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  • Jorge Vieira
  • 2/set/2025

Lula lidera em todos os cenários eleitorais, aponta Real Time Big Data

A pesquisa nacional do instituto Real Time Big Data, realizada entre 28 e 30 de setembro de 2025, confirma a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em todos os cenários eleitorais testados para a sucessão presidencial de 2026. O levantamento ouviu 2.500 pessoas em todo o Brasil e tem margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.

Na pesquisa espontânea — quando não são apresentados nomes de candidatos — Lula aparece com 29% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro, com 21%. Tarcísio de Freitas marca 3%, Ciro Gomes e Michele Bolsonaro 1% cada. Brancos e nulos somam 11% e 31% não souberam ou não responderam.

Nos cenários estimulados, em que nomes são apresentados ao eleitor, Lula mantém vantagem em todas as simulações:
  •  Contra Tarcísio de Freitas: Lula 42%, Tarcísio 40%. Romeu Zema aparece com 4% e Renan Santos com 2%.
  •  Contra Michele Bolsonaro: Lula 43%, Michele 37%. Zema tem 5% e Renan 2%.
  •  Contra Jair Bolsonaro: empate técnico, Lula 43% e Bolsonaro 43%. Zema surge com 4% e Renan 1%.
  •  Contra Bolsonaro e Michel Temer: Lula 42%, Bolsonaro 39% e Temer 11%.
  •  Contra Ratinho Jr.: Lula 45%, Ratinho Jr. 21%. Zema tem 10% e Caiado 4%.
  •  Contra Eduardo Leite: Lula 45%, Leite 17%. Zema aparece com 11% e Caiado com 5%.

O levantamento também mediu a rejeição. Lula registra 25% de eleitores que dizem votar nele “com certeza” e outros 23% que “poderiam votar”. Já 39% afirmam que não votariam no presidente em nenhuma hipótese. Bolsonaro, por sua vez, tem 22% de votos certos e 26% de potenciais votos, mas também lidera em rejeição: 40% dizem que não votariam nele de jeito nenhum.

A pesquisa Real Time Big Data reforça a resiliência eleitoral de Lula, que lidera em todos os cenários testados, mesmo diante de diferentes adversários. O resultado mostra que, apesar da polarização com o bolsonarismo, o presidente mantém-se como favorito para disputar e vencer um novo mandato em 2026.

  • Jorge Vieira
  • 1/set/2025

MPF obtém condenação de ex-prefeito de Pedro do Rosário (MA) por desvio de recursos do transporte escolar

A Justiça Federal condenou o ex-prefeito de Pedro do Rosário (MA), Adailton Martins, e uma servidora pública do município por atos de improbidade administrativa relacionados ao uso irregular de recursos do Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar (Pnate) em 2007. A ação foi ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) após auditoria do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fnde) apontar saques indevidos e ausência de comprovação das despesas.

Os réus emitiram cheques e desviaram verbas destinadas ao transporte de alunos da rede pública. Parte dos valores teria sido registrada como pagamento a um suposto prestador de serviços de manutenção de veículos, que declarou ser pescador e nunca ter trabalhado para a prefeitura. A análise de movimentações bancárias também revelou transferências a particulares sem vínculo com a administração municipal, confirmando o dano aos cofres públicos.

Com base nas provas reunidas, o juízo concluiu que houve conduta dolosa dos gestores e determinou a aplicação das sanções previstas na Lei de Improbidade Administrativa. Entre elas estão o pagamento de multa, suspensão dos direitos políticos por cinco anos, a proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios fiscais pelo mesmo período e a obrigação de ressarcir integralmente o dano apurado.

