Marrapá – De acordo com o procurador-geral da República Rodrigo Janot, em seu despacho a onde solicitava a prisão de José Sarney, Renan Calheiros, Romero Jucá e Eduardo Cunha, a indicação de Sarney Filho para o Ministério do Meio Ambiente é parte de uma estratégia para tentar obstruir as investigações da Lava Jato discutida pelo delator Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, com membros da cúpula do PMDB. Além dele, faz parte desse acordo, a indicação de Romero Jucá (PMDB) para o Ministério do Planejamento e de filiados ao PSDB em áreas importantes do governo peemedebista.
Segundo Janot, o objetivo com essas indicações era, “construir uma ampla base de apoio político para aprovar alteração do ordenamento jurídico em favor da organização criminosa”. O procurador continua dizendo que durante as conversas entre Machado e os peemedebistas, “Esse acordo vinha e segue sendo costurado neste exato momento”.
Amparado no conteúdo dos áudios de conversas entre Sérgio Machado e os cardeais do PMDB, Janot enfatizou. “O intento dos requeridos (Renan, Jucá e Sarney), nessas diversas conversas gravadas, é construir uma ampla base de apoio político para conseguir, pelo menos, aprovar três medidas de alteração do ordenamento jurídico em favor da organização criminosa”, seguiu Janot, em alusão ao grupo desmascarado pela Lava Jato no esquema de propinas instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014.
O procurador elencou, então, as três medidas, algumas atualmente em discussão no Congresso, que em sua avaliação poderiam prejudicar as investigações: “A proibição de acordos de colaboração premiada com investigados ou réus presos; a proibição de execução provisória da sentença penal condenatória mesmo após rejeição dos recursos defensivos ordinários, o que redunda em reverter pela via legislativa o recente julgado do STF que consolidou esse entendimento, e a alteração do regramento dos acordos de leniência”.
“Essas três medidas seriam implementadas no bojo de um amplo acordo político – tratar-se-ia do propalado e temido ‘acordão’ – que envolveria o próprio Supremo Tribunal Federal, como fica explícito em intervenções tanto do senador Renan Calheiros quanto do senador Romero Jucá”, afirmou o procurador-geral.
O senador Romero Jucá deixou o Ministério do Planejamento justamente por causa da divulgação dos diálogos dele com Machado que falam sobre estratégias para “estancar” a Lava Jato. Sarney Filho é ministro do Meio Ambiente e atualmente o PSDB possui três ministérios no governo Temer: Relações Exteriores (José Serra), Justiça (Alexandre Moraes) e Cidades (Bruno Araújo).

O governador Flávio Dino foi recebido por uma multidão em Coroatá
O prefeito de fato de Coroatá, ex-secretário de Ricardo Murad (PMDB), réu no processo que investiga desvio de R$ 1,2 bilhão da saúde pública do Maranhão, segundo a Polícia Federal, sentiu o golpe da presença do governador Flávio Dino, na última segunda-feira (13), em Coroatá.
Tão logo o governador se despediu do município, Murad correu para as redes sociais, já que o jornal da família Sarney não dar crédito ao que ele diz, para reclamar e falar um monte de mentiras que já não convence ninguém.
Na realidade o ex-gerentão, acusado de comandar a organização criminosa que assaltou os cofres da secretaria de Saúde sentiu o golpe da calorosa recepção que o governador teve em Coroatá.
Tinha escola no município que estava há mais de 30 anos sem reforma. As três receberam climatização pela primeira vez e foram praticamente reconstruídas. O quartel estava inacabado e cheio de pendências jurídicas, mesmo assim o Governo terminou a obra.
Murad, especialista em esconder a verdade, reclamar que lá já existia Viva, mas esqueceu de dizer que funcionava de fachada, somente com três guichês. Com a reformulação pulou para 13 e com serviços do Proncon e da Jucema.
Quanto a delegacia reclamada por ele, está com pendências jurídicas mas o governador garantiu que até o final do ano conclui a obra. Além do “Mais Asfalto” que chegará na cidade ainda esse ano.


