31/07/2014

Blog do Gilberto Lima

As afirmações abaixo são do senador João Alberto (PMDB) em recente reunião com sindicalistas na sede da Fetiema retiradas de áudio postado pelo jornalista Gilberto Lima em seu blog. Um dos braços mais truculentos da oligarquia Sarney, João Alberto admite participação no protesto feito por cooperativados que levaram caixão para frente da prefeitura de São Luís. Leia e depois ouça o senador peemedebista insuflando novos protestos contra  o prefeito Edivaldo Júnior.

"À distância participei do movimento de vocês na porta da prefeitura. Passei várias noites lá. Geralmente, eu voltava para dentro do meu carro e seguia”.

... “Tinha algumas coisas que nós arquitetamos e não tivemos condições de fazer. Não tivemos condições de fazer porque não tinha gente. Se tivesse gente o movimento teria sido diferente”.

... “Naquele momento, era necessário que se tivesse na porta da Prefeitura, no mínimo, 500 pessoas, pai, filho, a mulher”...


Na sede do PCdoB, partidos aliados de Dilma e Flávio Dino se encontram para definir estratégias da campanha petista no Maranhão.
Na sede do PCdoB, partidos aliados de Dilma e Flávio Dino se encontram para definir estratégias da campanha petista no Maranhão.
Berenice Gomes e Augusto Lobato – os dois coordenadores da campanha de Dilma Rousseff no Maranhão – acabam de sair de uma reunião com os representantes da coligação de Flávio Dino que fazem parte da base aliada ao PT nacionalmente.
A garantia dada pelos dois coordenadores é de “diálogo constante e respeito” aos partidos que fazem parte do palanque nacional que trabalha pela reeleição da petista.
O encontro acontece no mesmo dia em que o presidente nacional do PT, Rui Falcão, descarta a possibilidade de desembarque de Dilma Rousseff no Maranhão para apoiar a aventura do enrolado Edinho Lobão.
O Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís, foi palco de um tiroteio nesta quinta-feira (31/07), entre um presidiário e um policial civil, que resultou em dois feridos. O preso Erinaldo Almeida Soeiro, após audiência na 4ª Vara do Tribunal do Júri, conseguiu render dois agentes penitenciários que o escoltavam, tomando a arma de um deles. Na fuga, o preso trocou tiros com o policial Enedias Chagas Neto, do Departamento de Narcóticos (Denarc), que acabara de prestar depoimento em outra Vara, na condição de testemunha. No confronto, o policial foi atingido no pescoço e o presidiário recebeu dois tiros. Ambos foram levados com vida para o hospital.

Assim que tomou conhecimento do incidente, o presidente da Associação dos Magistrados, juiz Gervásio Santos, reuniu-se com juízes, promotores e defensores públicos no Fórum, onde ouviu os relatos acerca do episódio. A reunião contou com a presença do delegado-geral adjunto, Augusto Barros. Após entrevista coletiva, a AMMA lançou Nota Pública na qual esclarece o lamentável episódio.

 
                                         NOTA PÚBLICA

A Associação dos Magistrados do Maranhão – AMMA, em face do episódio ocorrido nesta quinta-feira (31/07), no Fórum Desembargador Sarney Costa, em São Luís, em que um policial civil e um presidiário saíram feridos à bala durante confronto nos corredores da referida unidade judicial, vem a público esclarecer o que segue:

1 - As armas que causaram esse lamentável incidente ingressaram regularmente com os agentes penitenciários no Fórum, considerando que, por se encontrar em serviço, os mesmos não estavam inclusos na restrição da Resolução 176 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ)  
2 - A AMMA vem alertando a administração do Tribunal de Justiça do Maranhão e as autoridades da segurança pública e penitenciária sobre os riscos a que, cotidianamente, estão expostos os magistrados maranhenses e servidores, sobretudo os que atuam na área criminal, em face da fragilidade no sistema de escolta dos presos que necessitam participar das audiências

