O senador Roberto Rocha, nascido e criado no ceio da oligarquia Sarney, continua causando danos ao Partido Socialista Brasileiro, no Maranhão. A legenda corre o risco de esvaziar e perder sua representação no plenário da Assembleia Legislativa, caso a direção nacional entregue a ele o comando do PSB no Estado.
Segundo adiantou o deputado Bira do Pindaré, nesta manhã de sexta-feira (11), o grupo que defende a manutenção do partido na base do Governo Flávio Dino vai lutar para manter a legenda nesse campo, mas se a direção nacional optar pelo comando do senador, o caminho será buscar uma nova agremiação partidária.
“Com Roberto Rocha é inviável. Se ele permanecer dando as cartas no partido, como fez em São Luís, haverá esvaziamento. A direção nacional vai ter que decidir entre nós e ele. O presidente Luciano Leitoa vai tentar manter o partido na base do governo e nós apoiamos, mas, se no final das contas acontecer o que aconteceu na eleição em São Luís, o caminho será procurar outra legenda”, defende Bira.
O parlamentar adiantou que ainda não definiu para onde migrará, caso da direção nacional entregue o comando do PSB no Estado para o senador, mas observou que a tendência é transferir a filiação para o PDT ou PCdoB, a partir de fevereiro de 2018, quando será aberta a janela partidária na qual os parlamentares poderão mudar de legenda sem serem enquadrados na Lei da Fidelidade.
Outro parlamentar que está decidido a deixar o partido, caso a direção nacional faça opção por Roberto Rocha, é o atual líder do governo, deputado Rogério Cafeteira. A exemplo de Bira, sua permanência no PSB está condicionada a postura da legenda em relação ao apoio do governador Flávio Dino (PCdoB).
O atual presidente estadual, prefeito reeleito de Timon, Luciano Leitoa, pressiona para que a direção nacional decida sobre a questão, pois caso faça opção por entregar o comando do partido para Roberto Rocha, também deverá deixar a legenda.
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