Pela terceira vez consecutiva, o município de Urbano Santos foi certificado pelo Selo UNICEF. O prefeito reeleito Clemilton Barros, que é professor por formação, acompanhou o anúncio ao lado de sua equipe e fez um vídeo de comemoração.
“É com grande orgulho que celebramos à conquista do Selo UNICEF Edição 2021-2024 pela terceira vez! Essa vitória é um reflexo do nosso compromisso e trabalho para o futuro das crianças e adolescentes de Urbano Santos. Continuamos investindo e trabalhando para construir uma cidade que ofereça mais oportunidades, proteção e qualidade de vida para todos. Vem comigo para um futuro ainda melhor!”, comemorou em rede social.
O Selo UNICEF é uma comprovação de que Urbano Santos está caminho certo. É um reconhecimento aos avanços das políticas públicas municipais voltadas a crianças e adolescentes, em áreas como educação, saúde e assistência social.
Antes de ser o chefe do Executivo, Clemilton Barros foi o articulador da adesão de Urbano Santos durante a gestão da então perfeita Iracema Vale (2013-2020), hoje presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão. “Somos tricampeões no compromisso com o futuro de nossas crianças”, assinalou Clemilton Barros.
Nesta quarta-feira (6), o deputado estadual Carlos Lula (PSB) comentou o impacto da eleição de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos para o campo progressista no Brasil. Para o parlamentar, o resultado reforça a necessidade de redirecionar o foco para a classe trabalhadora, cujas demandas muitas vezes ficam à margem dos programas sociais existentes.
“A classe média baixa, composta por famílias que ganham acima de dois salários mínimos e não têm acesso ao Bolsa Família ou a outros benefícios sociais, recebe do Estado brasileiro apenas uma alta carga tributária, serviços públicos deficientes e insegurança nas ruas”, afirmou.
Carlos Lula observou que o ressentimento da classe trabalhadora norte-americana em relação ao sistema político e seus representantes foi um dos fatores determinantes para o retorno de Trump ao poder. Segundo ele, essa insatisfação reflete a necessidade de um discurso que realmente atenda às preocupações diárias da população e que vá além dos discursos voltados para a academia.
“As preocupações reais dos brasileiros precisam ser abordadas de forma direta. O que a eleição dos EUA pode ensinar ao Brasil é a importância de sair da bolha universitária e reconectar-se com a vida das pessoas comuns. É preciso olhar para os problemas que se encontram no ponto de ônibus, no cotidiano de quem trabalha e enfrenta dificuldades. Temos que falar não só com quem leciona nas universidades, mas principalmente com aqueles que limpam essas universidades e vivem a realidade dura do dia a dia,” pontuou o deputado.
O parlamentar ressaltou a necessidade de o campo progressista brasileiro repensar suas estratégias e se reaproximar dos anseios populares para não repetir os erros vistos no cenário internacional.
Felipe Camarão (PT) voltou animado de Brasília após reunião com a presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann. O encontro, que contou com a presença do deputado federal Rubens Junior (PT), foi considerado bastante proveitoso pelo vice-governador, principal nome na linha de sucessão do governador Carlos Brandão (PSB).
Eu e o dep. Federal Rubens Pereira Junior tivemos uma reunião proveitosa com a presidente do PT, Gleisi. Conversamos sobre o Partido, o PED e o papel do PT no Maranhão em 2026, com prioridade absoluta para a reeleição do presidente Lula”, disse Camarão em rede social.
Camarão não disse, no entanto, se no encontro que teve coma a mandatária do partido de Lula entrou na pauta a sucessão no Maranhão, onde ele, na condição de vice será o candidato natural caso Brandão resolva se desincompatibilizar para concorrer ao Senado, como normalmente acontece em todo final de mandato de governador, diante da crise quer se abateu sobre a aliança governista.
Nos bastidores da eleição de 2026 são forte as especulações sobre o futuro político do governador, inclusive que ele estaria disposto a permanecer no cargo até o último dia do mandato para tentar eleger o sucessor de sua preferência; mas há quem aposte que ele sairá para concorrer ao Senado.
