O desvio bilionário realizado pela máfia da Sefaz, liderada pela ex-governadora Roseana Sarney, segundo investigações do Ministério Público Estadual (MPE), totaliza R$ 1 bilhão. O valor surrupiado no esquema montado para assaltar os cofres públicos é cinco vezes maior que o total a ser arrecadado pelo Estado com o ajuste de alíquotas do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), aprovado pela Assembleia Legislativa, que entra em vigência esta semana.
A denúncia contra Roseana Sarney e mais nove envolvidos na fraude foi acatada pela Justiça, que determinou o bloqueio de todos os bens dos acusados de formarem organização criminosa (Orcrim) para desviar recursos da Sefaz, através de um esquema de compensações de precatórios por débitos de ICMS.
As novas alíquotas sobre serviços de energia elétrica, comunicação e combustíveis vai incrementar a receita do Estado em R$ 200 milhões por ano. É apenas a quinta parte do montante desviado pela máfia da Sefaz.
Curioso, que é justamente o sistema de comunicação, que tem Roseana Sarney como uma das acionistas majoritárias, que faz estardalhaço com a nova tabela de alíquotas adotadas no estado. Aliás, praticamente todos os estados reajustaram o ICMS e os valores praticados no Maranhão ainda são os menores do país.
Possivelmente, seria desnecessário o governo do Estado ajustar as alíquotas de ICMS para enfrentar os efeitos da crise econômica nacional não tivesse o Maranhão sido alvo de quadrilhas especializadas em desviar recursos públicos, nos últimos 50 anos.
0 Comentários