Por: Tarcila Mendes – O Partido dos Trabalhadores de São Luís realizou, na noite de ontem (05), um grande encontro, no Green Smart Hotel, com dirigentes, filiados e militantes para discutir os rumos da legenda nas eleições municipais e apresentação dos pretensos pré-candidatos.
Na oportunidade, o presidente municipal do PT, vereador Honorato Fernandes reafirmou a defesa de que o partido precisa e tem musculatura para apresentar um(a) candidato(a) na disputa pela Prefeitura da capital maranhense. No entanto, a questão ainda não é consenso entre as forças internas da legenda. Mas, a considerar a possibilidade da candidatura própria, o presidente do PT apresentou três nomes como pré-candidatos.
“Existem aqueles que defendem a possibilidade de uma aliança e existem aqueles que defendem a candidatura própria. Considerando a candidatura própria, hoje, nós temos três nomes como pré-candidatos: o companheiro Lawrence Melo, presidente da MOB, a companheira Criscielle Muniz, dirigente nacional do PT e o nosso deputado estadual Zé Inácio”, destacou Honorato.
A dirigente nacional do PT e pretensa pré-candidata a prefeita de São Luís, Criscielle Muniz, ressaltou a importância das mulheres e demais grupos “minoritários” tomarem protagonismo no cenário político-partidário, rompendo com um processo de exclusão histórica das mulheres, dos negros (as), dos indígenas nas tomadas de decisões políticas.
“A desigualdade na representação política em nosso país é muito grande, principalmente para as mulheres e para os negros e negras. Aí, portanto, que mora a nossa maior tarefa. Sabemos que, em nossa capital, nós temos dez pré candidatos e todos atendem ao mesmo perfil. Todos são parlamentares, de família privilegiada, homens e brancos. E a atual conjuntura exige que a gente coloque pessoas com outros perfis para discutir a nossa sociedade de maneira real”, disse.
O presidente da Agência Estadual de Mobilidade Urbana e Serviços Públicos (MOB), Lawrence Melo, outro pretenso pré-candidato à prefeito pelo PT ressaltou a importância do partido, mesmo em meio a um contexto de intensa apologia ao antipetismo, mostrar sua voz em contraposição a toda “intolerância e desrespeito” que o governo Bolsonaro representa.
“Não vamos baixar a cabeça. Precisamos levantar a nossa voz não apenas por quem está aqui, mas, principalmente, por quem, neste momento, está lá fora preocupado, porque já não mais recebe o bolsa família, enquanto a fila das pessoas que necessitam do programa, a cada dia cresce mais. Tudo isso devido a uma política econômica nefasta de contenção voltada apenas para o pobre. É por eles que nós precisamos mostrar nossa voz sim como Partido dos Trabalhadores. E é com este propósito que me coloco a disposição do partido como pré-candidato a prefeito”, afirmou o pré-candidato.
Outro que colocou o nome a disposição do PT como pré-candidato a prefeito foi o deputado estadual Zé Inácio. No encontro, o parlamentar destacou que o partido precisa de nomes consistentes e gabaritados para fazer a legenda protagonizar na disputa eleitoral.
“Para o PT, em 2020, recuperar o protagonismo político, além de polarizar, nas ruas, em defesa da classe trabalhadora, da luta dos movimentos sociais, da luta das mulheres, precisamos polarizar também nas urnas, com candidatos que possam, com legitimidade, compromisso de causa e compromisso histórico defender o legado do PT. Por isso, São Luís tem um campo aberto para definir uma candidatura própria. Candidatura esta, não só para demarcar espaços, mas para fazermos a disputa real”, disse o deputado.
Embora, no encontro, vários nomes tenham sido apresentados como pré-candidatos, é importante lembrar, conforme mencionado anteriormente, não há nada definido ainda. O PT ainda precisa formalizar os diretórios no estado do Maranhão e a própria direção estadual, para assim entrar em vigor o calendário oficial, que definirá os prazos para apresentar tese de candidatura própria ou de aliança.
Também participaram do encontro: o secretário municipal de Relações Parlamentares, Nonato Chocolate; o deputado federal Zé Carlos; Mary Ferreira, representante do Fórum de Mulheres; Creusamar de Pinho, militante do movimento em defesa da moradia digna, entre outros.
No momento em que os partidos se preparam para a batalha que promete ser a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT), o blog fez um levantamento das últimas eleições e constatou que em São Luís este ano terá recorde de candidatos a comandar o município a partir de janeiro de 2021.
Caso todos os pré-candidatos confirmem suas candidaturas nas convenções, em agosto, o pleito de quatro de outubro na capital do Maranhão poderá ter até dezesseis concorrentes, o que releva um dado interessante. Em pleitos onde o prefeito não pode concorrer à reeleição, cresce o plantel de pretendentes.
Este ano, como Edivaldo está encerrando o segundo mandato e não poderá concorrer, já estão confirmadas as pré-candidaturas de Neto Evangelista (DEM), Bira do Pindaré (PSB), Eduardo Braide (Podemos), Rubens Júnior (PCdoB), Carlos Madeira (Solidariedade), Yglésio Moisés (PROS), Duarte Júnior (PRB), Detinha (PL), Jeisael Marx (REDE), Adriano Sarney (PV), Franklin Douglas (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU).
A este grupo, que já está consolidado, poderão se untar Wellington do Curso (PSDB), Tadeu Palácio (PSL), Roseana Sarney (MDB) e um representante do PT, que poderá ser Zé Inácio ou Honorato Fernandes. Os petistas iniciaram discussão sobre as eleições e deverão se posicionar sobre lançamento de candidatura própria ou aliança, provavelmente, com Bira do Pindaré.
