Numa manifestação “intrapartidária” encaminhada à direção nacional do Partido Verde, a executiva do partido no Distrito Federal se manifestou contra a indicação do ex-ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV-MA), para a Secretaria de Meio Ambiente. O nome foi anunciado ontem (13) após um acordo político entre o governador eleito Ibaneis Rocha, o presidente Michel Temer (MDB) e o ex-presidente José Sarney (MDB), pai do deputado federal que perdeu as eleições para o Senado no Maranhão.
Sarney Filho é um dos três nomes da administração Temer anunciados até agora para o primeiro escalão da próxima administração distrital. O PV apoiou a tentativa de reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), tendo indicado o vice-governador na chapa, Eduardo Brandão, que é o líder dos verdes na capital federal.
A nota da executiva do DF fala em 20 anos de “honestidade, transparência e companheirismo” e lembra que o PV travou um “intenso embate ideológico e programático” nas últimas eleições contra Ibaneis e, que por isso “reitera seu repúdio à decisão do referido deputado para compor a próxima gestão”. O partido quer que a executiva nacional “tome as devidas providências para que o referido deputado reveja esta decisão tão pouco democrática e em desacordo com os nossos compromissos éticos”. (Misto Brasília)
Foi negociata do Velho Sarney, Michel Temer pediu Governador emprego pra esse não faz nada.
Externo minha total solidariedade ao senhor deputado Sarney Filho (PV-MA), recentemente anunciado como futuro secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal. Trata-se de uma pasta altamente técnica, que não permite alinhamentos além daqueles necessários para sua condução. Sarney Filho reúne todas as condições para o cargo. Sua experiência de nove mandatos consecutivos por diversos partidos na Câmara Federal será fundamental para o diálogo com a CLDF. Sarney Filho presidiu diversas comissões, como a de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, da Câmara dos Deputados. Em 1997, liderou a criação da Frente Parlamentar Ambientalista para o Desenvolvimento Sustentável que coordenou até 1999. Em 2003, atuou como relator da CPI que investigou o tráfico de animais e plantas silvestres brasileiros, a exploração e comércio ilegal da madeira e a biopirataria no país. Foi ministro do Meio Ambiente entre 1999 e 2002 e entre 2016 e 2018, o que reforça a convicção política por sua escolha.
Luiz Freitas Pires de Saboia
OAB/3679