Presidente estadual do PCdoB e deputado federal reeleito, Márcio Jerry, considerado o político mais próximo do senador eleito Flávio Dino (PSB), disse nesta manhã desta segunda-feira (7) ao ser entrevistado no programa Ponto Final, da Rádio Mirante AM, fazendo questão de afirmar trata-se de opinião pessoal, que o ex-governador do Maranhão pode ajudar muito mais o governo Lula atuando num Ministério.
Para o parlamentar do PCdoB, existem outros parlamentares em condições de assumir a defesa do governo dos ataques da oposição e citou como exemplo o senador eleito pelo estado do Piauí, Welington Dias (PT), hoje integrante da comissão de transição governamental, o senador Humberto Costa (PT), também cotados para fazer parte do primeiro escalão do governo. Jerry, no entanto, não adiantou em qual Ministério Flávio Dino se encaixaria melhor.
Com o nome badalado nacionalmente e apontado como provável ministro, Dino já foi especulado para o Ministério da Justiça e até para compor o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), porém o presidente eleito ainda não se manifestou se pretende contar com o aliado de primeira hora no Senado ou como ministro, mas é fato que o nome do ex-governador do Maranhão deverá ter papel de destaque na futura gestão de Lula.
Testado e aprovado como gestor, eleito senador sem tomar conhecimento do adversário bolsonarista com mais de dois milhões de votos, o mais votado da história do estado, Dino é hoje nome forte na política nacional, possui estatura para enfrentar grandes desafios, seja no governo ou no Senado e deverá ser voz atuante na defesa do governo que se instará a partir de primeiro de janeiro de 2023.
Após humilhante derrota em sua tentativa de chegar ao Palácio dos Leões e se esconder no segundo turno da eleição presidencial, o senador Weverton Rocha (PDT), reassumiu o mandato na sexta-feira (4), sem dizer uma única palavra sobre a postura que adotará em relação ao governo do presidente eleito Luís Inácio Lula da Silva. Com o retorno do pedetista ao plenário, Robert Bringel (União Brasil) volta à condição de suplente.
No comunicado que fez através de sua rede social na sexta-feira (4), o ex-candidato do foguete sem marcha ré, que dizia na campanha ser o maior amigo de Luís Inácio Lula da Silva (PT) no Maranhão, mesmo com Lula fazendo campanha pela a reeleição de Carlos Brandão (PSB) e eleição de Flávio Dino (PSB) ao Senado, não parabenizou o presidente eleito e muito menos declarou apoio.
“Reassumo nesta sexta-feira minha cadeira no Senado. Me licenciei para dedicar mais tempo às eleições no Maranhão e retorno na segunda-feira com todo o gás para trabalhar pelo nosso estado e pelo nosso país nesse momento tão importante da nossa democracia”, disse Weverton.
Político de nova geração que enveredou pelo mesmo caminho do ainda senador Roberto Rocha (PTB), que após se eleger pelo grupo liderado por Dino e Brandão rompeu, se lançou candidato a governador e saiu humilhado das urnas, ainda não absorveu o duro golpe de ter ficado em terceiro lugar e perder até para Lahesio Bonfim (PSC).
Weverton volta ao Senado bem menor do que quando saiu para disputar o governo se pintado de favorito, ostentando poderio financeiro, político e escorado em pesquisas fake contratadas a um instituto de beira de rua, amplamente divulgadas por uma emissora de Rádio e TV especialmente preparada para dar sustentação ao projeto pessoal do candidato. De nada adiantou, perdeu até para o desconhecido ex-prefeito do minúsculo município de São Pedro dos Crentes.
Para quem se despediu do Senado mostrando força total e se vendendo como favorito, voltar derrotado de forma humilhante e sem ter a quem culpar não deve ser nada fácil. Mas é provável que, mesmo tendo se escondido no segundo turno, vá bater no gabinete do presidente que está de saída e pedir desculpas pelo que prometeu e não entregou para ter o apoio dos partidos bolsonaristas em sua campanha após romper com Dino e Brandão.
O povo não costuma perdoar traidores na política, Roberto Rocha está aí para servir de exemplo.
Por – Revista Fórum – Um bolsonarismo sem Bolsonaro. A impressão que já existia no universo político de centro e de esquerda também se propaga dentro da própria extrema direita e, para muitos, a próxima eleição, em 2026, deve contar com outro nome como candidato do campo reacionário. É o que reporta a coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo.
O séquito mais próximo do futuro ex-presidente, assim como “lideranças” bolsonaristas de diferentes segmentos, como igrejas evangélicas, ocupantes de ministérios da área ideológica e política e donos de veículos de comunicação alinhados ao seu ideário ultraconservador, pensam que o ideal seria tornar Jair Bolsonaro (PL) uma espécie de figura símbolo do movimento, um “presidente de honra”, como Fernando Henrique Cardoso se tornou para o PSDB, em que pese o abismo de diferença existente entre os dois. Alguns deliram e desejam que o chefe de Estado brasileiro mais caótico e isolado da história tenha uma aura de “estadista” construída em torno de si.
Mas os motivos, na realidade, seriam bem outros. Mesmo com uma votação estrondosa, sua toxidade eleitoral (rejeição e comportamento sistematicamente errático) tornam o ex-capitão expurgado de Exército por propor ataques a bomba em troca de aumento de salário um alvo fácil para os adversários, sobretudo após o vexatório mandato no Palácio do Planalto.
Para seguir liderando as alas mais raivosas da direita brasileira, desde que Bolsonaro aceite tornar-se um FHC com mais votos e investido de uma biografia totalmente fake de “estadista”, surge o nome do governador eleito de São Paulo, o ex-ministro Tarcísio de Freitas.
