
Primeiro escalão que tomou posse com Flávio Dino sofrerá modificações com as eleições de 2018
Faltando pouco mais de um ano para as eleições de 2018, as movimentações nos bastidores do primeiro escalão do Governo Flávio Dino (PCdoB) estão bastante aguçadas. Nada menos que quatorze secretários já manifestaram o desejo de concorrer a um mandato na Câmara Federal ou Assembleia Legislativa, mas a exemplo de governos passados, nem todos chegarão às convenções partidárias em condições de pleitear uma vaga nas chapas proporcionais.
O secretário de Infraestrutura, Clayton Noleto, cujo nome vinha sendo especulado, por exemplo, desistiu da disputa. Em recente entrevista ao programa “Redação 1290”, da Rádio Timbira AM, Noleto , ao ser questionado sobre a pretensão de concorrer à uma cadeira de deputado federal, afirmou que sua missão e permanecer no governo até o final do mandato do governador Flávio Dino.
Num rápido levantamento junto ao primeiro escalão podemos observar na condição de pré-candidato a deputado federal Márcio Jerry (Secap), Simplício Araújo (Indústria e Comércio), Neto Evangelista (Assistência Social), Julião Amim (Trabalho) e Jefferson Portela (Segurança), enquanto para estadual , até o momento, nove integrantes da administração se submeterão ao crivo das urnas.
São considerado postulantes a um mandato de deputado estadual Marcelo Tavares (Casa Civil), Márcio Jardim (Esporte), Duarte Júnior(Procon), Adelmo Soares (Agricultura Familiar), Laurinda Pinto (Secretaria da Mulher), Tatiana Pereira (Juventude), Odair José (CCL), Márcio Honaiser (Agricultura), Pedro Lucas (Metropolitano). O número de candidatos, no entanto, deve sofrer alterações até o período das convenções.
Por conta da inflação de candidatos, já existe uma articulação no Palácio dos Leões para que os auxiliares que vão se submeter ao julgamento popular se desincompatibilizem dos cargos até dezembro de 2017. Trata-se de uma proposta embrionária em fase de estudo, mas que pode fazer alguns dos pré-candidatos reverem seus projetos para 2018.

Dutra injetou R$ 3 milhões na economia do Paço
Os servidores ativos, inativos e pensionistas de Paço do Lumiar receberam a primeira parcela do 13º salário de 2017 desde o dia 14 de junho. Segundo a Prefeitura, cerca de R$ 3 milhões estão sendo injetados na economia, especialmente no setor de comércio e serviços do município.
“Essa é uma medida muito importante porque estamos vivendo uma crise sem precedentes. Paço conseguiu antecipar o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro e apelamos aos servidores e aposentados que gastem no próprio município, ajudando a gerar renda aqui mesmo”, destacou o prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB).
O prefeito informou que, a partir de julho, a segunda parcela do 13º salário de Paço será paga no mês de aniversário do servidor, o que poderá ocorrer de julho a dezembro.
“Como é de conhecimento público, os municípios brasileiros estão enfrentando sérias dificuldades financeiras decorrentes da queda de arrecadação e da crise econômica que reduz o consumo e, consequentemente, a arrecadação de impostos. Com a Prefeitura de Paço não está sendo diferente. A crise nos atinge, mas com muita determinação temos contornado as dificuldades, priorizando nossos servidores, evitando os transtornos causados pelo atraso no pagamento dos salários”, resumiu o prefeito Dutra.
O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto (PMDB-MA), atendeu orientação do oligarca José Sarney para salvar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) de um eventual processo de cassação. Cabe a João Alberto deferir ou arquivar o processo de cassação de Aécio Neves no Senado. Sarney articulou e João Alberto fez vista grossa sobre o caso. O ‘carcará’ disse que ainda “não tomou conhecimento” do processo que quer cassar o mandato de Aécio, já que tirou licença médica mesmo com o fim do prazo para decidir sobre a cassação. Para Sarney, livrar Aécio deve acabar beneficiando indiretamente a candidatura de Roseana Sarney (PMDB) em 2018.
