19 de novembro de 2018

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19/11/2018

Jorge Vieira

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De todos os africanos transportados para as Américas através do tráfico atlântico entre os séculos XVI e XIX, cerca de 40% deles tiveram o Brasil como país de destinação. De acordo com os resultados do último censo populacional realizado pelo IBGE em 2010, a população negra, isto é, preta e parda, constitui hoje cerca de […]

Kabengele Munanga – Foto: Cecília Bastos/USP Imagens

De todos os africanos transportados para as Américas através do tráfico atlântico entre os séculos XVI e XIX, cerca de 40% deles tiveram o Brasil como país de destinação. De acordo com os resultados do último censo populacional realizado pelo IBGE em 2010, a população negra, isto é, preta e parda, constitui hoje cerca de 51% da população total, ou seja, 100 milhões de brasileiros e brasileiras em termos absolutos. O que faz do Brasil o maior país da população negra das Américas, e mesmo em relação à África dita Negra, o Brasil só perde da Nigéria, que é o país mais populoso da África Subsaariana.

Mas qual é o lugar que essa população negra ocupa no Brasil de hoje depois de 130 anos da abolição da escravatura?  Responderia que este lugar entrou no processo afirmativo de sua construção somente a partir dos últimos vinte anos no máximo. Se depois da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, o Brasil oficial tivesse desde já iniciado o processo de inclusão dos ex-escravizados africanos e seus descendentes no mundo livre e no mercado de trabalho capitalista nascente, a situação do negro no Brasil de 2018 seria certamente diferente em termos de inclusão social. Nada foi feito, pois o negro liberto foi abandonado à sua própria sorte e as desigualdades herdadas da escravidão se aprofundaram diante de um racismo sui generis encoberto pela ideologia de democracia racial. Trata-se de um quadro de desigualdades raciais acumuladas nos últimos mais de trezentos anos que nenhuma política seria capaz de aniquilar em apenas duas ou três décadas de experiência de políticas afirmativas. Por isso, a invisibilidade do negro, ou melhor, sua sub-representação em diversos setores da vida nacional que exigem comando e responsabilidade vinculados a uma formação superior, ou universitária e técnica, de boa qualidade é ainda patente.

Era preciso começar a partir de algum momento, em vez de ficar eternamente preso ao mito de democracia racial que congelou a mobilidade social do negro nesses 130 anos da abolição. O início é como todos os inícios, geralmente lento, pois encontra em seu caminho hesitações, resistências e inércia das ideologias anteriores. Mas, de qualquer modo, se começou sem recuo, como se pode perceber hoje em algumas áreas como a Educação. As universidades que adotaram políticas de cotas para ingresso de negros e indígenas tiveram nos últimos dez anos um número de alunos negros e indígenas proporcionalmente superior ao de todos os negros que ingressaram em suas escolas durante quase um século da criação da universidade brasileira. Dizer que essas políticas são paliativas, como ouvi tantas vezes, não condiz com o progresso de inclusão observável e inegável. Certo, concordamos todos que é preciso melhorar o nível da escola pública, realidade à qual ninguém se contrapõe, apesar da consciência de que a escola pública não melhorará amanhã diante dos lobbys dos donos das escolas privadas e da falta da mobilização da sociedade civil brasileira em todas as suas classes sociais para mudá-la.

A data de 13 de maio é sem dúvida uma data histórica importante, pois milhares de pessoas morreram para conseguir essa abolição jurídica, que não se concretizou em abolição material, o que faz dela uma data ambígua. Na versão oficial da abolição, coloca-se o acento sobre o abolicionismo, mas se apaga ao mesmo tempo a memória do que veio antes e depois. Nesse sentido, a abolição está inscrita, mas esvaziada de sentido. A Lei Áurea de 13 de maio de 1888 é apresentada como grandeza da nação, mas a realidade social dos negros depois desta lei fica desconhecida. Visto deste ponto de vista, o discurso abolicionista tem um conteúdo paternalista. A questão do negro tal como colocada hoje se apoia sobre uma constatação: o tráfico e a escravidão ocupam uma posição marginal na história nacional. No entanto, a história e a cultura dos escravizados são constitutivas da história coletiva como o são o tráfico e a escravidão. Ora, a história nacional não integra ou pouco integra os relatos de sofrimento, da resistência, do silêncio e participação.