5 - A Associação dos Magistrados do Maranhão espera que este trágico episódio sirva de alerta para que providências efetivas sejam adotadas, a fim de que a integridade física dos juízes, servidores, promotores, defensores, policiais e de todos que transitam nos fóruns do Maranhão seja resguardada

4 - Por fim, a AMMA se solidariza com os familiares do policial civil, esperando a sua pronta e completa recuperação, reconhecendo que a atividade policial, assim como a Magistratura, é exercida por homens e mulheres dedicados que se expõem diariamente ao risco no cumprimento do seu dever.

                                                 São Luís, 31 de julho de 2014

                                                 Gervásio Protásio Santos

                                                             Presidente 
O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) lançou, oficialmente e em grande estilo, candidatura à reeleição com inauguração do comitê de campanha no bairro do Vinhais, em São Luís, na noite de quarta-feira (30). O evento contou com a presença de caravanas de diversos municípios do Maranhão, que formam a base de apoio do parlamentar, e dos candidatos a governador, Flávio Dino (PCdoB), e a senador, Roberto Rocha (PSB), da coligação “Todos pelo Maranhão”.
 
Entre os presentes, os prefeitos de Paulino Neves, Raimundo Lídio, de Dom Pedro, Hernando Macedo, os vereadores de São Luís, Barbosa Lages (PDT) e Roberto Jr (PSB), o presidente estadual do PCdoB, Márcio Jerry, representantes da Zona Rural da capital maranhense e diversos vereadores, lideranças políticas e apoiadores dos municípios de Monção, Barreirinhas, Paulino Neves, Tutoia, Bequimão, Cururupu, Paço do Lumiar, Cajari, Pinheiro, São João do Sóter, Altamira do Maranhão, Codó, Alcântara, Presidente Sarney, Turiaçu, etc.
Durante o evento, Othelino, que faz parte da bancada de oposição na Assembleia Legislativa, fez  mais um de seus discursos inflamados onde defendeu que o Maranhão precisa de um novo governo e de políticos de atitude nos parlamentos para, entre muitas coisas, mudar o seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) que é vergonhoso para o Estado. Disse que é hora de acabar com tudo isso, encerrando assim o ciclo vicioso da oligarquia Sarney.
“Se o Maranhão deve alguma coisa ao grupo Sarney, com certeza, é o estado de pobreza em que ele se encontra. Em outubro, vamos superar isso, mudar essa página porque o Estado é de todos nós. Um grande Maranhão é possível, sim”, disse Othelino Neto ao defender também o nome de Flávio Dino e de Roberto Rocha para Governo e Senado, respectivamente.
Presente no evento, Flávio Dino reiterou apoio e pediu votos para Othelino Neto ao ressaltar que o deputado é atuante e mostra trabalho e interesse pelas causas do povo durante o exercício parlamentar. “Ele é  um político de coragem que não se curva para as injustiças e não se intimida diante de uma oligarquia e precisamos de um parlamentar assim na Assembleia com atitude e determinação”.
No discurso, Flávio Dino não poupou críticas ao grupo Sarney e ao candidato adversário, Edison Lobão Filho (PMDB), pelo contrato que o governo Roseana Sarney mantém com uma propriedade do suplente de senador de R$ 30 mil reais por mês. A transferência seria para o aluguel de imóvel que se destinaria ao atendimento a pacientes portadores de câncer, porém no local não há nem indícios de funcionamento.
Durante o evento, discursaram também Roberto Rocha, que defendeu que o Maranhão tenha um senador de verdade e que abrace as causas do Estado, o jornalista Othelino Filho, pai do deputado, o ex-prefeito de Altamira, Arnaldo Gomes, e a coordenadora da campanha em São Luís, Yolete Alves, mãe do deputado.
Inauguração do comitê
A inauguração do comitê e lançamento oficial da candidatura do deputado chamaram atenção de moradores do Vinhais e circunvizinhanças pela criatividade. Um telão exibiu um vídeo, elaborado por sua Assessoria de Comunicação, sobre a trajetória de Othelino Neto. Um boneco gigante do candidato animou a militância e os convidados que compareceram ao evento político.
O vídeo destacou o trabalho de Othelino na Assembleia Legislativa que já apresentou, no parlamento, projetos polêmicos como o de combate ao trabalho escravo, criou a Frente Parlamentar de Apoio à Pessoa com Deficiência, é autor da Lei que isentou estudantes do pagamento da taxa de inscrição no Pases. Além disso, é o autor do requerimento e presidente da CPI dos Combustíveis, entre outras ações.
“Othelino Neto tem se destacado por suas ações. Ele é presidente da CPI dos Combustíveis, luta por melhorias nos serviços de ferry boats. É um deputado que está sempre interessado em discutir os problemas do Maranhão”, disse o ex-prefeito de Codó, José Inácio, que também reiterou apoio à candidatura de Flávio Dino (PCdoB) ao governo do Maranhão.
 
