O Primeiro debate entre candidatos ao governo do Maranhão, realizado pela TV Band na note de domingo (9), aponta que teremos uma campanha dura, de muita pancadaria e um alvo a ser atingido: Eduardo Braide (PSD), que mesmo ausente do encontro foi o centro das atenções. Ficou a impressão de que Roberto Rocha (PRTB) vai atuar como linha auxiliar de Orleans Brandão (MDB) na tentativa de desconstituir a imagem de bom gestor do ex-prefeito de São Luís.
Embora muito pouco tenha oferecido aos telespectadores, o primeiro “duelo” entre participantes da corrida ao Palácio dos Leões teve disputa entre candidatos do campo da direita, Orleans Brandão levantado bola paras Roberto Rocha criticar a gestão de Braide, bate-boca entre o esquerdista Saulo Arcangeli (PSTU) e conservador André Luís (Missão) e Felipe Camarão (PT) partindo para cima do governo e se apresentando como o único candidato apoiado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).
Num dos momentos de ânimos elevados, o candidato do Missão, marcou posição ao afirmar ser o único candidato de direita e, olhando para Roberto, que também insistia em afirmar ser o único representante da direita na disputa pelo governo do Maranhão, lembrou que ele foi eleito senador pelo ex-governador Flávio Dino e questionou sua legitimidade em representar o campo direitista. Felipe Camarão também lembrou que Rocha foi eleito pelas mãos de Dino, depois se converteu ao bolsonatismo.
Sempre lembrado que é sobrinho do governador, Orleans deixou transparecer que foi treinado para debate e responder perguntas triviais, mas não esperava que fosse questionados por temas mais profundos, como, por exemplo reajuste fiscal. Ao responder pergunta de André Luís sobre o tema, o candidato do Palácio dos Leões falou sobre tudo, fez uma espécie de prestação de contas do governo, só não disse o se pretende cortar gastos do governo para sobrar recursos para investimentos. “Estou indignado com a resposta, ele não sabe o que é reajuste fiscal”, disse o candidatos do Missão.
Entre os candidatos que participaram do debate, Felipe Camarão mostrou que está preparado para governar, caso eleito, em harmonia com o presidente Lula, Roberto Rocha, como todo extremista de ocasião, destilou ódio, não apresentou nada de novo; André Luís se revelou defensor das causas empresariais, Saulo Arcangeli mostrou o velho discurso surrado em defesas dos trabalhadores e Orleans, pelo visto, não foi bem treinado, parecia que havia apenas decorado o que lhe passaram.
Mediado pelo jornalista Napoleão de Castro, o debate da Band Maranhão teve uma rodada inicial de apresentações, três blocos de embates e um de encerramento.
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