A ex-candidata ao governo do estado, ex-deputada Maura Jorge passou todo o período que antecedeu a posse do presidente Jair Bolsonaro visitando gabinetes em Brasília na esperança de conseguir ser a mentora das indicações dos cargos federais existentes no Maranhão, mas acabou voltando de mãos vazia.
Mais astuto, o ex-senador José Sarney foi direto ao ponto e conseguiu manter a aliada Kátia Bogéa na presidência do Instituto do Patrimônio e Artístico Nacional, cargo que ela exerce de 2016, indicada por Sarney, segundo revelou, nesta terça-feira (8) o site O Antagonista.
A iniciativa de Sarney quebrar lança para manter a aliada de longas datas no posto, segundo comentam nos bastidores da sucessão municipal de 2020, teria por objetivo mantê-la em evidência com as obras do PAC Cidade Histórica para torná-la candidata da família oligárquica a prefeita de São Luís.
O grupo comandado por José Sarney e sua filha Roseana, sem nome da seara política para apresentar, conforme comentam nos bastidores, estaria tentando viabilizar o nome de Kátia Bogéa, que ganhou destaque na imprensa local ao entregar parte das obras do Complexo Deodoro, em São Luís, no final do ano passado.
Kátia seria mais uma pré-candidata a se somar ao rol de pretendentes, entre os quais Eduardo Braide. Outros dez aliados dos Palácios dos Leões e La Ravardiére também tentam se viabilizar pelo grupo governista.
Como perdeu quase todos os aliados no campo político maranhense após a acachapante derrota de 2014, Sarney estaria querendo experimentar um nome de fora da política para tentar, pela primeira vez, chegar a Prefeitura de São Luís através do voto, pois perdeu todas que disputou desde que as capitais voltaram a ter o direito de eleger seus prefeitos.
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