Enquanto Brandão não se decide, Felipe Camarão vive a expectativa de ser o candidato do grupo e torce para que os lideres da aliança que chegou ao poder em 2018 volte a se entender.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o presidente eleito dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump pela vitória no pleito realizado nessa terça-feira (5), quando se saiu vitorioso diante da democrata Kamala Harris. Ao defender o respeito ao resultado eleitoral, o presidente brasileiro desejou sorte e sucesso ao futuro governante dos EUA.

“Meus parabéns ao presidente Donald Trump pela vitória eleitoral e retorno à presidência dos Estados Unidos. A democracia é a voz do povo e ela deve ser sempre respeitada. O mundo precisa de diálogo e trabalho conjunto para termos mais paz, desenvolvimento e prosperidade. Desejo sorte e sucesso ao novo governo”, disse Lula por meio das redes sociais.
Recentemente, Lula havia manifestado preferência pela candidata Kamala Harris. Segundo ele, uma vitória da candidata democrata resultaria em fortalecimento da democracia.
Em sessão extraordinária nesta terça-feira (5), a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Maranhão – tendo em vista o Projeto de Resolução Legislativa nº 109/2024, que foi aprovado nos seus turnos regimentais na quarta-feira (30) -, promulgou a Resolução Legislativa nº 1.300/2024, que trata da eleição da Mesa Diretora do Poder Legislativo Estadual.
Na prática, o texto da Resolução Legislativa nº 1.300/2024 altera os artigos 7º e 8 º da Resolução Legislativa nº 449, datada de 24 de junho de 2004, Regimento Interno da Alema, e dá outras providências.
O artigo 7º da nova norma aprovada estabelece que, a partir do dia 1º de novembro do segundo ano da Legislatura, pode ser realizada Sessão Preparatória para a eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, mediante voto secreto. O texto também reforça que os membros eleitos tomarão posse no dia 1º de fevereiro do terceiro ano da Legislatura, em data e horário definidos por Ato da Presidência, com antecedência de 48 horas da realização do pleito.
Já o artigo 8º dispõe que a eleição dos membros da Mesa ocorrerá em votação por escrutínio secreto, exigida a maioria absoluta de votos em primeiro turno e maioria simples em segundo turno, presentes a maioria absoluta dos deputados, observadas as formalidades e exigências dispostas no referido artigo.
O que já era especulado nos bastidores da política local, o ministro do Esporte e presidente estadual do PP, deputado federal licenciado André Fufuca, deixou claro em entrevista à Rádio Mirante News nesta segunda-feira (4): constrói sua candidatura ao Senado em 2026, quando estará em disputa as duas cadeira ocupadas atualmente pelos senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSD).
“Eu acredito muito que a vontade de Deus sempre será feita, então eu deixo na mão de Deus. Porém, a construção de um projeto depende da gente, eu trabalho muito para que a gente possa construir um projeto majoritário dentro do Progressistas. Se for da vontade de Deus que seja feita, se for da vontade dos nossos amigos, dos nossos aliados, das pessoas que caminham conosco, que seja feita essa vontade”.
A declaração do ministro jogou luz sobre a construção do projeto majoritário do PP para 2026, que vem sendo trabalhado com competência interna e externamente. Internamente seus aliados apoiam as articulações do líder maior do PP no estado e seguem fielmente seus passos, a exemplo dos 30 prefeitos eleitos pelo partido que, seguindo sua orientação, declararam apoio ao prefeito eleito de Bacabal, deputado estadual Roberto Costa (MDB) para presidência da Famem (Federação dos Municípios do Maranhão).
Com a clara sinalização do ministro de que pretende disputar o Senado não está descartada a possibilidade de uma dobradinha com o governador Carlos Brandão (PSB), caso o chefe do Executivo estadual resolva entregar o governo para o vice Felipe Camarão (PT) tentar a reeleição. Até o momento, Brandão não anunciou se pretende ficar até a conclusão do mandato para tentar eleger um sucessor de sua preferência ou concorrerá ao Senado sendo o nome mais forte.
Como o partido de André Fufuca pertence a base de sustentação do governo estadual e a boa relação que tem com o governador nada impede que eles estejam juntos na corrida ao Senado, que promete ser renhida, se não a mais difícil por conta dos dois senadores que estão no exercício do mandato e que vão tentar a reeleição, Eliziane Gama e Weverton Rocha.
