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Isso embaralhou os planos dos bolsonaristas radicais e deixou o próprio Jair Bolsonaro totalmente perdido. A frase do presidente, de que não há fotos suas com Jefferson, é a prova disso. Candidato à reeleição, ele não sabe como se posicionar neste momento. Ao mesmo tempo em que diz não estar envolvido, envia seu ministro da Justiça para intervir – algo que nunca foi feito, mesmo na prisão dos ex-presidentes Lula e Michel Temer.
Além disso, o ato prejudica sua campanha à reeleição. Bolsonaro já perdeu muitas horas de seu programa eleitoral, por decisão do TSE, e agora terá de usar muito do tempo que ainda restou para tentar explicar que não teria nada a ver com o golpe do ex-deputado.
Mas, apesar do problema de execução, não se pode deixar enganar: a ação de Jefferson não foi uma simples resistência à prisão. Foi, sim, uma reação inconstitucional contra o Judiciário, uma das instituições do País. Isso tem nome, chama-se golpe de Estado. Um dos principais aliados de Bolsonaro cometendo crime contra a democracia, com anuência de bolsonaristas.
As próximas horas serão quentes. A violência pode escalar, com muita gente querendo agir como lobos solitários, alimentados pela armas liberadas pelo governo e pelo seu discurso de ódio. Do outro lado, o Supremo deve reagir e o clima vai acirrar. Em vez de uma Corte acuada, os bolsonaristas terão de enfrentar um STF que vai pesar mais a mão, com um processo de fake news que envolve o filho do presidente que pode sair a qualquer momento.
Agora é hora de ver como a sociedade vai reagir. O que está em jogo é a ordem democrática. Se nós titubearmos agora, se não reagirmos fortemente a essa tentativa de golpe perpetrada por Roberto Jefferson, a ordem democrática vai para o ralo.
*Fernando Luiz Abrucio é doutor em Ciência Política pela USP, Professor da FGV – EAESP e coordenador da área de Educação do Centro de Estudos de Administração Pública e Governo (Ceapg)
A senadora Eliziane Gama (Cidadania) se manifestou nas redes sociais sobre as agressões proferidas pelo ex-deputado bolsonarista Roberto Jefferson (PTB) contra a ministra Carmem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, por ter se manifestado favorável a decisão do TSE que proíbe a Rádio Jovem Pan de continuar agredindo Lula.
Segundo a senadora, as agressões não ficarão impunes, pois, em seu entendimento, agride todas as mulheres e que abancada feminina no Senado não vai aceitar esse absurdo. Para Eliziane, as palavras criminosas do ex-deputado agridem e desrespeitam todas as mulheres.
“Repugnante, asquerosa e imoral a fala de Roberto Jefferson sobre a ministra Carmen Lúcia. As palavras criminosas agridem e desrespeitam a todas as mulheres e não vão ficar impunes. Vamos adotar todas as medidas legais cabíveis. A bancada feminina do Senado não vai aceitar esse absurdo”, observou a senadora.
Jefferson, que cumpre prisão domiciliar, assim como a emissora em questão, fazem campanha aberta para o presidente Jair Bolsonaro (PL). O ex-parlamentar, gravou vídeo e publicou nas redes sociais chamando a ministra de “prostituta arrombada” por ter impedido que a rádio e seus comentaristas continue sendo fazendo campanha depreciativa contra Lula.
O ex-deputado, aliado do presidente Jair Bolsonaro, foi preso preventivamente em 13 de agosto de 2021 pela Polícia Federal após determinação do ministro do STF Alexandre de Moraes por integrar o núcleo político de uma milícia digital que proferia ataques às instituições democráticas.
Eleita deputada federal, a ex-ministra Marina Silva (Rede) pediu para que a população vote em Luiz Inácio Lula da Silva presidente da República para que as famílias voltem a se reunir em paz. A declaração ocorreu nesta sexta-feira (21/10), durante caminhada em Teófilo Otoni, Minas Gerais.
Terceira colocada no primeiro turno da corrida presidencial, Simone Tebet também esteve presente. Segundo Marina, elas se uniram em torno da campanha de Lula porque não faz sentido um país como o Brasil ter 33 milhões de pessoas passando fome, ou ter jovens pretos da periferia assassinados por causa da cor da pele.
“Bolsonaro não gosta dos pretos, não gosta dos pobres e não gosta dos indígenas. Eu e a Simone estamos aqui para provar que é possível unir o Brasil. Bolsonaro quer nos dividir, ele fala do ódio, até dentro das igrejas está tendo briga e confusão, usando o nome de Deus em vão. Aqui nós estamos, em defesa da democracia, e por reconhecer que Lula é quem reúne as melhores condições para derrotar o bolsonarismo”, declarou.
Marina também agradeceu a Deus por tantas pessoas terem participado da caminhada, segundo ela, “com o coração na mão para gritar ‘fora Bolsonaro’ e ‘Lula presidente’”.
