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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 15/jun/2026

Lula abre distância sobre Flávio Bolsonaro no primeiro e no segundo turno

A nova rodada da pesquisa BTG/Nexus sobre a eleição presidencial de 2026 reforça um cenário favorável ao presidente Lula (PT) e amplia a pressão política sobre Flávio Bolsonaro (PL). No levantamento divulgado nesta segunda-feira (15), com entrevistas realizadas entre 12 e 14 de junho, Lula aparece à frente do senador bolsonarista tanto nas simulações de primeiro turno quanto no confronto direto de segundo turno.

A pesquisa ouviu 2.017 eleitores em todo o país, tem margem de erro de 2 pontos percentuais e está registrada no TSE sob o número BR-06645/2026. Os números indicam que Lula mantém vantagem consistente sobre Flávio Bolsonaro, enquanto o herdeiro político do bolsonarismo enfrenta dificuldades para ultrapassar o núcleo mais fiel da extrema direita.

No voto espontâneo, Lula aparece com 36%, contra 27% de Flávio Bolsonaro. A vantagem de nove pontos é significativa porque, nesse tipo de pergunta, os nomes dos candidatos não são apresentados ao eleitor. Trata-se, portanto, de um indicador relevante de lembrança natural, enraizamento político e força eleitoral consolidada.

A série histórica também favorece o presidente. Lula saiu de 32% em março para 36% em junho no voto espontâneo. Flávio Bolsonaro, no mesmo período, oscilou de 26% para 27%, permanecendo praticamente estagnado. O dado sugere que Lula ampliou sua presença no imaginário eleitoral, enquanto Flávio não conseguiu transformar a exposição do sobrenome Bolsonaro em crescimento expressivo.

No primeiro turno estimulado, Lula também lidera com folga. No cenário 1, o presidente registra 42%, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão) aparecem com 4% cada; Romeu Zema (Novo), Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) têm 2%; Aécio Neves (PSDB) e Cabo Daciolo (Mobiliza) marcam 1%. Brancos, nulos e nenhum somam 5%, e 3% não sabem ou não responderam.

A trajetória recente do cenário 1 mostra Lula em recuperação e Flávio em queda. Em abril, Lula tinha 41%; caiu para 40% em maio; e agora chega a 42%. Já Flávio Bolsonaro saiu de 36% em abril para 35% em maio e 33% em junho. Em dois meses, portanto, o senador perdeu três pontos, enquanto Lula recuperou terreno e abriu nove pontos de vantagem.

No cenário 2, a distância se repete. Lula aparece com 43%, contra 34% de Flávio Bolsonaro. Renan Santos marca 5%, Ronaldo Caiado tem 4%, Romeu Zema e Joaquim Barbosa aparecem com 3% cada. Brancos, nulos e nenhum somam 6%, enquanto 2% não sabem ou não responderam.

A série histórica desse segundo cenário também é negativa para Flávio. Lula passou de 41% em março para 43% em junho, enquanto o senador caiu de 38% para 34%. O movimento indica que, quanto mais a disputa se aproxima, o presidente preserva e amplia sua base, ao passo que o bolsonarismo enfrenta sinais de desgaste.

O desempenho de Lula é especialmente forte entre beneficiários do Bolsa Família. Nesse segmento, o presidente chega a 62% no cenário 1 de primeiro turno, contra apenas 20% de Flávio Bolsonaro. A distância de 42 pontos revela a força das políticas sociais na sustentação eleitoral do presidente e mostra a dificuldade do bolsonarismo em penetrar nos setores populares mais diretamente beneficiados por programas de transferência de renda.

Entre os não beneficiários do Bolsa Família, Lula também se mantém competitivo. Nesse grupo, ele aparece com 40%, contra 35% de Flávio Bolsonaro no cenário 1. O dado enfraquece a tentativa de reduzir o eleitorado lulista apenas à dependência de políticas sociais e indica que o presidente preserva presença relevante também em segmentos mais amplos da sociedade.

No segundo turno, Lula também vence Flávio Bolsonaro. O presidente aparece com 49%, contra 43% do senador. Brancos, nulos e nenhum somam 8%, e 1% não sabe ou não respondeu. A vantagem de seis pontos confirma que Lula chega ao confronto direto em melhor posição, superando o adversário em uma disputa nacional polarizada.

A evolução histórica do segundo turno reforça a tendência favorável ao presidente. Em março, Lula e Flávio estavam empatados em 46%. Em abril, Lula manteve 46% e Flávio caiu para 45%. Em maio, Lula subiu para 47% e Flávio recuou para 43%. Agora, Lula chega a 49%, enquanto o senador permanece em 43%. O movimento mostra uma curva ascendente para o presidente e uma estagnação preocupante para Flávio Bolsonaro.