O candidato da Coligação Todos Pelo Maranhão, Flávio Dino, reforçou hoje seu compromisso com os movimentos sociais, com quem firmou na noite de quinta-feira o “Pacto Por um IDH Justo”.

“Vamos mudar a política para transformar a vida das pessoas”, disse Flávio em referência à grande mobilização de ontem dos movimentos sociais.
Durante o evento que lotou o auditório do Hotel Rio Poty, representantes de dezenas de movimentos entregaram a Flávio o documento “Pacto por um IDH mais justo”, que traz propostas para elevar a qualidade de vida dos maranhenses. As lideranças sociais apostam que a mudanças nas práticas políticas são fundamentais para superação das desigualdades sociais do Estado.
Recepcionando o candidato Flávio Dino com a “Oração Latina”, representantes de movimentos sociais de 149 municípios maranhenses cantaram numa só voz e pediram ao candidato para ajudar a retirar o povo do Maranhão do nível de extrema pobreza.
O desafio de melhorar os indicadores sociais do Estado, segundo Chico Miguel, da FETAEMA, já foi abraçado por Flávio Dino, que apresentou 65 propostas para melhorar o Maranhão. “Precisamos libertar o Maranhão”, disse.
“Somos 450 mil maranhenses que passam fome”, disse Rocha Rural, da Federação das Entidades Rurais do Maranhão, ao reforçar a defesa por mudança. “O Maranhão precisa ser conectado com os avanços sociais do país”, acrescentou a presidente nacional da UNE, Virgínia Barros.
Fim da invisibilidade - No evento, Flávio Dino se comprometeu com o documento entregue pelos movimentos sociais. “Nossa campanha será vitoriosa porque é conduzida pelo povo pobre, sem voz, sem vez, condenado à invisibilidade por tantos. Aqui estou como fruto dessa luta, como produto dessa luta e caminho com tranquilidade entre todas as entidades que aqui estão. Eu desde os 15 anos de idade participo das lutas sociais do meu Estado”, afirmou.
“Incorporo esse pacto, mas acima de tudo incorporo esse movimento. Incorporo a nossa luta, a nossa campanha. Quero fazer uma campanha bela, bonita, que mobilize esperanças, que desperte o brilho no olhar. Acreditem, depois da eleição de 5 de outubro o Maranhão não será o mesmo porque nós vamos colocar o povo no poder. Nós vamos transformar sonhos e esperanças em realidade. Acredito num governo de proximidade. Um político de verdade abraça e sente o abraço. Não acho normal a barbárie de uma minoria com tudo e uma maioria sem nada.”
Flávio ainda disse que este não foi o primeiro e nem será o último encontro com os movimentos sociais: “Garanto a vocês que temos um programa de governo, propostas e uma história de vida que estão a serviço do Maranhão”.

