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“Pouca vergonha”, diz coautora de pedido sobre negociata entre Centrão e bolsonaristas para barrar CPI do Master

Coautora, com Heloísa Helena (Rede-RJ), do pedido de criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar o escândalo do Banco Master, Fernanda Melchionna (PSOL-RS) classificou como “pouca vergonha” as negociatas que envolvem lideranças do Centrão no Senado e na Câmara para barrar a instalação da comissão, usando como chantagem a derrubada do veto do presidente Lula ao PL da Dosimetria, que busca tirar Jair Bolsonaro (PL) da Papudinha.

Na prática, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB) ameaçam convocar uma sessão conjunta entre Câmara e Senado para o início de março para tentar derrubar o veto integral de Lula ao PL da Dosimetria. Aliados do presidente do Senado já foram alvo de ao menos duas operações da Polícia Federal sobre o escândalo financeiro do Master.

“Não querem que haja uma investigação séria. E eu, como coautora junto com Heloísa Helena de uma CPMI para investigar do quem doer, custe o que custar, a roubalheira e a corrupção do Banco Master temos que alertar vocês, de que eles querem votar os vetos do Lula em troca de não ter investigação. Nós precisamos de mobilização de ruas e de redes contra essa pouca vergonha”, afirmou à Fórum.

Segundo a deputada gaúcha, a investigação a fundo sobre o banco Master pode “desmoronar os podres poderes e a lógica de funcionamento corrupto do sistema financeiro, com tentáculos em vários em várias esferas”.

“Nós sabemos também que vários bolsonaristas estão envolvidos nisso, embora de forma demagógica, eles dizem que queiram investigar”, afirma Fernanda sobre a proposta de criação de uma CPMI feita pelo bolsonarista Carlos Jordy (PL-RJ), que já foi alvo da Polícia Federal.

“A gente sabe, por exemplo, que o Ibaneis Rocha [governador do Distrito Federal, do MDB] tentou comprar com o banco público os títulos podres do Banco Master. E graças à atuação, à denúncia do [deputado distrital do PSOL] Fábio Félix, dos movimentos sociais populares e depois de uma negativa do Banco Central, isso não aconteceu. Nós também sabemos que a Rio Previdência usou dinheiro da aposentadoria dos servidores cariocas para comprar títulos podres do Banco Master. E agora querem repassar essa corrupção para o bolso do povo brasileiro”, afirmou a deputada, que denuncia a “vergonha completa”.

“A cúpula do congresso, o centrão fisiológico, negocia com bolsonarismo, o silêncio no caso do Master, abafar qualquer investigação, CPI, CPMI em troca da anistia para os golpistas”, explica no vídeo enviado à Fórum.

Blindagem

Apavorados com o escândalo do Banco Master, parlamentares do Centrão e da base bolsonarista colocaram em marcha um plano para barrar – ou, ao menos, retardar – a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a instituição de Daniel Vorcaro no Congresso. Para isso, a aliança entre Centrão e bolsonaristas vai chantagear governistas e o próprio governo ameaçando convocar a sessão conjunta entre Câmara e Senado para derrubar os vetos de Lula ao chamado PL da Dosimetria, negociata para reduzir a pena e tirar Jair Bolsonaro (PL) da cela na Papudinha onde cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por liderar uma tentativa de golpe.

Na última semana, o novo relator do caso, o terrivelmente evangélico André Mendonça, alçado por Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), desobrigou o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, de prestar depoimento à CPMI do INSS, que estava marcado para acontecer nesta segunda-feira (23).

Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo e confirmadas pela Fórum com mais de três fontes no Congresso, lideranças do Centrão das duas casas negociam com bolsonaristas a amenização da pressão para criação das CPI sobre o Banco Master em troca da colocação em pauta dos vetos de Lula ao PL que reduz a pena de Bolsonaro para pouco mais de dois anos.

O que mais tem no rolo do Banco Master é bolsonarista e pessoal do Centrão. E o que eles querem é anistiar Bolsonaro, diminuir a pena, mandar o Bolsonaro para casa, enfim, para continuar aí essa expectativa golpista. Agora querem os dois se juntar para rejeitar o veto do presidente Lula da dosimetria e ainda derrubar os vetos do presidente Lula que protege o meio-ambiente. E com isso não fazer a leitura da CPMI do Banco Master. Ou seja, melão com açúcar para bolsonaristas e centrão. É claro que nós vamos lutar para que essa chantagem ao governo não se estabeleça”, afirmou o vice-líder do PT na Câmara, Rogério Correia.

Em vídeo nas redes sociais na manhã desta segunda-feira (23), o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciou a manobra, classificada por ele como “uma vergonha”, que precisa ser respondida com a “mobilização da sociedade”.

“Para você ter uma ideia, Bolsonaro foi condenado a 27 anos, 6 a 8 em regime fechado, cairia para 2 anos e 4 meses. É para proteger também os generais que estão presos lá com Bolsonaro. Nós vamos lutar e vamos precisar de você se mobilizando nas ruas e nas redes”, afirmou.

“Agora o interessante é que eles dizem o seguinte: ‘olha, para colocar em votação, vão ter que diminuir o movimento de pressão pela instalação da CPI do Banco Master’. Porque em tese, para o presidente do Congresso Alcolumbre, chamar a sessão do congresso, ele vai ter que ler a instalação da CPI do Master. Estão costurando um acordo com o bolsonarismo. Pessoal, essa turma bolsonarista, o que eles não querem é saber de investigação do banco Master. Você sabe que o [Daniel] Vocaro surge da igreja Lagoinha. Aquela do Nikolas [Ferreira (PL-MG)], do [André] Valadão. O cunhado dele [Vorcaro], aquele Fabiano Zettel, foi o maior doador individual da campanha tanto do Tarcísio [Gomes de Freitas], quanto do Bolsonaro”, diz Lindbergh, sobre os R$ 5 milhões doados pelo pastor da Lagoinha aos dois extremistas em 2022.

Lula vetou PL da Dosimetria na íntegra

Parte do grande acordo entre bolsonaristas e Centrão – que incluiria até uma ala do Supremo Tribunal Federal (STF) – O PL da Dosimetria foi vetado integralmente pelo presidente Lula no dia 8 de janeiro de 2026, data que marcava três anos do quebra-quebra na Praça dos Três Poderes em meio à tentativa de golpe liderada por Jair Bolsonaro.

Em meio a gritos de “sem anistia” e “abaixo a dosimetria”, a assinatura ocorreu durante o ato simbólico contra os ataques golpistas de 2023, realizado no Salão Nobre do Palácio do Planalto.

Lula usou seu discurso para falar ainda sobre os ataques de 8 de janeiro de 2023, enaltecendo que o ato simbólico deste dia ocorre como uma espécie de memória da democracia. “8 de janeiro está marcado na história como o dia da vitória da nossa democracia. Vitória contra os que tentaram tomar o poder pela força, desprezando a vontade popular expressa nas ruas, os que sempre defenderam a ditadura a tortura e o exterminio de adversarios e pretendiam submeter o brasil a um regime de exceção. Os que planejaram o assassinato do presidente, do vice, e do então presidente do TSE”, disse Lula.

Após o acordão com os bolsonaristas para aprovar o PL, Alcolumbre e Motta não compareceram a cerimônia. (Revista Fórum)

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