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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 15/fev/2021

Flávio Dino sobre 2022: “Para perder de Bolsonaro a gente tem que errar muito”

Em entrevista ao jornal O Globo, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), defendeu a necessidade de diálogo e a formação de alianças para derrotar Jair Bolsonaro em 2022. Na conversa, publicada neste sábado (13), Dino afirmou que seria um “erro monumental” a esquerda ter quatro candidaturas. “Para perder de Bolsonaro, a gente tem que errar muito”, disse.

Ele acredita que a atual fragmentação da esquerda e da centro-direita (que ficou nítida nas eleições do Congresso, com o racha de partidos como DEM e PSDB) ainda vai durar alguns anos.

“É uma fragmentação típica de um período em que o velho já morreu e o novo não nasceu. Acho que essa fragmentação vai continuar por mais uns anos até a gente ter um redesenho do quadro partidário. Então, tem que aglutinar o que der”, afirmou.

Dino também admitiu que Bolsonaro é quem tem o projeto mais estruturado para 2022. “A força gravitacional do Poder Executivo é muito grande e ele hoje tem um projeto mais nítido. De 2018 para cá, ele perdeu muitos setores sociais, mas conseguiu manter um núcleo mais cristalizado, fiel, o que coloca a sua candidatura numa condição muito forte”, declarou.

No entanto, acredita que se a popularidade de Bolsonaro continuar a sofrer estragos, o poder atrativo da caneta presidencial diminui. “Ele é um candidato forte, sólido, mas acho que perde a eleição. Para perder dele, a gente tem que errar muito. É um candidato que pode ir ao segundo turno, mas perde no segundo turno porque faz um governo muito frágil”, avaliou.

Para Dino, as quatro candidaturas de esquerda postas no debate público – ele próprio, Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT) e Guilherme Boulos (PSOL) – podem ser um “ponto de partida”.

“O problema é se virar ponto de chegada. Se a esquerda fragmentar muito corre riscos, um perigo que não pode correr. A candidatura do Bolsonaro, embora marcada para perder, é forte. Provavelmente, vai para o segundo turno. Então, temos que fazer uma mesa, um seminário, um debate, e tentar aglutinar. Se não der em um nome, em dois. Mas quatro realmente acho um excesso, um erro monumental”, disse.

Para Dino, o anúncio precoce da candidatura de Fernando Haddad pelo PT não é a melhor tática. “A chave da derrota do Bolsonaro em 2022 é atrair setores que foram lulistas até 2014, depois bolsonaristas, se descolaram e estão hoje numa posição de centro. Se diz que o candidato é fulano pode criar uma interdição nesse segmento que vai decidir a eleição. Por isso, colocar o nome na frente não é uma tática eleitoral que parece ajustada.”

O governador do Maranhão defendeu, ainda, a necessidade de os partidos de esquerda reciclarem seus programas para dar conta da nova realidade, com novos segmentos da classe trabalhadora, como os motoristas e entregadores de aplicativos. “Tem que modular o programa porque a realidade mudou. O programa de 2022 não pode ser o mesmo do Lula em 2002”, declarou. (O Globo/Vermelho)

  • Jorge Vieira
  • 15/fev/2021

Rubens condena ação da OAB-MA contra Comissão de Prevenção à Violência no Maranhão

Por meio de uma mensagem em suas redes sociais, o Secretário Estadual de Articulação Política, deputado federal Rubens Jr, condenou uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI), movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA), seccional Maranhão, contra o funcionamento da Comissão Estadual de Prevenção à Violência no Campo e na Cidade – COECV

“Infelizmente, a OAB/MA ajuizou uma ADI contra a atuação da Comissão Estadual de Prevenção à Violência no Campo e na Cidade – COECV. A entidade é fruto de uma Lei sancionada pelo Governo do Maranhão em 2015 e tem atuado firmemente em apoio à superação dos conflitos fundiários no Estado”, disse Rubens em sua conta no Twitter.

