A falta d’agua nos povoados Vila Boa Esperança e Vila Santana ilustra bem a omissão da Prefeitura de Santa Luzia, no oeste do Maranhão, com o restante da população. Desde 2010, o Ministério da Integração Nacional realiza uma maratona de esforços para liberar R$579.934,67 para instalação de sistema de abastecimento de água na região, mas a Prefeitura tem ignorado o processo de liberação e freado a conclusão da obra.
Em 2014, a Prefeitura deixou de prestar contas dos gastos da segunda parcela do contrato, desafiando o Governo Federal a bloquear os recursos. E bloqueou! De lá para cá, não apresentou nenhum recurso para prorrogação dos prazos. “Não sabemos o porquê do silêncio da Prefeitura” questiona a última Nota Técnica da Secretaria de Infraestrutura Hídrica. “Não temos os motivos que a levaram (a Prefeitura) a não solicitar a prorrogação dos prazos”, completa a Nota.
Ignorar o sofrimento da população é um traço da personalidade do prefeito, Veronildo Tavares dos Santos (PRB). Santa Luzia tem sido alvo de inúmeros benefícios do Governo Federal, mas a gestão, ou ignora por interesse político, ou simplesmente passa a bola para os técnicos – esses com os quais não sabem o que fazer, nem a quem recorrer.
Enquanto isso, sofre quem precisa de água, de educação, de remédios, de saúde, a todo modo. Quem está na ponta sabe da condição precária do Hospital Municipal, do sucateamento dos postos de saúde. Esses, também, com recursos milionários congelados nos Ministérios por incapacidade técnica.
Enquanto os recursos vem e vão, a gestão segue perseguindo servidores, colocando a culpa no passado, como se todo o fracasso do presente, não fizesse coro com a falta de vontade política.
Danillo Neres (foto), de Brasília
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