O recorte por renda também ajuda a explicar a vantagem de Lula. No segundo turno contra Flávio, o presidente marca 59% entre eleitores com renda familiar de até um salário mínimo e 57% entre os que recebem de um a dois salários mínimos. Flávio, nesses segmentos, registra 34% e 37%, respectivamente. A diferença mostra que Lula segue amplamente majoritário entre os brasileiros de menor renda, faixa decisiva em qualquer eleição presidencial.

No Nordeste, Lula impõe sua maior vantagem regional. No confronto direto contra Flávio Bolsonaro, o presidente alcança 66%, contra 28% do senador. A região, historicamente estratégica para o lulismo, aparece novamente como um dos pilares centrais da vantagem nacional do presidente.

Entre as mulheres, Lula também lidera com margem expressiva. No segundo turno contra Flávio, o presidente tem 55%, contra 37% do senador. Entre os homens, Flávio aparece numericamente à frente, com 49% a 42%. O dado confirma uma divisão de gênero desfavorável ao bolsonarismo, que enfrenta maior resistência no eleitorado feminino.

Outro dado relevante é a rejeição. Segundo a pesquisa, 52% dos entrevistados dizem que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum. No caso de Lula, a rejeição é de 47%. Além disso, 38% afirmam que Lula é o único candidato em quem votariam, contra 25% que dizem o mesmo sobre Flávio. Isso significa que o presidente tem uma base de voto exclusivo maior e uma rejeição menor do que a do adversário.

A comparação é politicamente dura para o senador bolsonarista. Flávio Bolsonaro depende de uma transferência quase integral do voto de Jair Bolsonaro, mas encontra resistência fora do núcleo mais fiel da extrema direita. A pesquisa mostra que ele tem força entre os bolsonaristas convictos, mas enfrenta dificuldade para crescer entre eleitores menos ideológicos, não polarizados ou críticos simultaneamente a Lula e ao bolsonarismo.

Nos cruzamentos de polarização, o levantamento mostra que Lula chega a 35% entre os eleitores não polarizados no cenário 1 de primeiro turno, contra 26% de Flávio Bolsonaro. Esse dado é relevante porque indica que, mesmo fora dos campos mais mobilizados da disputa, o presidente consegue desempenho superior ao do adversário.

A pesquisa também revela que 77% dos eleitores de Flávio Bolsonaro no cenário 1 dizem que a decisão de voto já está tomada e não deve mudar. Entre os eleitores de Lula, esse índice é ainda maior: 81%. A vantagem mostra que o presidente não apenas lidera, mas também conta com um eleitorado ligeiramente mais consolidado.

O conjunto dos números aponta para um quadro de vantagem estrutural de Lula. O presidente lidera no espontâneo, vence nos dois cenários estimulados de primeiro turno, aparece à frente no segundo turno, tem menor rejeição que Flávio e possui uma base exclusiva de voto mais ampla. Para Flávio Bolsonaro, o levantamento traz um sinal negativo: mesmo herdando o sobrenome político mais conhecido da extrema direita, ele ainda não consegue superar o teto bolsonarista nem reduzir a distância em relação ao presidente.

  • Jorge Vieira
  • 15/jun/2026

Justiça determina suspensão de pagamentos de contratos de terceirização em Buriticupu

A pedido do Ministério Público do Maranhão (MPMA), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Buriticupu, o Poder Judiciário determinou, em 12 de junho, em tutela de urgência, a tomada de várias medidas para garantir a transparência de contratos de terceirização mantidos pelo Município.

Proferidas pela juíza Laís Suelem Silva Araújo Lima, as determinações acolhem as solicitações feitas pelo promotor de justiça Felipe Augusto Rotondo, em Ação Civil Pública, ajuizada em 23 de dezembro de 2025, a partir de denúncia registrada na plataforma Fala.BR, da Controladoria-Geral da União (CGU), sobre os contratos.

Além da existência de contratos de terceirização de mão de obra sem divulgar informações no Portal da Transparência do Município, foram identificados pagamentos superiores a R$ 22 milhões ao Instituto Mais Integração Social (IMIS) e mais de R$ 3,6 milhões ao Instituto Alvorecer, sem disponibilizar documentos e informações exigidos pela legislação de transparência pública.

Foram constatadas, ainda, divergências entre informações divulgadas pelo Município e os contratos e pagamentos para terceirização de serviços. Além disto, foi observada a omissão de informações sobre contratos, processos licitatórios, empenhos, liquidações, notas fiscais e outros documentos sobre as contratações.