A COECV, instituída pela Lei Estadual n. 10.246, de 29 de maio de 2015, foi criada com o objetivo de prevenir e reduzir a violência em conflitos fundiários no campo e na cidade, atuando, principalmente, em conflitos de caráter coletivo, que envolvem comunidades já consolidadas. A Comissão foi criada nos moldes da Convenção 169 da OIT, da Lei Federal nº 8.629/1993, dos Decretos Federais nº 4.887/2003 e 6.040/2007 e da Lei Estadual nº 9.169/2010.

De acordo com o coordenador da COECV, Jonata Galvão, a Comissão já atuou em mais de 700 casos, abrindo diálogo entre as partes, fiscalizando possíveis casos de grilagem de terra, articulando com as instituições estaduais e federais responsáveis por coibir conflitos.

“Nós temos um percentual muito bom de mediação de conflitos que impedem que famílias vulneráveis fiquem sem moradia em função de despejos. É uma comissão que visa garantir direitos humanos. Quando a OAB do Maranhão entra com uma ação judicial contra a COECV, ela está entrando com uma ação judicial contra direitos humanos”, avaliou Galvão.

Se acatada, a ação impedirá que a COECV continue atuando preventivamente contra os conflitos de terra no Estado.

  • Jorge Vieira
  • 13/fev/2021

Senadora Eliziane critica decreto de Bolsonaro que altera posse e porte de armas

Em postagem nas redes sociais, a senadora Eliziane Gama (Cidadania) critica o decreto do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), assinado nesta sexta-feira (12), que ampliar de quatro para seis o número máximo de armas que cada cidadão pode ter em seu poder.

“Agora (Bolsonaro), divulga novos decretos permitindo uma derrama desses instrumentos de morte em nosso país. Uma irresponsabilidade completa com a qual o Congresso não pode concordar. Os brasileiros precisam de mais concórdia, tolerância, amor e vacina, não de violência e armas”, diz Eliziane.

A medida presidencial, que faz parte de um pacote de decretos que alteram regras para posse e porte de armas publicados no Diário Oficial da União, deverá entrar em vigor no prazo de 60 dias.

Pela nova regras, além das seis armas, integrantes das Forças Aramadas, policiais, membros da magistratura e do Ministério Público, agentes da ABIN e policiais legislativos têm direito a adquirir mais duas, chegando a oito.

  • Jorge Vieira
  • 13/fev/2021

Pandemia: “Governo Federal deve cumprir a sua obrigação” sobre leitos no MA, diz Flávio Dino

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (12) o governador Flávio Dino informou que mensalmente o sistema estadual de saúde consome aproximadamente R$ 200 milhões, sendo que R$ 170 milhões são recursos do Governo do Maranhão.

“Apenas R$ 30 milhões vêm do SUS. Por isso entramos com essa ação no Supremo para que essa participação do SUS se amplie. Não é para o Governo Federal montar leito no Maranhão. Estamos pleiteando junto ao Supremo para que o Governo Federal cumpra sua obrigação, porque a nossa estamos cumprindo”, assegurou Dino.

Na entrevista, o governador destacou que essa é uma obrigação legal, prevista na Constituição Federal que trata o Sistema Único de Saúde como tripartite.

“Os leitos que existem devem ser habilitados pelo SUS. Não se trata de um favor é uma obrigação legal. Ontem o presidente veio em uma visita ao Maranhão e perguntou sobre o dinheiro do ano passado. O dinheiro do ano passado foi gasto no ano passado, estamos falando de 2021, dos novos leitos, leitos que foram habilitados”, disse o governador.

No Maranhão neste momento, há, apenas na rede estadual, 1.038 leitos, sendo 306 de UTIs e 732 clínicos. Leitos de UTI habilitados pelo Ministério da Saúde, neste momento, são apenas 53. “É esta defasagem que estamos questionando”, garante Dino.

