247 – O senador Weverton Rocha (PDT-MA) encaminhou um ofício à Mesa Diretora do Senado Federal cobrando medidas rigorosas contra o vazamento de materiais extraídos de seu celular funcional, apreendido em dezembro do ano passado, relata Lauro Jardim, do jornal O Globo. O documento foi endereçado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), após a divulgação de uma fotografia pessoal gravada no aparelho do parlamentar.
A imagem que motivou a reação do parlamentar registra um encontro social realizado em abril de 2023, na área da piscina do rancho do advogado Willer Tomaz. Além de Weverton, aparecem na foto diversas figuras políticas de destaque, entre as quais o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), os deputados federais Elmar Nascimento (União-BA) e Paulo Azi (União-BA), além do ex-ministro das Comunicações, Juscelino Filho (União-MA) e do deputado federal cassado e foragido da Justiça Alexandre Ramagem (PL-RJ).
No documento apresentado à presidência do Senado, Weverton Rocha argumenta que a divulgação de dados e registros fotográficos privados expõe indevidamente autoridades que sequer figuram como investigadas no processo. Para o senador, a veiculação fracionada do material indica uma suposta instrumentalização seletiva do acervo sigiloso retido pelas autoridades judiciais.
O texto do ofício reforça que a exposição pública desses arquivos viola garantias constitucionais basilares, tais como o direito à intimidade, o sigilo dos autos e o princípio da presunção de inocência, condutas que podem configurar o crime de violação de sigilo funcional por parte de quem custodia ou manuseia as provas.
Diante do episódio, o parlamentar formalizou uma série de pedidos para resguardar as prerrogativas do Poder Legislativo:
Contexto da investigação e desdobramentos
Weverton Rocha é investigado desde o ano passado no âmbito da Operação Sem Desconto. Em fase recente deflagrada pela Polícia Federal, os investigadores miram uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro relacionada a desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Segundo as investigações da PF, há suspeitas de que uma rede composta por empresas, sociedades patrimoniais e postos de combustíveis tenha sido utilizada para ocultar a origem e movimentar valores decorrentes das fraudes previdenciárias.
Em nota oficial, o advogado Willer Tomaz repudiou veementemente a divulgação do registro fotográfico feito em sua propriedade. Ele ressaltou que a fotografia se refere a um evento estritamente particular, retirado do telefone do senador sem qualquer pertinência com a atividade profissional dos presentes ou com os fatos sob apuração. Tomaz esclareceu ainda que não é investigado por fraudes previdenciárias no inquérito que apura as irregularidades no INSS.
O Primeiro debate entre candidatos ao governo do Maranhão, realizado pela TV Band na note de domingo (9), aponta que teremos uma campanha dura, de muita pancadaria e um alvo a ser atingido: Eduardo Braide (PSD), que mesmo ausente do encontro foi o centro das atenções. Ficou a impressão de que Roberto Rocha (PRTB) vai atuar como linha auxiliar de Orleans Brandão (MDB) na tentativa de desconstituir a imagem de bom gestor do ex-prefeito de São Luís.
Embora muito pouco tenha oferecido aos telespectadores, o primeiro “duelo” entre participantes da corrida ao Palácio dos Leões teve disputa entre candidatos do campo da direita, Orleans Brandão levantado bola paras Roberto Rocha criticar a gestão de Braide, bate-boca entre o esquerdista Saulo Arcangeli (PSTU) e conservador André Luís (Missão) e Felipe Camarão (PT) partindo para cima do governo e se apresentando como o único candidato apoiado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT).
Num dos momentos de ânimos elevados, o candidato do Missão, marcou posição ao afirmar ser o único candidato de direita e, olhando para Roberto, que também insistia em afirmar ser o único representante da direita na disputa pelo governo do Maranhão, lembrou que ele foi eleito senador pelo ex-governador Flávio Dino e questionou sua legitimidade em representar o campo direitista. Felipe Camarão também lembrou que Rocha foi eleito pelas mãos de Dino, depois se converteu ao bolsonatismo.
Sempre lembrado que é sobrinho do governador, Orleans deixou transparecer que foi treinado para debate e responder perguntas triviais, mas não esperava que fosse questionados por temas mais profundos, como, por exemplo reajuste fiscal. Ao responder pergunta de André Luís sobre o tema, o candidato do Palácio dos Leões falou sobre tudo, fez uma espécie de prestação de contas do governo, só não disse o se pretende cortar gastos do governo para sobrar recursos para investimentos. “Estou indignado com a resposta, ele não sabe o que é reajuste fiscal”, disse o candidatos do Missão.
