No fim da quinta-feira (26), o jornal Folha de S. Paulo voltou a repercutir o caso de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e crime de responsabilidade que envolve o candidato à Prefeitura de São Luís (MA), Eduardo Braide (Podemos). Com a data do julgamento confirmada para o dia 9 de dezembro, a Folha afirmou que a discussão será sobre qual instância a investigação deve tramitar, se na primeira ou no Supremo, por causa do foro privilegiado de Braide, que atualmente também é deputado federal.
No dia 7 de outubro, a coluna Painel revelou um documento do Ministério Público Federal (MPF) que o classificava como investigado em um esquema suspeito quando ele ainda era deputado estadual, a partir de identificações de movimentações atípicas feitas pelo Coaf entre 2011 e 2014. Durante a campanha, no entanto, Braide negou que fosse investigado e chegou a acionar a Justiça para proibir a divulgação da informação pelo jornal.
A dois dias da votação no segundo turno, nesta sexta-feira (27), o deputado federal Márcio Jerry, vice-líder do PCdoB na Câmara, afirmou que a denúncia é grave e merece esclarecimentos.
“Não dá pra deixar o assunto de lado, pela gravidade que tem. Desde 2016 o candidato Braide sustenta a mentira de que não é investigado. Nesta campanha de 2020, repetiu várias vezes que não é investigado e até censurou a Folha por ter divulgado o assunto”, apontou.
Jerry chegou a recordar que ainda durante o primeiro turno do pleito, o então candidato Neto Evangelista (DEM) provou que Eduardo Braide era, de fato, investigado e chegou a apresentar documentos comprovando a situação. Novamente, o candidato do Podemos recorreu ao que Jerry chamou de “truque com outro documento para esconder a verdade e seguir mentindo”. Na ocasião, Braide apresentou um “nada consta” que apenas o definia como inocente porque o caso ainda não havia sido julgado.
“Ora, não consta que ele seja condenado, ainda. Mas ele não prova que não seja investigado”, salientou Jerry. “Ontem e hoje o assunto novamente na pauta. Em matérias jornalísticas aqui no Maranhão e novamente na Folha de S. Paulo é comprovado que Braide já tem até julgamento marcado para dezembro no processo que ele diz não existir. Braide foi pego na mentira e reage agora com silêncio ou mentindo mais. Quem age assim demonstra que não tem condições de ser prefeito de nossa São Luís. Afinal, está mentindo para o povo da cidade que pretende governar”, definiu o deputado.
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região marcou para dezembro o julgamento do inquérito que tem entre os investigados o deputado Eduardo Braide (Podemos), candidato a prefeito em São Luís (MA). O relator é o desembargador Olindo Menezes.
O caso foi incluído na pauta do dia 9 de dezembro. A discussão é sobre qual instância a investigação deve tramitar, se na primeira ou no Supremo, por causa do foro privilegiado do parlamentar.
O Painel revelou no dia 7 de outubro que um documento do MP o classificava como investigado.
Durante a campanha, Braide negou que fosse investigado e chegou a acionar a Justiça para proibir a divulgação da informação.
Faltando apenas dois dias para o segundo turno da eleição para prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior continua indiferente ao processo eleitoral, sem dá a mínima importância para quem o sucederá no comando da Prefeitura a partir de janeiro de 2021.
O chefe do Executivo municipal mantém-se em silêncio, evita qualquer aproximação com os dois candidatos e mesmo sendo constantemente assediado pela imprensa a manifestar sua posição sobre a sucessão, continua focado apenas em sua gestão.
Bem avaliado e com respaldo para interferir e fazer a balança pender para um dos lados, o prefeito se mantém distante, quer aproveitar os dias que ainda restam de sua administração para acompanhar obras em fase de conclusão, trabalha para não deixar pendências para quem vier lhe suceder.
Já no primeiro turno foram muitos os apelos do grupo pelo qual Edivaldo se elegeu e reelegeu para participar do pleito. O candidato do PCdoB, Rubens Júnior, por exemplo, esperou até o última momento por uma declaração de apoio que lhe ajudasse chegar ao segundo turno, mas não veio.
Desde que foi desencadeado o processo eleitoral, o prefeito Edivaldo preferiu o silêncio e assim se manteve ao longo da campanha, tanto no primeiro como no segundo turno, se prepara para fazer a transição para o sucessor sem trauma e com a consciência de que estará entregando uma cidade bem melhor do que recebeu.