A articulação engendrada pelo oligarca para livrar Aécio tem como objetivo ajudar a manter o presidente Michel Temer (PMDB) no cargo até o final do mandato para que Roseana possa dispor da máquina pública federal em seu favor nas eleições do próximo ano.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, Aécio estaria atuando na cúpula tucana para garantir o apoio do seu partido ao governo Temer, e em troca estaria interessado em mais tempo e votos de aliados de Temer no Senado para impedir sua cassação.
Sarney sabe que a permanência de Temer na Presidência pode ser a última cartada de Roseana para viabilizar uma estrutura de campanha nas próximas eleições, já que ela não contará com o braço amigo da máquina estadual em uma possível candidatura em 2018.
Sarney é apontado como o principal conselheiro de Temer após virem à tona as denúncias produzidas pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, contra o presidente. Michel Temer teria seguido as diretrizes de Sarney quando decidiu não renunciar ao cargo.
Sem o apoio de Temer é pouco provável que Roseana se lance candidata.
A única vez que Roseana disputou uma eleições sem a providencial “ajuda” da máquina pública foi em 2006, quando ela não estava à frente do Palácio dos Leões como governadora. Naquele ano ela sofreu uma derrota histórica para Jackson Lago na corrida pelo governo do Maranhão. Foi preciso que, em 2009, Sarney usasse sua influência no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cassar, no tapetão, o mandato de Lago.

Aragão conseguiu sair da cadeia com um habeas corpus
São cada vez mais evidentes as relações entre o ex-secretário de Saúde do Estado, Ricardo Murad, com o presidente do Instituto de Desenvolvimento e Apoio a Cidadania (IDAC), Antônio Aragão (PSDC), preso em flagrante pela Polícia Federal desviando recursos da saúde pública do Maranhão. O advogado Celso Henrique Anchieta de Almeida, lotado no gabinete do deputado Sousa Neto (PROS), genro de Murad, é mais um indicativo do temor do cunhado da ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) com a possibilidade de uma delação do acusado, pego com a “mão na massa”.
Por enquanto, o esforço do advogado de Murad resultou na concessão de habeas corpus pelo desembargador Olindo Menezes, do Tribunal Regional Federal da Primeira Região, em favor de Antônio Aragão, Walterlino Silva Reis e Marco Serra dos Santos. Bruno Balby Monteiro continua preso. Os quatro foram preso na operação Rêmora, um desdobramento da operação Sermão aos Peixes que investigou e constatou desvio de recurso público da ordem de R$ 18 milhões da saúde do Maranhão por parte da instituição.
Henrique exerce o cargo de assessor de Técnico Parlamentar Especial na Assembleia Legislativa do Maranhão desde 11 de fevereiro de 2015 e atuou como advogado da SES na gestão de Ricardo Murad. Com o fim do Governo Roseana passou a prestar seus serviços ao gabinete do genro de Ricardo Murad, conforme revela o Diário da Assembleia.
Na avaliação de observadores políticos, o fato de um advogado que trabalha para a família Murad se interessar por Antônio Aragão não deixa de passar um certo temor com a prisão de Aragão, um velho aliado de Fernando Sarney e sua gente. De reles advogado de partido nanico, Antônio Aragão se transformou da noite pro dia num próspero empresário do ramo de saúde. Deu no que deu: uma temporada atrás das grades, com possibilidade de voltar no final do processo ou em caso de cassação da liminar. 

Celso Henrique foi advogado da SES na gestão de Murad
A área da saúde na gestão da ex-governadora Roseana Sarney funcionava como um governo a parte. Comandada pelo seu cunhado, o todo-poderoso Ricardo Murad, a pasta tinha sistema de comunicação próprio, aluguel de aeronaves específico para os serviços da secretaria – e que serviram à campanha da filha Andrea Murad e do genro Sousa Neto – além de fortes esquemas de corrupção que levaram o ex-secretário a ser denominado chefe de quadrilha pela Polícia Federal.
