247 – Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) afirmam que Jair Bolsonaro (PL) está fazendo chantagem ao propor uma reforma na Corte caso vença o segundo turno das eleições. A ideia, que vem sendo aventada desde maio, de aumentar o número de magistrados no Supremo para obter maioria na Casa ganhou força após o atual ocupante do Palácio do Planalto avaliar que pode ser eleito na segunda etapa do pleito, no dia 30 de outubro
“Bolsonaro diz que pode descartar ideia de aumentar número de ministros do STF caso a Corte ‘baixe um pouco a temperatura’. Esses ministros do STF preferem não polemizar publicamente e preferem aguardar o resultado das eleições. Mas nos bastidores, chamam a ideia de ‘cartilha autoritária’”, diz a jornalista Andréia Sadi, no G1.
“‘[Hugo] Chavez fez na Venezuela, [Viktor] Orban na Hungria, idem na Polônia. É a cartilha autoritária. Roosevelt tentou nos Estados Unidos, mas o Congresso rejeitou’”, disse um dos ministro do STF à reportagem. Ainda segundo a jornalista, “outros veem uma nova chantagem de Bolsonaro para que, se reeleito, o ministro Alexandre de Moraes arquive inquéritos que miram a família do presidente e aliados”.
Em agosto deste ano, os aliados do Planalto já haviam sugerido a criação de um pacto pelo qual Bolsonaro poria um fim aos ataques à Corte desde que os inquéritos contra ele e seus familiares fossem arquivados. Os políticos do Centrão, contudo, dizem que qualquer discussão sobre o assunto só será realizada após o término do segundo turno.
Ainda conforme a reportagem, “integrantes não bolsonaristas do Senado também confirmaram a existência da ideia de reforma do STF, e deram detalhes: a proposta para mudar regras para o STF inclui: elevar o número de ministros dos atuais 11 para 16; estabelecer mandato fixo, hoje inexistente; aumentar a idade mínima dos indicados de 35 para 50 anos; permitir que o Congresso indique ministros – atualmente, só o presidente pode fazê-lo. vetar decisões monocráticas (tomadas por um só ministro) que afetem outros poderes – como, por exemplo, alguma que busque obrigar o Congresso a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Só poderiam tomar decisões colegiadas”.
Na manhã desta segunda-feira (10/10), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou seu compromisso de, se ganhar as eleições, estimular o pequeno e médio empreendedor individual e a organização de cooperativas para que as pessoas encontrem novas formas de trabalho e renda, e para quem quiser trabalhar por conta própria.
“Tem muita gente que não quer patrão, que quer trabalhar por conta própria. Nós vamos incentivar essas pessoas a serem empreendedoras, e vai ter financiamento do Banco do Brasil, vai ter financiamento do BNDES, vai ter financiamento da Caixa Econômica Federal para isso”, anunciou.
Em entrevista ao vivo, ao Programa do Antônio Carlos, na Super Rádio Tupi, Lula afirmou que o trabalho dá dignidade às pessoas e que vai recuperar financiamento para retomar obras paralisadas e gerar emprego. Ele mencionou também a necessidade de discutir a digitalização e garantir internet para que o Brasil inteiro tenha acesso à internet e que isso também seja um canal de geração de oportunidades de trabalho.
Lula lembrou que os governos petistas entregaram no Brasil mais de 13 mil obras do PAC. Outras 14 mil que estavam em andamento, foram interrompidas e podem ser retomadas como primeiro impulso à geração de emprego e ao crescimento econômico.
O ex-candidato a governador do Maranhão pelo partido Solidariedade, Simplício Araújo, pelo visto ainda não desceu do palanque, embora a eleição que reelegeu o governador Carlos Brandão (PSB) tenha sido concluída dia 2 de outubro. Pelas suas mensagens postadas em rede sociais, o ex-secretário de Indústria e Comércio do estado ainda não absorveu a derrota, mesmo tendo fincando na sétima colocação numa disputa que contou com nove concorrentes.
Sem citar nomes, o ex-secretário nos governos de Flávio Dino chega a sugerir que a eleição foi comprada por quem teve acesso ao famigerado orçamento secreto e afirma, sem apresentar provas, que quatro palanques teriam usados esses recursos para comprar votos, numa clara manifestação de quem não se conforma com os menos de cinco mil votos recebidos na eleição em que conseguiu chegar na frente apenas de Joas Moraes (DC) e Frankle Costa (PCB).
