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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 2/dez/2020

As eleições e as sandálias da realidade, por Ricardo Cappelli

Por Ricardo Cappelli 

Quatro questões marcaram as eleições municipais: a volta da política ao centro do jogo, a derrota de Bolsonaro, o triunfo da centro-direita e a novo recuo da esquerda.

O espaço para os candidatos da chamada “antipolítica” foi reduzido. Com a pandemia dando sinais de recrudescimento e o desemprego subindo, o eleitor optou por políticos com trajetórias consolidadas. Um bom sinal.
Outra marca foi a derrota de Bolsonaro. Seus candidatos naufragaram nas principais cidades. O povo continua polarizado pelo ideário liberal, mas não está satisfeito com a condução da extrema-direita.
Importante registrar também a vitória da centro-direita, que ganhou nos principais colégios eleitorais. PP (685), PSD (654) e DEM (464) foram os partidos que mais cresceram em número de prefeituras. O MDB (784), apesar do recuo importante, continua sendo o partido a governar mais cidades. O PSDB (520) registrou o maior recuo neste campo (-33%).
Na esquerda, o PDT (314) se manteve praticamente estável, perdendo apenas 17 prefeituras. O PT (183) sofreu novo recuo e, pela primeira vez, não governará nenhuma capital. O PSOL teve um belo desempenho com Boulos, ganhou em Belém com o apoio dos Barbalhos, mas governará apenas cinco cidades em todo o Brasil.
PSB (252) e PCdoB (46) sofreram as piores derrotas. Os socialistas perderam 151 prefeituras (-37%). O PCdoB perdeu 34 (-42%). O campo progressista governará cerca de 10 milhões de pessoas a menos a partir de janeiro de 2021. Um resultado duro, que promoveu a volta do negacionismo e vem semeando novas ilusões.
O PDT resolveu dar uma de Botafogo. Ninguém lembra qual foi seu último título nacional importante, mas está comemorando a ameaça de queda do Flamengo (PT) para a segunda divisão como se estivesse conquistando o mundial de clubes.
As ilusões trabalhistas vão mais longe. Acreditam que Rodrigo Maia, representante do mercado financeiro no Congresso, vai apoiar o programa de Ciro que, corretamente, mira justamente na… Faria Lima.
Ou ainda que o DEM vai abrir mão do governo de São Paulo e da chance de reeleição com o apoio tucano – o vice de Doria é Rodrigo Garcia, do DEM – para apoiá-los. O PIB de São Paulo, sozinho, é quase duas vezes o PIB da Argentina.
Rodrigo Maia namora Ciro com dois objetivos: receber o apoio para sua tentativa de continuar presidindo a Câmara e valorizar seu passe no jogo com Doria e Huck.
Frente Ampla sem unidade da esquerda é ilusão. Buscar a centro-direita isolado é submeter-se ao liberalismo.
Se nada mudar, MDB, PSDB, DEM, PP, PSD, Republicanos e outros irão se dividir. Uma parte vai marchar com a sempre potente máquina do governo federal. A outra vai apoiar uma candidatura de centro-direita, um liberalismo educado, polido e identitário.
A boa notícia é que, enquanto alguns decolam, outros parecem estar pisando firme no chão. Lula recebeu um recado forte das urnas: não existe mais “o dono do jogo”. Não há mais ambiente para a ilusão hegemonista.
É unidade ou o risco do campo progressista não ir ao segundo turno. A esquerda não está morta, mas precisa, com urgência, calçar as sandálias da realidade.

  • Jorge Vieira
  • 2/dez/2020

Aliados de Braide não terão direito a palpitar sobre secretariado

Nas entrevistas que concedeu logo após o TRE-MA anunciar o resultado das urnas e confirmar sua eleição para prefeito, o deputado federal Eduardo Braide tem deixado claro que não haverá espaço para indicação política na composição do seu secretariado, frustrando as expectativas de alguns dirigentes de partidos que se aliaram a ele no primeiro turno ou declararam apoio no segundo turno.

Por conta das declarações do novo prefeito que toma posse em primeiro de janeiro de 2021, é grande a expectativa em relação aos nomes que serão convidados para compor o primeiro escalão, até para se saber que o que está sendo prometido será, de fato, cumprido, pois tem gente pagando pra ver o senador o senador Roberto Rocha (PSDB) alijado da consulta.

