247 – Áudios, prints e mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) em arquivos de aliados próximos de Jair Bolsonaro (PL) evidenciam o planejamento de uma trama visando um golpe de estado no Brasil. Segundo o jornal O Globo, a trama “consistia em incitar ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF), hostilizar as urnas eletrônicas, convencer a cúpula do Exército a rejeitar o resultado das eleições em 2022 e prender o ministro Alexandre de Moraes, da Corte”.
De acordo com a PF, o plano golpista teria sido articulado pelo major reformado do Exército Ailton Gonçalves Barros, pelo coronel Elcio Franco, ex-número dois do Ministério da Saúde e assessor da Casa Civil do governo Bolsonaro, pelo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, e por um militar ainda não identificado.
Barros e Cid foram presos no dia 3 de maio durante uma operação da PF para apurar suspeitas de fraudes nos cartões de vacinação do ex-mandatário e seus familiares, além de auxiliares próximos.
Segundo os investigadores, as trocas de mensagens “deixam evidente a articulação conduzida por Ailton Barros e outros militares, para materializar o plano de tentativa de golpe de Estado no Brasil, em decorrência da não aceitação do resultado da eleição presidencial ocorrida em 2022, visando manter no Poder o ex-Presidente da República Jair Bolsonaro e restringir o exercício do Poder Judiciário brasileiro, por meio da prisão do Ministro Alexandre de Moraes, do STF”.
Ainda conforme a reportagem, os investigadores encontraram “dois prints de uma conversa entre Barros e um contato denominado ‘PR 01’, ‘possivelmente relacionado ao ex-presidente Jair Bolsonaro’”. As capturas de tela teriam sido enviadas ao tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
O advogado Fábio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, afirmou que o ex-mandatário e Barros não tinham proximidade, embora tenha admitido que o militar tenha tentado uma aproximação durante a campanha eleitoral.
Nesta terça-feira (16), às 17h, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, assina acordo de cooperação técnica com o procurador-geral do Trabalho (MPT), José de Lima Pereira, com o objetivo de combater o assédio eleitoral.
A cerimônia de assinatura será no gabinete da presidência do TSE e será aberta à imprensa sem necessidade de credenciamento prévio.
Os casos de assédio eleitoral em ambientes de trabalho aumentaram consideravelmente durante as Eleições 2022, o que levou o MPT a fazer um levantamento das denúncias naquele período.
Na ocasião, a Coordenadoria Nacional de Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho, ligada ao Ministério Público do Trabalho (MPT), entregou ao presidente do TSE um relatório com mais de 3 mil denúncias e diversas ações civis públicas e termos de ajuste de conduta firmados entre empregadores e o MPT para garantir que nenhum trabalhador seria coagido a escolher candidatos com base em ameaças no ambiente de trabalho.
De todos os nomes postos à mesa até agora para brigar pela Prefeitura de São Luís em 2024, um em especial tem tirado o sono do prefeito Eduardo Braide: o do presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Victor.
E esse fato tem ocorrido pelo estilo povo que o parlamentar tem. Diferente dos seus concorrentes em 2020, que tinham praticamente o mesmo perfil do seu, Eduardo Braide sabe que um adversário preto, que veio de baixo e conhece na pele as dificuldades que a maioria dos ludovicenses passa, é a antítese dele e do que ele não gostaria de enfrentar.
Com uma administração elitista que só beneficia a área nobre da capital, notadamente a Avenida dos Holandeses e a Litorânea, e investe massivamente nos “formadores de opinião”, Braide sabe que não tem capilaridade com a massa, por falta de conhecimento e, sobretudo, de identificação.
O prefeito avalia que Paulo Victor consegue ter permeabilidade nesse eleitorado, e suas lutas em pautas como transporte público, escolar e saúde de qualidade, além do seu discurso pariforme com o povo, o colocam em posição de vantagem com uma base com a qual Braide não tem identificação alguma.
E é por isso que Paulo Victor hoje é o pré-candidato que mais incomoda o projeto de reeleição do atual prefeito.
O ministro da Justiça, por meio de suas redes, revelou, nesta segunda-feira (15), que está recebendo ameaças e mensagens violentas pela internet. Ao responder os ataques, Flávio Dino afirmou que não se “intimida” e que vai “adotar as providências legais cabíveis”.
“Desde ontem, estou recebendo dezenas de mensagens agressivas e ameaçadoras. Todas com clara inspiração política em segmentos extremistas. Claro que não me intimido com “gabinetes de ódio”. E estou adotando as providências legais cabíveis”, declarou Flávio Dino.
A reunião que o PSB de São Luís realizaria nesta segunda-feira (15) para iniciar o processo de discussão sobre sucessão municipal, foi adiada em função do presidente do diretório municipal, ex-deputado federal Bira do Pindaré, está em Brasília tentando resolver sua situação funcional junto a direção da Caixa Econômica Federal, problema que provocou, inclusive, seu afastamento temporário da Secretaria de Agricultura Familiar.