 
Waldir que maior rigidez para coibir o uso de celulares em presídios

O deputado federal Waldir Maranhão quer andamento mais rápido para o Projeto de lei que aumenta a pena para diretores de presídios que de alguma forma facilitem o uso de celulares aos presos. A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 6701/13 que aumenta a pena para o diretor de penitenciária ou agente público que deixar de cumprir seu dever de vedar o acesso do preso a aparelho telefônico, de rádio ou similar, que permita a comunicação com outros presos ou com o ambiente externo.
Para Waldir Maranhão a utilização de celulares ou outros tipos de comunicação permitidos indevidamente aos presos é um problema nacional, mas que atinge de forma violenta a população maranhense. O deputado federal lembrou a morte da menina Ana Clara queimada em um ônibus nas ruas de São Luís. “Entre os diversos crimes comandados de dentro dos presídios do Maranhão, e em especial o de Pedrinhas, está à ordem de queimar ônibus nas ruas, e foi o que aconteceu em São Luís, uma tragédia que matou uma inocente, por conta da falta de habilidade administrativa ou pura negligencia da direção do presídio e do governo estadual,” critica Waldir Maranhão.
Atualmente, o Código Penal prevê no Decreto-Lei 2.848/40, a detenção de três meses a um ano para esse crime. A proposta prevê pena de reclusão de dois a quatro anos para o diretor omisso, mais multa.
Para Waldir Maranhão a necessidade de ampliar a pena para os diretores infratores é urgente, já que considera que a pena prevista hoje é insignificante. “O crime intencional ou por omissão do diretor do presídio não é uma infração leve, é um crime grave, pois o acesso de presidiários à comunicação põe toda a sociedade em perigo. Os presos, inclusive os de alta periculosidade, apesar de estarem detidos, separados da sociedade e cumprindo pena, continuam a comandar o crime”, explica Waldir Maranhão.
O aumento da pena para os diretores que permitirem comunicação externa dos presos será analisado pelas comissões de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado; e de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados. Em seguida, será votada pelo Plenário da Casa.
 A Prefeitura de São Luís é a primeira colocada no ranking nacional de transparência ao lado das Prefeituras do Rio de Janeiro e de João Pessoa. Essas três capitais obtiveram 6 pontos, na escala de 0 a 10 do estudo. Os dados constam de pesquisa inédita divulgada pelo portal do Instituto Nacional de Estudos Socioeconômico (Inesc). O Inesc é uma organização não partidária, sem fins lucrativos e não-governamental que atua no país desde 1979.
 
“Desde o início de nossa gestão temos nos preocupado em desenvolver uma política de diálogo e de transparência, que caminhe alinhada aos interesses da população. Fico feliz em ver o reconhecimento nacional da transparência com que temos conduzido a cidade, de maneira responsável, cautelosa e fidedigna na administração dos recursos”, disse o prefeito Edivaldo.
 
Segundo a pesquisa, a maioria das capitais brasileiras está distante da excelência no que se refere à transparência do ciclo orçamentário. Para alcançar um resultado positivo, o prefeito Edivaldo definiu a transparência como uma das metas prioritárias da gestão ainda no plano emergencial dos primeiros 120 dias de governo, lançado pelo prefeito em janeiro de 2013. Um dos primeiros procedimentos foi reativar o Portal da Transparência que estava desativado durante a gestão passada.
 
“O prefeito determinou à época que a administração iniciada se caracterizasse pelo máximo de transparência. Para isso, fizemos toda a adequação do sistema de informatização”, ressalta o secretário de Planejamento e Orçamento, José Cursino. No plano emergencial constavam várias ações destinadas, especificamente, para aproximar da excelência a transparência do ciclo orçamentário.
 
Segundo o secretário, durante este período foram realizadas pesquisas junto aos portais de transparência de todas as capitais brasileiras e de órgãos do governo federal. Embora seja objeto de Lei federal, na avaliação do secretário José Cursino, prefeituras e governos ainda não têm obedecido integralmente a Transparência da aplicação dos recursos. “No caso de São Luís, houve a orientação do prefeito para que a Lei fosse seguida à risca”, destaca Cursino.
 
