O PDT aprovou nesta terça-feira (4) o apoio programático do partido à candidatura do ex-presidente Lula (PT) no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), após uma campanha intensa de ataques de Ciro Gomes (PDT) ao petista durante o primeiro turno.
A sigla vai propor que Lula incorpore a seu programa de governo algumas propostas do pedetistas, explicou Carlos Lupi, presidente da legenda. “Decisão unânime de apoiar o mais próximo da gente, que é a candidatura do Lula, que eu chamo da candidatura do ’12+1′. Apresentamos três projetos, eu pessoalmente falei com a presidente do PT, a Gleisi, a questão da renda mínima, a renegociação da dívida do SPC e das pequenas empresas, a questão da escola e ensino integral e hoje aprovamos também a proposta – que não foi falada ainda com o PT – a questão do Código Nacional do Trabalho”.
Na reunião entre lideranças pedetistas, foi discutido se o apoio a Lula seria “crítico” ou “programático”, segundo a CNN Brasil. A segunda opção foi a escolhida e significa que o partido estará de fato junto do petista no segundo turno, sem condicionantes.
O senador Weverton Rocha, terceiro colocado na disputa pelo governo do estado, foi eleito em 2018 pela força de conjunto de partidos que formaram a aliança que reelegeu o governador Flávio Dino (PSB), sem dúvida, pode ser considerado o grande perdedor da eleição concluída no último domingo (2) e que reelegeu o governador Carlos Brandão (PSB) no primeiro turno.
Lançado com muito barulho em um ato público em que chefes políticos, parlamentares e prefeitos foram mandado buscar em seus domicílios pelo anfitrião e transportados de avião para a cidade de Imperatriz, a campanha do senador do PDT até chegou a empolgar alguns segmentos, mas à medida que os eleitores foram tomando conhecendo das práticas do candidato, começou a declinar.
A derrota logo no primeiro turno, sem dúvida, foi dura e coloca em xeque o seu futuro político, pois em 2026, para renovar o mandato, terá que enfrentar nas urnas, provavelmente, o governador Carlos Brandão, que não poderá concorrer à reeleição e deverá concorrer ao Senado tendo como aliada a senadora Eliziane Gama, que certamente tentará renovar o mandato.
O resultado das urnas deixou o senador e presidente estadual do PDT fragilizado e isolado. Rejeitado pelos partidos do campo popular democrático, Weverton se agarrou aos partidos da base de sustentação do governo Bolsonaro, mas os eleitores bolsonaristas o rejeitaram, preferiram o bolsonarista autentico Lahesio Bonfim, deixando-o em situação de extrema dificuldade em relação ao futuro político, pois até o seu partido, que já obteve vitória memoráveis, vem definhando sob seu comando.
Nesta segunda-feira (3), Weverton, que já não pode dizer que foi o mais votado da história do Maranhão para o Senado (Flávio Dino teve mais de 2 milhões de votos), reconheceu a derrota e parabenizou o governador reeleito Carlos Brandão (PSB) e anunciou que continuará trabalhando Brasília pelo Maranhão e vigilante na cobrança das promessas feitas pelo governador em campanha. Não faz mais que sua obrigação
Weverton foi vítima de sua própria ambição, sede de poder; acreditou que poderia medir forças com seu criador, mas acabou saindo com séria avaria e sujeito a ser cuspido da vida pública após o retumbante fracasso.
Com 84.815 votos, sendo o segundo deputado estadual mais votado do estado, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), reelegeu-se para seu quarto mandato no Parlamento Estadual, nas eleições deste domingo (2). Após a finalização da apuração, ele falou da sua vitória maiúscula nas urnas e creditou esse resultado ao trabalho que já vem realizando em todo o Maranhão.“Um dia marcante para o Maranhão. Agradeço os quase 85 mil votos que me foram confiados pelo povo do meu estado e dizer que estou imensamente grato e feliz de poder continuar servindo aos meus conterrâneos por mais quatro anos. Sem dúvida, isso me deixa com mais responsabilidade ainda de trabalhar por nossa população, o que farei com o mesmo empenho de sempre para honrar cada apoio que nos foi dado nessa jornada”, disse Othelino.O deputado também destacou a vitória do governador Carlos Brandão (PSB), reeleito com 51,14%, e a eleição do ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado, com Ana Paula Lobato, vice-prefeita de Pinheiro, na primeira suplência.“A reeleição do governador Carlos Brandão em primeiro turno e a eleição de Flávio Dino com mais de 2 milhões de votos são uma clara demonstração do prestígio desse grupo político que vem transformando o Maranhão para melhor, com muito trabalho e políticas sociais que têm beneficiado milhares de maranhenses”, ressaltou Othelino.Com a ida de Lula ao segundo turno das eleições para presidente da República, o parlamentar afirmou que vai cair em campo com todo o seu time para buscar votos ao ex-presidente. “Já estamos em campanha desde já e vamos vencer no segundo turno para o Brasil voltar a sorrir”, concluiu.