A decisão também determinou que, após o trânsito em julgado, os nomes dos condenados sejam inscritos no Cadastro Nacional de Condenados por Ato de Improbidade Administrativa, mantido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

  • Jorge Vieira
  • 1/set/2025

Bolsonaro enfrenta julgamento decisivo no Supremo por tentativa de golpe

247 – A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia nesta terça-feira (2) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus acusados de tentativa de golpe de Estado e crimes correlatos. A denúncia, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), aponta que o grupo fazia parte do “núcleo crucial” responsável por articular medidas para manter Bolsonaro no poder após a derrota nas eleições de 2022 para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Reportagem do Valor Econômico, aponta que o processo em curso no STF é resultado de uma série de episódios iniciados em 2021, com ataques às instituições democráticas, que culminaram nos atos de 8 de janeiro de 2023 e chegaram até 2025, com desdobramentos internacionais e a imposição de prisão domiciliar ao ex-presidente.

2021: ataques ao STF e discurso de ruptura

De acordo com a denúncia, as bases para a tentativa de golpe foram lançadas em 2021, quando Bolsonaro intensificou ataques ao sistema eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal. Lives transmitidas do Palácio do Planalto e os discursos de 7 de setembro daquele ano, especialmente contra o ministro Alexandre de Moraes, são destacados como marcos do clima de confronto.

Na ocasião, Bolsonaro chegou a afirmar que só deixaria Brasília “preso, morto ou com a vitória”. Ainda segundo a PGR, aliados chegaram a cogitar desobediência às decisões do STF e elaborar planos de fuga caso não houvesse respaldo militar.

2022: derrota eleitoral e planos militares

Após perder as eleições de 2022, Bolsonaro se recusou a reconhecer formalmente a vitória de Lula. Durante interrogatório no STF, ele admitiu ter apresentado “hipóteses constitucionais” aos comandantes das Forças Armadas, incluindo a instalação de uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

Em dezembro, apresentou aos chefes militares um plano para declarar estado de sítio e reverter o resultado das urnas. O então comandante do Exército rejeitou a proposta, mas o almirante Almir Garnier, da Marinha, se mostrou disposto a apoiá-lo, conforme a denúncia.

Nesse período, acampamentos de apoiadores em frente a quartéis se consolidaram como centros de organização de atos antidemocráticos, com estrutura logística e financiamento externo.

2023: invasão de Brasília e ações penais

O 8 de janeiro de 2023 ficou marcado como um ataque sem precedentes à democracia brasileira. Manifestantes invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF, em protesto contra a eleição de Lula e em defesa de intervenção militar.

Até hoje, o STF já abriu 1.628 ações penais ligadas aos atos, com 638 condenações registradas — 279 por crimes graves.

2024: indiciamentos pela Polícia Federal

Em novembro de 2024, a Polícia Federal indiciou 37 pessoas, incluindo Bolsonaro, seus principais aliados políticos e 25 militares da ativa ou da reserva. O relatório apontou provas de que os envolvidos participaram da organização da tentativa de golpe e estruturaram núcleos de atuação distintos.

Além disso, Bolsonaro foi declarado inelegível até 2030 pela Justiça Eleitoral.

2025: denúncia formal e aceitação pelo STF

Em fevereiro de 2025, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou denúncia contra Bolsonaro, o ex-ministro Braga Netto e outros aliados por organização criminosa e tentativa de golpe de Estado. A acusação incluiu ainda planos de execução do presidente Lula, do vice Geraldo Alckmin e do ministro Alexandre de Moraes.

Em março, o STF aceitou a denúncia e transformou Bolsonaro e sete de seus aliados em réus, abrindo ação penal por crimes como tentativa de golpe e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

Pressão internacional e prisão domiciliar

Paralelamente, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, mudou-se para os Estados Unidos em busca de apoio político. Em articulações com o presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu uma anistia ampla aos acusados.

Como reação, Trump impôs tarifas de 50% a produtos brasileiros e sancionou ministros do STF, aplicando inclusive a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, medida inédita contra uma autoridade brasileira.

Essas manobras levaram o STF a impor medidas cautelares a Bolsonaro, incluindo tornozeleira eletrônica, posteriormente convertida em prisão domiciliar. Investigações também apontaram que o ex-presidente buscou asilo com o presidente argentino, Javier Milei, e apoio na embaixada dos EUA, o que resultou em acusações adicionais de obstrução da Justiça.