Responsável técnica pelo Portal da Transparência, a secretária de Informação e Tecnologia, Tati Lima, reativou ainda no início do ano passado o sistema adquirido pela Prefeitura. “Passamos a funcionar como um sistema integrado, disponibilizando todos os módulos para que as secretarias alimentassem com informações”, explica Tati Lima.
 
Na avaliação da secretária, a melhoria da disponibilidade de dados é resultado da decisão do prefeito de priorizar a transparência sobre os dados orçamentários desde os primeiros dias da atual gestão. Ela acredita que a posição destacada do Portal da Transparência no ranking nacional é o reconhecimento do trabalho entre as secretarias, sendo que a Semit responde pelo conjunto de informações e manutenção do sistema.
 
O levantamento divulgado no portal do Inesc foi desenvolvido em parceria com a Gpopai-USP e financiado pela Web Foundation - entidade dirigida pelo britânico Tim Berners-Lee, um dos criadores da internet. Para montar o ranking das capitais, os responsáveis pela pesquisa avaliaram os 8 Princípios de Dados Abertos.
 
Os pontos foram conquistados por São Luís devido às informações orçamentárias serem completas (continham dados sobre receitas e despesas), processáveis (dados estruturados para possibilitar o seu processamento automatizado), não discriminatórios (dados disponíveis a todos, sem que seja necessária a identificação de registro), não proprietários (os dados estão disponíveis sobre um formato sobre o qual nenhum ente tenha controle exclusivo) e acessíveis (dados disponíveis para o público mais amplo possível, quando foi utilizada a tabela E-MAG de acessibilidade).
 
NOTA MÁXIMA
 
Os dados foram levantados em novembro de 2013. Das 27 capitais estudadas, nenhuma obteve nota máxima. Além das capitais, foram estudados os portais do Governo Federal (Portal da Transparência) e do Senado (Portal Siga), estes dois obtiveram 5 pontos.
 
A análise faz parte da etapa quantitativa da pesquisa “Avaliando os websites de transparência orçamentária nacionais e sub-nacionais e medindo impactos de dados abertos sobre direitos humanos no Brasil”. Essa fase contou com a parceria do Gpopai-USP  e teve o objetivo de mensurar o alcance das regras impostas pela nova  legislação brasileira em relação à transparência orçamentária em formato de dados abertos.
 
O estudo conta com metodologia mista (quantitativa e qualitativa) e utiliza como base para análise de dados o Decreto 7.185/2010 , que dispõe sobre o padrão mínimo de qualidade do sistema integrado de administração financeira e controle da Lei de Acesso à Informação (Lei nº 12.527/2011), e os 8 Princípios de Dados Abertos.
 
ETAPA QUALITATIVA
 
A análise também contou com uma fase qualitativa que teve o objetivo de complementar as informações adquiridas na etapa quantitativa. Esta etapa foi realizada por meio de entrevistas com representantes de organizações da sociedade civil, do governo, da academia e da mídia, usuários de dados abertos que usam com frequência os websites de transparência.
 
A ideia foi captar a percepção desses usuários, que têm que acessar informações quase que diariamente e produzir outros insumos para o público, como artigos, aplicativos, incidência política, formação de movimentos sociais, entre outros. Os resultados vão de encontro ao que foi captado na pesquisa quantitativa: em alguns casos, há dificuldades no acesso, seja porque os dados estão em formato fechado (PDF, por exemplo), seja porque são bases muito complexas, ou seja, pouco amigáveis ao cidadão comum; em outros casos, há restrições, como necessidade de cadastros, o que fere o princípio de “não discriminar” o acesso aos dados.
 