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Diante disso, dizem aliados, o bolsonarista que assumirá o Palácio dos Bandeirantes em 1° de janeiro de 2023 precisa realizar um governo de fato bom, para que assim vá pouco a pouco suplantando o ex-chefe, de forma a se tornar uma liderança dessas falanges reacionárias, só que com um espectro mais civilizado e palatável, diferente do selvagem e truculento Jair Bolsonaro.
A possibilidade do senador eleito pelo Maranhão e ex-governador do estado do Maranhão, Flávio Dino (PSB), ser indicado para comandar o Ministério da Justiça no futuro governo do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é bem vista por “influentes ministros de tribunais superiores”, diz a coluna do jornalista Rodrigo Rangel, do Metrópoles. “É um nome dos sonhos”, disse um ministro ao ser questionado sobre a hipótese.
Dino, porém, nega que tenha sido procurado para tratar do assunto. “Lula ainda está fora e ninguém nunca falou no assunto comigo”, disse. Antes de ser eleito para os cargos de deputado, governador e senador, ele foi juiz federal (período em que chegou a presidir a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajuf), principal entidade de classe da magistratura) e trabalhou como assessor no Supremo Tribunal Federal (STF).
Com a eleição do presidente Lula, início da transição governamental e dispersão dos movimentos golpistas que tentaram contra a democracia, as atenções da classe política maranhense se voltam agora para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão O presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB) continua sendo favorito para renovar o mandato por mais dois anos, mas enfrenta concorrência.
Do alto de sua experiência como parlamentar, ex-presidente da Casa, que assumiu o comando do estado após Roseana abandonar o cargo no final do mandato em 2014, o deputado Arnaldo Melo (PP) advertiu, em conversa com jornalistas quando anunciou sua decisão de se colocar no jogo sucessório do parlamento estadual, no início de outubro, que as articulações ainda que tenham iniciado logo após o primeiro turno somente seriam concretizadas após a da eleição do presidente.
De fato, segundo alguns parlamentares consultados pelo blog, as conversações visando a composição da Mesa que será eleita em fevereiro, logo na abertura dos trabalhos legislativos, deverão se intensificar agora com a eleição de Lula e fortalecimento do grupo liderado pelo senador eleito Flávio Dino e pelo governador reeleito Carlos Brandão, ambos do PSB, que deverá ser decisivo no processo de escolha do presidente.
O atual presidente Othelino, em conversas com jornalistas que cobrem as atividades da Casa, disse não ter nenhum problema de ordem jurídica que impeça sua reeleição para mais um mandato, que tem conversado com vários parlamentares de vários partidos e que tem sido muito bem aceita sua proposta de permanência. Joga ainda a favor de Othelino um compromisso firmando com o senador eleito Flávio Dino quando na definição das alianças para disputar as eleições 2022.
Vários nomes tentam se viabilizar, entre quais Arnaldo Melo (PP), Antônio Pereira (PSB), Ariston Ribeiro (PSB), mas existe uma espécie de consenso entre os parlamentares de que a composição da nova Mesa Diretora deverá ser fruto de um grande entendimento entre as forças que ajudaram eleger Lula, Brandão e Flávio Dino e dentro deste contexto a recondução de Othelino ao cargo de presidente tem todas as chances de acontecer.
Othelino Neto coordenou a pré-campanha de Dino ao Senado, abraçou a candidatura de Brandão e se empenhou no segundo turno para aumentar os votos de Lula no Maranhão. O parlamentar comandou caminhadas, carreatas ao lado da esposa Ana Paula, primeira suplente do senador eleito, e deve contar com o apoio grupo.
Como o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já promulgou o resultado da eleição e a equipe de Lula já está tratando da transição, na avaliação de fontes do blog, é que as conversações deverão acelerar visando a definição, mas as apostas entre os próprios parlamentares é que haverá um grande entendimento das forças que darão sustentação políticas ao governo de Carlos Brandão.
Em entrevista concedida nesta quinta-feira (03), o deputado federal Rubens Jr (PT-MA) avaliou o cenário para a próxima eleição da Federação dos Prefeitos do Maranhão (Famem).Para o parlamentar petista o prefeito de São Mateus, Ivo Rezende, tem as melhores condições para presidir a Famem.“Eu particularmente, na condição de quem atua na política, avalio que o melhor nome para presidir essa instituição é a do prefeito Ivo Rezende, ele tem experiência política, está fazendo uma excelente gestão, conhece a pauta municipalista, conta com apoios importantes como o do ex-prefeito Miltinho Aragão, que também tem grande vivência com essa agenda municipalista. Ivo tende a ser o candidato apoiado pelo governador Carlos Brandão”, revelou Rubens Jr.A eleição e posse da Famem deve ocorrer no próximo dia 21 de novembro, de acordo com edital já publicado.Para Rubens, a sucessão na Famem é prioridade na pauta política, uma vez que a eleição já ocorre em novembro. “Somente depois desta eleição é que a classe política passará a discutir as eleições para as mesas diretoras do Poder Legislativo”, explicou.Entendimento – Em reunião no Palácio dos Leões., na presença de Rubens Jr, o prefeito Ivo Rezende dialogou com o Secretário de Articulação Politica Rubens Pereira e o chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, o prefeito de Barra do Corda e o ex-prefeito de São Mateus, Miltinho Aragão. A reunião teve como finalidade o fortalecimento da união entre o executivo estadual e as prefeituras, com o objetivo de garantir mais parcerias entre o governo e os municípios maranhenses.