Dois pronunciamentos chamaram atenção na sessão da Assembleia Legislativa realizada nesta terça-feira (9) em que estiveram em pauta novos Projetos de Decretos Legislativos reconhecendo estado da calamidade pública em mais 14 municípios: o do presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e do deputado Yglésio Moisés (PROS), ambos alertando para o uso dos recursos públicos.
Não se discute a necessidade de uma maior atenção com a pandemia que se alastra pelo interior do Maranhão, mas é preciso muito cuidado em dá autorização para municípios onde existem poucos casos da covid-19 para que os prefeitos se livrem dos procedimentos legais e contratarem com empresas fornecedoras de insumos a seu bel prazer.
O deputado Yglésio, ao se manifestar contra a aprovação de novos Decretos, observou que “é preciso averiguar com atenção os casos de alguns municípios onde há poucos casos da doença, o que não justifica o estado de calamidade”. O parlamentar, que é médico, sabe muito bem o que está falando. A última ação da Polícia Federal em alguns municípios, na manha desta terça-feira (9) serve como exemplo.
É verdade que vários municípios estão enfrentando graves problemas, mas é preciso que a população fique atenta para não permitir que o dinheiro público que está chegando às suas cidades para combater a pandemia do coronavírus escoa pelo ralo da corrupção e sirva apenas encher os bolsos de prefeitos desonestos.
Em seu contundente pronunciamento, o deputado Othelino Neto observou que a preocupação com a pandemia é procedente, porém destacou que a aprovação dos Decretos não significa uma autorização para que os municípios gastem os recursos de forma irregular.
“Ninguém está dando qualquer permissão para que os municípios venham a aplicar indevidamente esses recursos. Aprovamos aqui levando em consideração a questão da pandemia”, enfatizou.
Os Decretos de reconhecimento de calamidade, em boa hora, estão sendo encaminhados à Promotoria de Saúde Pública e seria interessante que o Ministério Público ficar atentos para evitar desvio de finalidade e o enriquecimento ilícito de gestores inescrupulosos.
A Justiça Eleitoral, atendendo solicitação do Ministério Público Eleitoral, condenou o deputado estadual Duarte Junior, pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Republicanos, a pagar multa de R$ 10 mil por propaganda eleitoral antecipada.
Duarte foi condenado por instalar na Avenida dos Holandeses, em São Luís, placas de outdoor com sua imagem e fazendo referência à sua pré-candidatura, o que ficou caracterizado como propaganda antecipada e sujeita a penalidade.
Uma liminar, deferida em 20 de maio, já havia determinado a retirada da divulgação irregular.
A representação do Ministério Público Eleitoral, assinada pelo promotor de justiça Gladston Fernandes de Araújo, à época atuando junto à 76ª Zona Eleitoral (atualmente, o titular é o promotor de justiça Lusival Santos Gaspar Dutra).
De acordo com a legislação, qualquer propaganda eleitoral que ocorra antes de 16 de agosto do ano da eleição é considerada antecipada e, portanto, irregular. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veda o uso de outdoor para propaganda eleitoral.
Na sentença, a juíza Cristiana de Sousa Ferraz Leite afirma que na placa, apesar de não haver pedido explícito de voto, há exaltação da imagem do deputado que vai além da mera divulgação de ato parlamentar, configurando a propaganda eleitoral antecipada.
“A divulgação de atos parlamentares não pode ser usada por pré-candidato como subterfúgio para sua promoção pessoal que incorra em propaganda antecipada às eleições de 2020, pois nesse tipo de ato sinaliza à população ser este o candidato mais apto a exercer o cargo de prefeito”, cita a sentença.
A Legislativa do Maranhão aprovou, nesta terça-feira (9), durante a 9ª Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência, projetos de lei que resguardam os direitos das vítimas e combatem a violência doméstica no período da pandemia, além de decretos legislativos com o reconhecimento do estado de calamidade pública em mais 14 municípios maranhenses. Também foi aprovado o Projeto de Resolução Legislativa 031/20, de autoria da Mesa Diretora, que altera o Regimento Interno da Casa e regulamenta o retorno gradual do expediente presencial na Assembleia.
A sessão remota foi convocada e conduzida pelo presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB). O parlamentar destacou que, mesmo com a pandemia, o Legislativo Estadual não deixou de cumprir o seu papel constitucional de legislar, chegando, nesta terça-feira, à nona sessão virtual para apreciação e aprovação de matérias importantes para o enfrentamento deste período crítico.
Proteção à mulher – Entre os itens aprovados na sessão desta terça-feira estão também os Projetos de Lei 149/20 e 159/20, de autoria dos deputados Felipe dos Pneus (Republicanos) e Helena Duailibe (Solidariedade), respectivamente, voltados para o combate e prevenção à violência doméstica durante a pandemia. O primeiro estabelece diretrizes para o Programa Estadual “Proteção da Vida das Mulheres: Combate à Covid-19 e à Violência Doméstica”. O segundo projeto institui o formulário eletrônico de avaliação de riscos “Maria Firmina”.
