A Câmara Municipal de São Luís realizou, na manhã desta segunda-feira (2), a sessão solene que marcou, oficialmente, a abertura da Sessão Legislativa Ordinária de 2026, retomando os trabalhos parlamentares após o recesso regimental. Ao abrir a sessão, o presidente do Legislativo Municipal, vereador Paulo Victor (PSB), destacou o início de mais um ciclo de atividades do Parlamento ludovicense. “Com muito orgulho, iniciamos hoje os trabalhos desta Casa. Retomamos hoje, com orgulho e muito trabalho, as discussões que irão garantir avanços e melhorias para a nossa cidade e nossa população”, afirmou.
A solenidade contou com a presença de autoridades que representaram os poderes constituídos e instituições parceiras do Legislativo municipal. Representando o Governador Carlos Brandão, o secretário-chefe da Casa Civil, Sebastião Madeira, ressaltou a importância da parceria entre os poderes. “Estou, com muita alegria, representando o governador Carlos Brandão, que continuará administrando o Maranhão com muito trabalho, em parceria com as casas legislativas dos municípios e com a Assembleia Legislativa. Que seja um ano produtivo para todos nós, para entregarmos o que a população precisa”, declarou.
Durante a solenidade, as instituições presentes reforçaram o compromisso com o fortalecimento do diálogo institucional e com o desenvolvimento de São Luís. O presidente da Associação Comercial do Maranhão, Antônio Gaspar, destacou as parcerias construídas com a Câmara ao longo do último ano, enquanto o corregedor-geral da OAB-MA, Ivaldo Prado, colocou a entidade à disposição do Legislativo e da população.
Em sessão solene realizada nesta segunda-feira (02), a Assembleia Legislativa do Maranhão deu início aos trabalhos da 4ª Sessão Legislativa da 20ª legislatura. Em discurso de abertura, a presidente da Casa, deputada Iracema Vale (PSB) deu um tom de resiliência e foco na estabilidade democrática, reafirmando o papel do Parlamento como pilar fundamental de sustentação do Estado.
Primeira mulher a comandar o Legislativo maranhense, Iracema Vale destacou que a gestão atravessou desafios inéditos nos últimos anos, mas que a resposta da instituição foi pautada pelo equilíbrio. A parlamentar afirmou que o que trouxe a Casa até este momento não foi o silêncio ou o improviso, mas uma decisão consciente de manter a instituição de pé e respeitada, mesmo diante de tentativas de conflito.
Durante o pronunciamento, a presidente da Alema fez um balanço da condução administrativa e política da Assembleia, enfatizando que o Parlamento jamais parou suas atividades ou permitiu que o interesse coletivo fosse substituído por disputas pessoais.
“A modernização da Casa, o resgate da memória institucional e a valorização dos servidores aproximaram o Legislativo da vida real dos maranhenses”, pontuou.
Responsabilidade – Segundo ela, a gestão transformou pressão em responsabilidade e ruído em método, consolidando uma maturidade institucional que permite à Assembleia atravessar o tempo sem perder seu eixo ou recorrer a espetáculos desnecessários.
Reconhecendo que 2026 é um ano decisivo e marcado pelo calendário eleitoral, Iracema Vale fez um apelo aos seus pares para que as urgências do povo não sejam negligenciadas. “Quem espera por saúde, educação e dignidade não pode aguardar o desfecho das urnas, o Maranhão não entra em recesso social”, disse.
Iracema Vale defendeu que este seja um ano de debates firmes e divergências claras, porém respeitosas, onde a política seja feita com coragem e sem ressentimentos. A deputada garantiu que sua condução seguirá pautada pelo diálogo aberto e pelo trabalho contínuo, reiterando que presidir o Poder Legislativo nunca foi um exercício de vaidade, mas um compromisso com a sustentação da democracia.
Ao declarar oficialmente abertos os trabalhos legislativos, Iracema Vale encerrou sua fala reafirmando o compromisso com os maranhenses que mais precisam da atuação parlamentar.
“A Assembleia chega ao seu quarto ano de gestão madura e à altura de seu papel histórico, pronta para enfrentar os desafios do ano com serenidade e grandeza”, concluiu.
A corrida ao Senado no Maranhão ganhou mais um concorrente na disputa que promete ser uma das mais acirradas. O ex-deputado Simplício Araújo, presidente estadual do partido Democracia Cristã, aceitou o convite da direção nacional e irá concorrer a uma das duas cadeiras que estarão em jogo na eleição de outubro próximo.
Em vídeo disponibilizado nas redes sociais, o ex-deputado que foi secretário de Indústria e Comércio no Governo de Flávio Dino, mas não se considera “dinista”, diz que decidiu aceitar o convite para representar o partido ao participar dia 31 de janeiro, em São Paulo, do lançamento da pré-candidatura do ex-ministro Aldo Rebelo à Presidência da República.
