Desde a derrota de Roseana Sarney em primeiro turno na eleição estadual de 2018, quando foi abatida por Flávio Dino ainda no primeiro turno, o Grupo Sarney tenta reaglutinar o que resta do grupo político alinhado ao ex-presidente José Sarney.
Com o desinteresse da própria Roseana em concorrer à prefeitura de São Luís, lideranças sarneysistas avaliam que o ponta pé inicial mais propício para a volta ao poder em 2022, é a candidatura do deputado federal Eduardo Braide à prefeitura.
O primeiro a apostar na estratégia foi o também deputado federal, Aluísio Mendes. Ex-Secretário de Segurança dos governos de Roseana e um dos homens fortes de Sarney na Polícia Federal, Aluísio é hoje um dos principais articuladores do projeto político de Braide.
Desgastado após a performance pífia das eleições de 2018, quando obteve menos de 2% dos maranhenses para o governo do Estado, o atual senador Roberto Rocha já admite em público que o projeto de eleição de Eduardo Braide é a chance de reaglutinar as forças políticas do passado e garantir a sua própria sobrevivência.
Em nota divulgada no dia 21, Rocha diz que “Não se pode perder de vista o casamento de 2020 com 2022” e manda um recado subliminar para as lideranças sarneysistas que ainda restam. Para ele, se a oposição deseja derrotar o governador Flávio Dino em 2022 precisa ter um único projeto político, o que significa unificar as forças – incluindo-se aí o grupo Sarney – em torno de Braide.
O maior problema para o senador, é que Eduardo Braide, conhecedor do amplo desgaste político do próprio Roberto Rocha e do Grupo Sarney em São Luís, evita fazer acenos à luz do dia para a ideia, preferindo manter longe dos holofotes, as ligações com essa turma.
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