DETERMINAÇÕES

Entre as medidas, está a suspensão imediata de novos pagamentos do Município ao Instituto Mais Integração Social, Instituto Alvorecer e outros contratos de terceirização que estejam em situação de descumprimento de transparência, até a regularização do Portal da Transparência.

O Município também está obrigado a publicar, no prazo de 10 dias, a relação dos trabalhadores terceirizados em atividade, identificação de funções, locais de lotação, carga horária e remuneração, além da disponibilização dos processos licitatórios e da execução financeira dos contratos. Foi, ainda, determinada a apresentação, em até 48 horas, da documentação relativa às contratações.

Outra providência é a implementação, em até 15 dias, de identificação visual dos trabalhadores terceirizados por meio de uniformes e crachás, para ampliar a fiscalização e o controle.

DESCUMPRIMENTO

A multa por descumprimento das determinações foi fixada em R$ 5 mil diários (até o limite de R$ 100 mil), a ser paga individualmente pelo prefeito Jose Antônio Lisboa Mendes e o controlador-geral do Município, Paulo Ricardo Paiva.

  • Jorge Vieira
  • 12/jun/2026

Flávio Bolsonaro perde palanque no Maranhão

A desistência do ex-prefeito de São Pedro dos Crente, Lahésio Bonfim (Novo), da disputa governamental representa um duro golpe na pré-candidatura do representante da extrema direita à sucessão presidencial. Com a retirada da candidatura, Flávio Bolsonaro (PL) perdeu o único palanque que tinha para chamar de seu no Maranhão, onde o presidente Lula costuma ter mais de 70% da preferência dos eleitorado.

Único pré-candidato ao governo do estado declaradamente de direita, Lahésio, ao desarmar o palanque governamental e anunciar pré-candidatura ao Senado, deixa o filho zero um do ex-presidente presidiário Jair Bolsonaro (PL) na mão e ainda cria um novo problema de ordem interna no Novo, que já havia se manifestado em favor da pré-candidatura de Roberto Rocha ao Senado. Como são duas vagas, pode ser que haja acomodação.

A direção do partido ainda não veio a público se manifestar sobre o assunto que redesenha o cenário políticos para as eleições 2026 e pode tornar a eleição praticamente num plebiscito entre Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB), caso o representante do PT, Felipe Camarão, não melhore seu desempenho junto ao eleitorado.

Com a polarização entre os candidatos Eduardo Braide e Orleans Brandão, a esperança passar a ser Lula levantar Camarão, entrar com gosto em sua campanha e fazer com que ele melhores sua performance para que o pleito seja resolvido num segundo turno. E Lula, se engajar para valer, é provável que torne Camarão competitivo.

Lula reina soberano no Maranhão por tudo que tem feito no estado. As principais obras executadas ou em fase de execução foram ou estão sendo realizadas pelo governo federal, situação muito diferente do ex-presidente pai de Flávio Bolsonaro que transformou o Maranhão em alvo de suas maldades e nada fez em benefício da sua população.

Sem palanque de candidato a governador, o senador acusado de rachadinha, que possui laços com a milícia do Rio de Janeiro e foi flagrado pedindo dinheiro para banqueiro criminoso Daniel Vorcaro, que já não apresenta bom desempenho nas pesquisas realizadas até agora no estado, deve ser atropelado nas urnas.

Ao contrário de Flávio Bolsonaro, o presidente Lula tem ao menos dois palanques no Maranhão; o do PT de Felipe Camarão e de Orleans, que já declarou que apoiará a reeleição do líder petista.

  • Jorge Vieira
  • 11/jun/2026

Lahésio retira candidatura ao governo; ex-prefeito de São Pedro dos Crentes será candidato ao Senado

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahésio Bonfim (Novo) anunciou nesta quinta-feira (11), através de rede social, sua desistência de concorrer ao Governo do Maranhão nas eleições 2026 e anunciou que será pré-candidato ao Senado.

Ao comunicar sua retirada da disputa, Lahésio fez um breve histórico de sua luta para chegar ao Palácio dos Leões e disse que abre mão da disputa em nome de um projeto maior, não pessoal e que visa evitar a existência de novas oligarquias no Estado, numa clara indireta à tentativa do governador Carlos Brandão em, fazer o sobrinho Orleans seu sucessor.

O ex-prefeito de São Pedro dos Crentes não adiantou qual candidatos apoiará para o governo do estado, mas fontes ligadas ao ex-candidato indicou seu caminho natural será o palanque do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), com a possibilidade de formar uma chapa para o Senado com o deputado federal Duarte Junior (Avante).