“4 palanques estavam turbinados pelo orçamento secreto, um deles também criou o “pix” para prefeitos aliados. Avançamos, aumentou o fisiologismo e explodiram as oligarquias regionais, política dividiu o Maranhão entre os “negociadores de votos” e os que querem mudar essas distopias”, afirma Simplício sem informar os prefeitos beneficiados com Pix e quem pagou.
O ex-candidato recomenda que os interessados procurem no Google os candidatos envolvidos com orçamento secreto e publica duas fotos em que os deputados Aluísio Mendes (PSC) e Pedro Lucas (União Brasil) ao lado do presidente Jari Bolsonaro que teria tido acesso a R$ 100 milhões para passar mais quatro anos votando a favor do governo.
“Para quem usa orçamento secreto e ainda não está sendo investigado pela Polícia Federal, reflita! Não é apenas a população que vai pagar essa conta, os prefeitos, os aliados e toda a classe política pode ser extinta, dando lugar a mercadores de voto, efeito do balcão de negócios”.
Diante do esperneio, resta avisar ao ex-secretário que a eleição para governador do Maranhão já acabou, resta aos perdedores reconhecer o resultado e acabar com o chororô. O maior beneficiado do orçamento secreto que concorreu ao governo ficou em terceiro lugar.
Ao lado do cantor Chico Buarque, que está em turnê em Belo Horizonte, com o show “Que tal um samba?”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva finalizou passeata na capital mineira na manhã deste domingo (09/10), reafirmando seu compromisso de recriar o Ministério da Cultura e fazer do setor um grande gerador de emprego e renda.
“Queremos que nossas famílias possam viver dignamente, ter escola de qualidade para os nossos filhos, emprego, salário justo. Vamos regulamentar mulher e homem, trabalho igual, salário igual. Vou recriar o Ministério da Cultura. Cada capital vai ter um comitê de cultura para que a gente possa nacionalizar a cultura e não ficar refém do eixo Rio-São Paulo”, discursou, destacando também a importância de a cultura atuar como fonte de conscientização política.
Lula citou ainda outros planos para o governo, com a presença de mais mulheres, a criação do Ministério dos Povos Originários, gerido por indígenas, que também devem estar na direção da Funai e na responsabilidade pela saúde dos seus. “E o mais importante, não haverá espaço para garimpo ilegal nesse país”, disse, acrescentando que a lei será dura para quem não respeitar as leis ambientais. “Esse país tem terra para todo mundo plantar, 30 milhões de hectares degradados, que podem ser recuperados. Todo produtor decente do agro sabe que é melhor manter a floresta de pé do que derrubar. Quem derruba não é produtor, é criminoso contra a humanidade”.
Feliz com a quantidade de pessoas que foi às ruas de Belo Horizonte, numa caminhada colorida e contagiante, Lula disse que Minas é um estado diferentes e que agora entende porque foi lá que surgiu o primeiro embrião da independência. “O que vocês estão demonstrando hoje é que os ditadores da época enforcaram Tiradentes, esquartejaram, salgaram e penduraram em poste a sua carne para que ninguém nunca mais ousasse falar em independência. O que eles não sabiam é que eles mataram a apenas a carne, as ideias continuam com o povo de Minas de Gerais”.
Segundo o ex-presidente, Belo Horizonte demonstrou nas ruas que Minas não suporta ditadura, opressão ou vandalismo. “Minas quer democracia, Minas quer educação, Minas quer emprego, Minas quer cultura, Minas quer oportunidade para os nossos jovens, Minas quer respeito para as nossas mulheres. Chega de feminicídio. Chega! Mulher não foi feita para ser objeto de cama e mesa, mulher foi feita para ser sujeita da história”.

Antes da fala de Lula, Chico Buarque também se disse impressionado pela força dos mineiros. “Estou há alguns dias em Minas e tenho sido contagiado pelo entusiasmo do mineiro e tenho revigorado minha confiança de que esse governo que está aí, com tudo que ele tem de mais tenebroso, vai passar. Vai passar logo, logo. Reafirmando o que eu disse há coisa de 50 anos, amanhã vai ser outro dia, amanhã vai ser outro dia, amanhã vai ser outro dia”, disse, lembrando duas de suas mais famosas canções.
“Nesse dia nublado, o sol que brilhou em Belo Horizonte foi Lula. Milhares e milhares de pessoas, de todos os credos, de todas as cores, de todos os jeitos, com todas as suas limitações, foi o povo que veio às ruas para abrilhantar, para aplaudir e para se emocionar com Lula. Vamos nessa. Parabéns, Lula. Parabéns, Brasil. Parabéns, povo brasileiro”, resumiu o empresário Sérgio Viana, 64 anos, que chegou cedo à Praça da Liberdade para acompanhar a festa da democracia em BH.
