Muito já foi especulado sobre as razões que fizeram a presidente Dilma Rousseff desembarcar no Maranhão, esta semana, para entrega mais de 3 mil casas e o Terminal de Grãos do Maranhão (Tegram) ao lado do governador Flávio Dino e do prefeito Edivaldo Júnior.
A razão é simples. Dilma nunca perdoou a traição de Sarney, que votou em Aécio Neves para presidente na eleição passada. O vazamento do vídeo em que Sarney vota no tucano repercutiu em todo país, após as eleições. Se já não gostava do oligarca maranhense, hoje Dilma não o suporta.
Aos mais próximos a presidente deixa claro que só convive com o último coronel da política brasileira obrigada pelas circunstâncias. Afinal, ela precisa do PMDB, onde Sarney ainda tem certa influência, para garantir a governabilidade do país.
Outro fator que pesou consideravelmente para a decisão de Dilma Rousseff em começar a turnê em busca de retomar a popularidade pelo Maranhão foram os resultados de pesquisas que chegaram ao Planalto. Nelas, a constatação de que o governo Flavio Dino com mais de 70% de aprovacão é uma ilha de credibilidade política no oceano de rejeição aos políticos e governantes do país.
Além disso, o mnitoramento de mídia regional feito pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República mostra as constantes deslealdades do império midiático da oligarquia maranhense. Bingo! Dilma encontrou no Maranhão o cenário perfeito para começar a arrancada contra o golpe.
Ambiente receptivo, obras importantes e continuidade dos programas sociais e, de quebra, a oportunidade de mandar dar o troco em alto nível aos aliados infiéis liderados pelo traidor-mor José Sarney. Não deu outra! Dilma deixou o Maranhão ovacionada freou o ímpeto dos golpistas e viu de perto a decadência da oligarquia vaiada impiedosamente na figura do senador Edison Lobão. Símbolo histórico do fim de triste ciclo da política maranhense.
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