Eliziane faz um mandato brilhante, merecedor de elogios até do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e tenta viabilizar sua candidatura à presidência do Senado e do Congresso Nacional, mas jogo político local, sem a presença de Flávio Dino, hoje ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), terá muita dificuldade em manter o mandato, segundo avaliam analistas atentos as movimentações nos bastidores.
Já o senador Weverton Rocha, que teria preferência do presidente Lula saiu muito enfraquecido da eleição municipal, seu partido conseguiu eleger apenas dezenove prefeitos num estado com 217 municípios também estaria seriamente ameaçado de perder o mandato, resta saber se ele terá força para reverter o quadro após perder municípios importantes, a exemplo de Timon, Balsas e Pinheiro.
Muita água ainda vai rolar por debaixo dessa ponte, mas uma coisa é certa: uma dobradinha Brandão/Fufuca é um séria ameaça aos mandatos de Weverton e Eliziane.
Após quase dois anos e meio de investigações, a Polícia Federal (PF) concluiu, na última sexta-feira (1º), o inquérito sobre os assassinatos do indigenista Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips.

“A investigação confirmou que os assassinatos foram em decorrência das atividades fiscalizatórias promovidas por Bruno Pereira na região. A vítima atuava em defesa da preservação ambiental e na garantia dos direitos indígenas”, diz nota.
Pereira e Phillips foram mortos a tiros em 5 de junho de 2022, em Atalaia do Norte, no Amazonas, quando visitavam comunidades próximas à Terra Indígena Vale do Javari, a segunda maior área do país destinada ao usufruto exclusivo indígena e que abriga a maior concentração de povos isolados em todo o mundo.
No relatório final sobre a apuração, a PF manteve o indiciamento de nove investigados. Ou seja, o órgão ofereceu denúncia ao Ministério Público Federal (MPF) de nove pessoas contra as quais assegura ter reunido provas suficientes para acusá-las de participar do duplo homicídio. O MPF pode pedir o arquivamento, caso entenda não haver elementos probatórios contra os investigados, ou denunciá-los à Justiça Federal, transformando-os em réus.
Entre os indiciados está Ruben Dario da Silva Villar, apontado como mandante do crime. Sem citar nomes, a PF informou que os outros oito indiciados tiveram papéis na execução dos homicídios e na ocultação dos cadáveres das vítimas.
A reportagem ainda não conseguiu contato com a defesa de Villar, que já tinha sido indiciado pelo mesmo motivo em janeiro de 2023, quando a PF divulgou que tinha identificado [] a maioria das pessoas envolvidas no assassinato.
“Temos provas de que ele [Colômbia] fornecia munições para o Jefferson e o Amarildo, as mesmas encontradas no caso”, disse, na época, o então superintendente regional da PF no Amazonas, Alexandre Fontes, afirmando que Villar também pagou as despesas iniciais com a defesa de Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, primeiro suspeito a ser preso, em 7 de junho de 2022.
Colaborador de publicações jornalísticas prestigiadas, como os jornais britânico The Guardian e os estado-unidenses The New York Times e Washington Post, Dom Phillips, 57 anos, viajou à região com o propósito de entrevistar lideranças indígenas e ribeirinhos para um novo livro-reportagem sobre a Amazônia que planejava escrever.
Embora falasse português fluentemente e já tivesse visitado a região outras vezes, Phillips viajava na companhia de Pereira por este ser um experiente indigenista Pereira. Com 41 anos de idade, estava licenciado da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) desde fevereiro de 2020, por questões políticas, e atuava como consultor técnico da organização não governamental União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja).
Os agentes da PF responsáveis pela apuração do crime concluíram que Pereira e Phillips foram mortos em decorrência do trabalho do indigenista. Mesmo licenciado da Funai, Pereira continuou contrariando interesses de grupos que ameaçam o bem-estar e a integridade de parte da população local. Na Univaja, auxiliava na implementação de projetos para permitir às comunidades tradicionais proteger seus territórios e os recursos naturais neles existentes.
“A vítima atuava em defesa da preservação ambiental e na garantia dos direitos indígenas”, destacou a PF, na nota que divulgou hoje – e na qual reforça que segue monitorando os riscos aos habitantes da região do Vale do Javari e que continua investigando ameaças contra indígenas que vivem na mesma região onde Pereira e Phillips foram mortos. (Agência Brasil)