Sem se envolver ou colocar a máquina a serviço de candidato, Edivaldo desenvolve uma administração exitosa, com obras em todas as regiões da cidade, uma gestão saneada que lhe permite até antecipar salários de servidores, algo muito raro em administrações anteriores. O prefeito que lhe antecedeu, por exemplo, deixou o décimo terceiro e a folha de dezembro para ele pagar.
Ao manter-se afastado do processo eleitoral, Edivaldo pode ter desagradado muita gente, pois pela primeira vez um prefeito se abstém de participar de sua própria sucessão e de querer eleger um aliado, mas certamente deixará o cargo com o reconhecimento da população por ter se preocupado única e exclusivamente em trabalhar pelo bem da cidade.
Que sirva de exemplo para o seu sucessor.
Portal R7 – O candidato Eduardo Braide (Pode) lidera o 2º turno da corrida eleitoral pela prefeitura de São Luís, capital do Maranhão. Braide aparece com 47% das intenções de voto e o candidato Duarte (Republicanos), 41%. O cenário foi apontado pela pesquisa do RealTime Big Data, encomendada pela Record TV, divulgada nesta quinta-feira (26). Com a margem de erro de três pontos, o cenário é de empate técnico.
Durante o levantamento, 7% dos entrevistados disseram que votariam branco ou nulo nas eleições do próximo domingo (29) e 5% não sabem ou não responderam.
A pesquisa também levou em consideração apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos. Nesse cenário, Braide aparece com 53% e Duarte, 47%.
A pesquisa também perguntou qual o nível de rejeição dos candidatos à prefeitura de São Luís. O candidato Duarte tem 34% de rejeição e o candidato Eduardo Braide, 30%. Além disso, 10% dos entrevistados não votaria em nenhum deles e 21% poderia votar em ambos, 5% dos entrevistados não sabem ou não responderam.
A pesquisa realizada pelo RealTime Big Data, encomendada pela Record TV, divulgada nesta terça-feira (26), ouviu 850 pessoas, tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 3 pontos. Ela está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o n° MA-00951/2020.
Acusado de lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e de ter cometido crime de responsabilidade, Eduardo Braide (Podemos), candidato à Prefeitura de São Luís, teve o início do seu julgamento incluído na pauta do Tribunal Regional Federal, que no dia 9 de dezembro deve decidir se encaminha o processo para o Supremo Tribunal Federal ou para o Tribunal de Justiça do Maranhão.
Existe uma dúvida sobre quem deve julgar o caso, pois os crimes teriam acontecido antes de Braide se tornar deputado federal, função que possui foro privilegiado. Por sua vez, o agendamento desconstrói o argumento utilizado pelo candidato em programas eleitorais e nas redes sociais, onde afirma que não é investigado.
“E aí, o Braide vai continuar mentindo? A máscara caiu por completo. Vai recorrer de novo à censura? Mentiroso, cinicamente mentiroso. Braide debochou do povo com sua grave mentira. Perdeu qualquer condição ética de ser prefeito”, disse Márcio Jerry.
O documento sigiloso que revelava a investigação foi publicado inicialmente pelo jornal Folha de São Paulo no dia 7 de novembro. Dois dias depois, Braide surpreendeu ao conseguir, a partir da juíza Cristiana de Sousa Ferraz Leite, da 76ª Zona Eleitoral do Maranhão, censurar a reportagem. No mesmo dia ele faltou de um debate pela primeira vez.
A Folha rebateu a decisão da juíza e no dia 12 publicou uma certidão emitida pelo Ministério Público Federal confirmando que Braide é alvo de investigação. Com isso, a justiça acabou revogando a censura. Porém, mesmo com os documentos publicados por um dos principais jornais do Brasil, o candidato Braide insiste no argumento de que não é investigado.
O deputado Rubens Júnior (PCdoB), que obteve mais de 10% dos votos válidos da eleição para prefeito de São Luis no primeiro turno, mesmo ficando 21 dias isolado em casa sem fazer campanha após contrair covid-19, informou nesta quinta-feira (26) que terá que submeter a intervenção cirúrgica para a retirada de um cisto no rim direito.
Após o resultado do primeiro turno, Rubens declarou apoio oficial ao candidato Duarte Júnior em coletiva de imprensa, mas teve que se ausentar da campanha por conta de uma virose que contraiu e o impediu de participar das caminhadas e carreata do representante do Republicanos.
Segundo Rubens postou em sua pagina no Twitter, ao investigar a virose que lhe afastou das suas atividades presenciais e o impossibilitou que reforçar nas ruas o apoio a Duarte, descobriu com um cisto Bosniak III no rim direito e que será necessária intervenção cirúrgica em data ainda a ser marcada.