Há ainda casos em que a profusão de bases dentro de um mesmo governo confunde o usuário, na medida em que apresentam dados diferentes para uma mesma política pública. E por fim, há casos em que simplesmente, não há dados abertos do recurso público de um determinado órgão, o que é gravíssimo e contra a lei. Em geral os usuários têm invocado a Lei de Acesso à Informação nestes casos, mas muitas vezes o processo para uma resposta efetiva é lento e burocrático.
 
Para selecionar os entrevistados foi necessário elencar os grupos interessados em dados abertos no Brasil e mapear algumas pessoas para entrevistas. Entre as organizações que participaram estão o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (CFEMEA), Open Knowledge Brasil (OKF Brasil), O Estado de S. Paulo, Agência Pública, Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Secretaria Geral da Presidência da República.


Edson Vidigal

Ou vamos todos para as ruas, primeiro para discutirmos os pontos essenciais das mudanças e, em seguida, obtido o consenso, enfiarmos nesse Congresso, goela adentro, um projeto de iniciativa popular para a reforma política ou, sei não, seguiremos como cegos batendo bengala no chão fofo até despencarmos num despenhadeiro institucional.

E aí, colegas, vai ser tão difícil retomarmos a longa estrada das liberdades democráticas quanto o foi na última ditadura.
Eleições periódicas com regras ditadas pelos que se mantém na dominação total não legitimam nada, só servem como coreografia do espetáculo falsamente democrático, até porque, para eles, a melhor lei eleitoral é aquela pela qual possam sempre ser eleitos.
Não há dita dura ou dita mole. Tudo que solapa o direito da Nação à alternância na gestão do Governo e, por consequência, amplia o fosso entre a sociedade e o Estado, solapando direitos da cidadania, esmagando as divergências, impondo pelo controle absoluto da mídia o cotidiano da verdade única, nada tem a ver com democracia.
Estamos, todos nós, brasileiros, em especial os maranhenses, até aaaqui - no limite do que a nossa boa fé e santa paciência podem tolerar.
O poder político que por seus partidos abutres controla o Brasil de cima para baixo se imanta de legitimidade artificial. Resulta de engrenagens falsas, jogadas sujas, de lances fora das regras que eles próprios, os que fazem do exercício da politica um rendoso meio de vida, nos impõem de dois em dois anos.
A autonomia plena que a Constituinte com a melhor das intenções deu aos partidos tem servido para fortalecê-los, sim, mas como pequenas empresas de grandes negócios. E negociantes.
Os horários de rádio e de TV ocupados pelos partidos não são nada gratuitos. Ao contrario da proposição da lei. Não apresentam ideias realizadoras para algum debate.
Servem para enriquecer uns poucos e famosos marqueteiros, profissionais em ilusionismo, vendendo candidatos como pessoas de rara inteligência, competência, probidade e alta sofisticação, mesmo sabendo que muitos deles já foram vendidos antes em outros mercados.
Só a iniciativa popular terá poder para reduzir pela metade o numero de Deputados e Vereadores e ainda de Senadores por Estado. Por que três Senadores? Dois bastam. E por que mandato de oito anos? Cinco anos bastam, coincidindo com os mandatos executivos, que voltarão a cinco anos, sem reeleição.
As eleições para Deputados e os Vereadores serão um ano antes do Presidente, dos Governadores e dos Prefeitos, ensejando espaços para debates entre candidatos e com a participação de lideres da sociedade civil.
Com o voto distrital e o fim da propaganda dita gratuita dos partidos no rádio e na TV haverá mais espaço para menos candidatos e os debates focarão questões de maior interesse das comunidades nos distritos. O eleitor poderá acompanhar de perto a atuação do eleito e que não fizer bem o seu trabalho não será o mais votado na eleição seguinte.
Acabaremos também com esse festim de partidos sem votos, mas com atuação nos legislativos e que pelo alto preço que cobram só dificultam a governabilidade. O partido que não obtiver um percentual razoável de votos num determinado numero de distritos só terá fôlego para concorrer por até dez anos, mas não terá atuação parlamentar.
Os partidos terão de atuar a partir das bases, proibidas reeleições de seus dirigentes e prorrogações das suas comissões provisórias.
Todos os candidatos que terão que passar antes por eleição prévia com voto obrigatório direto e secreto de todos os filiados numa Convenção.
Assim poderá haver o voto em lista, ou seja, o voto apenas no partido que já terá escolhido, antes, a sua chapa em cada distrito.
Fim das coligações partidárias e do voto proporcional. Esses são outros fatores do atraso democrático.
Financiamento público de campanha, mais do que já existe? Instituiremos contribuições apenas de pessoas físicas em limites fixos para cada cargo e lugar, deduzindo-as do imposto de renda. Será o incentivo fiscal para a democracia. Mais importante que dispensa de IPI para compra de carro zero, o que só tem poluído e atrapalhado a mobilidade urbana nas médias e nas grandes cidades do País.
A Justiça Eleitoral que tem juiz classista, mas não é paritária, terá seu atual formato rediscutido. Não pode continuar com juízes emprestados de outros Tribunais, noturna, no caso do TSE, assoberbada e soturna. Fui Ministro lá, eu sei.
As Cortes de Contas são outras engolideiras de dinheiros públicos, instrumentalizados para a perseguição política ou para o acobertamento de malfeitos, conforme os agrados da situação. Controle externo, fim das regalias, transparência absoluta, focos da mídia no acompanhamento do que fazem e deixam de fazer.
Não basta exigir do candidato a cargo eletivo, e todos os cargos são de grande relevo, prova de alfabetização. Há que se exigir dos candidatos grau de escolarização suficiente ao desempenho eficaz e honesto das funções que pretendem exercer. Ficha limpa por si só não basta.
Eis aqui algumas ideias em circulação para uma agenda de debates com a rapaziada das escolas, das organizações comunitárias, das igrejas, das noitadas do regue e das torcidas do futebol.
Se o problema está nas regras, não adianta nada mudar as cores do time ou trocar os atletas. O jogo será sempre o mesmo. Então, o jeito é mudar as regras. Reformas políticas já!