Se depois da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, o Brasil oficial tivesse desde já iniciado o processo de inclusão dos ex-escravizados africanos e seus descendentes no mundo livre e no mercado de trabalho capitalista nascente, a situação do negro no Brasil de 2018 seria certamente diferente em termos de inclusão social.

A abolição da escravatura é apresentada como um evento do qual a República pode legitimamente se orgulhar. Mas a celebração da data até hoje tenta fazer esquecer a longa história do tráfico e da escravidão para insistir apenas sobre a ação de certos abolicionistas e marginalizar as resistências dos escravizados. A mim me parece que a celebração acompanha-se de uma oposição sempre atualizada de duas memórias: memória da escravidão negativamente associada aos escravistas e a memória da abolição positivamente associada à nação brasileira. No entanto, as duas memórias deveriam dialogar para se projetar no presente e no futuro do negro, ou se constituindo numa única memória partilhada.

A proposta de transformar 20 de novembro em data da consciência negra partiu da iniciativa do saudoso poeta Oliveira Silveira, do Grupo Palmares, do Rio Grande do Sul, e virou uma iniciativa do Movimento Negro como um todo a partir do início da década de 70. Através do trabalho das entidades negras, essa proposta ganhou força em todo o País, e gradativamente passou a ser reconhecida pela mídia e pela sociedade em geral. Zumbi dos Palmares foi reconhecido oficialmente, a partir do governo Fernando Henrique Cardoso, como herói negro dos brasileiros. Hoje, o dia 20 de novembro é comemorado universalmente em todo o País, sendo considerado feriado oficial em vários estados e dezenas de municípios. Em vez de comemorar 13 de maio, data em que a princesa Izabel assinou a Lei Áurea, que aboliu a escravatura, o Movimento Negro prefere simbolicamente se concentrar na data de 20 de novembro, que tem a ver com a luta para a segunda e verdadeira abolição da escravatura. Por isso, novembro se transformou nacionalmente em mês da Consciência Negra. Ninguém se ilude ao acreditar que todos os problemas da população negra se resolvem em 20 de novembro, mas trata-se de um mês que tem um profundo sentido simbólico e político no processo de sensibilização, politização e conscientização sobre as práticas racistas e as consequentes desigualdades que dificultam a plena inclusão do Segmento Negro na sociedade brasileira.

*Kabengele Munanga é professor brasileiro-congolês e doutor em Antropologia pela USP

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18/11/2018

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O prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), participa nesta segunda e terça-feira em Brasília da mobilização municipalista, liderada pela Confederação Nacional do Municípios (CNM). Na agenda, encontros com o presidente da República Michel Temer nesta segunda-feira, 19, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, no dia 20. Na tarde […]

Prefeito de Paço do Lumiar Domingos Dutra

O prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), participa nesta segunda e terça-feira em Brasília da mobilização municipalista, liderada pela Confederação Nacional do Municípios (CNM). Na agenda, encontros com o presidente da República Michel Temer nesta segunda-feira, 19, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, no dia 20. Na tarde de terça-feira, os gestores devem ir ao Congresso Nacional para solicitar aos parlamentares que apreciem matérias de interesse dos municípios.

“Estou indo a convite da Confederação Nacional dos Municípios e da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem). Vamos pressionar para que seja julgada a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) que suspendeu a distribuição entre estados e municípios dos recursos arrecadados com a exploração de petróleo no país. Hoje os recursos do pré-sal, por exemplo, estão centralizados somente no Rio de Janeiro”, explica o prefeito Dutra.

A pressão dos municípios é para que o STF julgue a liminar que suspendeu a distribuição dos recursos arrecadados com a exploração de petróleo (royalties), prevista na Lei 12.734/2012, e que se arrasta há mais de cinco anos. A estimativa da CNM é de que os municípios tenham deixado de arrecadar mais de R$ 19 bilhões pelo FEP (Fundo Especial do Petróleo). O STF suspendeu a Lei 12.734 em decisão monocrática, por meio de liminar, atendendo a uma Adin ajuizada pelo Rio de Janeiro. Desde 2013 o Movimento Municipalista aguarda uma decisão definitiva do STF para a questão dos royalties do petróleo.

“Conheço o ministro Toffoli desde quando ele era assessor do Núcleo Agrário na época em que eu era deputado federal. Temos um bom diálogo. Por isso fui um dos prefeitos convidados a compor a caravana”, observa o prefeito Dutra.

Já com o presidente Michel Temer, a pauta é a liberação de 1% adicional do Fundo de participação dos Municípios (FPM). Os municípios passaram a receber, desde 2015, sempre nos meses de julho, e, a partir de 2007, sempre nos meses de dezembro, 1% da arrecadação de Imposto de Renda (IR) e Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) referentes aos 12 meses anteriores ao mês do repasse. “Até agora ele não liberou e são recursos importantes para os municípios brasileiros, que vêm enfrentando redução nos repasses federais”, explica o prefeito Dutra.

“Michel Temer também foi meu colega na Câmara Federal. Então o convite feito a mim foi por conta da boa relação que tenho com os presidentes da República e do Supremo. Não é qualquer prefeito que tem o bom trânsito que tenho em Brasília, onde tenho acesso aos presidentes dos três poderes, bem como a ministros e parlamentares. Espero poder contribuir com os prefeitos do Brasil que enfrentam dificuldades para atender às demandas da população”, destaca o prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra.

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17/11/2018

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A gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) deu início nesta sexta-feira (16) a 12ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), o maior evento literário do Maranhão. A 6ª edição sob administração do pedetista acontece até o dia 25 deste mês, das 10h às 22h, no Multicenter Sebrae (Cohafuma), com programação gratuita e para […]

A gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) deu início nesta sexta-feira (16) a 12ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), o maior evento literário do Maranhão. A 6ª edição sob administração do pedetista acontece até o dia 25 deste mês, das 10h às 22h, no Multicenter Sebrae (Cohafuma), com programação gratuita e para todos os públicos.

Com sucessivas edições de sucesso desde que assumiu a Prefeitura de São Luís, Edivaldo comprova que mesmo em meio a uma crise nacional tem conseguido fazer investimentos em todas as áreas que a cidade precisa, inclusive em ações diretas de estímulo ao conhecimento, incentivo à leitura e aproximação da cultura local.

A Feira do Livro vem crescendo a cada ano e já faz parte do calendário de São Luís, sendo aguardada ansiosamente por todos os setores da população, que encontram no local um espaço democrático, com atividades gratuitas e para todos os públicos, reunindo escritores nacionais e locais, lançamentos de livros, palestras, rodas de conversa, seminários, sessões de cinema, oficinas e minicursos, intervenções artísticas, contações de histórias, shows, visita de escritores a escolas da rede pública, entre outras ações.

É mais um acerto do prefeito Edivaldo, que a cada edição reinventa a Feira do Livro. Este ano uma das novidades é local, o Multicenter Sebrae, no bairro Cohafuma, que deixou o evento mais amplo (11.500m²), com espaço para realização de mais atividades e trazendo mais conforto aos 150 mil visitantes que são esperados nesta edição.

A Feira do Livro de São Luís é realizada pela Prefeitura de São Luís e conta ainda com a parceira do Sebrae, Sesc, Vale, Gasmar, Governo do Maranhão, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Associação dos Livreiros do Maranhão (Alem) e Potiguar.

 

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17/11/2018

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O governador Flávio Dino reagiu à falsa informação do jornal O Globo de que o Maranhão teria problemas para pagar o décimo terceiro salário dos servidores do Estado.  Em postagens nas redes sociais, Dino tratou de tranquilizar  funcionalismo. “Informo ser absolutamente falsa a notícia de que não pagaremos o 13º salário deste ano. Já pagamos […]

O governador Flávio Dino reagiu à falsa informação do jornal O Globo de que o Maranhão teria problemas para pagar o décimo terceiro salário dos servidores do Estado.  Em postagens nas redes sociais, Dino tratou de tranquilizar  funcionalismo.

“Informo ser absolutamente falsa a notícia de que não pagaremos o 13º salário deste ano. Já pagamos metade  em junho e pagaremos a outra metade antes do Natal. Apesar da perda de  R$ 1,6 bilhão de transferências federais desde 2015.

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17/11/2018

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Depois de não conseguir eleger deputados federais suficientes para ultrapassar a cláusula de barreira neste ano, a Rede Sustentabilidade vai ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal  (STF) questionando artigo da lei dos Partidos Políticos (n.º 9.096) que impede fusão quando a sigla tem menos que cinco anos. O registro da Rede […]

Depois de não conseguir eleger deputados federais suficientes para ultrapassar a cláusula de barreira neste ano, a Rede Sustentabilidade vai ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal  (STF) questionando artigo da lei dos Partidos Políticos (n.º 9.096) que impede fusão quando a sigla tem menos que cinco anos. O registro da Rede é de 2015.

A medida é uma das iniciativas da legenda da candidata derrotada à Presidência, Marina Silva, para garantir a possibilidade de se juntar ao novo partido que o PPS articula criar com os movimentos Agora! e Acredito. A Rede estuda hoje duas hipóteses de sobrevivência: fusão ou continuar como uma legenda própria, mas com mudanças na estrutura e no estatuto.

A decisão será tomada em um congresso extraordinário convocado para os dias 19 e 20 de janeiro do próximo ano. O estatuto já previa a realização de um congresso para definir a continuidade ou não da legenda no período de dez anos, mas foi antecipado após o desempenho nas eleições.

Se decidirem por continuar como um partido ou se juntar a outro, os membros da Rede já reconhecem que o mau desempenho nas urnas pôs em xeque o projeto político do partido nos moldes atuais. Um deles disse ao Estado, em anonimato, que a Rede como instituição “morreu” na apuração do primeiro turno. Uma reunião da executiva nacional, chamada de Elo, no final de semana passado em Brasília, estabeleceu a criação de dois grupos de trabalho que vão preparar teses das duas possibilidades – voo solo ou fusão – para serem apresentadas em janeiro.

Segundo membros da Rede, o partido está dividido. A própria Marina evita se posicionar para não “contaminar” os filiados, mas quadros históricos do partido, como Bazileu Margarido, são favoráveis à fusão com outra legenda. “Acho que a Rede vai ter muita dificuldade em superar a cláusula de barreira, que será crescente. E acho que é preciso, inclusive numa conjuntura de polarização extrema com o governo Bolsonaro, fortalecer esse campo democrático progressista”, disse. O dirigente ainda ponderou que, para as eleições de 2016, será importante ter estrutura e fundo partidário, o que o partido não terá caso continue como tal.

Ao Estado, Marina disse que a questão dos recursos não é determinante para a decisão, mas evitou se posicionar sobre o tema. “Nosso desafio é o que é melhor fazer neste momento. Tenho a clareza de que se a melhor forma for ir para um caminho de nos juntar para esse esforço do PPS, é uma possibilidade. Ou, a desculpa não pode ser a ausência do fundo partidário”, afirmou a ex-ministra.

“Nesse momento, a única coisa que posso dizer é que esse gesto do PPS é saudado por nós, mas tendo a compreensão de que eles já vêm de um debate interno anterior. Nós vamos começá-lo agora e temos que verificar primeiro quais as vantagens de ir”.

Comissão. Antes do encontro de filiados que definirá o futuro da Rede, a ideia é deixar a possibilidade de fusão encaminhada. Para isso, o grupo de trabalho que se debruçou sobre essa hipótese participará também de uma comissão com o PPS e os movimentos para discutir questões práticas do novo partido, como estatuto e articulação nos Estados.

No PPS, a impressão das conversas é boa. “Está caminhando bem. (A fusão) Interessa a eles, pelo menos (pelo que falei) com as principais lideranças, é uma ideia que eles ainda não decidiram, mas simpatizam”, disse Roberto Freire, presidente da sigla. O apresentador Luciano Huck, que pertence tanto ao Agora! quanto ao Acredito, também participa das conversas, afirmou Freire.

O grupo, que defende a permanência da Rede como partido, teme perder a “essência” da legenda e se questiona se haverá, de fato, abertura para novos quadros, se for efetivada a fusão com um partido com 26 anos de existência – o registro do PPS é de 1992.

Na avaliação de Lucas Brandão, membro da Executiva da Rede, se permanecer como partido, será necessária o que chamou de “renovação estatutária” na legenda. “A Rede sempre se colocou como experimento da política. Chegou a hora de fazer um balanço”, disse.

O consenso progressivo, processo de decisão interna em que há uma tentativa de convencimento em vez de votação, é um dos que está na mira. Hoje ele é utilizado amplamente na sigla, que é criticada pelas longas reuniões e demora na tomada de decisão.

“Uma das coisas que temos discutido é que a gente toma muitas decisões que não precisavam ser colegiadas, que são mais administrativas. É necessário dar uma acelerada”, afirmou Brandão. No balanço do que deu certo e deve ser manter no partido ou levar para a fusão com o PPS está a paridade entre homens e mulheres em cargos de direção do partido. (Estadão)

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16/11/2018

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A Caravana da Liberdade esteve nos municípios de Codó, Timbiras e Caxias, de segunda (12) a quarta-feira (14), promovendo atividades de conscientização, mobilização, sensibilização e de alerta às pessoas para a questão do trabalho Escravo. A ação é organizada pela Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/MA), vinculada à Secretaria de Estado de […]

A Caravana da Liberdade esteve nos municípios de Codó, Timbiras e Caxias, de segunda (12) a quarta-feira (14), promovendo atividades de conscientização, mobilização, sensibilização e de alerta às pessoas para a questão do trabalho Escravo. A ação é organizada pela Comissão Estadual para a Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae/MA), vinculada à Secretaria de Estado de Direitos Humanos e Participação Popular (Sedihpop).

As cidades fazem parte dos 40 municípios com maior incidência de trabalho escravo e estão inseridas no Programa Estadual de Enfrentamento ao Trabalho em Condições Análogas ao de Escravo.

As atividades começaram com a articulação para se construir uma rede municipalizada com o objetivo de combater e prevenir esse crime, por meio de mobilização do poder público e sociedade civil local.

O Secretário de Estado Direitos Humanos e Participação Popular, Francisco Gonçalves da Conceição, destacou três aspectos importantes dos resultados do evento Ele destaca a necessidade de contato com as prefeituras que demonstraram interesse em construir parcerias visando o enfrentamento e a prevenção ao trabalho escravo.

“Segundo é a participação das pessoas nas plenárias, que representam movimentos sociais, administrações municipais, órgãos públicos estaduais e uma forte presença dos jovens, o que mostra que podemos aumentar significativamente esse debate e isso, tem impacto na prevenção”, afirmou o secretário.

O terceiro ponto destacada por Francisco Gonçalves da Conceição é a construção dos comitês municipais. “Em cada município dos quais passamos com a caravana, estamos criando comitê municipal e com isso temos condições de criar uma rede municipal, para proteção e prevenção ao trabalho escravo no nosso Estado”.

Secretário explica que a Caravana é um espaço de conscientização, mobilização, sensibilização e alerta às pessoas para que elas não caiam na armadilha do Trabalho Escravo.

Vários setores da sociedade participação das atividades. Rede de Ação Integrada de Combate ao Trabalho Escravo (Raice), projeto da Comissão Pastoral da Terra (CPT), tem como objetivo principal criar uma rede no Município de Codó e de Timbiras para enfrentamento às demandas de Trabalho Escravo e construir um plano de ações no Município.

A CPT, que também compõe a COETRAE/MA, atua nos municípios de Codó e Timbiras no processo de prevenção ao Trabalho Escravo, sensibilizando a população, formando a rede de combate, realizando e monitorando denúncias.

A Coordenadora do Raice em Codó, Brígida dos Santos, afirmou que a presença do Governo  do Estado nos municípios, por meio da Caravana, fortalece a luta do Coetrae e CPT. “A “Coetrae como a CPT são fortalecidos nessa luta, porque estão mais próximo dos órgãos e instituições locais para discutir como pode enfrentar esse problema”.

Brígida dos Santos acredita em uma nova oportunidade de se construir ações e de firmar compromissos, contribuindo para sensibilizar, difundir informações de que o trabalho escravo ainda existe. “O diferencial desta Caravana em relação às duas anteriores, é que essa vem com uma ação mais prática para criar um Comitê de Enfrentamento a este problema”.

Maranhão na rota do Trabalho Escravo

Trabalho escravo é aquele que, em condições análogas as de escravos, apresenta-se como uma das principais violações de direitos humanos da atualidade, já que afronta diretamente a dignidade da pessoa humana e os valores sociais do trabalho constitucionalizados, submetendo o trabalhador a condições degradantes de trabalho, jornada exaustiva, trabalho forçado a servidão por dívida.

O Maranhão é um estado estratégico para o combate ao trabalho escravo no Brasil, pois ocupa o primeiro lugar no ranking nacional de naturalidades dos trabalhadores libertados. Entre os anos de 2003 e 2017, foram resgatados 22,81 % do total nacional, são 8.057 pessoas.

O representante da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Erik Ferraz, afirmou que não há como mensurar porque o Maranhão lidera o ranking de trabalhadores resgatados vítimas de trabalho escravo, entretanto, destacou algumas observações que favorecem o crime, como a localização geográfica do estado e as condições socioeconômicas de vários municípios do Maranhão, o que favorece a atuação de aliciadores. Para ele, a Caravana ajuda a articular ações por meio de abertura do diálogo com os municípios.

Comitê Municipal de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo

Durante os três dias da Caravana da Liberdade foram formados três comitês que tem basicamente que, articulados ao Coetrae tem as funções de promover atividades de prevenção ao trabalho escravo, de assistência imediata aos resgatados, repressão e articulações de políticas públicas de combate às desigualdades, geradoras da vulnerabilidade social que facilita o aliciamento ao trabalho escravo.

A meta é criar Comitês Municipais nos 40 Municípios com maior incidência de trabalho escravo e inseridas no Programa Estadual de Enfrentamento ao Trabalho em Condições Análogas ao de Escravo.

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16/11/2018

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O ex-presidente José Sarney teve que buscar refúgio no Amapá, em 1990, após sentir que não teria partido e nem condições de enfrentar o ex-governador Epitácio Cafeteira, que havia se desincompatibilizado do cargo para disputar o Senado da República na eleição majoritária em que Edison Lobão virou a eleição no segundo turno e derrotou João […]

O ex-presidente José Sarney teve que buscar refúgio no Amapá, em 1990, após sentir que não teria partido e nem condições de enfrentar o ex-governador Epitácio Cafeteira, que havia se desincompatibilizado do cargo para disputar o Senado da República na eleição majoritária em que Edison Lobão virou a eleição no segundo turno e derrotou João Castelo, agora é o filho quem está tendo que se refugiar em Brasília, após ser derrotado nas urnas para o Senado.

Quando deixou a Presidência da República, José Sarney conseguiu um mandato de senador pelo recém criado por ele Estado do Amapá e por lá ficou até não ter mais condições de se reeleger, retornando ao Maranhão em 2018 para comandar a campanha da filha ao Governo e do filho ao Senado, mas perdeu as duas, num claro sinal de decadência e falta de liderança.

As eleições no Amapá ocorreram em 1990, como parte das eleições gerais no Distrito Federal e em 26 estados. Foram escolhidos o governador Aníbal Barcelos, o vice-governador Ronaldo Borges, os senadores José Sarney, Henrique Almeida e Jonas Borges, oito deputados federais e vinte e quatro estaduais; sua primeira representação política completa desde a elevação a estado pela Constituição de 1988. Sarney viria depois comandar o Senado em várias legislaturas.

Sem a estatura do pai, que a essa altura não possui mais o prestígio de outrora e nem dispões dos meios para obrigar aliados aceitar suas vontades,  Sarney Filho, até para se firmar como secretário da pasta do Meio Ambiente no GDF, uma secretaria insignificante e sem importância na estrutura do Distrito Federal, terá primeiro que quebrar resistência internas do Partido Verde de Brasília, que já se manifestou contra e promete fazer barulho contra a iniciativa do governador eleito Ibaneis em convidá-lo  para compor o primeiro escalão do GDF.

Sem perspectiva de futuro político no Estado e com a família sendo aposentada compulsoriamente da política local pelas urnas em 5 de outubro, só resta a Sarney Filho se agarrar a essa possibilidade de assumir um cargo, por menor que seja, na esperança de continua na arena política, embora não mais como protagonista, mas como um mero coadjuvante.

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