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A farsa Reis Pacheco teve Sarney como mentor

Li
no blog do Marcos D’eça uma tentativa desesperada de desvirtuar o maior
escândalo da política eleitoral do Maranhão: o famigerado caso Reis Pacheco. D’eça
ainda estava na fralda quando e, certamente por isso, se esqueceu de informar
que quem fez a denúncia, com a ar de indignado, foi o próprio senador José
Sarney, na reta final da campanha, no Jornal da Manhã, da TV Mirante, de sua
propriedade.

Ao
contrário do que o blogueiro afirma, Cafeteira aumentou a diferença para Roseana
Sarney na reta final da campanha e todos davam como certa sua eleição quando José
Sarney o acusou de ter sequestrado, matado e ocultado o cadáver do mecânico da
Companhia Vale do Rio Doce, Raimundo dos Reis Pacheco, que havia se envolvido
num acidente automobilístico em que faleceu o vereador Hilton Rodrigues, sogro de
Cafeteira.

Posso
afirmar, pois fui o assessor de imprensa daquela campanha da oposição, que toda
farsa foi praticada pelo senador José Sarney, com ajuda do advogado Miguel
Cavalcante Neto, o popular “Braço de Judas”, que registrou num cartório de
Fortaleza que um tal Anacleto dos Reis Pacheco (figura fictícia), suposto irmão
da suposta vítima, teria acusado o senador Cafeteira de ter sequestrado, matado
e  ocultado o cadáver de Reis Pacheco.

Foi
com esse registro forjado que Sarney foi para a televisão, ele em pessoa,
denunciar que o Maranhão não poderia ser governado por um “assassino”. A partir
daí, o jornal o Estado do Maranhão, a TV Mirante, a Rádio Mirante e todas as
emissoras do interior do Maranhão ligadas à oligarquia Sarney passaram a
repetir a mentira.

O
estrago foi grande. Como não havia internet, os únicos meios de comunicação
eram rádio, jornal, televisão e a lei era branda, correram para desmontar a
farsa. Raimundo Reis Pacheco foi localizado no interior do Pará e o então
presidente do Sindicato dos Ferroviário, Miguelzinho, levou uma equipe de TV
para gravar seu pronunciamento avisando que tudo era mentira e que estava vivo.

O
depoimento de Reis Pacheco chegou a tempo de ser exibido no último programa do
horário eleitoral, mas para a decepção geral, a TV Mirante cortou o link que
permitiria o interior do Maranhão tomar conhecimento da verdade. Com a atitude
rasteira da Mirante, o programa foi assistido apenas pelos eleitores de São
Luís. Ainda assim Roseana perdeu a eleição, coube ao TRE-MA a tarefa de
transferir 100 mil votos em braço para ela, o que lhe deu uma vantagem sobre
Cafeteira de apenas 18 mil votos.

O
radialista Roberto Fernandes, hoje âncora da Mirante, com certeza, lembra
daquela tarde de 1994 em que comentava a eleição na Rádio Educadora, quando o
deputado Sarney Filho, bêbado, invadiu o estúdio para anunciar que Roseana
havia vencido por 18 mil votos de diferença, antes mesmo do Tribunal Eleitoral
anunciar o resultado da votação. Posteriormente o então senador Alexandre Costa
confessou a Cafeteira que ele havia ganhado o pleito com 79 mil votos de
diferença.

Cafeteira,
talvez a maior vítima das maldades do Sarney, está vivinho e poderia dar uma
grande contribuição para população maranhense, antes de se aposentar da vida
pública, dando seu testemunho sobre este episódio que já se passaram 20 anos,
mas que continua vivo na memória de quem viveu aquele período. Deveria falar
também sobre o “Granville”, em que foi acusado, de forma covarde, de ter transportado
para o Rio de Janeiro US$ 1 milhão através de uma transportadora de
valores.    

Tudo
mentira, mas que acabou enganando os incautos.

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