O Partido dos Trabalhadores repete sua trajetória de rachas em eleiçõe majorotárias no Maranhão. Desde 2010, seus dirigentes não conseguem se entender sobre política de aliança e travam acirradas disputas em defesa de suas teses, mesmo sabendo que a palavra final sobre tática eleitoral seja de competência da executiva nacional, que avocou para si o direito de bater o martelo.
A história recente da legenda é recheada de polêmica. Em 2010, a maioria dos delegados do congresso estadual do PT aprovou aliança com o então candidato do PCdoB, Flávio Dino, após acirrada discussão, mas a direção nacional acabou intervindo e colocando o partido no palanque da candidata Roseana Sarney (MDB), apresentando o sindicallista Washington Oliveira como candidato a vice.
Os petistas foram para campanha rachados. Os militantes contrários a aliança com a filha de José Sarney se recusaram apoiá-la e se engajaram na campanha de Dino. A história de repetiu em 2014, quando o PT rachou novamente por conta da determinação da executiva nacional de aliar o partido à campaha do empresário Edinho Lobão (MDB). Unidade interna veio ocorrer apenas em 2018, na reeleição do governador Flávio Dino.
Para 2022, ao que tudo indica, a história vai se repetir. O racha já começa na executiva estadual: o presidente Augusto Lobato, membro do Diretório Nacional, já deu várias declarações de apoio à pré-candidatura do vice-governdor Carlos Brandão (PSDB), enquanto o vice-presidente Genilson Alves não apenas declarou apoio Weveton (PDT) como tem participado dos atos públicos do pré-candidato pedetista.
A exemplo de Genilson, o presidente do Diretório Municipal do PT, Honorato Fernandes, também declarou apoio a Weverton. Neste clima de disputa por posições, caberá a direção nacional decidir qual o caminho a seguir. Até porque as candidaturas estão postas e sem possibilidade de recuo.
Observadores do cenario político local acreditam que, devido a aproximidade de Lula com Dino, o PT oficial do Maranhão deve está no palanque apoiado pelo governador, restando saber quem será o candidato. Como Josimar de Maranhãozinho se excluiu do grupo, ainda estão no páreo Carlos Brandão, Weverton e Simplício Araújo.
São fortes as evidência de que Brandão deverá ser o indicado do gurpo do governador e como o projeto de Weverton, conforme ele faz questão de airmar, não tem recuo, tudo indica que o PT segurá sua sina de participar de pleitos majoritários rachado.
As alas lideradas por Genilson, Honorato e Márcio Jardim deverão manter o apoio ao candidato do PDT, enquando Augusto Lobato, entre outros dirigentes, deverão acompanhar Carlos Brandão se ele for confirmado como candidato do grupo do governador.
Como o jogo está somente começando, melhor aguardar a posição da direção nacional para saber qual será o comportamento dos petistas locais. Pelo histórico, tudo indica que o PT mais uma vez deverá ir rachadinho às urnas, apesar dos esforços da direação estadudal pela unidade.
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