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Reforma política: Financiamento público de campanha e sistema eleitoral divide partidos

A Câmara dos Deputados deve votar nesta quarta-feira (16) os dois pontos mais polêmico da reforma política e que vai valer para as eleições de 2018: Distritão e financiamento público de campanha. Os dois temas provoca discussões e divergência interna nos partidos. O PDT, por exemplo, segundo o líder, deputado Weverton Rocha, irá liberar a bancada na votação do sistema eleitoral. “A maioria dos deputados é contra o sistema do Distritão, mas há divergências, então vamos liberar o voto”, explicou. O partido, no entanto, fechou questão quanto à criação de um fundo público para a campanha. A decisão sobre os dois pontos considerados mais polêmicos na proposta de reforma política foi tomada em uma reunião nesta terça-feira (15), na qual estiveram presentes todos os deputados federais e o presidente do partido, Carlos Lupi.

Já o PPS, da deputada Eliziane Gama, fechou questão e deverá votar contra este dois pontos mais polêmicos. O anúncio foi feito pela parlamentar em pronunciamento, na tribuna, quando afirmou que seu partido votará contra itens da reforma política como a criação de um fundo para financiar campanhas eleitorais, no valor de R$ 3,6 bilhões, e o “distritão”. Gama explicou que a decisão foi tomada pela executiva nacional da legenda.

Conforme Weverton, a maioria dos deputados pedetistas considera que o Distritão dificulta o acesso das minorias à política e enfraquece a organização partidária. Alguns, no entanto, consideram que o voto majoritário para deputados é uma saída para melhorar a representação política no atual momento do País.

Para o líder pedetista, o consenso no partido é de que o sistema ideal seria o sistema Distrital-Misto, que elege em parte pelo voto majoritário e em parte por lista do partido. Como não há essa possibilidade na PEC que está sendo analisada pela Câmara, o partido não fechou questão e os deputados estão livres para votar de acordo com suas convicções.

Fundo de público campanha – A criação de um fundo público para financiamento de campanha é considerada por todos os deputados do partido como uma medida importante para moralizar o processo eleitoral. Os parlamentares pedetistas, no entanto, irão propor a redução do valor de R$ 3,6 bilhões, proposto pela comissão especial que tratou da reforma política.

Weverton Rocha diz que é preciso diminuir o valor do fundo em função da crise econômica pela qual passa o Brasil, mas defendeu o financiamento público de campanha como uma solução mais barata e transparente para a população. “O fundo vai garantir recursos claros e legais”, afirmou. Sobre as críticas de parte da população sobre destinar recursos públicos para os candidatos, o líder do PDT considera que “é melhor ser criticado agora, mas fazer uma eleição limpa no ano que vem”.

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