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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 13/ago/2026

Corrida ao Senado aponta cenário sem favorito

A corrida às duas vagas que o Maranhão tem direito a eleger no Senado este ano tem a presentado números que indicam resultado imprevisível. É fato que a ex-governadora (MDB) estaria em situação um pouco melhor na intenção de voto, com um percentual de diferença distante dos demais concorrente, mas é bom lembrar que a campanha ainda não começou e o cenário pode sofrer alterações ao longo do percurso.

Pelos números da pesquisa divulgada nesta quarta-feira (12) pelo Instituto IPPI Roseana lidera com 23,8% de intenções de voto para o 1º voto, seguida por Lahesio Bonfim (Novo) com 14,7%, André Fufuca (PP) com 12,7%, Weverton Rocha (PDT) com 12,5% e Eliziane Gama (PT) com 8,6%.

Em um outro cenário levantado pelo IPPI, aquele em que o entrevistado é perguntado sobre o 1º e o 2º voto para o Senado, Roseana Sarney mantém a liderança com 34,9%, vindo em seguida Weverton Rocha (23,5%), André Fufuca (23,1%), Lahesio Bonfim (22,5%), Eliziane Gama (17,3%), Hilton Gonçalo (4,1%), Wilson Leite (4,0%), Cidônio Gonçalves (PL): 3,5%.

Com pode se deduzir do levantamento feito as vésperas de iniciar a campanha das eleições 2026, a corrida será acirrada com cinco candidatos disputando as duas vagas, com o fator que não pode deixar de ser levado em conta: normalmente o candidato a governador favorito para vencer a eleição costuma ser fundamental para a eleição do senador.

O poder de fogo de cada candidato começará a ser medido a partir do próximo domingo quando todos estarão livres para pedir votos. Os dois senadores que buscam a reeleição, Wverton Rocha e Eliziane Gama, são vice-líderes do governo do presidente Lula, mas estão em palanques opostos,

A senadora apoia o candidato a governador Felipe Camarão (PT) e o senador Orleans Brandão (IMDB), mas ambos pedem votos para o presidente Lula.  Roseana e Fufuca também apoiam a reeleição presidente., porém  com um diferença: Fufuca é aliado do candidato a governador Eduardo Braide (PSD), favorito na corrida ao Palácio dos Leões, enquanto Roseana está no palanque de Orleans.

Dos quatro candidatos que reivindicam o apoio de Lula Weverton Rocha possuem situação delicada por estar sob investigação da Polícia Federal, sob acusação de ser integrante da organização criminosa que se apropriou de indevidamente de recursos de aposentados e pensionistas do INSS, naquele que é considerado o maior escândalos de corrupção de instituição.

A senadora Elziane Gama tem o apoio declarado do presidente, é filiado ao PT e possui uma imagem limpa, sem mancha e tem um mandato exemplar, digno de orgulho de quem lhe confiou o voto na eleição de 2018.

André Fufuca, ex-ministro do Esporte do governo Lula é outro candidato que tem a simpatia do presidente e serviço prestado ao país e ao Maranhão. Já Roseana foi líder do primeiro mandato de Lula e seu pai, o ex-presidente José Sarney é muito amigo do petista.

E no meio destes quatro candidato lulistas, aparece o represente da direita Lahesio Bonfim, aliado de Braide, sempre pontuando entre os primeiros colocados na corrida ao Senado.

Resta saber que terá fôlego para chegar ao “céu”.

  • Jorge Vieira
  • 12/ago/2026

Pesquisa CNT/MDA mostra que Lula está muito próximo de vencer no primeiro turno

O presidente Lula (PT) lidera todos os cenários de intenção de voto para a eleição presidencial de 2026 e registra números que o deixam no limite de uma vitória em primeiro turno, segundo dados da 169ª Pesquisa CNT de Opinião, realizada pelo Instituto MDA e contratada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

Na pesquisa estimulada de primeiro turno, Lula aparece na liderança isolada com 42,4% das intenções de voto. Seu principal adversário, Flávio Bolsonaro (PL), figura em segundo lugar com 28,7%. Na sequência, aparecem Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (3,3%), Renan Santos (2,8%), Augusto Cury (1,2%). Os demais não chegam a 1%. Os votos brancos e nulos somam 6,8%, enquanto os indecisos representam 7,2%.

