenário político local advertem que a parlamentar, que troca de partido como troca de sapato e se mostra indiferente as ideologias partidárias, aparenta ser o que não é e talvez isso justifique a brutal queda na preferência do eleitorado. A deputada que chegou a ostentar índice de 42% na preferência do eleitorado, hoje, diante de tantos passos em falsos, não consegue passar da casa dos 20% e a tendência é encolher ainda mais.
Na ânsia de aparecer a qualquer custo, a parlamentar acabou levando um puxão de orelha do líder do PDT, deputado Weverton Rocha, visto que o impeachment faz parte de uma agenda golpista que visa entregar o país para a velharia do PMDB, comando pelo capitão do golpe, Michel Temer, e tendo como conselheiro o ex-presidente José Sarney, o maior inimigo do governador do Maranhão, Flávio Dino, e que trama para derrubar Dilma e voltar a mandar no governo.

Movimento “Diálogos por São Luís” fez sua primeira reunião segunda-feira (11)
A direção estadual do Partido Socialista Brasileiro (PSB) decidiu não levar a sério uma suposta pré-candidatura do vereador Roberto Rocha Júnior, filho do senador Roberto Rocha e deflagou na manhã de segunda-feira (11) o movimento ‘Diálogos por São Luís’ ouvindo técnicos e comunitários sobre as principais dificuldades, instrumento que servirá para subsidiar a montagem do programa de governo do candidato Bira do Pindaré.
Segundo o candidato socialista, “os “Diálogos por São Luís” garantem a participação popular e a transparência ao nosso plano de governo” Bira defende que não há sentindo elaborar um plano de governo sem o envolvimento e a participação popular.
“Aprendi com o movimento das pessoas com deficiência o lema ‘Nada sobre nós sem nós’. Nesse caso eu diria nada sobre o povo sem o povo. Vamos em frente! ‘Animados pela fé e bem certos da vitória, vamos fincar nosso pé e fazer a nossa história’”, completou.
O presidente estadual do PSB, Luciano Leitoa, reafirmou que São Luís é prioridade nas eleições de 2016 e contou que o nome do deputado Bira é defendido pelos segmentos do partido desde o último Encontro Estadual.
“O Bira é um deputado que já desperta muito respeito das pessoas do partido. Nós temos outra candidatura posta, que é a do senador Roberto Rocha, mas que ele até o presente momento não voltou a discutir sua pré-candidatura a prefeito de São Luís. O certo é que o Bira tem todo o apoio dos movimentos sociais, dos segmentos e da executiva estadual do PSB no Estado do Maranhão”, esclareceu o presidente ao destacar que cabe ao partido oferecer o suporte.
A primeira reunião dos ‘Diálogos por São Luís’ contou com a presença de diversas lideranças municipais, tanto de áreas técnicas, quanto de comunidades e academias. Pessoas dispostas em falar de dificuldades e apontar soluções.
Positivo, Bira esclareceu que o objetivo do movimento não é criar qualquer atrito, mas propor de maneira transparente e efetiva – ouvindo as pessoas, técnicos, comunitários e movimentos – propostas para melhorar a capital de todos os maranhenses.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Humberto Coutinho terá que passar a semana em São Paulo por ter sido atacado pelo mosquito Aedes Aegypti e contraído Chikungunya.
O parlamentar havia passado por uma bateria de exames por conta revisão do tratamento de um câncer sem que fosse constatado qualquer anormalidade, mas acabou contraindo a doença.
Por medida de precaução, os médicos que acompanham o tratamento do presidente da Assembleia solicitaram que ele permanecesse em São Paulo por conta da sua baixa imunidade e ele atendeu o pedido.
Candidato a reeleição, o prefeito Edivaldo Holanda (PDT) ganhou, no último sábado (9), o reforço do Partido Ecológico Nacional e dos seus 60 candidatos a um mandato na Câmara Municipal de São Luís. A confirmação aconteceu durante o concorrido III Congresso do PEN, realizado no auditório Fernando Falcão da Assembleia Legislativa do Estado com a participação de cerca de mil militantes.
“Tenho muitos companheiros no PEN. Este partido, com o qual tive oportunidade de conviver quando era vereador, tem um grande time com nomes importantes para a politica municipal, estadual e nacional. Quero agradecer o apoio que estou recebendo do PEN”, disse Edivaldo, sinalizando ainda avanços da sua gestão na Prefeitura de São Luís. “Temos trabalhado muito ao longo desta gestão e hoje temos obras espalhadas em toda a cidade”, afirmou Edivaldo, que compareceu ao evento acompanhado da primeira-dama de São Luís, Camila Holanda.
O encontro teve a presença do presidente nacional do PEN, Adilson Barroso; do presidente estadual do Maranhão, Jota Pinto; do presidente regional do Rio de Janeiro, Chiquinho Silva; dos deputados da legenda, federal Júnior Marreca e estadual César Pires; e dos presidentes da Juventude, Marcelo Calvet e da Mulher, Concita Pinto. Também compareceram ao congresso o deputado federal Rubens Brito (PCdoB), a deputada estadual Valéria Macedo (PDT); o presidente municipal do PR, Hélio Soares; e o chefe da Casa Civil do Estado do Maranhão, Marcelo Tavares, que representou o governador Flávio Dino.
O presidente da executiva nacional da legenda destacou a opção do PEN pelo apoio a Edivaldo. “O prefeito de São Luís sempre se mostrou companheiro e esteve ao lado do PEN. A reeleição do prefeito Edivaldo vai fortalecer a capital”, enfatizou Adilson Barroso.
O presidente do PEN Maranhão, Jota Pinto, deu boas vindas ao prefeito Edivaldo, reforçando que o conhece desde a Câmara Municipal de São Luís, e sempre viu nele um jovem político promissor. “Nossas decisões são feitas e aprovadas pela militância. Queremos um partido forte e comprometido. E por isso abraçamos o nome de Edivaldo para dar continuidade à administração da Prefeitura de São Luís”, destacou Jota Pinto. “Nós acreditamos nesta gestão, e na integridade do prefeito Edivaldo, que foi o que nos conquistou. Ele é o melhor para São Luís”, acrescentou o deputado federal Júnior Marreca.
Em contundente pronunciamento, na tribuna, nesta tarde de segunda-feira (11), o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Rogério Cafeteira (PSB), membro da Frente Parlamentar em Defesa das Rodovias Federais do Maranhão, clamou pela união de todos os deputados pela solução da questão da BR 135 e outras rodovias do Estado.
Rogério Cafeteira falou sobre a visita do superintendente nacional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Valter Casemiro Silveira, ocorrida no sábado (9) para tratar da situação das rodovias federais que cortam o estado. Ele disse que a Frente visitou as obras e constatou que trata-se somente de um reparo emergencial para promover o mínimo de trafegabilidade, mas que está longe de uma obra que resolva o problema.
“Estivemos com o Diretor do DNIT e colocamos algumas questões sobre a obra, que foram respondidas de forma razoável, mas sabemos que é preciso muito ainda para transformar a BR 135 numa rodovia propriamente dita. Não podemos nos acomodar com o que vimos e ouvimos”, lembrou.
O parlamentar observou ainda que é preciso cobrar um plano de trabalho do DNIT e acompanhar a liberação dos recursos do Governo Federal. Segundo Rogério o recurso da duplicação é resultado de uma medida impositiva realizada pela bancada maranhense da Câmara dos Deputados e comandada pelo deputados Federais Rubens Pereira Junior e André Fufuca. E destacou: “Nesse momento precisamos nos despir de vaidades, pois essa não é uma questão política, é um problema de todos os maranhenses. Precisamos somar para fortalecer esse movimento e envolver a sociedade. Vamos cobrar do Governo Federal!”

