Conforme havia adiantado o blog do Jorge Vieira nesta quinta-feira, o PSL é mais um partido a aderir à pré-candidatura de Weverton Rocha ao governo do estado em 2022. Toda a costura para ter a legenda, comandada agora pelo deputado federal Pedro Lucas Fernandes, na aliança foi feita junto a direção nacional com a interlocução do senador pedetista.
Ao assumir o comando político do PSL no Maranhão, em solenidade que contou com a presença do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP), Pedro Lucas não deixou a menor dúvida que vai defender dentro do grupo do governador Flávio Dino a unidade em torno do senador pedetista. Além do PSL, estão no projeto PDT, DEM, PSB, Republicanos, Cidadania e possivelmente PTB e PP.
Nesta manhã de sexta-feira, em entrevista à TV Mirante, Pedro Lucas foi enfático quanto a sua preferência pela candidatura do senador do PDT; defendeu inclusive que o governador Flávio Dino (PCdoB) construa a unidade do grupo em torno Weverton. Dino, no entanto, já anunciou que sua prioridade agora é o enfrentamento da pandemia.
A presença de Lira na reunião que que entregou o comando do PSL a Pedro Lucas Fernandes deixou aberta uma outra possibilidade: a adesão do Partido Progressista, legenda da base de sustentação do governo estadual e presidido no estado pelo deputado federal André Fufuca, à pré-candidatura do pedetista.
Pela movimentação que se tem observado nos bastidores da sucessão, enquanto o senador Weverton avança junto aos partidos que foram a base de sustentação do governo, seu principal adversário dentro do grupo, vice-governador Carlos Brandão (PSDB) continua esperando o comando do governador.
Brandão, que vai está sentado na principal cadeira do Palácio dos Leões a partir de abril de 2022, estabeleceu como meta principal estar ao lado do governador no combate a pandemia, considera inoportuno tratar agora de eleição, mas deve se movimentar no momento que achar oportuno em sintonia com Dino, caso decida concorrer à reeleição,
Dino, sem dúvida, é a liderança maior e sendo candidato a senador em qualquer chapa vale mais que um punhado de partidos. Caberá a ele conduzir o processo e trabalhar pela unidade; pode ser que o acertado em Brasília sem seu aval tenha pouco valor na hora de decidir sobre sua sucessão. Mas é fato que haverá pressão.
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