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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 22/jun/2013

Manifestantes rebatizam Ponte José Sarney e Mirante chama tropa de choque

O
ato de protesto terminou de forma pacífica, sem registro de violência ou depredação
da cidade.  Além das palavras de ordem
contra o senador José Sarney e seu grupo político, a caminhada convocada pelo Movimento
Acorda Maranhão, antes de seguir para o bairro São Francisco, realizou um ato
solene e rebatizou a Ponte José Sarney. A partir de agora passa a ser chamada
informalmente de Ponte Acorda Maranhão.
Os
manifestantes caminharam pacificamente orientando contra vandalismo e, após passarem pela Praça Pedro II, foram até
o retorno do São Francisco. Lá, umas quatro pessoas se dirigiram até o Sistema
Mirante. O pessoal que trabalha no complexo correu para dentro da TV Mirante.
No corre-corre chegou um ônibus com a Tropa de Choque da Polícia Militar e mais cerca
de dez seguranças armados. Para evitar confronto, os manifestantes preferiram voltar
para a Praça Maria Aragão, onde houve a dispersão. 

Quem apostou na arruaça, perdeu. O
blog acompanhou o percurso e não registrou nenhum ato de violência, apenas vontade
dos manifestantes externarem repúdio a tudo de errado que existe no país,
principalmente contra o senador José Sarney e a seu grupo político.
Reunir
mais de 20 mil pessoas numa tarde de sábado de forte sol e depois muita chuva e
concorrência do jogo Brasil 4XO Itália, só mesmo muita convicção de que a
mudança é possível.

Roseana foi alvo de protesto dos manifestantes

  • Jorge Vieira
  • 22/jun/2013

Mesmo com a chuva, protesto contra governo ganha as ruas do centro de São Luís

Nem a forte chuva que castigou São Luís nesta tarde
de sábado (22) foi capaz de conter o protesto convocado pelo Movimento Acorda
Maranhão. Cerca de 10 mil manifestantes tomaram as ruas do centro da cidade
para protestar contra a corrupção, falta de politicas públicas para a Saúde,
Educação, Segurança, PEC 37. Houve protesto até contra o aumento do preço da
farinha.
Após gritos de “Sarney ladrão devolve o Maranhão”, “Fora
Roseana”, “Fora Sarney” e “ei Sarney, vai tomar no c…” os manifestantes, de
forma pacifica, se concentraram na Praça Maria Aragão, contornaram a Praça Gonçalves
Dias, pegaram a Avenida Beira-Mar, subiram a Rua do Egito e se dirigiram até o
Palácio dos Leões.
Ao longo de todo o percurso as palavras de ordem foram
contra corrupção e principalmente contra a oligarquia Sarney. O coro mais cantado
pela massa de estudantes e trabalhadores foi “Sarney ladrão devolve o Maranhão”.
A manifestação não permitiu a presença de partidos
políticos e os líderes, a todo momento, solicitavam que os manifestantes não
aceitassem provocação. A orientação era para sentar todas as vezes que ocorresse
tumulto para que o baderneiro fosse identificado.
Apesar do grande número de manifestantes, no
percurso da Praça Maria Aragão, até o Palácio dos Leões não foi registrado
nenhum incidente. A Polícia ajudou os líderes do movimento a conduzir a
manifestação, bloqueando as vias ao longo do trajeto.
A Prefeitura
de São Luís, diante da possibilidade de dispersão do movimento de protesto
ocorrer na Praça Maria Aragão, suspendeu a programação desta noite do Arraial
Terreiro Maria Aragão. Abaixo publico a nota oficial.
Como
os manifestante ainda estão nas ruas, mais tarde, publicarei novas informações.

  • Jorge Vieira
  • 22/jun/2013

Prefeitura suspende programação desta noite do Arraial Terreiro Maria Aragão

A Prefeitura de São Luís, diante da possibilidade de dispersão do
movimento de protesto, que está nas ruas da cidade, ocorrer na Praça Maria Aragão, suspendeu a programação
desta noite do Arraial Terreiro Maria Aragão. Abaixo publico a nota oficial.
A PREFEITURA DE SÃO LUÍS COMUNICA:
 1)
atendendo solicitação dos organizadores da manifestação marcada para esta tarde
no centro de São Luís, a Fundação Municipal de Cultura cedeu o espaço da Praça
Maria Aragão como área de concentração e dispersão;
2)
considerando a possibilidade de que a passeata poderá regressar à praça para
dispersão, a FUNC resolveu suspender a programação desta noite no Arraial
Terreiro da Maria;
3) o Governo
Municipal aproveita a oportunidade para reiterar todo respeito pelo movimento
que se constitui numa autêntica e vigorosa manifestação democrática.
Prefeitura
Municipal de São Luís