Sempre presente nas manifestações de apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva, Eneide Teixeira, militante dos direitos da criança e do adolescente, diz com a voz embargada de emoção, após participar da caminhada, que Lula é esperança para crianças, jovens e idosos.
“Quando falo de Lula, sempre penso nas crianças e me emociono porque Lula é a vida, a esperança da nossa meninada. As crianças do país precisam de Lula, os adolescentes e jovens precisam de Lula, os idosos precisam de Lula para respirar, para acreditar. Lula é meus netos presentes. Lula é todas as crianças do estado presentes. São muitas que precisam de vocês”.
Criadora do Circo de Todo Mundo, organização sem fins lucrativos voltada para o atendimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, por meio de atividades culturais lúdicas, cênicas e circenses, Eneide é testemunha das mudanças de atenção para o setor no atual governo.
“A gente tem um circo para trazer alegria e temos um circo fechado em Betim porque não existe mais edital público. Em Nova Lima está numa relação de terceirização, Está terceirizado e funciona nas segundas, terças e quartas só com crianças que a prefeitura manda. O circo só vira circo mesmo nas quintas e sextas, que é o circo aberto a todas as crianças. Essa relação de terceirização está sendo um processo muito sofrido. Está difícil de dar conta. Chega Lula, chega esperança, viva a vida, viva Lula”.
Em discurso no fim do ato, a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse que a energia sentida em BH na caminhada potente deste domingo precisa ser transformada em força para pedir votos a amigos, parentes e vizinhos e também para desmentir as fake news do adversário que não tem projeto para o Brasil.
Lula também destacou a necessidade do engajamento de todos e disse que no dia 30 será feita a revolução mais pacífica que o mundo conheceu.
A senadora Simone Tebet (MDB-MS) anunciou na tarde desta sexta-feira (07/10), em São Paulo (SP), que participará ativamente da campanha de segundo turno da Coligação Brasil da Esperança. Em pronunciamento ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-governador Geraldo Alckmin, Tebet disse que o Brasil precisa ser reconstruído e que as diferenças políticas e econômicas que existem são menores do que o amor pelo país, que os une, como o respeito incondicional à democracia e aos valores e princípios estabelecidos na Constituição.
“Com isso, o que estamos dizendo aqui é que pensamos da mesma forma o Brasil que queremos. Estamos unidos porque o que está em jogo é o Brasil que precisa ser reconstruído e novamente estar unido. Precisa ser reconstruído já, sob novas bases a partir de 2023”, enfatizou, acrescentando que o sonho é por um Brasil que seja generoso e inclusivo. “Um Brasil que inclua todos, não deixe ninguém para trás e que garanta igualdade de oportunidade para cada filho e filha de cada Maria, de cada João, de cada José desse país”, disse a ex-candidata à Presidência da República que já havia declarado voto no ex-presidente nesta semana.
Em fala direta a Lula, a senadora disse que ao aceitar as propostas sociais que ela apresentou, o ex-presidente entrega a ela o país que ela sonha não só para si e seus filhos, mas para as famílias de todo o Brasil. “Portanto, a partir de agora, o compromisso não é apenas do meu voto, mas do meu total apoio à sua campanha e a seu governo. Vamos juntos, até 30 de outubro, andar as ruas e praças do Brasil para mostrar que o país que nós queremos é um Brasil de todos nós, e só pode ser feito pelas mãos do presidente Lula e de Geraldo Alckmin.”
O ex-presidente Lula agradeceu o apoio e a generosidade da senadora e disse que as propostas são compatíveis com o programa de governo e serão colocadas em prática. E afirmou que Simone estará junto para ajudar a executar o que propõe. Lula destacou também que o apoio, mais do que um voto, representa o desejo de um Brasil reconstruído.
“Eu fiquei pensando na frase do Obama, quando ele disputou as eleições, ‘Nós podemos’, e eu queria te dizer, Simone, que o Brasil pode. Esse Brasil que você colocou no seu programa é possível de ser construído. É possível de a gente garantir que o povo brasileiro tenha esse país”.
O ex-presidente elogiou o desempenho de Tebet no primeiro turno e desejou que ela continue com forças para, independentemente de cargos políticos, continuar levando a bandeira da participação das mulheres na política. “Nós precisamos que essa sociedade seja mais justa, mais igualitária e, para isso, as mulheres têm que ser tratadas com dignidade e com respeito. Obrigado pela tua decisão, e eu espero que, junto com a Simone, a gente ganhe essas eleições dia 30 de outubro para que a gente faça voltar a reinar a democracia no nosso país”.