Matematicamente, a definição da eleição no primeiro turno exige que o candidato vencedor obtenha mais de 50% dos votos válidos, superando a soma de todos os seus concorrentes diretos. Na amostragem da pesquisa CNT/MDA, a soma de todos os adversários de Lula atinge 43,4% das intenções de voto. Dessa forma, caso Lula consiga atrair apenas 0,6% dos votos que hoje estão distribuídos entre seus oponentes, ele alcançará 43,0% contra 42,8% do conjunto da oposição, garantindo numericamente a maioria absoluta necessária para vencer o pleito em primeiro turno. Essa pequena margem de crescimento pode ser alcançada ao longo da própria campanha eleitoral, impulsionada pelo início da propaganda no rádio e na televisão, pelo fortalecimento dos palanques regionais e pela mobilização de sua base aliada. Cabe destacar que o Instituto MDA foi o que apresentou o maior índice de acerto no resultado final das últimas eleições presidenciais, o que confere ainda maior relevância estratégica e precisão analítica a esse cenário.

O levantamento revela ainda a força do potencial eleitoral de Lula: 52,6% dos entrevistados afirmam que votariam nele com certeza ou que poderiam votar na sua candidatura.

Nas simulações de segundo turno, o presidente vence com folga todos os adversários testados:

  • Lula x Flávio Bolsonaro:Lula lidera com 48% contra 39,1% de Flávio Bolsonaro (brancos/nulos: 10,6%; indecisos: 2,3%).
  • Lula x Romeu Zema:Lula marca 49,1% frente a 34,9% do ex-governador mineiro (brancos/nulos: 11,8%; indecisos: 4,2%).
  • Lula x Ronaldo Caiado:Lula vence por 47,9% a 35,9% (brancos/nulos: 11,7%; indecisos: 4,5%).
  • Lula x Renan Santos:Lula soma 48,5% contra 33% (brancos/nulos: 13,6%; indecisos: 4,9%).
  • Lula x Augusto Cury:Lula alcança 48,6% diante de 32,4% (brancos/nulos: 13,4%; indecisos: 5,6%).

O levantamento do Instituto MDA para a CNT foi realizado de maneira presencial entre os dias 5 e 9 de agosto de 2026, com 2.002 entrevistas distribuídas proporcionalmente pelo país. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06935/2026.

  • Jorge Vieira
  • 11/ago/2026

Sucessão: o jogo ainda vai começar pra valer

Quem está atento ao noticiário pode ter a impressão de que os políticos maranhenses já estão em campanha. Mas oficialmente a propaganda eleitoral, a fase de pedir voto abertamente nas ruas, no rádio, na TV e na internet, não começou. Ela só passa a valer em 16 de agosto (próximo domingo), um dia depois do prazo final para o registro de candidaturas.

Faltando quatro dias para o encerramento do prazo, estão registrados para concorrer ao Governo do Maranhão Saulo Arcangeli (PSTU), Felipe Camarão (PT), André Luís (Missão), Orleans Brandão (MDB) e Reginaldo Lima (PCB). O ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) e o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) deverão encaminhar seus pedidos de registros nos próximos dias.

Diante do prazo estabelecido pelo TSE para os candidatos começar a pedir votos significa que a partir da próxima semana os sete candidatos que concorrerão ao governo estarão livres para usarem os meios permitidos para convencer o eleitor que possuem capacidade administrativas e que defendem as melhores propostas para governar o estado, considerado um dos mais pobres da Federação.

Para esta eleição, a população que vai as urnas possui um leque de opções que vai da extrema esquerda à extrema direita. No campo do radicalismo de direita se apresentam os candidatos do Missão André Luís e do PRTB Roberto Rocha, sendo os dois estarão brigando pelo voto dos conservadores. O candidato do PRTB já deixou claro no debate da TV Band que seu palanque será o do bolsonarismo.