O ex-parlamentar, ativo nas análises sobre desenvolvimento do Maranhão, tem sido crítico das atuação da bancada maranhense na Câmara Alta do Congresso Nacional e pede a oportunidade aos maranhenses para mostrar como pode ajudar de verdade o Maranhão e o Brasil. A meta mais urgente, no entanto, deverá ser reorganizar o partido para as eleições.
Simplício, que foi candidato a governador 2022 pelo Solidariedade e ficou nas últimas posições entra na corrida para competir com dois senadores de mandato (Weverton Rocha e Eliziane Gama) o ministro do Esporte André Fufuca, o ex-prefeito de Santa Rita Hilton Gonçalo, o ex-senador Roberto Rocha, o deputado federal Pedro Lucas e Roseana Sarney dependendo do seu estado de saúde.
Simplício é mais um nome que deverá ser avaliado e não deixa de ser um boa opção para o eleitor que deseja promover um renovação na bancada. Como técnico e político sempre colocou os interesses do estado acima de tudo e tem fomentado nas redes sociais o debate sobre produção e renda.
O agora pré-candidato ao Senado tem visão desenvolvimentista.
A Executiva Estadual do Partido Socialista Brasileiro no Maranhão voltou a se reunir e ampliou a lista de desligamentos. Após a expulsão do deputado Edson Araújo, o partido decidiu agora pela saída de mais seis parlamentares: Adelmo Soares, Andreia Rezende, Antônio Pereira, Daniella, Davi Brandão e Florêncio Neto.
O PSB-MA também oficializou a filiação dos deputados Leandro Bello, Othelino Neto e Fernando Braide. Os novos nomes mudam o jogo na Assembleia Legislativa e pode ter impacto direto no cenário de 2026.
Com as mudanças, o PSB-MA também formalizou sua saída do Bloco Juntos Pelo Maranhão, rompendo oficialmente com a base governista e passando a integrar o bloco de oposição na Assembleia Legislativa, incluindo partidos do PSB e PCdoB. A nova configuração da bancada passa a contar, então, com 11 deputados: Carlos Lula, Iracema Vale, Francisco Nagib, Ariston, Othelino Neto, Fernando Braide, Leandro Bello (todos do PSB) além de Rodrigo Lago, Júlio Mendonça, Ricardo Rios e Ana do Gás (do PCdoB).
A movimentação reposiciona o PSB no Legislativo estadual e altera a correlação de forças na Assembleia, com reflexos diretos no ambiente político e nas articulações que começam a se desenhar para a disputa de 2026.
Mais de 160 representantes municipais do PT reuniram-se com o vice-governador e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Felipe Camarão, na noite desta quinta-feira (29) com o objetivo de definir estratégias para o partido nos meses que antecedem as eleições de outubro.
A reunião teve por finalidade organizar as forças progressistas no estado em torno da candidatura do presidente Lula a presidência e Felipe Camarão ao Governo do Estado. As pautas discutidas nas intâncias estaduais e municipais do Maranhão serão levadas pelo vice-governador para o debate nacional, durante encontro que será realizado em fevereiro com o PT nacional.
Felepe Camarão defendeu que o PT do Maranhão deve alicerçar uma candidatura capaz de construir políticas estaduais de combate as desigualdades sociais e mais acessos a direitos aos maranhenses. O debate sobre os rumos do PT é sempre bem vindo, pois nosso partido é plural. Mas a nossa visão é de que precisamos eleger representantes capazes de fazer com que o Maranhão avance em pautas sociais, que seja um Maranhão de todos e não apenas do poderosos”, refletiu durante a reunião.
“Nós precisamos do apoio de todos nesse momento . O que apresento é um projeto político em que todos construam comigo um plano em que o PT governe o Maranhão nos mais diversos espaços. Eupreciso do apoio de todos e de todas”, reiterou Felipe Camarão.
Durante as falas apresentadas na reunião, os dirigentes municipais confirmara irrestrito apoio à candidatura de Camarão, pontuando inclusive que neste momento e o nome que reúne eune as mais diversas correntes internas do partido.
“Não abro mão do projeto do PT como um proeto coletivo de governar o Estado do Maranhão. E este é momento demostramos a todos os dirigentes municpais, estaduais e nacionais que a base está com Felipe Camarão”, enfatizou o presidente do municipal do PT de Buriti, Aliandro Borges.
“Nos estamos juntos para defender essa bandeira do PT e do Maranhão. Nós dependemos do Lula sim, dependemos das políticas do PT sim. Mas se Lula disser “nós temos que apoiar o candidato do Brandão” eu não acompanho o Lula. Voto no Lula mas não acompanho a decisão dele, pois aqui em Senador La Roque a decisão do Partido dos Trabalhadores é acompanhar Felipe Camarão. E eu espero que a gente cheque la com o apoio do Lula e com a militância”, observou João do Pato, presidente do diretório municipal de Senador La Roque.