Entre os candidatos que participaram do debate, Felipe Camarão mostrou que está preparado para governar, caso eleito, em harmonia com o presidente Lula, Roberto Rocha, como todo extremista de ocasião, destilou ódio, não apresentou nada de novo; André Luís se revelou defensor das causas empresariais, Saulo Arcangeli mostrou o velho discurso surrado em defesas dos trabalhadores e Orleans, pelo visto, não foi bem treinado, parecia que havia apenas decorado o que lhe passaram.
Mediado pelo jornalista Napoleão de Castro, o debate da Band Maranhão teve uma rodada inicial de apresentações, três blocos de embates e um de encerramento.
A corrida ao Senado no Maranhão tem candidato tropeçando nas próprias pernas. A nova etapa da Operação Sem Desconto, que investiga a fraude bilionária contra os aposentados e pensionistas do INSS, colocou o senador Weverton Rocha(PDT) no olho do furacão, causando forte avaria em projeto de renovar o mandato.
Candidato à reeleição numa disputa com vários candidatos competitivos onde ele já não aparecia como favorito a permanecer na Câmara Alta do Congresso, Rocha teve essa semana a Polícia Federal visitando seus parentes em São Luís e em Brasília. A operação, que tem como alvos a esposa, uma filha e duas irmãs, e também um advogado amigo do senador, atinge em cheio e provoca danos em sua carreira política.
O senador, que já teve a PF batendo em sua porta em Brasília em uma das fase da Operação Sem Desconto, tentou se fazer de vítima, alegando ser alvo por ser vice-líder do governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva, mas seus argumentos são frágeis e não se sustentam diante do caminhão de provas colhidas pela investigação,
Atingido em cheio na investigação que apura o roubo de ilhares de aposentados e pensionistas que tiveram descontos em seus salários sem autorização, enquanto membros da quadrilha esbanjavam riquezas sem lastro, Weverton corre o risco de encerrar o mandato e ser levado direto para o banco dos réus, onde, diga-se de passagem, são estão membros da organização criminosa.
É impossível imaginar que seus familiares (esposa, filha e irmãs) estejam envolvidos nesta teia, ao ponto de serem alvo de busca de PF, sem que ele nada tivesse a ver com o caso. Sua reação se colocando com vítima de perseguição política para prejudicar sua candidatura não convence, os argumentos são frágeis diante das evidências.
“Apesar de não ter sido diretamente alvo da Operação de hoje, eu sabia que com a minha candidatura ao Senado e com as minhas posições políticas, sofreria ataques e perseguições. Por isso eu não fiquei surpresa com a nova operação da Polícia Federal. Eu só não esperava que eles fossem tão longe, ao envolver aminha família e até apoiadores políticos. Apesar da minha indignação, eu recebo essa operação com a tranquilidade que me é possível, pois nada tenho a esconder. Todas as movimentações mencionadas são frutos de atividades profissionais e empresariais, e foram devidamente declaradas à Receita Federal. Eu quero ressaltar que o Ministério Público Federal foi novamente contra a busca e apreensão contra meus familiares e apoiadores. Apesar da dureza desse jogo político, eu quero aqui reafirmar que eu não me renderei e que me manterei firme no propósito lutar pelo Maranhão, trabalhando por você e pelos que mais precisam”, disse o senador em vídeo publicado em rede social.
Rumores, suspeitas, indícios e evidências de que o senador estaria envolvido no escândalos que abalou a estrutura do INSS, agora sob investigação da Polícia Federal, tornam sua candidatura moribunda. Sem dúvida alguma a Operação Sem Desconto foi uma pancada muito forte, capaz de tirá-lo da corrida ao Senado. Weverton foi abatido em pleno voo. A concorrência agradece o trabalho da polícia que está desmontando a organização criminosa.
A nova rodada da pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (5), traz uma sequência de resultados positivos para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além de alcançar sua maior aprovação nas oito medições realizadas pelo instituto, o petista viu melhorar a avaliação do governo e aparece na liderança de todos os cenários eleitorais testados, tanto no primeiro quanto no segundo turno.
No cenário estimulado, Lula registra 43% das intenções de voto, oito pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 35%. Nas quatro simulações de segundo turno apresentadas, o presidente também derrota todos os adversários.
Melhor aprovação da série
A aprovação de Lula chegou a 48,5%, enquanto a desaprovação ficou em 49%. Outros 2,5% não souberam responder. Considerando a margem de erro, aprovação e desaprovação estão tecnicamente empatadas.
O resultado representa o melhor desempenho do presidente na série histórica da Meio/Ideia. Em julho, Lula era aprovado por 46,5% dos entrevistados. Em maio, quando atingiu seu pior resultado, a aprovação estava em 44%, diante de uma desaprovação de 53%. Desde então, a distância entre os dois indicadores caiu de nove pontos para apenas 0,5 ponto.