Alberto Filho e André Fufuca, parlamentares do Maranhão que defendem o corrupto Cunha
Triste, muito triste ver dois jovens parlamentares do Maranhão, André Fufuca (PP) e Alberto Filho (PMDB), se manifestarem claramente a favor da corrupção, justamente no momento em que a sociedade brasileira tenta se livrar deste câncer que corrói as instituições do país.
Para se ter uma noção do que deve ter motivado esses dois desonrados maranhenses que nos envergonharam com seus votos a favor do corrupto e cínico presidente afastado da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB) basta observar suas origens.
Alberto Filho é filho do prefeito de Bacabal, José Alberto, um político que tem aproveitado sua passagem pelo comando do município para penalizar a população, privando-a de praticamente tudo, inclusive do abastecimento d’água, saúde e educação, conforme tem denunciado o deputado Roberto Costa quase que diariamente no plenário da Assembleia Legislativa.
Esse parlamentar, que já havia sido rejeitado nas urnas e recuperou o mandato via judicial quando conseguiu anular “milagrosamente” 52 mil votos dados legalmente ao ex-prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo, e subtrair o mandato que estava sendo exercido pelo ex-deputado Julião Amim, revelou na tarde de terça-feira (14) seu verdadeiro caráter.
Alberto Filho tem um histórico político ligado ao PMDB, partido controlado no Maranhão pelo senador João Alberto, pau mandado de Sarney, a quem o deputado recorreu para evitar a perda do mandato após ser rejeitado nas urnas em 2014. Tem histórico de subserviência à oligarquia.
Já Fufuquinha, tão novinho, herdou a pilantragem do pai, ex-prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Fufuca Dantas, um ficha suja que se elegeu primeiro prefeito do município com as mãos abanando e quando saiu da prefeitura era um próspero fazendeiro, cheio de bens e, com certeza, passou toda a sua experiência para filho, que aprendeu direitinho a lição da corrupção.
O mascote de Cunha, como Fufuquinha ficou conhecido na Câmara dos Deputados, chega ao ridículo de chamar o corrupto presidente afastado da Câmara de “papi” e tem se comportado como um cão feroz na defesa de seu mentor e chefe da quadrilha que assaltou os cofres públicos do país. Lamentável que um parlamentar tão jovem enverede pelo caminho da corrupção e tenha orgulho disso.
Ao discursar em Coroatá, na última segunda-feira (13), o governador Flávio Dino falou sobre dois temas que anda em moda no Brasil. Segundo o chefe do executivo estadual a política brasileira vive momento difíceis onde se fala em duas coisas: cadeia e crise.
“Um monte de gente amanhecendo com Polícia Federal na porta. Um monte de gente sendo carregado pela Polícia Federal. Uma montanha de gente com dificuldade no Poder Judiciário e no Ministério Público. Graças a Deus o nosso Governo está fora disso. Podemos andar de cabeça erguida fora dessa confusão.
O governador falou ainda sobre a crise que assola o país. Conforme Flávio Dino, a crise é real. “Os nossos amigos prefeitos que aqui estão todos que já governaram, que já dirigiram, secretários, vereadores, todos sabemos que o dinheiro diminuiu, como diminuiu da casa de todo mundo. E eu estou procurando responder a esse teste, a esse desafio, com atitude. Atitude de não se curvar a crise e ter muita fé”.
Para políticos que acompanharam o governador, Flávio Dino falou em corda em casa de enforcado, já que o marido da prefeita Teresa Murad, ex-secretário Ricardo Murad, foi levado coercitivamente pela Polícia Federal para prestar depoimento sobre desvio de R$ 1,2 bilhão da saúde pública do Maranhão e virou réu no processo que investigar o maior escândalo de corrupção da história do Estado.
As proposições legislativas por suposta inconstitucionalidade material, não cabe questionamento por mandado de segurança, é o que prevê o Projeto de Lei 1502/2015 que encontra-se para apreciação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
O PL que disciplina o mandado de segurança individual e coletivo, tem como relator o deputado e advogado Rubens Pereira Jr (PCdoB-MA).
Na visão do parlamentar, não caberá mandado de segurança contra propostas consideradas inconstitucionais, por assim considerá-la invasão de prerrogativa de outros poderes.
“O que se busca com esse PL é exatamente resguardar a ordem jurídica e o equilíbrio entre os Poderes”, pontou o parlamentar.

Envolvimento da ex-ministra Marina com caixa 2 pode prejudicar Eliziane Gama
Principal aliada da deputada Eliziane Gama no Maranhão, embora tenha tido um desempenho pífio na eleição presidencial de 2014 no Estado, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva Rede) também está sendo acusada de fazer caixa dois em delação na operação Lava Jato. O empresário Léo Pinheiro, um dos sócios da empreiteira OAS, relatou que representantes da ex-senadora pediram contribuição para caixa dois da campanha presidencial dela em 2010 pelo Partido Verde.
A descoberta de que a ex-candidata que se apresenta como se fosse a encarnação da ética, não passa de uma “santa do pau oco” é mais um ponto negativo na pré-campanha da deputada Eliziane Gama a prefeita de São Luís. Marina esteve recentemente em São Luís sem despertar qualquer interesse da população, se comprometeu com a candidatura da representante do PPS e colocou a Rede Sustentabilidade na coligação, mas sua influência na política local é considerada insignificante.
Se abraçar a Marina, uma política cheia de preconceitos e desconectada da realidade do Estado é apenas mais um equívoco entre tantos que fizerem a deputada definhar nas pesquisas de opinião pública. A parlamentar que já ostentou índices de preferência superior a 50%, hoje não consegue sair da casa dos 20% e a expectativa de vitória evaporou. A maioria dos entrevistados da última pesquisa realizada pela Econométrica disseram que o prefeito Edivaldo vai se reeleger.
A pressa de chegar a Prefeitura de São Luís levou a deputada a cometer erros, dar passos em falso, como por exemplo flertar com vários partidos, se comprometer assinar ficha de filiação e não comparecer, mudar de legenda como troca de sapato e fechar a vice de sua chapa com o PSDB, deixando o senador Roberto Rocha (PSB) indignado e comprometendo a presença dos socialistas liderados por Rocha em seu palanque. O senador pretendia a vaga a para o filho vereador primeiro emprego Roberto Rocha Júnior, mas ficou de mãos abanando.