A mudança de rumo de Lahésio redesenha o quadro sucessório e corre o risco da eleição ser definida no primeiro turno, dependendo do desempenho do candidato ao PT, Felipe Camarão, hoje o maior opositor do governo de Carlos Brandão.

A expectativa agora da classe política gira em torno de um novo pronunciamento do agora ex-pre-candidato sobre o caminho a seguir, embora tudo indique, pelo que deixou transparecer no discurso de despedida da candidatura ao governo que seu caminho natural será o palanque de Braide, algo que já vem sendo especulado desde o início da pré-campanha, quando Bonfim  se disse aberto a dialogar com o ex-prefeito de São Luís

  • Jorge Vieira
  • 11/jun/2026

Iracema Vale parabeniza Urbano Santos pelos 97 anos e destaca avanços no município

A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema), deputada Iracema Vale (MDB), parabenizou o município de Urbanos Santos pelos seus 97 anos de emancipação política. Durante a sessão plenária desta quarta-feira (10), a parlamentar destacou a importância da cidade para o estado, bem como os avanços registrados no município.

Logo no início do seu pronunciamento, Iracema Vale falou sobre sua ligação com o município. Antes de alcançar o mandato estadual, a parlamentar foi, por duas vezes, vereadora e prefeita da cidade. Foi, também, a população de Urbano Santos quem a concedeu a maior votação proporcional para deputada estadual.

“Quando chego em Urbano Santos, me sinto em casa. Me sinto acolhida, feliz com os abraços, carinho e com o amor do povo. Hoje, não pude estar lá, por dever do ofício, mas não poderia deixar passar esse registro e dizer o quanto essa cidade é importante na minha vida e para o Maranhão”, disse Iracema Vale.

Inicialmente chamada de Mocambo e, depois, Vila de Ponte Nova, a localidade foi renomeada para Urbano Santos no ano de 1929, em homenagem ao vice-presidente da República, Urbano Santos da Costa Araújo, natural de Guimarães. Em 1938, Urbano Santos foi elevado à categoria de cidade.

Avanços

A presidente Iracema destacou que, nos últimos anos, a cidade tem alcançado conquistas importantes na gestão do prefeito Clemilton Barros e do vice, Hérlon Júnior. “Urbano Santos tem sido motivo de orgulho e trabalho constante. Isso tem se mostrado no abraço da população em nossas votações. O prefeito Clemilton Barros tem a aprovação do povo devido aos seus serviços prestados”, disse.

A deputada destacou a parceria da cidade com o Governo do Estado, fato esse que tem contribuído diretamente para que obras e serviços cheguem mais rapidamente, melhorando a qualidade de vida da população.

“Não podemos deixar de agradecer ao governador Carlos Brandão, que tem olhado para aquela região. Em todos esses anos, a cidade sempre recebeu serviços, entre obras, asfalto, o Detran, e programas como ‘Maranhão Livre da Fome’ e ‘Tempo de Semear’, bem como tablets páara os estudantes, reforma da escola de ensino médio, construção de quadra e por aí vai”, disse a deputada, ao elencar alguns dos serviços realizados pelo Executivo Estadual em Urbano Santos.

A parlamentar destacou, também, a estrada que está sendo construída pelo Governo do Estado ligando Urbano Santos a Barreirinhas. “Essa estrada vai tirar a nossa região do isolamento, e será inaugurada dentro em breve. Eu sempre falo dela porque é uma obra esperada há mais de 40 anos e que em quatro está saindo do papel e virando realidade. Quem sabe disso somos nós que moramos na região. É uma estrada bem planejada, com acostamento, e que vai servir para a redenção da nossa região, que se transformará em polo turístico. Urbano Santos é uma cidade linda, acolhedora, cheia de rios, mas o melhor, sem dúvida, é o seu povo”, finalizou.

  • Jorge Vieira
  • 10/jun/2026

Lula chega a 44% no 2º turno e reforça favoritismo sobre Flávio Bolsonaro, aponta Quaest

O presidente Lula (PT) chegou a 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 38%, segundo pesquisa Quaest contratada pela Genial Investimentos. O resultado mostra que o presidente saiu de 42% para 44% em um mês, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 41% para 38%, ampliando a vantagem de Lula no cenário testado.

O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob o número BR-07661/2026.

O cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro indica recuperação do presidente após oscilações registradas nas rodadas anteriores. Em março, Lula aparecia com 40% e Flávio com 42%. Em abril, os dois estavam empatados numericamente, com 41% para cada. Em maio, Lula voltou à frente, com 42% contra 41%. Agora, a diferença subiu para seis pontos percentuais.

