
Não sei se os organizadores do Carnaval de Todos, quando decidiram apoiar o Bloco do Baleiro, tinham a consciência do impacto que ele teria na cena cultural maranhense. Abriu-se a partir desta Terça Gorda de 2017 uma avenida para reconstrução do Carnaval ludovicense.
Temos de assumir primeiramente que nossa tradição carnavalesca sempre andou ali meio encabulada, à sombra da festa maior de nosso estado, o São João.
Mas o que se viu na Beira Mar este ano dá esperanças de arquitetação de um Carnaval genuinamente maranhense.
Primeiro, porque em plena crise que assola o país, o Centro da cidade foi tomado por foliões dispostos a comemorar.
Segundo porque a atração em pauta já é velha conhecida dos maranhenses. Nenhuma atração inédita importada de outros estados, como já se tentou há outros Carnavais. Nem bem carnavalesca a atração era.
Mas eis que o encontro de Zeca Baleiro com a praça gerou uma explosão inédita de gente por todo canto de nosso Centro.
Recife construiu a exploração turística do Carnaval com um modelo parecido, levando consagrados artistas pernambucanos às ruas, para shows gratuitos. O resultado é que conseguiu em pouco mais de 20 anos, construir um espaço no roteiros de Carnavais do Brasil entre as super consolidadas Rio e Salvador. Que São Luís saiba, a seu modo e a seu tempo, também construir seu espaço.
Tava São Luís inteira no Bloco do Baleiro. Foi maravilhoso! Fechou o carnaval com chave de ouro.
Foi muito bom. eu adorei!
Foi uma bela iniciativa! apesar da chuva foi maravilhoso!