No outro extremo encontra-se o candidato do PSTU, Saulo Arcangeli e suas ideias estatizantes, discurso radical contra patrões e em defesa da classe trabalhadora. A exemplo de outras eleições, este segmento da política brasileira deve aproveitar o pleito apenas para marcar posições e tentar fazer alguns represente nas parlamentos estadual e federal.

O grande embate mesmo deve ocorrer no campo do centro e centro esquerda, onde encontram os candidatos favoritos para vencer a eleição: Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe Camarão. Hoje a polarização envolve Braide e Orleans (centro), mas o fator Lula pode virar o jogo em favor de Camarão (centro esquerda), único postulante ao Palácio dos Leões que tem o apoio declarado do presidente, considerado o maior cabo eleitoral do Maranhão.

Pesquisas realizadas a partir do início das campanhas que vão dizer para que lado tende o eleitor. Levantamentos passados não devem ser levados em consideração, até porque apresentaram resultados duvidosos e difíceis de acreditar. Quem observa o cenário político local com lupa, escorado em pleitos passados, acredita que o jogo começa a partir do próximo domingo, dia 16 de agosto, data em que os candidatos vão poder botar para valer o bloco nas ruas, ir para o corpo-a-corpo com o eleitor.

Por enquanto o que houve foi treino, articulações para formação de alianças, composição de nominatas e até armações para deixar adversários fora da corrida ao Senado, como aconteceu com o deputado Duarte Junior, impedido de concorrer a uma das duas cadeiras que estarão em disputa diante da pressão exercida contra os dirigentes do partido Avante.

O jogo é bruto, mas espera-se que seja jogado de forma limpa e dentro das leis que regem o sistema democrático, sem abuso de poder político e econômico.

  • Jorge Vieira
  • 10/ago/2026

Weverton Rocha aciona Alcolumbre contra vazamento de fotos de celular apreendido pela PF

247 – O senador Weverton Rocha (PDT-MA) encaminhou um ofício à Mesa Diretora do Senado Federal cobrando medidas rigorosas contra o vazamento de materiais extraídos de seu celular funcional, apreendido em dezembro do ano passado, relata Lauro Jardim, do jornal O Globo. O documento foi endereçado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a divulgação de uma fotografia pessoal gravada no aparelho do parlamentar.

A imagem que motivou a reação do parlamentar registra um encontro social realizado em abril de 2023, na área da piscina do rancho do advogado Willer Tomaz. Além de Weverton, aparecem na foto diversas figuras políticas de destaque, entre as quais o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), os deputados federais Elmar Nascimento (União-BA) e Paulo Azi (União-BA), além do ex-ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União-MA) e do deputado federal cassado e foragido da Justiça Alexandre Ramagem (PL-RJ).

No documento apresentado à presidência do Senado, Weverton Rocha argumenta que a divulgação de dados e registros fotográficos privados expõe indevidamente autoridades que sequer figuram como investigadas no processo. Para o senador, a veiculação fracionada do material indica uma suposta instrumentalização seletiva do acervo sigiloso retido pelas autoridades judiciais.

O texto do ofício reforça que a exposição pública desses arquivos viola garantias constitucionais basilares, tais como o direito à intimidade, o sigilo dos autos e o princípio da presunção de inocência, condutas que podem configurar o crime de violação de sigilo funcional por parte de quem custodia ou manuseia as provas.

Diante do episódio, o parlamentar formalizou uma série de pedidos para resguardar as prerrogativas do Poder Legislativo:

  • Atuação da Advocacia do Senado: Que o órgão jurídico da Casa acione formalmente o ministro André Mendonça, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) e a Corregedoria-Geral da Polícia Federal para apurar a origem dos vazamentos e punir os responsáveis.
  • Preservação de Provas: Que sejam adotadas medidas para garantir a integridade dos materiais apreendidos sob custódia oficial.
  • Requerimento ao Ministério da Justiça: O envio de solicitação formal de informações à pasta para que informe os procedimentos adotados para coibir vazamentos ilícitos.
  • Defesa Institucional: A notificação da comissão parlamentar competente e da Ouvidoria do Senado Federal para que intervenham no acompanhamento dos fatos em defesa das prerrogativas dos membros do Congresso expostos.

