A situação do ex-ministro das Minas e Energia, senador Edison Lobão, no escândalo que envolve pagamento de propina e superfaturamento nas obras da Usina Nuclear de Angra 3, se complica a medida que avançam as investigações.
Na última segunda-feira, o juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, remeteu ao Supremo Tribunal Federal o inquérito relacionados a suposto esquema de propina na Eletronuclear, envolvendo o ex-ministro Edison Lobão e ex-presidente da estatal Othon Luiz Pinheiro da Silva.
Na investigação que apura responsabilidade pelo superfaturamento das obras, Lobão é apontado como integrante do esquema que lesou estatal. Conforme depoimento do presidente da Andrade Gutierrez Energia, Flávio David Barra, Lobão (PMDB-MA) pediu dinheiro para campanha do PMDB.
Flávio David Barra prestou depoimento à Polícia Federal dia 30 julho e afirmou que o dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, que virou delator na Lava Jato, pediu doação para campanhas eleitorais do PMDB. Pessoa teria dito que falava ‘em nome’ do senador Edison Lobão.
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