Durante a sessão, o presidente Othelino Neto destacou a sanção do projeto de lei de sua autoria, que também tem como objetivo reforçar a proteção à mulher contra a violência doméstica. “Foi sancionado pelo governador Flávio Dino o projeto, de minha autoria, que permite o registro de Boletins de Ocorrência on-line em casos de violência doméstica e familiar. Esse projeto, que agora é lei, se soma a esses dois projetos de lei, agora aprovados, dentro desse contexto de proteção à mulher. Assim, a Assembleia vem dando passos importantes no sentido de criar mecanismos legais para reforçar a legislação de combate à violência contra o público feminino”, ressaltou o chefe do Legislativo Estadual.
Foi aprovado, ainda, o Projeto de Resolução Legislativa 031/2020, de autoria da Mesa Diretora, que altera o Regimento Interno da Casa e estabelece normas para o retorno gradual do expediente presencial no Legislativo Estadual.
“Nós percebemos que já existe o reinício de algumas atividades do setor público. O Poder Executivo começa, também, ainda que gradualmente, a ter o seu expediente presencial, assim como o Poder Judiciário, que já retorna no próximo dia 15. Então, a Assembleia Legislativa também precisa cumprir este papel”, assinalou Othelino Neto.
Solidariedade e homenagem – O Plenário virtual aprovou, ainda, o Requerimento 198/20, de autoria dos deputados Othelino Neto e Roberto Costa (MDB), enviando mensagem de apoio à cantora Alcione Nazareth pelas recentes declarações racistas e preconceituosas proferidas pelo presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo.
Os parlamentares também aprovaram o Requerimento 200/20, do deputado Rildo Amaral (Solidariedade), congratulando as instituições e pessoas que colaboraram para a implantação e operação do Centro Ambulatorial de Combate à Covid-19 em Imperatriz.
Calamidade pública – O plenário também apreciou e aprovou projetos de decreto legislativo, oriundos de pareceres aprovados pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), reconhecendo o estado de calamidade pública em mais 14 municípios maranhenses. São eles: São Pedro da Água Branca, Vila Nova dos Martírios, São Bento, Gonçalves Dias, Senador La Rocque, Afonso Cunha, Pedro do Rosário, Itapecuru-Mirim, Pastos Bons, Governador Acher, Cedral, Aldeia Altas, Apicum Açu e Governador Eugênio Barros.
Os projetos de lei 189/2020 e 153/2020, de autoria dos deputados Rigo Teles (PV) e Duarte Jr. (Republicanos), respectivamente, foram retirados de pauta após pedido de vista. Já o Projeto de Resolução Legislativa 027/2020, de autoria da deputada Daniella Tema (DEM), foi retirado da Ordem do Dia a pedido da autora.
O governador Flávio Dino (PCdoB), uma das vítimas preferenciais do bolsonarismo, em postagem na rede social ironiza o chamado “gabinete do ódio”, grupo formado por seguidores de Jair Bolsonaro que utiliza a internet para agredir autoridades, desinformar a população e tentar passar que o presidente não tem responsabilidade sobre a pandemia do coronavírus.
“Partido dos robôs, mais conhecido como “gabinete do ódio”, espalhando ataque ao Supremo, governadores e prefeitos. Dizem que o presidente da República não tem nenhuma responsabilidade sobre o coronavírus. Sem confusão essa gente não consegue viver com sua própria infelicidade”, disse Dino.
A expressão “gabinete do ódio” surgiu ao longo da investigação ao grupo que realiza disseminação de notícias falsas e que veio a público nos depoimentos dos deputados Alexandre Frota e Joice Hasselmann, ambos eleitos pelo PSL, partido que serviu de abrigo para Bolsonaro disputar a eleição de 2018.
O grupo, formado por assessores do Palácio do Planalto, filhos do presidente e que é financiado por empresários direitistas é especializado em agredir, caluniar e difamar desafetos defensores da democracia e das recomendações da Organização Mundial da Saúde para o enfrentamento da pandemia do coronavírus.
“Ocultar dados sobre a pandemia no Brasil é crime contra a saúde pública. Bolsonaro se alia cada vez mais ao coronavírus e se distancia cada vez mais do mínimo de sanidade política necessária ao exercício da presidência da República”, declarou o parlamentar.
Jerry também criticou a falta de proposições do mandatário para conter a crise no país. “Mais uma semana e nada do presidente Bolsonaro esboçar uma atitude coordenada, uma só que seja, para ajudar o Brasil a enfrentar tão grave crise. Morrem milhares de pessoas, a economia se esfrangalha e o presidente não passa de um ‘e daí?’. Em defesa da vida, sai daí Bolsonaro”, disse o deputado.