Fala do do ministro Eduardo Cardoso foi mantida por solicitação de Weverton Rocha
Um momento quente da reunião da comissão especial que analisou o parecer do relator da Comissão do impeachment, Jovair Arantes, foi protagonizado pelos deputados maranhenses Werverton Rocha (PDT) e Eliziana Gama (PPS). A parlamentar, através de uma questão de ordem, pediu a anulação da defesa da presidente feita pelo Advogado Geral da União, José Eduardo Cardoso, alegando questões regimentais, mas teve seu pedido negado por solicitação do pedetista.
Líder da bancada do PDT, Weverton Rocha encaminhou contra a solicitação de Eliziane que, com base no artigo 218 do Regimento Interno da Câmara, sustentou que não haveria previsão de uma segunda oportunidade para a denunciada se manifestar, seja diretamente, seja por meio de advogado, citando como exemplo o caso Collor que não teria sido permitido uma segunda defesa.
Eu estou escutando com espanto o discurso da parlamentar. Usar o argumento do impeachment de Fernando Collor para pedir a anulação da defesa? Primeiro eu gostaria de informar a deputada que na comissão do impeachment do Collor nem audiência pública teve e essa já é a décima que essa comissão realiza. Num momento difícil como esse, nós tínhamos era que ter todo dia defesa para não deixar nenhuma dúvida, nenhum tipo de brecha”, observou Weverton.
Diante do argumento do deputado do PDT, o pedido de anulação da fala do ministro Eduardo Cardoso solicitado por Eliziane, que é membro suplente da Comissão, foi negado pelo presidente da Comissão, deputado Rogério Rosso (PSD-DF).

Representantes do PMDB não conseguem empolgar o eleitorado
Pesquisa do Instituto Escutec, encomendada pelo PMDB e publicada nesta segunda-feira (11) pelo jornal O Estado do Maranhão, revela que os pré-candidatos do partido, Andréa Murad e Fábio Câmara, simplesmente não existem e correm o risco de se transformarem no grande “mico” das eleições 2016.
A pesquisa, que apresenta apenas dois cenários em que figuram os representantes do PMDB, deixa claro que o eleitorado da capital reprova a verborragia da deputada Andréa Murad contra o governador Flávio Dino (PCdoB) e do vereador Fábio Câmara contra o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT)
Se a pesquisa teve por finalidade apenas aferir o nível de aceitação dos dois peemdebistas que disputam a condição de candidato, Fábio Câmara apresenta uma performance bem melhor que Andréa, uma parlamentar confusa que usa a tribuna diariamente apenas para agredir o governador.
Já o vereador, que destila ódio em seus discursos tresloucados contra a administração municipal, também, aparece com um desempenho pífio, digno de quem não desfruta da confiança da população e tenta se impor através de expedientes rasteiros.
Os números, embora visto com desconfiança, revela, no primeiro cenário, Eliziane Gama com 21,9%. Edivaldo 16,3%; João Castelo 15,6%; Bira do Pindaré 8,1%; Rose Sales 8,5%; Fábio Câmara, 5,7% e Wellington do Curso com 5,5%.
No segundo, Gama tem 22,1%; Castelo, 15,7%; Edivaldo, 15,5%; Bira, 8,6%; Rose Sales 7%; Wellington do Curso 5,8% e Andrea Murad 3,7%.
A pesquisa Escutec/PMDB foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral, no dia 5 de abril, sob o número MA-01393/2016. Foram ouvidas 1001 pessoas em São Luís, entre os dias 5 e 7 de abril.