Antes que os dirigentes do partido sentem para avaliar as possibilidades de quem tem reais condições de vitória na capital, maior colégio eleitoral do estado, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, já comunicou a Bira que a legenda tem como prioridade para as eleições de 2024 as candidaturas dos deputados federais Duarte Júnior (São Luís), Tabata Amaral (São Paulo) e do prefeito de Recife João Campos.
Segundo apurou o blog, semana passada Siqueira ligou para Bira para chamar a atenção de que a direção nacional tem como prioridade a candidatura de Duarte a prefeito de São Luís. A ligação ocorreu logo após o deputado estadual Carlos Lula, durante estada em Brasília, mostrar interesse em querer em discutir a cidade e lançar sua pré-candidatura a prefeito.
Conforme fonte do PSB em Brasília, a candidatura de Duarte Junior estaria cem por cento alinhada com a direção nacional, sem que exista a menor possibilidade de mudança de rumo. Avaliações baseadas em pesquisas apontariam o deputado federal socialista como o melhor nome para representar o PSB na eleição para prefeito de São Luís, onde o atual prefeito Eduardo Braide, apesar dos problemas enfrentado, lidera.
Duarte foi candidato a prefeito de São Luís em 2020, passou para o segundo turno e foi derrotado por Braide. Contou com os apoios do então governador Flávio Dino e do vice-governador Carlos Brandão, porém, parte do grupo liderado pelo senador Weverton Rocha (PDT) dissertou e deu a vitória a Eduardo Braide, dando início ao afastamento do pedetista do grupo dinista.
O PSB, segundo fonte do partido, vai reunir para tratar da sucessão na capital tão logo Bira resolva seu problema junto a CEF, o que deve ocorrer nos próximos dias, pois ele está em Brasília tratando justamente de sua liberação para poder reassumir a secretaria de Agricultura Familiar. Bira é funcionário concursado da instituição financeira.
Depois de 11 dias, terminou hoje a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) para apurar casos de violência cometidos contra indígenas, afrodescendentes e outros grupos vulnerabilizados no Brasil. Desde o dia 2 de maio, a subsecretária-geral das Nações Unidas e Assessora Especial para Prevenção do Genocídio, Alice Wairimu Nderitu, visitou comunidades indígenas e quilombolas, se encontrou com representantes da sociedade civil e com autoridades governamentais. A partir das informações apuradas, ela pediu que haja investigação de genocídio contra populações indígenas e que os responsáveis sejam punidos.
A subsecretária-geral disse que apenas cortes nacionais e internacionais podem caracterizar as violações contra esses grupos como genocídio. A missão da ONU teve o objetivo de mapear as ocorrências, sugerir formas de prevenção e contenção dos problemas identificados.
“O crime de genocídio deveria ser investigado. O meu papel é apontar os problemas relacionados ao genocídio. Temos vários fatores de risco. Mas as decisões em relação às investigações cabem ao Brasil, que assinou a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio. O meu papel é apenas mostrar os riscos, mas não os resolver”, disse.
Alice Wairimu entende que a vida das comunidades indígenas e quilombolas piorou nos últimos quatro anos, quando o país estava sob o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. Mas preferiu focar na questão sob um ponto de vista mais amplo, ao indicar que essas populações são historicamente vítimas de violências e negligência.
“Eu sei que na última administração, algumas políticas foram aceleradas. E as vidas das populações indígenas ficaram mais precárias do que eram antes. Mas não vamos esquecer o quão estrutural e profundo esse problema é. O Brasil deve lidar com os problemas das populações indígenas e afrodescendentes. E encontrar uma liderança que consiga garantir que essas pessoas tenham uma vida mais digna”.
Durante a visita ao país, Alice Wairimu Nderitu se reuniu com representantes de instituições federais, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Ministério Público Federal (MPF). E também se encontrou com as ministras Sônia Guajajara, dos Povos Indígenas; Anielle Franco, da Igualdade Racial, e Ana Moser, do Esporte.
A subsecretária visitou os territórios Yanomami, em Roraima, e Guarani Kaiowá, em Mato Grosso do Sul, e se encontrou com os governadores dos dois estados. Sobre os povos Yanomami, ela disse ter ouvido testemunhos de abusos e violações. Reforçou que os principais agressores estão envolvidos na mineração ilegal. E constatou que as populações locais foram afetadas nos direitos de acesso e uso da terra, saúde e educação. Além disso, aconteceram assassinatos de líderes locais e defensores dos direitos humanos e do meio ambiente. Foram registrados impactos na contaminação de águas, disseminação de malária e doenças agravadas pela desnutrição em crianças. Também foram citadas denúncias de estupros de mulheres e meninas, e outras formas de violência de gênero.
Sobre o povo Guarani Kaiowá, a subsecretária disse ter ficado chocada com a extrema pobreza. Ela destacou os problemas de demarcação dos territórios indígenas e os conflitos com os grandes agricultores. Citou a expulsão violenta dos indígenas das terras, e o fato de muitos viverem às margens das rodovias em condições degradantes. Ela lembrou da discriminação no acesso aos bens e serviços básicos, como água potável, alimentação, saúde e educação para os filhos, e disse ser excessivo o uso da força pelos órgãos de segurança estatais contra civis desarmados, que resultam em assassinatos e prisões arbitrárias. A subsecretária cobrou investigações sobre as denúncias recebidas.
