Membro da Comissão Provisória Estadual, o ex-conselheiro do TCE-MA, secretário Chefe do Escritório da Representação do Maranhão em Brasília, Washington Oliveira, confirmou nesta manhã de segunda-feira em entrevista à TV Mirante que a palavra final sobre a participação do PT nas eleições 2026 no Maranhão será dada pelo presidente Lula. Ele defendeu a continuação da aliança com o governador Carlos Brandão (sem partido), mas observou que a decisão que Lula tomar será seguida pelo partido no Estado.
Washington confirmou o quer já havia dito o deputado federal e vice-presidente nacional do PT, Rubens Pereira Junior, sobre as existência de três que estão sendo discutidas internamente pelas diversas correntes petistas: união do partido em torno da candidatura do vice-governador Felipe Camarão, aliança do PT com o governador Carlos Brandão em torno da candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), e uma terceira, que está propondo uma aliança do partido com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).
Apesar de defender a tese da aliança com Brandão, até porque, segundo ele, o PT está todo no governo, o dirigentes petista afirmou que a palavra final será do presidente Lula e do presidente nacional Edinho Silva. Ele confirmou que haverá hoje uma reunião de dirigentes do braço maranhense do partido com o governador sobre eleição, porém nada deve ser decidido sobre a presença do PT no palanque do candidato Orleans Brandão (MDB), que recebe o apoio do Palácio dos Leões. É provável que os militantes informem ao governador o desejo de manter a aliança, mas dá garantia.
A situação no Maranhão é bastante complicada, não há consenso sobre a eleição majoritária. O ex-secretário de Educação e vice-governador tem o aval da direção nacional e conta com a simpatia do presidente Lula, que é candidato à reeleição, mas deseja contar com um palanque forte no Maranhão, porém o governador só aceita conversar sobre união da forças se Felipe Camarão renunciar junto com ele, proposta já rejeitada. O projeto do vice é ser candidato a governador e para isso conta com o apoio dos partidos de esquerda e centro esquerda.
O governador vai reunir nesta terça-feira (27) líderes dos partidos que integram a base de sustentação do seu governo para ouvir o que pensam sobre sua permanência no comando do estado até o final do mandato para fortalecer a candidatura de Orleans ou passar a faixa para o vice-governador e disputa uma cadeira no Senado.
Pelo que tem se ouvido nos bastidores da eleição, Carlos Brandão estaria decidido permanecer até o final do mandato, pois só aceitaria qualquer acordo se o vice-governador Felipe Camarão renunciar. E o vice já disse que não renuncia e se mostra irredutível em abrir qualquer diálogo que não seja uma chapa com ele candidato a governador e Brandão ao Senado.
Diante desse cabo de guerra, caberá a direção nacional do PT, com o aval do presidente Lula, decidir para que lado vai sua força. O governador é um aliado e defende sua reeleição, enquanto Felipe conta com apoio de dirigentes nacionais expressivo e tem aparecido muito ao lado do líder petista, ou seja, a decisão não será nada fácil, já que uma repactuação das forças que apoiam o presidente no Maranhão já está descartada.
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