O comportamento da deputada Andréa Murad (PMDB) na reunião da Comissão de Saúde nesta manhã não demonstrou nem de longe o esperado pelos eleitores de representante do povo na Casa do Povo. O que se viu – tanto dela quanto do deputado Edilázio – foi um disparate de perguntas sem cabimento e já esclarecidas anteriormente pelo Governo. Muito mais: gritos descontrolados, berros e desacato, que mostravam o claro desespero de quem não tem argumento e precisa defender uma oposição fragilizada, sob tetos de vidro.
Acuados com a educação e cortesia do gestor estadual de Saúde, Carlos Lula, o máximo em que conseguiram chegar os deputados que desejavam partir para o ataque foi a esquizofrenia, querendo, no gogó, ganhar um debate à força.
Como o próprio secretário lembrou, o discurso da deputada é recheado pela emoção de quem defende com unhas, dentes e toda a força que tem o pai – uma paixão que cega. E não permite que se enxergue nada além da “perfeição” da gestão de Ricardo.
Edilázio descontrolou-se ao ser vaiado pela equipe técnica da Secretaria de Saúde. Não soube reagir à plateia e nem mesmo se posicionar para um debate sadio. Fez vergonha a quem lhe concedeu o assento de parlamentar.
Sobrou pra eles o desfecho do circo, armado com a presença dos holofotes da Mirante, que, ao final da reunião, registrou o barraco e gritaria de Andréa requerendo tréplicas. Não se sabe ao certo pra que, já que no tempo em que lhe foi concedido para falar o que quis, ela apenas leu perguntas ensaiadas e caducas. Mais do mesmo.
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