Braide tem falado em montar uma equipe estritamente técnica. A determinação o contraria desejo de partidos aliados que esperam participar da “divisão do bolo” que ajudaram a bater, o que pode se transformar no primeiro ponto de atrito dos que caminharam com ele no primeiro turno e os que se juntaram no segundo.

Nos debates do primeiro turno, o candidato Jeisael Marx alertou que as alianças partidárias comprometeriam a gestão pública porque serviriam apenas para loteamento dos cargos, algo comum na política convencional, resta saber se Braide vai acabar com esta tradição de distribuir cargos entre aliados e, caso verdadeiro, como os aliados reagirão.

  • Jorge Vieira
  • 2/dez/2020

Osmar Filho caminha para a reeleição na presidência da Câmara

O vereador Osmar Filho (PDT), mais votado na eleição de 15 de novembro, caminha para renovar o mandato sem maiores problemas na presidência da Câmara Municipal de São Luís.

Bom articulador, aliado do prefeito eleito Eduardo Braide, que já adiantou que não pretende interferir no processo sucessório do parlamento municipal, Osmar já iniciou as conversações de bastidores para se manter na presidência da Casa.

O atual presidente, pelo menos até o momento, não tem concorrente declarado e desponta como franco favorito para comandar a Câmara pelos próximos dois anos por contar com um número considerável de apoiadores.

O ex-presidente e vereador reeleito Astro de Ogum, que durante a campanha era visto como virtual candidato, perdeu força com a derrota do candidato Rubens Júnior no primeiro turno e mantem-se em silêncio.

Osmar Filho inclusive já andou reunindo com um grupo de vereadores que formarão o plenário da Casa na próxima legislatura já tratando da renovação do mandato no comando da Mesa Diretora.

Ainda que apareça alguma candidatura no decorrer do processo, o que seria normal, Osmar Filho é considerado favorito.

  • Jorge Vieira
  • 1/dez/2020

“O governador é muito bem avaliado na cidade, o que contribuiu para a nossa eleição aqui”, afirma o prefeito Dr. Amílcar

No município de Barreirinhas, foi eleito o prefeito Dr. Amílcar, com mais de 20 mil votos na região. Para ele, o apoio do governador contribuiu para o resultado das eleições em 2020.

“Ele fez muitos investimentos aqui na infraestrutura, saneamento, reforçando o policiamento da cidade. Na educação, entregou quatro escolas dignas, entregou mais uma escola de Ensino Médio e está concluindo outra no povoado Mamede. Fez reforma nos dois centros de Ensino Médio aqui na cidade de Barreirinhas e está construindo uma UTI no Hospital Regional de Barreirinhas”, disse o prefeito eleito.

Na área da saúde ele destacou melhorias no atendimento do Hospital, com a modernização de aparelhos de tomografia, novas ambulâncias climatizadas com UTI. “A parceria com o governador foi e tem sido muito importante para a nossa cidade”, pontuou Dr. Amílcar.

O prefeito eleito disse que, dentre as prioridades, a infraestrutura na cidade de Barreirinhas é uma das primeiras demandas a ser dialogada com o governador Flávio Dino. “Há muitas obras para serem feitas, desde a entrada da cidade, obras de pavimentação e calçamento de ruas próximas ao centro da cidade”, afirmou o prefeito.

  • Jorge Vieira
  • 1/dez/2020

Jeisael Marx se manifesta contra fake news que atrela seu nome a Duarte

O jornalista Jeisael Marx se manifestou em suas redes sociais contra o fato de estarem atrelando seu nome e imagem ao candidato derrotado no segundo turno da eleição para prefeito de São Luís, Duarte Jr.

Jeisael, que foi o primeiro a tomar posição em relação ao segundo turno, declarando neutralidade, classificou como canalhice a tentativa de atrelar sua imagem como apoiador de algum candidato.

Ainda no início do segundo turno, Jeisael fez uma postagem afirmando que não iria apoiar nenhum candidato, por não acreditar que vale tudo para chegar à Prefeitura de São Luís. O jornalista manteve-se coerente com a postura adotada durante sua campanha, quando criticou as alianças e comportamentos dos candidatos que chegaram ao segundo turno.