Alice Nderitu disse ter conhecido lideranças de comunidades afrodescendentes e quilombolas em Brasília, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Ela destacou as histórias de violência policial, motivadas por um racismo estrutural, e disse que esses grupos são vítimas da insegurança e da violência generalizada, que dificultam o direito à educação, produzem impactos na saúde, nutrição e oportunidades de emprego.
A subsecretária afirmou que o Estado brasileiro vem falhando na garantia da assistência à saúde sexual e reprodutiva de meninas e mulheres negras. E mostrou preocupação com os dados sobre encarceramento no país, que atinge majoritariamente homens negros. (Agência Brasil)
Como estratégia para fortalecer a principal manifestação do estado no calendário brasileiro de festas, aumentar o fluxo de turistas e a geração de emprego e renda, o Governo do Maranhão, por meio das secretarias de Comunicação, Turismo e Cultura, apresentaram o Maior São João do Mundo, o São João do Maranhão 2023, às operadoras de turismo e agências de viagem de São Paulo, nesta quinta-feira (11).
O Maior São João do Mundo começa oficialmente no dia 1º de junho e foi organizado com programação que irá durar quase três meses de festas, contando com as prévias juninas já iniciadas com a segunda edição do festejo Maranhão de Reencontros. Em destaque, as manifestações folclóricas, de dança, além de uma grande variedade de comidas típicas, já tradicionais nos arraiais maranhenses.
“Estamos em São Paulo lançando o nosso maior São João do Mundo, e tivemos uma grande recepção pelas operadoras de turismo e agências de viagem. Não tenho dúvidas que, se ano passado foi bom, este ano será ainda melhor. Estamos preparados e colocando o Maranhão à disposição do mundo, para que os turistas possam desfrutar desse grande evento que é a nossa cultura e culinária, gerando emprego e renda, e fortalecendo o nosso turismo”, afirmou o governador Carlos Brandão.
O secretário de Estado da Comunicação (Secom), Sérgio Macedo, destacou que o uso do título “O Maior São João do Mundo” não se trata apenas de um jogo de palavras, mas sim, de uma verdade absoluta, pela duração da festa e volume de espetáculos.
“Temos um São João de 65 dias, se contarmos os dias de junho, julho e os domingos de maio. Além do calendário mais estendido, também temos mais diversidade de espetáculos culturais. Nos últimos dias de junho, teremos pelo menos uns 10 arraias com cerca de 20 apresentações diárias. Fora as extensões do mês de julho, teremos mais de 6 mil espetáculos”, detalhou o titular da Secom.
O secretário de Estado da Cultura (Secma), Yuri Arruda, explicou que o planejamento alinhado às secretarias de Estado do Turismo e de Comunicação é focado, inclusive, na geração de mais emprego e renda aos maranhenses. Uma vez bem promovida, a cultura se torna um grande vetor de desenvolvimento econômico e social.
“Dia de muita alegria aqui em São Paulo para apresentar o nosso São João não só para o Brasil, mas para o mundo. Estamos mostrando um pouco da nossa grande diversidade cultural, brincadeiras regionais, o Bumba meu Boi, o Tambor de Crioula. Esta é uma apresentação às operadoras para a geração de mais turismo e visitação também a pontos como Barreirinhas e Chapada das Mesas. O que estamos fazendo aqui vai elevar o fluxo de visitantes para desenvolver, ainda mais, a economia do nosso estado”, disse o secretário da Secma.
A secretária de Estado de Turismo (Setur), Socorro Araújo, pontuou que a visita à São Paulo funcionou como uma ativação do Destino Maranhão, o que possibilitou que todo o circuito de operadoras de turismo e agências de viagem pudessem conhecer mais a fundo a cultura, os pontos turísticos e a hospitalidade dos maranhenses.
“Aqui, temos a missão de promover o Destino Maranhão. Nosso estado tem riquezas culturais e naturais muito grandes, é uma oportunidade de divulgar o Maranhão, nossas festas e riquezas. O governador Carlos Brandão incentiva o turismo por ser gerador de emprego e renda, o turismo é ‘multi’, trabalha em várias áreas. Quando se divulga o destino, o fluxo de visitas aumenta em 30%, dependendo de como se faz”, frisou a titular da Setur.
O proprietário da operadora Viagens Promo, Renato Kido, afirmou que iniciativas como estas mostram a importância do Maranhão como destino às operadoras de turismo e agências de viagem.
“A expectativa é muito boa para enaltecer as belezas naturais do Maranhão. É o início de uma parceria, de um incentivo aos agentes de viagens que estão presentes para mostrar o quanto o Maranhão é importante. Isso incentiva cada vez mais [os agentes] a vender o estado. Hoje, são mais de 200 agentes de viagens presentes e divulgando o destino em uma única ação. Tem tudo para dar certo”, afirmou Kido.