Contexto da investigação e desdobramentos

Weverton Rocha é investigado desde o ano passado no âmbito da Operação Sem Desconto. Em fase recente deflagrada pela Polícia Federal, os investigadores miram uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro relacionada a desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo as investigações da PF, há suspeitas de que uma rede composta por empresas, sociedades patrimoniais e postos de combustíveis tenha sido utilizada para ocultar a origem e movimentar valores decorrentes das fraudes previdenciárias.

Em nota oficial, o advogado Willer Tomaz repudiou veementemente a divulgação do registro fotográfico feito em sua propriedade. Ele ressaltou que a fotografia se refere a um evento estritamente particular, retirado do telefone do senador sem qualquer pertinência com a atividade profissional dos presentes ou com os fatos sob apuração. Tomaz esclareceu ainda que não é investigado por fraudes previdenciárias no inquérito que apura as irregularidades no INSS.

  • Jorge Vieira
  • 10/ago/2026

Campanha ao governo promete ser dura e de muita pancadaria, aponta primeiro debate

O Primeiro debate entre candidatos ao governo do Maranhão, realizado pela TV Band na note de domingo (9), aponta que teremos uma campanha dura, de muita pancadaria e um alvo a ser atingido:  Eduardo Braide (PSD), que mesmo ausente do encontro foi o centro das atenções. Ficou a impressão de que Roberto Rocha (PRTB) vai atuar como linha auxiliar de Orleans Brandão (MDB) na tentativa de desconstituir a imagem de bom gestor do ex-prefeito de São Luís.

Embora muito pouco tenha oferecido aos telespectadores, o primeiro “duelo” entre participantes da corrida ao Palácio dos Leões teve disputa entre candidatos do campo da direita, Orleans Brandão levantado bola paras Roberto Rocha criticar a gestão de Braide, bate-boca entre o esquerdista Saulo Arcangeli (PSTU) e conservador André Luís (Missão) e Felipe Camarão (PT) partindo para cima do governo e se apresentando como o único candidato apoiado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).

Num dos momentos de ânimos elevados, o candidato do Missão, marcou posição ao afirmar ser o único candidato de direita e, olhando para Roberto, que também insistia em afirmar ser o único representante da direita na disputa pelo governo do Maranhão, lembrou que ele foi eleito senador pelo ex-governador Flávio Dino e questionou sua legitimidade em representar o campo direitista. Felipe Camarão também lembrou que Rocha foi eleito pelas mãos de Dino, depois se converteu ao bolsonatismo.

Sempre lembrado que é sobrinho do governador, Orleans deixou transparecer que foi treinado para debate e responder perguntas triviais, mas não esperava que fosse questionados por temas mais profundos, como, por exemplo reajuste fiscal. Ao responder  pergunta de André Luís sobre o tema, o candidato do Palácio dos Leões  falou sobre tudo, fez uma espécie de prestação de contas do governo, só não disse o se pretende cortar gastos do governo para sobrar recursos para investimentos. “Estou indignado com a resposta, ele não sabe o que é reajuste fiscal”, disse o candidatos do Missão.

Entre os candidatos que participaram do debate, Felipe Camarão mostrou que está preparado para governar, caso eleito, em harmonia com o presidente Lula, Roberto Rocha, como todo extremista de ocasião, destilou ódio, não apresentou nada de novo; André Luís se revelou defensor das causas empresariais, Saulo Arcangeli mostrou o velho discurso surrado em defesas dos trabalhadores e Orleans, pelo visto, não foi bem treinado, parecia que havia apenas decorado o que lhe passaram.

Mediado pelo jornalista Napoleão de Castro, o debate da Band Maranhão teve uma rodada inicial de apresentações, três blocos de embates e um de encerramento.

  • Jorge Vieira
  • 7/ago/2026

Senado: investigação da PF afunda candidatura de Weverton Rocha

A corrida ao Senado no Maranhão tem candidato tropeçando nas próprias pernas. A nova etapa da Operação Sem Desconto, que investiga a fraude bilionária contra os aposentados e pensionistas do INSS, colocou o senador Weverton Rocha(PDT) no olho do furacão, causando forte avaria em projeto de renovar o mandato.