 
Editorial – Jornal Pequeno

Se ele vai vencer a eleição ou não ninguém pode afirmar, apenas prever, mas não se diga que a campanha de Flávio Dino não é uma das mais bem planejadas da história política do Maranhão. Depois de trazer para dentro de sua coligação todo mundo que nacionalmente realmente importa, inclusive os três presidenciáveis que têm votos, de reunir à sua volta cada um dos partidos com peso eleitoral no Estado, à exceção do PMDB, seu adversário, o PCdoB lança uma campanha capaz de nacionalizar a disputa que ocorre no Maranhão.

“Ajude o Maranhão a derrotar Sarney” é um primor da genialidade no marketing político, uma convocação ao país inteiro para que participe, com recursos, opiniões, denúncias, manifestações da batalha que aqui se trava contra o grupo que há quase 50 anos dá as cartas no Maranhão. Primeiro porque no Brasil todo mundo quer derrotar Sarney, assim como, em menor proporção, quer derrotar Collor de Mello, Renan Calheiros, Jáder Barbalho, dentre outros símbolos dos piores momentos que o Brasil viveu.

Queiram ou não queiram seus discípulos no Maranhão, Sarney é um símbolo nacional da decadência política, uma lembrança do autoritarismo que a ditadura produziu, a mais forte representação do fisiologismo e figura marcada nos protestos nacionais. Essa campanha pode provocar furor inaudito nas redes sociais do país e com ela é possível até que o candidato de oposição tenha encontrado meios de enfrentar os bilhões de que tanto falam e por que tanto brigam na campanha governamental.