O ‘Governo de Ricardo Murad’ possuía uma verba astronômica para um sistema montado justamente para o desvio de recursos, como o esquema de terceirização dos serviços por meio do uso de Oscips.
Diante desse cenário, o governo Flávio Dino iniciou o processo de limpeza de esquemas de corrupção e de desperdício do dinheiro público. Com isso, conseguiu em dois anos economizar cerca de R$ 508 milhões os gastos com terceirizadas que administrava as unidades de saúde. E ampliando número de hospitais. Isso foi possível reduzindo o gasto com terceirizadas e aumentando os investimentos próprios, via Emserh, a Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares.
Com a economia, o dinheiro que “sobrou”, em relação a gestão anterior, possibilitou o atual governo:
– Construir 5 grandes hospitais macrorregionais (Pinheiro, Imperatriz, Santa Inês, Bacabal e Caxias);
– Inaugurar a primeira UTI Materna da rede estadual de saúde do Maranhão no Hospital e Maternidade Marly Sarney;
– Inaugurar o Centro para assistência a pessoas com Transtorno do Espectro do Autista (TEA);
– Expandir os serviços de oncologia em Imperatriz;
– Reformar a Casa de Veraneio para implantação da Casa de apoio do Projeto Ninar;
– Reformar e modernizar vários hospitais pelo Maranhão, a exemplo do Socorrão de Presidente Dutra, unidades de Carutapera e Cururupu;
– Construir a Casa da Gestante em Imperatriz;
– Apoiar o custeio de UPAS e outras unidades de saúde por todo o estado;
– Além de outras dezenas de investimentos;
A economia a que se refere o Governo do Estado empregou de forma correta os recursos existentes e expandiu, e muito, os serviços de saúde em todas as regiões do Maranhão. Bem diferente do que acontecia no passado…
Mais uma etapa da obra da Forquilha – parceria entre a Prefeitura e Governo do Estado – foi concluída nesta sexta-feira (16) com a liberação do cruzamento para fluxo de veículos após a implantação da sinalização semafórica pela Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes (SMTT). Neste primeiro momento, a sinalização funcionará em caráter experimental podendo acontecer ajustes, caso necessário, segundo informou o secretário, Canindé Barros.
Ao falar sobre a conclusão de mais esta etapa da obra o secretário de Estado de Infraestrutura, Clayton Noleto disse que a intervenção na Forquilha é uma importante obra para melhoria da mobilidade naquele trecho. “Estamos trabalhando, em parceria com a Prefeitura, para que o mais breve possível a população possa usufruir desse serviço. A sinalização é uma parte crucial desta obra estruturante que vai transformar a área sanando problemas históricos, principalmente transtornos causados pelos engarrafamentos, promovendo a melhor fluidez no trânsito na localidade”, enfatizou Clayton Noleto.
Os semáforos instalados ao longo da via, segundo explicou o secretário Canindé Barros, estão sincronizados, criando o que se chama de “onda verde”, que permite a fluidez do trânsito de forma que os veículos sigam sem ficar parados em vários semáforos já que quando um sinal abre todos os demais estarão abertos. “É mais uma etapa da obra que estamos concluíndo. Prefeitura e Governo têm pressa em entregar essa que é uma das intervenções mais importantes para a melhoria do trânsito nesta área com impacto positivo em mais de 20 bairros”, disse Canindé Barros.
MOBILIDADE
Mesmo ainda não estando totalmente concluída, a intervenção na Forquilha já trouxe mais mobilidade a uma das áreas de maior fluxo de veículos da capital, segundo motoristas e comerciantes que conhecem bem o trânsito no local. “Aqui já está uma beleza para o que era antes. O trânsito está bem mais rápido e acredito que com a conclusão da obra terá fim o caos que era este trecho da Jerônimo de Albuquerque”, disse Abimael Pereira Fonseca que transita todos os dias pela via.