Zé Inácio e Adriano Sarney, dois deputados atuantes no plenário da Assembleia Legislativa, foram as principais vítimas da federação PT/PCdoB/PV e não conseguiram renovar os mandatos.
Em contrapartida, o PCdoB elegeu cinco parlamentares se constituindo na segunda maior representação no parlamento estadual
Como Adriano não conseguiu a reeleição, a família Sarney/Murad deixa de ter representante na Assembleia Legislativa, o que mostra o esfacelamento do grupo que mandou no estado por quase cinco décadas.
Outra surpresa desta eleição foi o PT perder seu único representante na Assembleia Legislativa. Zé Inácio (PT) está fora da relação dos eleitos, na primeira suplência. Já Adriano amargou a terceira.
Desta vez não deu para “meu preto”. O senador Weverton Rocha (PDT), aquele do foguete sem marche ré, saiu da campanha bem menor que entrou. Insistiu tanto com seu projeto pessoal de poder após romper com o grupo liderado pelo senador eleito Flávio Dino (PSB), que fez opção pela candidatura do então vice-governador Carlos Brandão (PSB), e acabou sendo o grande fiasco da eleição.
Arrogante e fazendo questão de afirmar ter sido o senador mais bem votado na história do Maranhão, quase dois milhões de votos, e se achando líder, algo que nunca foi, mesmo que os votos que o elegeram em 2018 tenha sido fruto do esforço pessoal do governador Flávio Dino e do grupo palaciano, Weverton acabou conhecendo a realidade sobre real tamanho.
Além de ficar em terceiro lugar, perdendo para fala mansa ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), que tomou a segunda colocação, o senador do PDT ainda viu seu principal adversário e motivo de se seu rompimento com o grupo palaciano, Carlos Brandão, ser reeleito no primeiro turno, o que torna incerto o futuro político do pedetista.
Dono de uma campanha agressiva, esbanjando poder político e financeiro, Weverton pensou que tinha estatura para comandar o estado, que era líder, que os votos obtidos quando se elegeu senador eram seus e por isso poderia sonhar com o Palácio dos Leões; o sonho acabou se transformando em pesadelo, pois sai da campanha com a moral baixa e com o futuro político comprometido.
O Maranhão continua no caminho certo, com Carlos Brandão no comando e tendo agora dois senadores aliados: Flávio Dino e Eliziane Gama.
A eleição para Câmara Federal e Assembleia Legislativa do Maranhão tiveram renovação e algumas surpresas, como por exemplo o pífio desempenho da ex-governadora Roseana Sarney, que entrou da disputa por uma vaga de deputada federal com o objetivo de turbinar a bancada do MDB, conseguiu apenas o mandato com uma votação muito a baixo da expectativa.
A bancada que contava com os deputados federais Hildo Rocha e João Marcelo, passa a contar agora com apenas uma deputada, no caso, Roseana. Aliados da ex-governadora esperavam uma votação que fosse capaz de ajudar a eleger uma bancada robusta, mas acabou decepcionando.
Na Assembleia Legislativa do Estado, o partido conta agora com apenas dois representantes. Dos três parlamentares, o único que conseguiu renovar o mandato foi Roberto Costa. Ricardo Arruda vai estrear como deputado.
Além da performance abaixo do esperado, a falência do grupo Sarney ficou ainda mais evidente com a não reeleição do Adriano Sarney (PV), sobrinho de Roseana e neto do ex-presidente José Sarney, que chegou a pedir votos para os candidatos do MDB, mas não foi atendido.
Outra decepção foi o deputado Edilázio Junior (PSD), genro da desembargadora Nelma Sarney, que mesmo tendo o prefeito de São Luís Eduardo Braide (sem partido) como aliado, não se reelegeu.
A decepção, porém, não foi exclusividade da família Sarney. No campo progressista também houve choro: Bira do Pindaré (PSB) e Zé Carlos da Caixa (PT), também deram adeus aos mandatos
Na Assembleia Legislativa, deputado veteranos como Arnaldo Melo, ex-presidente da Casa, trocou o MDB pelo PP e se elegeu, já o deputado César Pires, ligado à ex-governadora, não conseguiram renovar os mandatos, o mesmo acontecendo com a deputada Helena Duailibe. Houve uma grande renovação no plenário do Palácio Manuel Bequimão. Veja abaixo a relação dos eleitos.
Eleitos para a Câmara Federal:
Eleitos para a Assembleia Legislativa: