O presidente estadual do PDT deputado Weverton Rocha disse, nesta manhã de quarta-feira (23), que descarta qualquer aliança que não esteja comprometida com o projeto de mudança que está sendo implantado no Maranhão pelo governador Flávio Dino (PCdoB). A declaração do dirigente pedetista foi considerada nos bastidores da sucessão um recado direto ao senador Roberto Rocha (PSB) que lançou hoje a pré-candidatura do filho, vereador Roberto Rocha Júnior, como pré-candidato a prefeito de São Luís.
É voz corrente entre os dirigentes políticos que a verdadeira intenção do senador Roberto Rocha quando lançou sua pré-candidatura a prefeito da capital no mesmo encontro do PSB que aprovou a pré-candidatura do deputado Bira do Pindaré tinha como principal objetivo negociar a vaga de vice na chapa do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), aliança essa, hoje, considerada impossível pelo deputado Weverton, um dos principais aliados do governador e dos comunistas.
“O PDT é aliado incondicional do PCdoB, portanto, não consigo conceber qualquer tipo de aliança que não esteja comprometida com a mudança que está sendo realizada no Maranhão”, disse o parlamentar ao ser questionado sobre sucessão municipal e possibilidades de coligação pelo titular deste blog, logo após o vereador Roberto Júnior conceder entrevista à Rádio Capital e anunciar que aceitaria ser candidato, caso esse seja o desejo do PSB.
Oficialmente o nome do vereador foi lançado pelo vereador Estevão Aragão, mas conforme correr nos bastidores, o senador Roberto Rocha, que já fala como pré-candidato ao Governo do Estado em 2018, é quem estaria por trás da articulação que resultou na apresentação do vereador como pré-candidato, mesmo sabendo que a militância e direção estão fechado com Bira, hoje o verdadeiro candidato do partido.
Rocha tem um projeto mirabolante de enfrentar Flávio Dino em 2018 para tentar se viabilizar em 2022, mas quer andar junto com os partidos do governo, algo inédito na política do Estado. Por isso, a declaração do presidente do PDT foi interpretada com um aviso ao senador de que os pededistas não abrem não do projeto Flávio Dino e deseja a companhia do PCdoB na aliança que vai buscar a reeleição de Edivaldo, um verdadeiro aliado do Palácio dos Leões.
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