  • Jorge Vieira
  • 22/jun/2013

Marcos Silva diz que PMDB vai incendiar a Praça Maria Aragão

Blog Marrapá

Em
postagem no Facebook, o líder do PSTU maranhense, Marcos Silva, informou que
juventude do PMDB planeja tumultuar o “Acorda, Maranhão” e incendiar a praça
Maria Aragão.
O clima
de terror em torno do movimento pode afastar muita gente bem intencionada que
pretendia sair de casa e do trabalho para protestar de forma pacífica e
organizada.
A Ordem
dos Advogados do Brasil, Ministério Público do Estado, Polícia Militar e
Universidade Federal do Maranhão acompanham de perto a organização da
manifestação.
Pelo
menos 35 mil pessoas já confirmaram a presença no evento para protestar
contra a má qualidade dos serviços públicos, contra a corrupção, PEC 37 e por
todo o tipo de reivindicação.
Os
manifestantes sairão da Praça Maria Aragão a caminho do Palácio dos Leões –
sede do governo Roseana Sarney.

  • Jorge Vieira
  • 21/jun/2013

Agentes da oligarquia tentam confundir opinião de Flávio Dino sobre PEC37

Adversários
do presidente da Embratur, Flávio Dino, andaram espalhando na internet que ele
seria a favor da PEC 37, obrigando o dirigente do PCdoB  a usar o Twitter
para repor a  verdade dos fatos.
Dino
postou no micro blog que é contra PEC do deputado maranhense Lourival Mendes,
mas que defende que o Ministério Público possa ser investigado por possíveis
erros.
“Sou
contra a PEC 37. Defendo uma lei que regule o poder de investigação do MP,
substituindo a Resolução 13 do CNMP”, esclareceu Flávio Dino.
Os
agentes da oligarquia do Sarney na blogosfera, sem ter como atacar o
comportamento ético de Dino, apelam até para a inversão de declaração. 
Flávio
Dino é contra a PEC de Lourival Mendes, apenas considera oportunidade a
existência de uma lei que permita investigar o MP em caso de erros.

  • Jorge Vieira
  • 21/jun/2013

Prefeito destaca importância da participação popular na Conferência do Meio Ambiente

O
prefeito Edivaldo Holanda Júnior afirmou que para o desenvolvimento pleno de
uma política pública de controle de resíduos sólidos eficiente e ambientalmente
adequada será extremamente importante a participação popular. A declaração foi
feita na noite desta quinta-feira (20) durante a abertura da III Conferência
Municipal de Meio Ambiente de São Luís no Rio Poty Hotel.
O
chefe do Executivo municipal convidou a sociedade em geral e os empresários a
participarem do processo de construção da política municipal destinada à gestão
dos resíduos sólidos. O assunto será debatido durante os três dias de
realização do evento que contará com palestra de profissionais de São Luís e
outras cidades do Brasil. O prefeito ressaltou que a sociedade também deverá
fiscalizar a implantação das medidas definidas.

“Daí
a importância do Conselho Municipal de Meio Ambiente [Comuma] porque representa
o controle social na gestão. A eleição dos membros deste Conselho, que
acontecerá nesta Conferência, é importante para termos uma gestão que
efetivamente prioriza a participação popular”, destacou Edivaldo Holanda
Júnior.

A
eleição para escolha dos membros do Comuma será realizada durante a manhã deste
sábado (22). O Conselho é formado de forma paritária por membros da sociedade
civil e do poder público. Ele tem uma importância estratégica por participar de
todo o processo de implantação das políticas públicas relacionadas ao meio
ambiente.

O
secretário municipal de Meio Ambiente, Rodrigo Maia, lembrou que a Conferência
é um espaço importante para um diálogo franco, produtivo e respeitoso sobre as
soluções para a coleta de resíduos sólidos em São Luís. “A construção de
políticas eficientes e duradouras necessariamente pressupõe uma construção
coletiva. Este é o momento para discutir esse tema que tem grandes impactos
para o meio ambiente e para a nossa economia”, disse.

O
titular da Semmam ressaltou ainda que os debates serão voltados para os quatro
eixos temáticos que envolvem os impactos ambientais da gestão dos resíduos
sólidos, redução dessa produção, estudar possibilidades de uso como geração de
renda, e mobilização da sociedade a partir da educação ambiental.