O Brasil deu um passo importante na proteção das mulheres em situação de violência doméstica com a sanção da Lei nº 14.674/2023, que inclui o auxílio-aluguel no rol das medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). A norma, resultado do Projeto de Lei (PL) 4.875/2020 aprovado pelo Senado, prevê que mulheres afastadas de seus lares por risco à integridade física e em condição de vulnerabilidade econômica possam receber apoio financeiro temporário para custear moradia segura por até seis meses, mediante decisão judicial e com financiamento por estados e municípios utilizando recursos de assistência social.
Especialistas e entidades sociais destacam que o auxílio é um mecanismo essencial para que a vítima quebre o ciclo de dependência financeira e violência, um dos principais entraves para que muitas mulheres consigam se afastar de seus agressores. Sem condições econômicas mínimas, a saída muitas vezes torna-se inviável, perpetuando a exposição à violência e ao risco.
A inclusão do auxílio-aluguel como medida protetiva reforça o entendimento de que a independência econômica é um componente fundamental da proteção à mulher. Estudos nacionais e internacionais apontam que a dependência financeira agrava a vulnerabilidade das vítimas, dificultando a busca por medidas protetivas e o rompimento de relações abusivas.
Neste contexto, o benefício funciona como suporte imediato para garantir moradia digna, segurança física e estrutura mínima de vida, fatores que reduzem a exposição a riscos e podem melhorar significativamente as condições psicológicas e sociais das mulheres e de seus dependentes.
Maranhão: Pioneirismo com o Aluguel Social Maria da Penha
O Estado do Maranhão se destaca como um exemplo de política pública inovadora e eficaz nessa temática, graças à atuação da deputada estadual Daniella (PSB), autora de um anteprojeto que resultou na criação do Programa Aluguel Social Maria da Penha em âmbito estadual. A lei que instituiu esse programa data de 2020 e garante o pagamento mensal de um auxílio financeiro de R$ 600 às mulheres que estejam sob medida protetiva da Lei Maria da Penha e em situação de vulnerabilidade socioeconômica — benefício que pode ser utilizado para moradia, hospedagem ou despesas relacionadas.
Em pronunciamento na Assembleia Legislativa, a deputada Daniella ressaltou que sua iniciativa não apenas empodera economicamente as mulheres, mas transforma “famílias, comunidades e toda a sociedade”, ao garantir autonomia e condição de recomeço para vítimas que, muitas vezes, dependiam financeiramente de seus parceiros para sobreviver.
Segundo veículos e registros locais, o projeto maranhense foi tão bem-recebido que serviu de inspiração para a formulação da lei federal que hoje estende a possibilidade de auxílio-aluguel em todo o país. A parlamentar defende que essa experiência regional demonstra responsabilidade governamental e visão social ao colocar o Maranhão como um grande exemplo de políticas públicas de proteção à mulher.
Embora a lei federal represente um avanço, sua eficaz implementação depende da atuação articulada entre Poder Judiciário, estados e municípios — especialmente nas regiões onde a rede de proteção às mulheres ainda é precária. Dados apontam que poucos municípios possuem casas-abrigo suficientes e que a dependência socioeconômica continua sendo um fator crítico que impede muitas mulheres de buscarem ajuda.
A experiência do Maranhão indica que políticas estaduais e municipais de assistência financeira direta podem funcionar como complemento eficaz às medidas federais, ampliando o impacto positivo nas vidas das mulheres que necessitam romper com ciclos de violência.
Um eventual segundo turno das eleições presidenciais de 2026 entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece marcado por forte equilíbrio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29). O cenário indica uma disputa apertada, com os dois principais nomes separados por uma diferença dentro da margem de erro do levantamento.
De acordo com a pesquisa nacional do instituto Paraná Pesquisas, Lula soma 44,8% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 42,2%. Considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais, o resultado caracteriza empate técnico entre os dois candidatos no confronto direto .
O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 28 de janeiro de 2026, com 2.080 eleitores entrevistados presencialmente em 160 municípios distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-08254/2026 e apresenta grau de confiança de 95%.
A série histórica apresentada pelo instituto mostra uma tendência de aproximação entre os dois candidatos ao longo dos últimos meses. Em outubro de 2025, Lula aparecia com 46,7% contra 37% de Flávio Bolsonaro. Desde então, a diferença vem diminuindo de forma contínua até alcançar o atual cenário de equilíbrio.
Além do confronto com Flávio Bolsonaro, o estudo também testou outros cenários de segundo turno envolvendo Lula. Em disputas contra Tarcísio de Freitas e Ratinho Junior, o presidente também aparece numericamente à frente, mas sempre dentro de margens que indicam disputas competitivas.
A pesquisa ainda avaliou a percepção do eleitorado sobre uma eventual reeleição de Lula. Segundo os dados, 45,3% dos entrevistados afirmam que o presidente merece um novo mandato, enquanto 51% dizem que ele não deveria ser reeleito, revelando um eleitorado dividido às vésperas do ciclo eleitoral de 2026