  • Jorge Vieira
  • 12/fev/2021

Acordo entre Secap e Escola da Magistratura garante qualificação técnica para gestores dos 217 municípios maranhenses

Com o objetivo de qualificar e melhorar as gestões municipais em todo o Maranhão, a Secretaria Estadual de Articulação Política (Secap) e a Escola Superior de Magistratura do Maranhão (Esmam), firmaram na tarde desta quinta-feira (11), um termo de cooperação técnica que garantirá a realização de cursos de capacitação de gestores e seus membros do executivo, como forma de otimizar as gestões.

O documento tem por objetivo a mútua cooperação técnica, científica, acadêmica e cultural, bem como o intercâmbio de conhecimentos, informações e experiências, com a finalidade de integração institucional e aperfeiçoamento técnico de recursos humanos, com ênfase na pesquisa jurídica e realização de atividades acadêmicas, notadamente cursos de capacitação e atualização, fóruns, eventos, conferências, seminários, encontros, debates e palestras de interesses comuns entre Esmam e SECAP.

O secretário Rubens Jr. ressaltou a importância do termo inclusive para a diminuição de processos de improbidade. “Além do objetivo primário, que é desenvolver as gestões e, consequentemente os próprios municípios através da melhoria das gestões, devemos observar uma diminuição nos processos de improbidade, uma vez que os gestores estarão mais próximos do judiciário, entendendo o modus pensandi daqueles que julgam tais processos”. Afirmou Rubens ao ressaltar que a ação segue orientação do governador Flávio Dino.

Para o diretor da Esmam, o Desembargador Froz Sobrinho, às políticas públicas são fundamentais para o desenvolvimento das cidades. “Essa aproximação do poder executivo e do judiciário é importantíssima para o crescimento dos nossos municípios, fico feliz que tenhamos gestores preocupados em oferecer esse tipo de qualificação e nós, enquanto Escola de Magistratura, possamos fazer parte desse momento ímpar. Parabenizo o governador Flávio Dino e o secretário Rubens Jr. por essa iniciativa e espero que possamos colher muitos bons frutos dessa parceria” declarou Froz.

Novo Promunicípios – O Governo deve lançar ainda em fevereiro a Nova Plataforma do Programa Promunicípios, ampliando a oferta de treinamento e informações úteis para as gestões municipais. A Secap está estruturando junto as Secretarias de Estado  uma base de dados para que o novo portal do programa ofereça um amplo conjunto de informações técnicas fundamentais para melhorar a gestão pública municipal.

  • Jorge Vieira
  • 12/fev/2021

Márcio Jerry defende Carlos Lula e chama Bolsonaro de “amigo do coronavírus”

Após levar uma enquadrada do governador Flávio Dino (PCdoB) por conta de declarações estapafúrdia sobre o Maranhão e ameaças de mandar a Polícia Federal investigar a secretaria de Saúde do Estado, o presidente Jair Bolsonaro também levou um “chega para lá” do secretário da Secretaria de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), deputado federal licenciado, Márcio Jerry (PCdoB).

“Bolsonaro, o genocida, veio ao Maranhão para atacar quem defende a vida. Faz todo sentido! Um amigo do coronavírus atacando quem combate o coronavírus. O secretário Carlos Lula tem de sobra o que falta a Bolsonaro: honradez, dignidade, compromisso com a saúde do povo”, postou Jerry em rede social.

Na live de quinta-feira, em que o presidente costuma mentir descaradamente e ataca adversários, Dino reagiu às acusações: “Bolsonaro inventou uma conta sobre dinheiro destinado ao Maranhão. Mistura estado, municípios e auxílio emergencial. Bolsonaro confunde Polícia Federal com milícia e milicianos. Não tenho medo nem polícia nem de milícia”, escreveu Dino no Twitter.