A melhora também aparece na avaliação geral do governo. Os entrevistados que consideram a gestão ótima ou boapassaram de 32,5%, em julho, para 36,6% em agosto. Já a parcela que classifica o governo como ruim ou péssimo caiu de 41% para 37%. Outros 24% consideram a administração regular e 2,4% não souberam responder.
É a primeira vez nas oito rodadas da pesquisa que as avaliações positiva e negativa aparecem praticamente empatadas. Em maio, a diferença entre os dois grupos era de quase 15 pontos.
O movimento também foi registrado na avaliação da economia. A parcela que considera o desempenho do governo ótimo ou bom na área avançou de 29% para 34,7% em um mês, enquanto a avaliação ruim ou péssima recuou de 43,5% para 37,6%.
Na educação, a avaliação positiva já supera com folga a negativa: 40,7% classificam o desempenho como ótimo ou bom, ante 29,4% que o consideram ruim ou péssimo. Na saúde, os índices ficaram em 35,4% e 38,7%, respectivamente.
Outro indicador favorável ao presidente é o percentual dos que defendem sua continuidade no Palácio do Planalto. Segundo o levantamento, 48% dizem que Lula merece outro mandato, o maior índice da série. Outros 50,4% responderam que não e 1,6% não soube opinar.
Lula lidera os dois cenários de primeiro turno
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com uma vantagem de 11,4 pontos sobre Flávio Bolsonaro.
Os principais resultados são:
Jair Bolsonaro, que não aparece entre os candidatos testados na pesquisa estimulada, foi citado espontaneamente por 1%. Outros nomes não chegaram a 1%. Os que não souberam responder somam 27,7%, enquanto votos em branco, nulos ou em nenhum candidato representam 4,5%.
No cenário estimulado, quando os entrevistados recebem uma lista de candidatos, Lula amplia sua votação para 43% e mantém oito pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro.
O resultado completo é:
Votos em branco, nulos ou em nenhum candidato somam 2%, enquanto 4% não souberam responder.
Presidente vence todos os adversários no segundo turno
Lula também lidera as quatro simulações de segundo turno apresentadas pela Meio/Ideia. A disputa mais apertada é contra Flávio Bolsonaro, mas mesmo nesse cenário o presidente aparece 5,5 pontos à frente do senador.
Lula contra Flávio Bolsonaro
Brancos e nulos representam 4%, e 4,5% não souberam responder.
Lula contra Ronaldo Caiado
Brancos e nulos somam 7%, enquanto 4,5% não souberam responder.
Lula contra Romeu Zema
Nesse cenário, 8,5% votariam em branco ou nulo, e 6% não souberam responder.
Lula contra Renan Santos
Outros 10,3% escolheriam branco ou nulo, e 6,9% não souberam responder.
As vantagens de Lula variam de 5,5 pontos contra Flávio Bolsonaro a 13,3 pontos contra Renan Santos. Diante de Caiado, a diferença é de 8,5 pontos; contra Zema, chega a 11,5 pontos.
Metodologia
A pesquisa Meio/Ideia ouviu 1.500 eleitores com mais de 16 anos, por telefone, entre os dias 31 de julho e 3 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%.
O Partido Socialista Brasileiro (PSB) realizou, nesta terça-feira (4), sua Convenção Estadual, homologando os nomes que disputarão as eleições de 2026. Entre eles, o deputado estadual Othelino Neto foi oficialmente confirmado como candidato a deputado federal.
O ato político reuniu lideranças, militantes e candidatos no Auditório Fernando Falcão, na Assembleia Legislativa. A convenção também contou com a presença do candidato do PT ao Governo do Maranhão, Felipe Camarão, reafirmando a aliança entre as duas siglas na disputa eleitoral.
Em seu discurso, Othelino fez críticas ao governo Carlos Brandão e afirmou que a atual gestão desrespeita a legislação eleitoral. “Neste governo Brandão, tudo é possível, sobretudo aquilo que não é permitido pela lei.”
O parlamentar também destacou que a chapa do PSB foi construída com diversidade de lideranças e representantes de várias regiões do estado. “A nossa chapa é plural. Ela tem as mais diversas vozes, das mais diversas regiões.”
Ao falar sobre a nominata de candidatos a deputado federal, Othelino rebateu as avaliações de que o partido teria dificuldades para montar uma chapa competitiva.“Diziam que a nossa nominata não ia para frente, que não ia formar chapa. Pode até não ser a chapa que tenha mais votos, mas nós somos a chapa com mais harmonia, com mais empolgação.”
Demonstrando confiança no desempenho eleitoral do PSB, o deputado projetou o resultado da legenda nas urnas. “Tenham certeza de que nós vamos ser uma grande surpresa nessa eleição. O PSB elegerá dois deputados federais para representar o povo do Maranhão no Congresso Nacional.”