Em 2016, ano em que o prefeito Edivaldo disputou a reeleição somente oitos candidatos disputaram o pleito. Além do atual prefeito, foram candidatos Eliziane Gama, Eduardo Braide, Wellington do Curso, Rose Sales, Zeluis Lago, Fábio Câmara e Valdeny Barros, ou seja, concorreram no pleito apenas oito candidatos.
Já em 2012, quando o então prefeito João Castelo disputou a reeleição, também, apenas oitos candidatos (João Castelo, Edivaldo Holanda, Eliziane Gama, Haroldo Sabóia, Marcos Silva, Tadeu Palácio, Washington Oliveira e Ednaldo Neves) disputaram o pleito. Porém, em 2008, ano em que Tadeu Palácio concluiu seu segundo mandato, o número de pretendentes aumentou para dez.
Em 2008, numa disputa acirrada no segundo turno, João Castelo derrotou Flávio Dino e se tornou prefeito, no entanto foi derrotado por Edivaldo em 2012, que agora deve se esforçar para ajudar a eleger seu sucessor, falta apenas declinar qual do atual plantel de candidatos terá seu apoio.
Jorge William / Agência O Globo – A assinatura de sete eleitores mortos na lista de apoios apresentada pela Aliança pelo Brasil, partido que o presidente Jair Bolsonaro tenta criar foi identificado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A advogada e tesoureira da sigla, Karina Kufa, informou que pediu uma verificação interna e em pelo menos um dos casos ficou constatado que o apoiador assinou a lista em 26 de janeiro e morreu em 22 de fevereiro.
O Aliança pelo Brasil precisa coletar 491,9 mil assinaturas para ter o registro aprovado e poder disputar as eleições. Até o momento, a legenda apresentou ao TSE mais de 80 mil fichas assinadas. Desse total, apenas 6.605 foram aprovadas, menos de 2% do necessário. Os técnicos da corte rejeitaram 13,7 mil incluindo os sete apontados como mortos. As demais assinaturas ainda estão em análise.
Um integrante do Aliança, que pediu para não ser identificado, disse ao UOL que há a possibilidade dos nomes terem sido incluídos de forma proposital na lista entregue ao TSE como forma de boicote a nova legenda de Bolsonaro.
“Nós adotamos o sistema de reconhecimento de firma justamente para impossibilitar o uso de fichas por eleitor falecido, como foi denunciado massivamente no momento da criação do PSD”, disse Karina, sobre a sigla criada pelo ex-ministro Gilberto Kassab .
A ideia de criar um novo partido nacional surgiu em novembro após o presidente Jair Bolsonaro romper com o PSL , legenda pela qual foi eleito em 2018.
Em entrevista a um grupo de jornalistas que cobrem as atividades do Poder Legislativo, nesta manhã de quinta-feira (5), o deputado Roberto Costa, reafirmou que o MDB mantém a pré-candidatura da ex-governadora Roseana Sarney a prefeita de São Luís.
Segundo o parlamentar, pesquisa realizada pelo Instituto Escutec para consumo interno do partido constatou que que a ex-governadora teria percentual necessário para garantiria sua passagem para o segundo turno.
“Roseana não precisa de fazer pré-lançamento de candidatura porque é um nome consolidado. Quem precisa fazer pré-lançamento é quem não tem voto, embora sejam bons candidatos”, disse o parlamentar ao ser questionado quando ela se decidiria.
“Nós do MDB reafirmamos que Roseana é nossa candidata. Ele nunca disse que sim, mas também nunca disse que não aceitaria. Vamos continuar conversando e até próximo a convenção, quando deveremos ter um posição definitiva, mas reafirmo que Roseana é nossa candidata”, enfatizou.
O partido Republicanos, do vice-governador Carlos Brandão, está prestes a se transformar na maior bancada do parlamento estadual. A legenda, que elegeu apenas o deputado Zé Gentil e filiou recentemente o deputado Duarte Junior e o transformou em seu representante da sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Junior, espera chegar ao final do mês de março ou início de abril com uma representação de seis parlamentares no plenário da Assembleia Legislativa.
Estão prestes a ingressar no PRB, a convite de Brandão, os deputados Daniela Tema (DEM), Fábio Macedo (ex-PDT), Paulo Neto (DEM) e Ariston (Avante), que se juntarão a Duarte Junior e Zé Gentil. Alguns desses parlamentares já estariam providenciando a comunicação ao partido de origem e solicitando a carta de anuência para que possam trocar de legenda sem o risco da parda do mandato.
A intenção, segundo o deputado Ariston e que a bancada esteja definida até o mês de abril para que possa dar sustentação políticos aos candidatos do partidos já nas eleições municipais deste ano, quando pretendem formar a base para as eleições de 2022 quando estará em disputa a sucessão estadual em que o vice-governador estará no comando do Estado e tentará a reeleição.
Com a saída de Ariston, o Avante perde seu único representante no parlamento estadual, enquanto DEM e PDT sofrem esvaziamento em sua base parlamentar. Os pedetistas, que perderam Yglésio Moisés e Fábio Macedo, deve ter ainda outra baixa. Comentam nos bastidores da política que o deputado Glauberth Cutrim será o próximo a pedir para sair. Outros parlamentar que estaria na mesma condição é Antonio Pereira, que perdeu o comando do DEM em Imperatriz para o prefeito Assis Ramos pode engrossar a bancada do PRB.