A
preocupação com a destinação correta dos resíduos sólidos tem sido uma das
metas da atual gestão. Como exemplo, o secretário citou a coleta seletiva de
lixo, que está sendo estudada a implantação através de esforços da Semmam com a
empresa concessionária da coleta de lixo em São Luís para operação a partir do
início do próximo ano, respeitando o que dispõe a Lei Federal nº 12.305, que
regula essas ações.

Palestra

O
primeiro convidado da Conferência para falar sobre a gestão de resíduos sólidos
foi o secretário de Meio Ambiente de Curitiba (PR), Renato Eugênio de Lima, que
compartilhou a experiência da capital paranaense na meta do que foi estipulado
como lixo zero, que consiste na destinação correta e reciclagem do lixo para
reduzir ao máximo o descarte de resíduos. O prazo para cumprimento da meta está
estipulado entre 15 e 20 anos.

Entre
as ações que a prefeitura curitibana adotou para planejar o cumprimento da meta
foi a orientação para que todas as secretarias e demais órgãos do município
passassem a pensar políticas públicas voltadas para a sustentabilidade.
“Há duas semanas fizemos a apresentação de todos esses estudos e foram
apresentadas 44 políticas, cinco programas e um conjunto de projetos para que a
cidade tenha um desenvolvimento sustentável”, ressaltou Renato Lima.

O
projeto mais importante que está sendo implantado é justamente sobre a gestão
de resíduos sólidos. Foram firmadas parcerias com federações, associações,
sindicatos e outras entidades da sociedade civil organizada para colaborarem
com o reaproveitamento e destinação adequada do lixo. “Resíduos
domiciliares, tóxicos, da construção civil, para cada um deles nós temos um
destino”, explicou o gestor.

Desafios

O
gerente de projetos do Ministério do Meio Ambiente, Ronaldo Hipólito, ao
discursar durante a abertura do evento reafirmou a necessidade de que as
políticas públicas para gestão dos resíduos sólidos sejam feitas de forma
integrada com o planejamento das várias pastas do município. Ele citou como
exemplo da necessidade de integração que o assunto seja considerado nos debates
sobre os problemas climáticos da cidade e no Plano Diretor.

Outra
questão importante levantada pelo representante do Ministério foi a construção
coletiva das políticas públicas voltadas para essa área. Ele lembrou que sem a
participação popular as medidas, por mais positivas que sejam, sofrem problemas
de esclarecimento e fiscalização junto à população.

O
presidente da Embratur, Flávio Dino, também esteve presente na abertura do
evento. Ele destacou a necessidade de elaborar políticas públicas eficazes para
gestão dos resíduos sólidos para que o potencial turístico da cidade possa ser
explorado, como o litoral, gerando emprego e renda. “A Conferência ajuda a
mobilizar a sociedade para que possa ser implantado um modelo de desenvolvimento
sustentável”, frisou.

A
mesa de abertura da III Conferência Municipal de Meio Ambiente de São Luís foi
composta pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior; pelo secretário Rodrigo Maia;
pelo gerente de projetos do Ministério do Meio Ambiente, Ronaldo Hipólito; pelo
presidente da Embratur, Flávio Dino; pelo promotor de Proteção ao Meio
Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural, Luís Fernando Barreto Júnior; pelo
reitor do Ceuma, Marcos Barros; pelo deputado estadual Bira do Pindaré (PT);
pela vereadora Rose Sales; e pelo representante do Conselho Regional de
Medicina Veterinária, Itaan de Jesus Pastor Santos.

O
evento teve mais de 1,3 mil inscrições. Número expressivo diante da expectativa
dos organizadores da Conferência de Meio Ambiente que será realizada em
Brasília, com a maior concentração prevista, sendo aguardados três mil
participantes. O primeiro dia da Conferência em São Luís contou com a presença
do secretariado municipal e reuniu empresários, estudantes, profissionais
ligados à área do meio ambiente, entre outros setores da sociedade civil.

