Autorizado por despacho presidencial publicado no Diário Oficial da União, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, se afastará do cargo no período compreendido entre 15 e 19 de julho “para tratar de assuntos particulares”.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública, no entanto, tratou de explicar, através de sua assessoria, que o afastamento do ministro se trata de uma licença não remunerada prevista em lei e que nada tem a ver com a revelações do Intercept Brasil.
“Por ter começado a trabalhar em janeiro, o ministro não tem ainda direito a gozar férias. Então está tirando uma licença não remunerada, com base na Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990 (Art. 81. Conceder-se-á ao servidor licença, VI – para tratar de interesses particulares)”, informou a assessoria do ministério.
Apesar das explicações da assessoria do ministro, é fato que a licença ocorre justamente no momento em que Moro está sob fogo cruzado por conta das mensagens reveladas em que ele orienta o Ministério Público a conseguir provas para condenar o ex-presidente Lula.
O site 247 levanta a suspeita de que a licença, coincidentemente, ocorre após o site O Antagonista (de direita) anunciar que a PF estaria preparando para prisões relacionadas ao escândalo da Vaza Jato, ou seja do Intercept Brasil.
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