O deputado André Fufuca (PP), que assumiu interinamente a presidência da Câmara Federal enquanto Rodrigo Maia (DEM-RJ) estiver ocupando a Presidência da República por conta da viagem do presidente Michel Temer (PMDB) à China, terá que conduzir três votações importantes: Refis, a nova taxa de juros do BNDES( TLP) e duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) da reforma política.
Por conta da difícil tarefa que será comandar votações tão polêmicas, Fufuca enfrenta a desconfiança de alguns dos seus colegas de plenário. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça, deputado Rodrigo Pacheco, em entrevista ao jornal O Globo, disse que “o ideal é que fosse o Rodrigo (Maia) no comanda das sessões.
– Se o Rodrigo (Maia), que conseguiu fazer uma grande coalizão, não conseguiu concluir a votação da reforma, imagina o Fufuca – disse Júlio Delgado (PSB-MG) ao mesmo jornal.
Fufuquinha chegou ao cobiçado posto de segundo vice-presidente da Câmara, mesmo sendo novato, pelas mãos do padrinho político Eduardo Cunha, preso na Operação Lava Jato, a quem, segundo comentam no Congresso Nacional, chama de “papi” e é justamente por conta desta ligação que existe uma certa desconfiança sobre o que fará na presidência durante os nove dias em que em estiver sentado na cadeira de presidente.
Além das votações que terá de presidir, caberá a Fufuca receber a segunda denúncia do procurador geral da República, Rodrigo Janot, contra Temer Caso isso aconteça, ele promete não repetir a polêmica atuação do Waldir Maranhão (PT do B), que na presidência, chegou a anular por algumas horas o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, numa articulação maluca que o transformou no político mais achincalhado do país.
– Espero não ser instrumento de instabilidade nem para o Congresso nem para a nação. A gente precisa de estabilidade nesse momento. Se a segunda denúncia vier enquanto estiver na presidência da Câmara, vou seguir o regimento, sem causar qualquer tipo de embaraço – disse ao jornal o Globo.
Fufuquinha é o segundo presidente interino maranhense a assumir na presente legislatura. O primeiro foi o impagável Waldir Maranhão, com a renúncia de Eduardo Cunha, que fez o papelão que fez. Espera-se que o novo presidente, ainda que seja por apenas nove dias, não nos envergonhe novamente.
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