A decisão do governo de omitir o balanço geral de óbitos da Covid-19 colocou o Brasil ao lado de países como a Venezuela e Coreia do Norte em relação à falta de transparência das estatísticas da pandemia. De acordo com informações divulgadas pelo jornal Estadão nesta segunda (8), a mudança de divulgação ocorreu após Bolsonaro exigir número de mortes por covid abaixo de mil por dia.
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O presidente do diretório estadual do PT, Augusto Lobato, disse ao blog do Jorge Vieira que o partido ainda terá que vencer algumas etapas antes de definir a forma de participação nas eleições municipais deste ano na capital, Segundo Lobato, somente no encontro que definirá sobre táctica eleitoral, marcado para 20 de junho, é que será deflagrado, de fato, o processo: lançamento de candidatura própria ou aliança com um dos candidatos do arco de legendas que apoiam o governo Flávio Dino.
Signatário do manifestou que lançou a pré-candidatura do deputado Zé Inácio a Prefeito de São Luís, mas aliancista por convicção, segundo ele próprio se define, Lobato diz que assinou o manifesto porque não poderia se negar assinar o documento de apoio a um militante do partido, mas adiantou que o processo eleitoral interno está apenas em sua fase inicial e que somente após a definição da táctica eleitoral e se o partido optar por candidatura própria é que haverá discussão sobre os três pré-candidatos: Zé Inácio, Honorato Fernandes e Crisciele Muniz.
O dirigente petista, no entanto, adverte que existe a possibilidade da tese da aliança vencer e o partido participar do pleito aliançado com o PCdoB ou com outra sigla da base de sustentação do governador Flávio Dino. “É uma possibilidade que deverá ser avaliada pela direção nacional”. Lobato lembra que em algumas cidades o PT está aliançado com o PCdoB, a exemplo do Porto Alegre onde a ex-deputada Manuela D’ávila terá como candidato o ex-ministro petista Miguel Rosseto.
Além do PCdoB, segundo Lobato, vários dirigentes nacionais de partidos que lançaram pré-candidaturas a prefeito de São Luís já comunicaram à direção nacional do PT interesse em ter um petista como vice, entre quais PSB, que terá como candidato o deputado federal Bira do Pindaré, e o Solidariedade do ex-juiz Carlos Madeira. “Tudo isso será avaliado”, acrescenta o dirigente estadual.
O presidente do PT disse ainda que o resultado do encontro municipal, seja candidato próprio ou aliança, será discutido com o diretório estadual, mas quem definirá, de comum acordo com as avaliações locais, será o diretório nacional a quem caberá bater o martelo, já levando em consideração futuras alianças para a sucessão presidencial de 2022.
Em síntese, o processo de discussão sobre a eleição para a Prefeitura de São Luis inicia no diretório municipal, passa por avaliação do diretório estadual, mas quem decide é a executiva nacional, ou seja, embora o deputado Zé Inácio tenha dado um passo importante ao reunir em manifesto assinaturas de lideranças petistas e do movimento sindical em defesa de sua pré-candidatura, processo eleitoral interno no PT local está apenas iniciando e promete muito barulho.
O próprio prefeito ribamarense, Eudes Sampaio, recebeu, na noite de domingo (07), em seu WhatsApp, mensagens de áudio e texto, de um contato identificado como “Danila de Tal”, assumindo “que fora ela, junto com seu marido WELLINGTON, que encontraram a dita sacola, e que seriam os autores das fotos e vídeos relacionados ao caso, sugerindo que o material seria repercutido em diversos segmentos para prejudicar a imagem da atual gestão junto à população, e para beneficiar seus adversários políticos”.
Na Notícia-Crime, a Prefeitura pede ainda sejam recolhidas amostras para apurar que tipo de substância está contida nos tubos plásticos e qual a sua origem, a fim de que se apure se ocorreu ou não o crime previsto no art. 273 do Cód. Penal ou no art. 54 da Lei n. 9605/98 (Lei de Crimes Ambientais).
O artigo 273 prevê pena de 10 a 15 anos e multa para quem falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Já o artigo 42, de 1 a 4 anos e muito para quem causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora.
Ainda pela manhã, a Prefeitura lamentou o ocorrido, que, “além de colocar em risco espécies marinhas, também pode ser prejudicial à vida humana.”
“É lamentável que, mais uma vez, irresponsavelmente, algumas pessoas tentam culpar a Prefeitura pelo material encontrado, tendo em vista que, reforça-se, é impossível determinar a origem do material encontrado na praia, pelo menos antes das apurações de fato”, diz trecho da nota.