Apesar de o partido ao qual pertence, a Rede, ter decidido pelo apoio a Duarte Jr. no segundo turno, Jeisael manteve seu posicionamento de neutralidade. Ele se manifestou no programa Ponto e Vírgula, da rádio Difusora FM, afirmando que respeitava a decisão da Rede, mas que divergia dela.

O radialista e jornalista, Jeisael Marx, concorreu a Prefeitura de São Luís pela Rede Sustentabilidade e conquistou 14.144 votos em uma campanha classificada por ele como limpa, digna e honesta.

  • Jorge Vieira
  • 1/dez/2020

Flávio Dino segue fortalecido no Maranhão após as eleições municipais

Engana-se quem pensa que o governador Flávio Dino foi o grande derrotado das eleições de 2020 só porque não conseguiu eleger o sucessor de Edivaldo Holanda Júnior em São Luís. O saldo total no Maranhão lhe é favorável e ainda o coloca como o principal líder político do estado.

Se somados só o PCdoB e o Republicanos, seu partido e o do seu vice Carlos Brandão, respectivamente, Dino elegeu a maior parte dos prefeitos do Maranhão, com 47 Prefeituras. Se a soma incluir todos as legendas que fazem parte do seu campo de alianças, o número chega perto da casa dos 180.

Muitos vão afirmar que o racha na base do governador por causa da eleição em São Luís mudou esse cenário, mas é preciso enfatizar, por exemplo, que a maioria dos prefeitos do PDT foi eleito com o apoio de Dino, que não pôde estar presente nas cidades devido a pandemia do coronavírus, mas gravou vídeo de apoio para a maioria dos seus aliados.

Diminuir a importância eleitoral de um governador que tem mais de 60% de aprovação no estado, a essa altura do campeonato, é resumir as eleições do Maranhão inteiro apenas a São Luís. É nítido que o racha em sua base foi essencial para o revés na capital, mas isso não tira o mérito de, mais uma vez, um desempenho exitoso no apoio aos seus aliançados.

Articulação – Na manhã desta segunda-feira (30/nov), o governador Flávio Dino foi às redes sociais confirmar que trabalhará para fazer seu sucessor em 2022. “Formamos uma grande aliança estadual em 2018, quando da minha reeleição. Em 2020, me empenhei ao máximo para manter tal campo unido, tanto quanto possível. Agora entramos em um processo de revisão, visando à eleição de 2022. Processo que qualifico como normal e democrático”, afirmou.

O governador também fez referência  à divisão que marcou as disputas municipais deste ano, entre diferentes partidos de sua coligação. Em entrevista ao UOL, ele disse: “há hoje duas candidaturas postas, o vice-governador Carlos Brandão que é do Republicanos e o senador Weverton, do PDT, então eles dois desejam ser candidato e acho que é essa disputa entre eles que tem determinado essa divisão em muitas cidades do Maranhão”.

Também ao UOL, Dino foi mais claro sobre sua intenção de conduzir a própria sucessão: “Eu espero que seja possível algum tipo de entendimento, vou trabalhar para isso, para que a gente possa manter o nosso campo unido e mais uma vez vencer as eleições em 2022.”

  • Jorge Vieira
  • 30/nov/2020

Eleição de São Luís reforça necessidade de união para enfrentar Bolsonarismo

A vitória em São Luís do deputado federal Eduardo Braide (Podemos) reforça a tese do governador Flávio Dino de que é necessária a união de todos os partidos de esquerda para vencer o Bolsonarismo. O Podemos é o partido da base do governo federal com maior índice de lealdade aos projetos de Bolsonaro.

A diferença de votos entre Braide e Duarte no segundo turno foi de menos de 11 pontos percentuais. Essa diferença seria superada com vantagem com os votos do candidato coligado do PDT no primeiro turno, Neto Evangelista, que teve 16% dos votos.

Portanto, a derrota eleitoral do candidato apoiado por Dino em São Luís confirma sua tese de necessidade de união das esquerdas. O único candidato de esquerda que venceu em capitais no segundo turno foi justamente o deputado federal Edmilson Rodrigues (Psol) que contou desde o primeiro turno com uma coligação que incluía PT, PCdoB, PDT, PCB, Rede e UP.

Para a política maranhense, a derrota para Braide também deixa outra lição. Não é possível descuidar e dividir a base do governo, pois isso pode permitir o retorno dos políticos ligados à família Sarney.

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