Lula destacou que, com a vitória da Coligação Brasil da esperança, quem governará o país não será só um partido político ou um agrupamento ideológico, mas todos. “Todos os brasileiros e brasileiras de bem, todas as pessoas que amam a democracia têm que participar desse processo”.
Lula afirmou que a tarefa não será fácil porque a candidatura Brasil da Esperança não está diante de um adversário qualquer nem de um político normal, mas de um homem sem alma e sem coração, incapaz, por exemplo de derramar uma lágrima pelas mais de 680 mil vítimas da Covid-19 no Brasil.
Sobre as provocações e mentiras proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro, Lula disse que não entrará no jogo rasteiro do candidato. “Eu não estou preocupado em brigar com o Bolsonaro, estou preocupado em brigar contra a fome, contra o desemprego, contra o baixo nível educacional nesse país”.
O quase ex-senador Roberto Rocha (PTB), após a surra que levou nas urnas do ex-governador Flávio Dino (PSB) tenta encontrar justificativa para sua derrota e do aliado Edilázio Júnior (PSD), parlamentar que não conseguiu renovar o mandato, apesar dos 71.186 votos recebidos na eleição de 2 de outubro.
Roberto Rocha recorreu às redes sociais para tentar explicar o fracasso seu e do aliado Edilázio, que traiu o candidato a governador do seu partido, Edivaldo Holanda Junior e fez campanha na reta final da eleição no primeiro turno para o candidato Weverton Rocha (PDT), terceiro colocado na disputa.
“Lamentável a não reeleição de Edilazio, uma das maiores perdas nas eleições para deputado federal. Homem sério e grande representante do povo maranhense. Perdeu quando acreditou no candidato a governador do seu partido. Se tivesse coligado com qualquer outro, estaria reeleito”, disse Roberto Rocha em sua página no Twitter.
Mais uma vez o senador que encerra o mandato dia 31 de dezembro falta com a verdade. Edivaldo não foi responsável pela derrota de Edilázio, simplesmente o PSD só teve votos para eleger um deputado federal e Josivaldo JP, que poucos acreditavam na reeleição, teve mais votos e renovou o mandato, nada a ver com Edivaldo.
Edilázio pagou o preço da traição. Na condição de presidente do PSD levou o partido para coligar com Roberto Rocha sem combinar o candidato a governador Edivaldo, que havia colocado como condição para disputar a eleição pela legenda não lançar candidato ao Senado para focar apenas na eleição de governador. O deputado passou por cima desse compromisso e levou a legenda para rol de apoiadores da tentativa de reeleição do senador do PTB.
Edilázio deveria saber que a população não costuma ser complacente com traidores, bastava ver o exemplo do próprio senador, que após trair quem lhe ajudou chegar ao Senado se atirou nos braços do maior inimigo do Maranhão, o genocida Bolsonaro, e amarga hoje o isolamento.
O senador eleito Flávio Dino (PSB), ex-governador do Maranhão reagiu à fala preconceituosa do presidente Jair Bolsonaro contra o povo nordestino para justificar a acachapante derrota para o ex-presidente Lula na região.
Bolsonaro, o analfabetismo para tentar explicar o desempenho pífio nos estados nordestinos, ou seja, chamou os conterrâneos de Lula de analfabeto, atribuindo a nossa suposta ignorância ao seu fracasso nas urnas.
“Infelizmente o presidente da República mais uma vez estimulou preconceito contra o Nordeste. Isso não é postura de uma líder de nossa Nação. Nós aqui no Nordeste votamos de modo consciente, reconhecendo quem de fato investiu em infraestrutura, obras, em políticas sociais, melhoria das condições de vida no nosso povo”, observou o senador eleito.
Em vídeo publicado em sua rede social, Dino falas das obras realizadas por Lula e questiona: “E Bolsonaro, o que fez nesses anos todos? Qual a grande obra que ele começou? Não vale ter terminado obras como a transposição do Rio São Francisco que já estavam quase no final, começadas exatamente que foram pelo presidente Lula”.
O ex-governador so Maranhão disse ainda que “Bolsonaro virou as costas para o Nordeste durante todo seu mandato. Lembremos que quando houve o vazamento de óleo nas praias do Nordeste, atingindo o meio ambiente e a economia da região, o que Bolsonaro fez? Lembremos que quando houve a enchente na Bahia, com danos materiais, perdas de vidas humanas Bolsonaro estava de férias, andando de jet ski numa praia paradisíaca”.
Bolsonaro tenha respeito, Bolsonaro tenha calma, a campanha está acabando e seu governo também. Pessoal, viva o Nordeste, viva o Brasil”.