Valdir Alves, dono de uma oficina de lanternagem e pintura localizada próximo ao antigo retorno da Forquilha, também está otimista com a obra. “Trabalho aqui há 16 anos e o que sempre se viu foi um trânsito muito difícil. Agora acreditamos que vai melhorar com essa intervenção”, disse. “Precisava ser feito alguma coisa para melhorar o trânsito aqui e acreditamos que essa obra vai tornar a via mais rápida e segura”, completou o moto taxista, Nestor Conrado Filho, que trabalha em um ponto próximo à oficina do senhor Valdir Alves.
SOBRE A OBRA
A obra está em fase de conclusão, com mais de 90% dos serviços concluídos. Toda a parte de drenagem profunda está pronta, assim como os novos retornos, a divisão do fluxo de veículos, novo asfalto, construção de calçadas, meios-fios e sarjetas.
Também já foram realizadas intervenções para drenagem e pavimentação da Avenida Guajajaras e das rodovias MA-201 e MA-202, mais conhecidas como Estrada de Ribamar e Estrada da Maioba, respectivamente.
As alterações modificam o trânsito da região num entorno de aproximadamente 15 mil metros quadrados. Além das obras na Forquilha, outras importantes intervenções foram executadas para desafogar o trânsito na região. Entre elas estão as melhorias das condições de tráfego nas ruas dos bairros Forquilhinha e Cohab, que dão acesso à Avenida Jerônimo de Albuquerque, como Rua do Livramento, Rua 01, Avenida 08 e Rua 04, que já receberam serviços de drenagem e asfaltamento.
A mudança da geometria do tráfego na Forquilha integra o pacote dos projetos de intervenções apresentado pela Prefeitura de São Luís ao Governo do Estado que consiste na retirada de todas as rotatórias existentes na cidade, transformando-as em cruzamentos semafóricos. As mudanças previstas nesta parceria preveem obras desde a entrada da cidade, no Tirirical, até a Cohab.

Joesley Batista entregou Temer: “Chefe de quadrilha”
UOL – O empresário Joesley Batista, um dos donos do grupo J&F, em entrevista concedida à revista “Época” desta semana, afirma que o presidente Michel Temer (PMDB) é “o chefe da maior e mais perigosa organização criminosa” do país. Josley também confirma que pagou pelo silêncio na prisão de Eduardo Cunha e Lúcio Funaro, apontado como o principal operador de propina do ex-presidente da Câmara, e que o ex-ministro Geddel Vieira Lima era o “mensageiro” do presidente que o procurava para garantir que este silêncio seria mantido.
Na entrevista, publicada nesta sexta-feira (16), Joesley detalha a relação com Michel Temer, que, segundo ele, “nunca foi uma relação de amizade” e sim “institucional”. Ele diz que Temer o via “como um empresário que poderia financiar as campanhas dele e fazer esquemas que renderiam propina”.
A relação, que teve início por meio de Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento nos governos Lula e Dilma, segundo ele, era direta, com trocas de mensagens de celular e encontros privados. Em 2010, pouco depois do início desta relação, Temer teria pedido dinheiro para campanha. “[O presidente] não é um cara cerimonioso com dinheiro”, afirmou.
Josley conta que os pedidos de Temer eram sempre ligados a favores pessoais. E que ele não explicava a razão dos pedidos.
“Tem políticos que acreditam que, pelo simples fato do cargo que ele está ocupando, já o habilita a você ficar devendo favores a ele. Já o habilita a pedir algo a você de maneira que seja quase uma obrigação você fazer. Temer é assim”, disse.
O empresário confirma o empréstimo de um jato para uma viagem particular de Temer e a briga por dinheiro dentro do PMDB na campanha de 2014, relatada por Ricardo Saud, empresário da JBS e que também colabora com delações premiadas no âmbito da Operação Lava Jato.
“O PT mandou dar um dinheiro para os senadores do PMDB. Acho que R$ 35 milhões. O Temer e o Eduardo descobriram e deu uma briga danada”, relembra.
Segundo o empresário, os peemedebistas pediram, após a celeuma, R$ 15 milhões. “Demos o dinheiro”, disse Joesley, afirmando que foi aí que Temer voltou à presidência do PMDB.
Relação de Michel Temer com Eduardo Cunha
De acordo com Joesley, Cunha se referia a Temer como seu superior hierárquico. “Tudo que o Eduardo conseguia resolver sozinho, ele resolvia. Quando ficava difícil, levava para o Temer. Essa era a hierarquia”. O empresário aponta, porém, Lucio Funaro como o primeiro a participar das negociações. “Funcionava assim: primeiro vinha o Lúcio. O que ele não consegui resolver ele pedia para o Eduardo. Se o Eduardo não conseguia resolver, envolvia o Michel”.
Quando se tratava de acertos de “esquema mais estrutural”, Temer pedia para falar com Cunha. De acordo com Joesley, Temer se envolvia diretamente quando se tratava de pequenos favores pessoais ou “em disputas internas, como a de 2014”.
O empresário afirma que o grupo tinha influência “no FI-FGTS, na Caixa, na Agricultura, todos órgãos onde tínhamos interesses”, e que temia que eles “encampassem” o Ministério da Agricultura.
Quando Cunha foi eleito presidente da Câmara dos Deputados, os “achaques” ficaram mais constantes. O empresário relata pedidos de propina do peemedebista em troca de “abafamentos” de CPIs que pudessem ser prejudiciais ao empresário. Josley disse, contudo, que não pagava esses achaques.
“Eduardo sempre deixava claro que o fortalecimento dele era o fortalecimento do grupo da Câmara e do próprio Michel”, disse.
“Mais perigosa organização criminosa desse país. Liderada pelo presidente”
Joesley, ao apontar Temer como o “chefe da quadrilha”, cita como integrantes da “organização criminosa” os peemedebistas Eduardo Cunha, Eduardo Henrique Alves (ambos já presos), Geddel Vieira Lima e Moreira Franco.
“Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida”. Para Joesley, “eles não têm limites”.
Silêncio de Cunha e Funaro na cadeia
Na entrevista, Joesley também detalha como virou “refém de dois presidiários”, referindo-se aos pagamentos que realizou “em dinheiro vivo” a mensageiros de Eduardo Cunha e Lucio Funaro, para que estes não delatassem os esquemas de corrupção que os envolviam e que também implicavam o empresário.
“O presidente estava preocupado. Quem estava incumbido de manter Eduardo e Lúcio calmos era eu”, diz Joesley, ressaltando, ainda, que era Geddel Vieira Lima quem atuava em nome de Temer para garantir que esse “sistema” fosse mantido.
“Depois que o Eduardo foi preso, mantive a interlocução desses assuntos via Geddel. O presidente sabia de tudo. Eu informava o presidente por meio do Geddel”, afirma.
Crise
A delação premiada de Joesley Batista e outros executivos da JBS detonou a maior crise do governo Temer desde que o presidente assumiu o cargo. Joesley gravou uma conversa com o presidente no Palácio do Jaburu, em março deste ano, e entregou o áudio para a Procuradoria-Geral da República. Na conversa, ele fala sobre o suborno a agentes do poder judiciário, cita questões no BNDES e relata que “estou bem com o Eduardo”, o que a PGR entendeu como sendo uma sinalização de que o empresário continuava pagando mesadas a Cunha, com aval do presidente, para evitar uma delação do ex-deputado.
Temer nega que soubesse de qualquer pagamento a Cunha e Funaro, alega que o áudio foi editado e diz que foi alvo de uma armação de Joesley, que estava em vias de assinar o acordo com a PGR.