Candidato à reeleição numa disputa com vários candidatos competitivos onde ele já não aparecia como favorito a permanecer na Câmara Alta do Congresso, Rocha teve essa semana a Polícia Federal visitando seus parentes em São Luís e em Brasília. A operação, que tem como alvos a esposa, uma filha e duas irmãs, e também um advogado amigo do senador, atinge em cheio e provoca danos em sua carreira política.

O senador, que já teve a PF batendo em sua porta em Brasília em uma das fase da Operação Sem Desconto, tentou se fazer de vítima, alegando ser alvo por ser vice-líder do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva, mas seus argumentos são frágeis e não se sustentam diante do caminhão de provas colhidas pela investigação,

Atingido em cheio na investigação que apura o roubo de ilhares de aposentados e pensionistas que tiveram descontos em seus salários sem autorização, enquanto membros da quadrilha esbanjavam riquezas sem lastro, Weverton corre o risco de encerrar o mandato e ser levado direto para o banco dos réus, onde, diga-se de passagem, são estão membros da organização criminosa.

É impossível imaginar que seus familiares (esposa, filha e irmãs) estejam envolvidos nesta teia, ao ponto de serem alvo de busca de PF, sem que ele nada tivesse a ver com o caso. Sua reação se colocando com vítima de perseguição política para prejudicar sua candidatura não convence, os argumentos são frágeis diante das evidências.

“Apesar de não ter sido diretamente alvo da Operação de hoje, eu sabia que com a minha candidatura ao Senado e com as minhas posições políticas, sofreria ataques e perseguições. Por isso eu não fiquei surpresa com a nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava que eles fossem tão longe, ao envolver aminha família e até apoiadores políticos. Apesar da minha indignação, eu recebo essa operação com a tranquilidade que me é possível, pois nada tenho a esconder. Todas as movimentações mencionadas são frutos de atividades profissionais e empresariais, e foram devidamente declaradas à Receita Federal. Eu quero ressaltar que o Ministério Público Federal foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores. Apesar da dureza desse jogo político, eu quero aqui reafirmar que eu não me renderei e que me manterei firme no propósito lutar pelo Maranhão, trabalhando por você e pelos que mais precisam”, disse o senador em vídeo publicado em rede social.

Rumores, suspeitas, indícios e evidências de que o senador estaria envolvido no escândalos que abalou a estrutura do INSS, agora sob investigação da Polícia Federal, tornam sua candidatura moribunda. Sem dúvida alguma a Operação Sem Desconto foi uma pancada muito forte, capaz de tirá-lo da corrida ao Senado. Weverton foi abatido em pleno voo. A concorrência agradece o trabalho da polícia que está desmontando a organização criminosa.

  • Jorge Vieira
  • 5/ago/2026

Lula abre 8 pontos sobre Flávio Bolsonaro e vence todos os cenários, diz pesquisa

A nova rodada da pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (5), traz uma sequência de resultados positivos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além de alcançar sua maior aprovação nas oito medições realizadas pelo instituto, o petista viu melhorar a avaliação do governo e aparece na liderança de todos os cenários eleitorais testados, tanto no primeiro quanto no segundo turno.

No cenário estimulado, Lula registra 43% das intenções de voto, oito pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 35%. Nas quatro simulações de segundo turno apresentadas, o presidente também derrota todos os adversários.

Melhor aprovação da série

A aprovação de Lula chegou a 48,5%, enquanto a desaprovação ficou em 49%. Outros 2,5% não souberam responder. Considerando a margem de erro, aprovação e desaprovação estão tecnicamente empatadas.

O resultado representa o melhor desempenho do presidente na série histórica da Meio/Ideia. Em julho, Lula era aprovado por 46,5% dos entrevistados. Em maio, quando atingiu seu pior resultado, a aprovação estava em 44%, diante de uma desaprovação de 53%. Desde então, a distância entre os dois indicadores caiu de nove pontos para apenas 0,5 ponto.