Othelino também reforçou o apoio à candidatura de Felipe Camarão ao Governo do Maranhão e do presidente da Câmara de Caxias, Ricardo Rodrigues, à vice-governadoria, defendendo um projeto baseado no diálogo e no respeito às diferenças.
“Aqui não tem coronel. Coronel é do lado de lá. Aqui tem gente, aqui tem políticos sérios, aqui tem gente que respeita a diferença.”
Além de homologar Othelino Neto para a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, a convenção confirmou os demais candidatos do PSB aos cargos de deputado federal e deputado estadual.
A investigação da Polícia Federal (PF) que deu origem a uma nova fase da Operação Sem Desconto aponta que Samya Rocha, esposa do senador Weverton Rocha (PDT), recebeu mais de R$ 11 milhões de empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz. Nesta terça-feira (4), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão contra familiares do parlamentar e contra o próprio advogado, após autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ação apura um esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), informa o jornal O Globo.
No entanto, ao aprofundar a análise do material, os investigadores da Polícia Federal relataram ter identificado uma estrutura mais ampla e complexa de movimentação de recursos e patrimônio. Em tese, essa rede teria sido utilizada com o objetivo de ocultar a origem e a propriedade dos valores transacionados.
A representação da PF detalha que, além dos repasses que ultrapassam R$ 11 milhões efetuados por empresas vinculadas a Willer Tomaz para a esposa do senador, foram mapeadas transferências entre pessoas jurídicas, pagamentos realizados em espécie, aquisição de bens registrados em nome de terceiros e expressivos investimentos em imóveis, veículos, aeronaves, propriedades rurais e empresas de radiodifusão.
Ao resumir a tese apresentada pelos investigadores, o ministro André Mendonça destacou que Weverton Rocha exercia um papel central na organização. Conforme os autos, o senador tinha como atribuições formular demandas, indicar os beneficiários dos recursos, cobrar a efetivação de pagamentos, acompanhar o fluxo de repasses, tratar diretamente da aquisição de imóveis, orientar providências operacionais e interferir em decisões relativas ao patrimônio do grupo.
Por sua vez, o advogado Willer Tomaz é descrito pela Polícia Federal como o operador encarregado de prover a sustentação financeira e patrimonial utilizada no esquema. Conforme a fundamentação da decisão do STF, a rede associada a Tomaz atuaria como um “hub financeiro, patrimonial e logístico”. Esse núcleo reunia um conglomerado de empresas, imóveis, aeronaves, operadores financeiros e outros ativos colocados à disposição dos beneficiários apurados, incluindo o senador maranhense.
Entre os episódios citados no processo, a PF destaca uma ocasião em que Weverton Rocha cobrou expressamente o repasse de R$ 500 mil de uma operadora financeira ligada à estrutura. Em resposta ao parlamentar, a interlocutora afirmou que consultaria a situação com Willer Tomaz e observou que a transferência entre empresas representava o caminho mais ágil para efetivar a transação. Poucas horas após o diálogo, a operadora confirmou ao senador que o montante havia sido depositado na conta bancária de sua esposa, Samya Rocha.
Em nota oficial, o advogado Willer Tomaz rebateu as suspeitas e sustentou que “não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal”.
A defesa do advogado ressaltou que a ação policial “decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público”.
“A disponibilização da aeronave teve caráter pessoal e amistoso, sem qualquer relação com os fatos investigados. O advogado reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação”, concluiu a nota.
O senador Weverton Rocha (PDT), suspeito de envolvimento na fraude que lesou milhares de aposentados e pensionistas do INSS, amanheceu nesta terça-feira (04) com a Polícia Federal batendo na porta seus parentes. Ele é um dos principais alvo na nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga o maior escândalo de desvio de recursos público.
A Operação Sem Desconto apura a suposta prática de crime de lavagem de dinheiro no âmbito das investigações sobre fraudes relacionadas a descontos em benefícios do INSS. Entre os alvos, além de Weverton Rocha, está o advogado amigo dele Willer Tomaz.
Ao todo, policiais federais cumprem 18 mandados de busca e apreensão expedido pelo Supremo Tribunal Federal no Distrito Federal e no Maranhão.
Segundo a Polícia Federal, as investigações avançaram após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam sido realizadas com o uso de pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com dinheiro em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.
As diligências desta fase buscam reunir documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a origem e o destino de valores movimentados, a finalidade dos repasses e a participação individual de cada investigado.
A Operação Sem Desconto apura um suposto esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários. Nesta etapa, a investigação concentra esforços na apuração de possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas aos fatos já investigados.