Um levantamento feito esta semana pelo blog do jornalista Clodoaldo Corrêa sobre o fluxo migratório de vereadores no último prazo para filiações partidárias, relevou um dado interessante e que chamou atenção: PSDB e MDB, que foram considerados os grandes partidos do Maranhão simplesmente desapareceram do plenário da Câmara Municipal de São Luís.
Sem vê perspectiva do partido comandado pelo ex-senador João Alberto disputar a eleição com candidato próprio, e ainda tendo sua esposa, a deputada Helena Duailibe, declarado apoio ao pré-candidato Rubens Junior (PCdoB), o vereador Afonso Manoel abandonou a legenda que abriga a ex-governadora Roseana Sarney e transferiu a filiação para o Solidariedade, que tem como pré-candidato o juiz federa aposentado Carlos Madeira.
Já o PSDB entrou em decadência desde que o vice-governador Carlos Brandão perdeu o comando da sigla para o senador Roberto Rocha. Mesmo com divergências internas, sua representação do parlamento municipal contava com os vereadores Josué Pinheiro e Dr. Gutemberg, eleitos em 2016, mas que aproveitaram a janela para trocar de partido, deixando os tucanos sem representação.
A revoada dos tucanos, que começou com a saída de Carlos Brandão, é atribuída diretamente aos projetos políticos de cunho pessoal do presidente Roberto Rocha, entre os quais, colocar o partido, que tinha participado da aliança vitoriosa que derrotou Sarney em 2014, inclusive indicando o vice, na oposição ao Governo Flávio Dino.
Os dois vereadores que bateram a porta de saída seguiram caminhos diferentes. Dr. Gutemberg se filiou ao PSC, partido que já declarou apoio à pré-candidatura do deputado federal Eduardo Braide (Podemos) a prefeito de São Luís, já Josué Pinheiro preferiu o DEM do deputado estadual e também pré-candidato a prefeito da capital, Neto Evangelista.
Quem se deu mal com o esvaziamento da bancada do PSDB na Câmara Municipal foi o pré-candidato Wellington do Curso, que perdeu dois cabos eleitorais qualificados para dois dos seus principais adversários.
0 Comentários