A melhora também aparece na avaliação geral do governo. Os entrevistados que consideram a gestão ótima ou boapassaram de 32,5%, em julho, para 36,6% em agosto. Já a parcela que classifica o governo como ruim ou péssimo caiu de 41% para 37%. Outros 24% consideram a administração regular e 2,4% não souberam responder.

É a primeira vez nas oito rodadas da pesquisa que as avaliações positiva e negativa aparecem praticamente empatadas. Em maio, a diferença entre os dois grupos era de quase 15 pontos.

O movimento também foi registrado na avaliação da economia. A parcela que considera o desempenho do governo ótimo ou bom na área avançou de 29% para 34,7% em um mês, enquanto a avaliação ruim ou péssima recuou de 43,5% para 37,6%.

Na educação, a avaliação positiva já supera com folga a negativa: 40,7% classificam o desempenho como ótimo ou bom, ante 29,4% que o consideram ruim ou péssimo. Na saúde, os índices ficaram em 35,4% e 38,7%, respectivamente.

Outro indicador favorável ao presidente é o percentual dos que defendem sua continuidade no Palácio do Planalto. Segundo o levantamento, 48% dizem que Lula merece outro mandato, o maior índice da série. Outros 50,4% responderam que não e 1,6% não soube opinar.

Lula lidera os dois cenários de primeiro turno

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com uma vantagem de 11,4 pontos sobre Flávio Bolsonaro.

Os principais resultados são:

  • Lula (PT): 34,4%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 23%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 2,8%
  • Renan Santos (Missão): 2,5%
  • Romeu Zema (Novo): 1,5%

Jair Bolsonaro, que não aparece entre os candidatos testados na pesquisa estimulada, foi citado espontaneamente por 1%. Outros nomes não chegaram a 1%. Os que não souberam responder somam 27,7%, enquanto votos em branco, nulos ou em nenhum candidato representam 4,5%.

No cenário estimulado, quando os entrevistados recebem uma lista de candidatos, Lula amplia sua votação para 43% e mantém oito pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro.

O resultado completo é:

  • Lula (PT): 43%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 35%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 5,7%
  • Renan Santos (Missão): 4,7%
  • Romeu Zema (Novo): 2,6%
  • Augusto Cury (Avante): 1,7%
  • Cabo Daciolo (Mobiliza): 0,6%
  • Samara Martins (UP): 0,3%
  • Edmilson Costa (PCB): 0,2%
  • Hertz Dias (PSTU): 0,1%
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1%

Votos em branco, nulos ou em nenhum candidato somam 2%, enquanto 4% não souberam responder.

Presidente vence todos os adversários no segundo turno

Lula também lidera as quatro simulações de segundo turno apresentadas pela Meio/Ideia. A disputa mais apertada é contra Flávio Bolsonaro, mas mesmo nesse cenário o presidente aparece 5,5 pontos à frente do senador.

Lula contra Flávio Bolsonaro

  • Lula (PT): 48,5%
  • Flávio Bolsonaro (PL): 43%

Brancos e nulos representam 4%, e 4,5% não souberam responder.

Lula contra Ronaldo Caiado

  • Lula (PT): 48,5%
  • Ronaldo Caiado (PSD): 40%

Brancos e nulos somam 7%, enquanto 4,5% não souberam responder.

Lula contra Romeu Zema

  • Lula (PT): 48,5%
  • Romeu Zema (Novo): 37%

Nesse cenário, 8,5% votariam em branco ou nulo, e 6% não souberam responder.

Lula contra Renan Santos

  • Lula (PT): 48%
  • Renan Santos (Missão): 34,7%

Outros 10,3% escolheriam branco ou nulo, e 6,9% não souberam responder.

As vantagens de Lula variam de 5,5 pontos contra Flávio Bolsonaro a 13,3 pontos contra Renan Santos. Diante de Caiado, a diferença é de 8,5 pontos; contra Zema, chega a 11,5 pontos.

Metodologia

A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores com mais de 16 anos, por telefone, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.

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