  • Jorge Vieira
  • 20/jun/2013

Deputados “estouram” convênios suspeitos

Os deputados estaduais
Rubens Pereira Jr (PCdoB), Othelino Neto (PPS), Bira do Pindaré (PT) e Marcelo
Tavares (PSB) identificaram mais dois convênios suspeitos, firmados pela
Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedes), que tem como titular Fernando
Fialho. Desta vez, o “Clube de Mães Nossa Senhora das Graças”, na Ilhinha, que,
na verdade, trata-se de uma escola comunitária, constou como  conveniado para execução de obras de poços
artesianos e melhoramento de acessos, no valor de R$ 3.012.825,50 (mais de três
milhões de reais), que teriam sido realizadas em comunidades de São Luís.
Os parlamentares vão
denunciar mais esse caso à Assembleia Legislativa, ao Ministério Público e ao
Tribunal de Contas do Estado (TCE). Os deputados estranharam o fato de uma
escola comunitária da Ilhinha firmar convênios para construção de poços e
melhoramento de acesso em comunidades de São Luís, já que esses não são objetos
de uma instituição educacional.
A vistoria, solicitada
pela Comissão de Administração Pública, Seguridade Social e Relações de
Trabalho, presidida por Othelino Neto, fez, na manhã desta quinta-feira (20),
uma busca pelo endereço do “Clube de Mães Nossa Senhora das Graças”, na
Ilhinha. Os parlamentares encontraram na Rua 09, na verdade, uma escola
comunitária, dirigida por Lúcia dos Santos, que confirmou a existência dos
convênios, admitiu que a instituição foi usada para o desvio de finalidade,
porém negou que qualquer parte desses recursos tenha ficado com a entidade.
“Representantes do
governo do Estado disseram para a gente que algumas comunidades de São Luís
estavam precisando de poços artesianos e de melhoramento de acesso, aí nós
assinamos o convênio para ajudar, só para ajudar. Mas esses R$ 3 milhões não
passaram por nós”, tentou explicar a diretora Lúcia dos Santos em meio a
palavras desencontradas.
Os convênios com a escola
comunitária ou creche foram firmados no dia 04 de julho de 2012 e têm como
objetos “Projeto de Sistema Simplificado de Abastecimento D´Água e rede de
Distribuição”, no valor de R$ 2.392.257,43, e “Melhoramento de caminho de
acesso”, no valor de R$ 620.568,07. Os dois totalizam R$ 3.012.825,50 (mais de
três milhões de reais).
Favorecimentos e desvio –
“Há suspeitas de que as associações são usadas para favorecer as mesmas
empresas denunciadas no caso Vera Macieira. Estamos em busca de todas as
informações necessárias para confirmar se há ou não práticas irregulares nos
convênios feitos com o Clube de Mães. Continuaremos as investigações para
apurar e denunciar todas as irregularidades”, disse o deputado Rubens Jr
que fez a denúncia também na sessão desta quinta-feira na Assembleia.
Durante a visita à sede
do “Clube de Mães Nossa Senhora das Graças”, Bira do Pindaré (PT) questionou a
diretora sobre o paradeiro dos R$ 3.012.825,50 direcionadas à creche. Diante
das respostas, o petista então concluiu que, na prática, a entidade teria sido
usada como laranja por pessoas ligadas ao Governo do Estado para desvio de
verba pública.
“A instituição foi usada.
Viemos até aqui e constatamos que existe uma creche, onde as pessoas realmente
trabalham, entretanto a própria diretora afirmou que nenhum centavo dos R$ 3
milhões passou pelas mãos dela. Queremos saber para onde foi esse dinheiro? O
que fizeram com esta quantia? Onde estão as obras?”, questionou Bira.
Para o deputado Othelino
Neto, trata-se de mais um caso grave que merece uma profunda investigação do
Ministério Público. “Nós estamos comprovando aqui mais um convênio suspeito que
precisa ser esclarecido. Onde estão essas obras? Em quais situações foram
firmados esses convênios?”, indagou o presidente da Comissão de Administração
Pública.
“É lamentável o que se
evidencia em mais uma vistoria. Convênios suspeitos e não se sabe onde as obras
estão. O governo do Estado precisa vir a público para dizer o que fez com esses
recursos”, cobrou Marcelo Tavares.
Os deputados foram,
ainda, à sede da empresa Sornotec, localizada na estrada que dá acesso ao
Araçagy e que recebeu o valor dos convênios para a execução das obras. Mas lá,
não encontraram ninguém. Segundo os parlamentares, essa construtora é sempre
escolhida nos convênios firmados entre a Sedes e as associações beneficiadas.
Há a suspeita de que por ela já tenham passado, pelo menos, algo em torno de R$
15 milhões.
Convocação- O secretário
Fernando Fialho foi convocado esta semana para prestar esclarecimentos à população
a respeito das graves denúncias feitas pelos deputados de oposição. Alegando
ter outras prioridades para resolver, ele enviou ofício à Assembleia
Legislativa pedindo que uma nova data fosse marcada.
“Estamos falando de
bilhões de reais que não chegam a quem deveria ser beneficiado. Primeiro foi a
Raposa e agora investigamos comunidades no São Francisco. Fernando Fialho deve
explicações a toda a população maranhense”, concluiu Rubens Jr., autor do
requerimento que convocou o secretário para prestar todos os esclarecimentos.

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