Além dos 44% atribuídos a Lula e dos 38% de Flávio Bolsonaro, a pesquisa mostra que 14% dos entrevistados declararam voto branco, nulo ou disseram que não votariam. Outros 4% afirmaram estar indecisos.

O avanço de Lula ocorre no mesmo levantamento em que a aprovação do governo também registra melhora. Segundo a Quaest, 47% aprovam o trabalho do presidente, enquanto 48% desaprovam, em empate técnico dentro da margem de erro. Em maio, a aprovação era de 46% e a desaprovação, de 49%.

O levantamento da Quaest também testou Lula contra outros possíveis adversários. Contra Romeu Zema (Novo), o presidente aparece com 45%, enquanto o governador mineiro tem 35%. Em um embate com Ronaldo Caiado (PSD), Lula também marca 45%, contra 35% do governador goiano.

No cenário contra Renan Santos (Missão), Lula aparece com 45%, enquanto o adversário tem 31%. Nesse caso, 20% declararam voto branco, nulo ou disseram que não votariam, e 4% ficaram indecisos.

Primeiro turno

No primeiro turno, Lula também lidera. O presidente aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. Renan Santos e Ronaldo Caiado têm 3% cada; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema aparecem com 2%; Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Indecisos somam 10%, e brancos, nulos ou eleitores que não votariam são 9%.

  • Jorge Vieira
  • 10/jun/2026

Duarte pode ser reforço de peso na campanha de Braide para governo do estado

O deputado federal Duarte Junior (Avante), que estava cotado para ser vice na chapa do candidato a governador Orleans Brandão (MDB), surpreendeu ao admitir em entrevista ao Pod Cast de Jeisael, a possibilidade de ser candidato ao Senado na chapa liderada pelo ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) para o governo do Estado.

Duarte afirmou que está disposto a sentar e conversar sobre sua participação na chapa majoritária do candidato do PSD e que “é possível, reunir todos os interesses em favor do Maranhão, interesses em um Maranhão melhor para todos os maranhenses”.

Duarte observou que “dialogar é da política, da vida, não podemos fechar as portas. Se um lado já definiu o caminho que vai percorrer, se um grupo político já definiu quais são seus pré-candidatos, que mal tem debatermos outras possibilidades”.

O parlamentar, que por duas vezes tentou se eleger prefeito de São Luís, perdendo nas duas ocasiões para Eduardo Braide, diz que  não vê nenhum mal em sentar com ele para discutir sua participação na chapa como candidato ao Senado, disse ainda que não está rompendo com ninguém e que aqueles que respeitarem seus ideais terão o seu apoio.

“Jamais irei romper com seus princípios, aquela candidatura que respeitar os meus ideais, os princípios de usar o poder servir as pessoas, para cuidar daqueles que mais precisam e de não usar o poder para se servir ou para servir somente os seus, vai poder contar com meu apoio”, afirmou Duarte Junior.

Pelo tom do discurso do deputado, a possibilidade dele compor como vice a chapa a Orleans está descartada. Neto Evangelista, apontado como outra possibilidade para compor a chapa que está sendo articulada pelo Palácio dos Leões, se mantém silêncio e nada fala sobre o assunto.

A decisão de Duarte sentar para conversar com Braide é mais uma dor de cabeça para o governador Carlos Brandão, que quer fazer o sobrinho Orleans seu sucessor, pois caso seja concretizado a aliança de Duarte com Braide, fortalecerá ainda mais a campanha do ex-prefeito de São Luís, líder em todas as pesquisas sérias já divulgadas até o momento.

Senado – Sobre a chapa governista para o Senado, existe um complicador que atende pelo nome de Roseana Sarney. A direção nacional do MDB, pressionada pelo ex-presidente José Sarney, decidiu que uma das vagas na chapa será da ex-governadora. O problema é que existe o compromisso de Brandão destinar uma das vagas para a Federação União Progressista (PP\União Brasil), onde existe uma disputa interna entre os deputados André Fufuca e Pedro Lucas Fernandes. A outra vagas já estaria garantida para o senador Weverton Rocha (PDT).

Com são quatro pré-candidatos parta apenas duas vagas, a pergunta que não quer calar é a seguinte: A direção nacional do MDB vai permitir que Roseana, que lidera as pesquisas para o Senado, seja excluída da chapa¿

É bom lembrar que partido no Maranhão não tem autonomia e sempre estará sujeito a intervenção da direção nacional. E nesse jogo de interesse, Sarney pode atropelar Brandão se a filha for preterida.

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