A reação de Flávio Dino foi motivada pelos ataques do presidente ao governo do estado e ao secretário Carlos Lula. Causou indignação a declaração em que Bolsonaro afirmou: “Nós fizemos… Foi quase um R$ 1 bilhão…Ou melhor R$ 300 milhões, especificamente para leitos de UTI no estado do Maranhão. Cadê os leitos de UTI? Sumiu tudo? O secretário disse que não estamos ajudando. Para onde foi essa grana? Acho que vou perguntar para a Polícia Federal”, ameaçou.

Essa não é a primeira vez que Bolsonaro causa polêmica em solo maranhense, Em outubro do ano passado, durante uma rápida visita ao canteiro de obra de recuperação de um trecho da BR-135, acabou faltando com respeito aos maranhenses ao fazer piada sem graça com o guaraná Jesus.  Anteriormente, após cancelar uma visita ao município de Balsas, acusou o governador de ter lhe negado segurança, o que foi desmentido pelo órgãos de segurança do Estado.

  • Jorge Vieira
  • 12/fev/2021

Deputado Yglésio entra com ação popular na justiça para barrar cobrança indevida de taxas cartoriais

O deputado estadual Yglésio Moyses (PROS), após denunciar na Assembleia Legislativa a cobrança indevida de taxas aos consumidores de serviços de cartório em todo o Estado do Maranhão, entrou com uma ação popular na Justiça para barrar o que considera cobrança abusiva.

Na ação, o parlamentar pede que os percentuais cobrados referentes ao Fundo Especial do Ministério Público (FEMP), ao Fundo de Aparelhamento da Defensoria Pública (FADEP) e ao Fundo Especial das Serventias de Registro Civil de Pessoas Naturais do Estado do Maranhão (FERC) sejam feitos “por dentro”, isto é, assim como ocorre com o  Fundo de Modernização do Judiciário (FERJ), ele pede que as taxas destinadas a esses fundos da justiça sejam descontados do valor inicial do serviço, o chamado emolumento.

Conforme Yglésio, hoje, se o consumidor precisar de uma escritura de terra, por exemplo, terá de pagar, além do valor do serviço prestado pelo cartório, as taxas do FERC, FADEP e FEMP. No final, teremos um valor maior, cobrado indevidamente do consumidor. Isso porque, segundo a redação das leis que instituíram esses fundos, a cobrança deve ocorrer do valor do serviço e não adicionar mais taxas, como acontece hoje. Para se ter uma noção, conforme disse o deputado, só o FEMP e o FADEP, de junho a dezembro de 2020, arrecadaram juntos mais de R$ 20,3 milhões de reais, um valor que poderia ter sido aplicado na economia maranhense, gerando emprego e renda.

Entenda como funciona na prática – O deputado observa ainda que hoje, no cartório, se um emolumento tenha o valor de R$ 100, será retirado 12% desse total para o FERJ, sem custos adicionais ao consumidor. No entanto, o FEMP e o FADEP, cobrando 4% cada, não retiram dinheiro do valor inicial, mas adicionam taxas para o consumidor do serviço. Além deste, o FERC faz a mesma coisa, mas com 3% adicionais. Confira como isso fica na tabela abaixo:

Na ação, ele também pede que as leis que instituem o FERC, o FADEP e o FEMP sejam declaradas inconstitucionais, tendo seus efeitos suspensos, além, é claro, que seja feita a devolução dos valores indevidamente cobrados do consumidor.Como o valor do FERJ não entra no cálculo para o consumidor porque ele é cobrado “por dentro” do emolumento, são utilizadas as outras três taxas, as quais são cobradas “por fora”. Neste caso hipotético, o consumidor terá que pagar R$ 111, que é a soma das outras três taxas. No entanto, o que deveria ser pago pelo consumidor seria apenas o valor inicial do emolumento (R$ 100, no caso), ficando a cargo do cartório repassar à Justiça os valores das demais taxas.

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