“Ajude o Maranhão a derrotar o Sarney” é um repto à Nação que tanto torce, reza e sonha há tantos anos em vê-lo fora da política e do centro de decisões do poder. Sarney, que se aliou a cada um dos presidentes militares e civis, de 1965 até aqui, e se fez mentor das piores causas contra a sociedade civil, inclusive contra a reforma agrária, inclusive contra a corrupção, inclusive e principalmente contra a alternância de poder; Sarney que foi o rei da inflação quando presidente, que presidiu o Senado em suas fases mais desmoralizadoras, que subjugou a Justiça, exposto ao veto de toda a nação brasileira no momento em que disputa a eleição mais difícil de sua carreira no Estado que dominou com mão de ferro. E com outras mãos.

Parece que Flávio Dino se preparou para enfrentar Sarney. Exemplos disso são o confronto jurídico que empreende, o emparedamento jurídico do Fundema, um projeto que pretendia transferir dinheiro federal para Prefeituras do Maranhão em pleno período eleitoral.

Mas a idéia de pedir ajuda ao Brasil contra Sarney no Maranhão, uma terra em que muitos prefeitos se comportam como gado no curral do governo, é simplesmente genial. E já está deixando atarantada, irritada, furiosa, a cúpula do PMDB. O Brasil inteiro a se manifestar, das mais diversas formas, contra o senador José Sarney. O efeito disso na mentalidade maranhense pode ser devastador. A idéia é simplesmente genial, pois sem sombra de dúvidas, o Brasil inteiro quer derrotar José Sarney.

 

 

30/07/2014

A Coligação Todos Pelo Maranhão lançou nesta quarta-feira à noite, em clima de otimismo e muita expectativa, o site da campanha nacional Um Maranhão mais justo, um Maranhão sem Sarney” (http://financiamentopopular.flaviodino65.com.br/). O objetivo da campanha é mobilizar o Brasil inteiro para ajudar a mudar a política do Maranhão e, consequentemente, melhorar os índices de qualidade de vida no Estado.

A página vai recolher doações de moradores de todos os Estados para a campanha do candidato Flávio Dino, em conformidade com o que determina a legislação eleitoral e fiscal do Brasil.

Os organizadores explicam que a campanha tem caráter nacional porque as eleições deste ano no Maranhão terão impacto em todo o país. A renovação da política maranhense representa também uma nova página na política brasileira, com a superação de um arcaico e ultrapassado ciclo.

IDH Justo - O lançamento da campanha foi feito durante o “Pacto por um IDH Justo”, que reuniu Flávio Dino e dezenas de movimentos sociais no Hotel Rio Poty, em São Luís. O evento foi escolhido porque o objetivo é o mesmo: melhorar os índices sociais do Maranhão.

Recepcionando o candidato Flávio Dino com a "Oração Latina", representantes de 149 municípios maranhenses cantaram numa só voz e pediram ao candidato para ajudar a retirar o povo do Maranhão do nível de extrema pobreza.

Os movimentos convidaram Flávio para firmar o pacto e reverter o baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado, o segundo pior do país. Esse índice foi criado pela ONU e mede a qualidade de vida da população. Flávio aceitou e reafirmou seu empenho em governar o Maranhão para todas as famílias do Estado, priorizando valores como Justiça e Igualdade para garantir que existam oportunidades.

“Precisamos libertar o Maranhão", disse Chico Miguel,  da FETAEMA, ao falar dos problemas sociais do Estado e da alternativa representada por Flávio Dino.

Entre os tópicos mais importantes da mobilização que reuniu movimentos sociais de vários segmentos, está a defesa pela qualidade de vida dos maranhenses e a distribuição de renda. "Somos 450 mil maranhenses que passam fome", disse Rocha Rural, da Federação das Entidades Rurais do Maranhão, ao reforçar a defesa por mudança.

“O Maranhão precisa ser conectado com os avanços sociais do país", acrescentou a presidente nacional da UNE, Virgínia Barros, criticando os gastos supérfluos do governo maranhense.

 
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