“Prestem atenção! Duas mulheres, uma da Amazônia, outra do Mato Grosso. Uma mulher católica, uma mulher evangélica. Uma mulher branca, uma mulher preta. Isso não nos separa, isso nos une, e é o Brasil unido que nós queremos ver, e, se Deus quiser, eleger Lula presidente”, completou.

247 – Em sua primeira participação em atos de rua ao lado do ex-presidente Lula (PT), a senadora Simone Tebet (MDB) teceu duras críticas a Jair Bolsonaro (PL), listou os principais escândalos na presidência do país e classificou como ‘pedófilo’ o relato do atual chefe do Executivo em que declarou que “pintou um clima” com venezuelanas de 14 anos.
“Quando se diz que “pintou um clima”, isso é crime. É pedofilia. E lugar de pedófilo é na cadeia. Eu não tenho medo, já chamei o presidente de covarde, não tenho medo de dizer que ele cometeu um crime”, afirmou Tebet.
A senadora também chamou Bolsonaro de ‘desumano’ devido às irresponsabilidades cometidas à frente do governo brasileiro: “O povo brasileiro não levou dois candidatos ao segundo turno, levou apenas um: Luiz Inácio Lula da Silva. Não existem dois candidatos no segundo turno, apenas um. Um ama as pessoas, o outro é desumano”
Simplício Araújo, ex-secretário de Indústria e Comércio nos governos de Flávio Dino (PSB) e ex-candidato ao governo do estado pelo partido Solidariedade obtendo apenas a 5.009 votos, quantidade insuficiente para eleger um vereador na capital, declarou voto e promete aumentar a votação de Jair Bolsonaro (PL) no Maranhão, estado onde o atual presidente foi massacrado no primeiro turno pelo ex-presidente Lula (PT). “O Maranhão vai reagir e aumentar a votação no 22 Jair Bolsonaro”, diz mensagem em sua rede social.
Ressentido pelo fato do seu nome não ter sido levado sequer em consideração no processo de escolha do candidato do grupo do ex-governador e senador eleito Flávio Dino (PSB), Simplício diz agora que “o país não pode perder a oportunidade de mandar essa galera do PT pro pijama”, logo ele que tudo fez para tentar ser o candidato do grupo que apoia Lula no Maranhão, que fez opção por Carlos Brandão (PSB), reeleito no primeiro turno.
Embora o processo eleitoral para governador tenha ficado para trás, o ex-secretário que era só elogios ao governo que fez parte e tinha em sua base as forças de esquerda, centro esquerda e centro, agora, contrariando a própria direção nacional do Solidariedade, deu uma guinada à direita e segue o mesmo roteiro de outro candidato derrotado, Weverton Rocha (PDT), que também se aliou a direita após ser descartado no grupo Dino/Brandão.
Embora já estejamos na reta final do segundo da eleição presidencial com as pesquisas indicando provável vitória de Lula, corre nos bastidores da política local que a decisão do candidato do Solidariedade que obteve apenas 0,05% dos votos para governador, ficando em sétimo lugar numa disputa em que concorreram nove candidatos, teria tomado a posição de declarar voto em Bolsonaro para tentar não fortalecer ainda mais Flávio Dino num provável Ministério, caso Lula vença e eleição.
Alguém precisa avisar o ex-secretário “vira folha” o seu real tamanho. O maranhense que deu a Lula 69% dos votos tende aumentar ainda mais a votação no ex-presidente e que ele deve ter muito cuidado para não enveredar pelo mesmo caminho que se aventuraram Roberto Rocha e Weverton Rocha, que após alcançarem seus objetivos tentaram carreira solo, ser maior que o criador, mas receberam como resposta o desprezo da população.
Simplício, que já era um político sem expressão, saiu da eleição raivoso, bem menor que entrou e, pelo percentual de votos que recebeu no primeiro turno da eleição para governador, nada tem a oferecer ao genocida Bolsonaro que ele tanto combateu no período mais crítico da Covid-19.
A população não costuma perdoar traíras. Roberto Rocha e Weverton Rocha deveriam servir de exemplo. O primeiro será mandado de volta para casa em 31 de dezembro, enquanto o segundo também tem prazo de validade.
Reuters – O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou nesta quinta-feira a abertura de um processo de investigação sobre uma rede de fake news para atacar o candidato do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apuração que tem como alvos o presidente e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), o filho dele, o vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (Republicanos).
Entre outras medidas adotadas, Bolsonaro e o filho também terão de se manifestar sobre o caso. Em caso de condenação, esse tipo de processo poderá levar à cassação do registro ou do mandato da chapa presidencial. A ação foi movida pela chapa petista ao sustentar que há um ecossistema que atua de forma coordenada para atacar Lula.
O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, disse que a excepcionalidade de suspender a monetização dos sites tem caráter inibitório e poderá ser revista a qualquer momento. Ele lembrou que a atuação desse grupo tem sido investigada também pelo Supremo Tribunal Federal –em um inquérito conduzido por ele.