O julgamento que começa nesta terça-feira será o ápice desse processo, em que Bolsonaro e seu círculo mais próximo enfrentarão a Justiça brasileira sob acusação de arquitetar uma tentativa de golpe de Estado.

  • Jorge Vieira
  • 29/ago/2025

Exoneração de Gerson Pinheiro é resultado do afastamento do PCdoB do governo Brandão

O governador Carlos Brandão (ainda PSB) continua varrendo o PCdoB, partido pelo qual o ex-governador Flávio Dino se elegeu em 2014 e comandado pelo seu braço direito na política estadual, o deputado federal Márcio Jerry, de sua gestão.

Nesta sexta-feira (29), através de sua rede social, Brandão anunciou a exoneração de Gerson Pinheiro, militante histórico do PCdoB, da Secretaria de Igualdade Racial, alargando ainda o fosso que o separa dos comunistas.

Gerson Pinheiro, que ocupava o cargo desde a primeira gestão de Flávio Dino, que teve início em 2015, não faz mais parte do governo. Para ocupar a pasta, o governador anunciou a nomeação de Célia Salazar.

A exoneração de Gerson Pinheiro é apenas mais um episódio no processo de afastamento do governador Carlos Brandão do grupo dinista e que passou a fazer oposição, mesmo tendo integrantes ocupando pastas na gestão.

O ato de demissão, que não chegou a surpreender por conta da crise que levou o PCdoB a romper com o governo e se declarar oposição, expõe o nível de animosidade entre aliados do atual ministro do STF, Flávio Dino, com o governador.

O PCdoB teve papel primordial na composição da aliança que desbancou o grupo Sarney em 2014 e elegeu Flávio Dino, tendo Brandão (então no PSDB) como vice, chapa que se repetiu em 2018.

Em 2022 Brandão foi o candidato bancado por Dino, apesar da forte pressão exercida pelo senador Weverton Rocha para ser o candidato da aliança, que colocou Felipe Camarão (PT) como vice com a perspectiva de substituir Brandão em 2026 e ser candidato à reeleição.

O PCdoB passou a cobrar do governador apoio à pré-candidatura de Camarão, mas Brandão resolveu tomar um outro caminho e apostar no seu sobrinho e atual secretário da Assuntos Municipalista, Orleans Brandão (MDB).

Antes da questão sucessória, porém, os deputados considerados dinistas já reclamação a falta de atenção do governador aos seus pleitos e acusavam o chefe do Executivo de dar prioridade a parlamentares que sequer haviam votado nele.

O clima tenso passou a dominar os discurso no plenário da Assembleia Legislativa, onde alguns parlamentares governistas passaram a defender que o PCdoB entregasse os cargos que ocupam e a solicitar que o governador tomasse providência de afasta-los.

O PCdoB não tomou a iniciativa de entregar os cargos do governo que ajudou eleger, mas passou a sofrer a chamada caça as bruxas, tendo auxiliares do governo ligados ao partidos exonerados. E neste contexto, acabou sorando para Gerson Pinheiro, um secretário que se destacava pelo trabalho em defesa da igualdade racial.

A guilhotina de Brandão também cortou cabeça na Secretaria de Educação, onde a secretária-adjunta Nádya Christina Guimarães Dutra deixou o cargo. Em seu lugar, foi nomeado Francisco de Assis Costa Filho, que foi secretário nacional da Juventude no governo Temer e é ligado ao MDB.

Resta saber o que vai acontecer com os outros membros do partido que ainda permanecem em seus cargos. A guerra está declarada.

  • Jorge Vieira
  • 29/ago/2025

Lula cobra cassação de Eduardo e descarta acompanhar julgamento de Bolsonaro: “tenho coisa melhor para fazer”

Em entrevista à Rádio Itatiaia nesta sexta-feira (29), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duras críticas ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a quem chamou de “o maior traidor da história do país”, e defendeu a cassação de seu mandato. O chefe do Executivo também comentou o processo judicial contra Jair Bolsonaro (PL), dizendo que não pretende acompanhar o julgamento.

Lula foi categórico ao afirmar que Eduardo Bolsonaro não tem condições de permanecer no Congresso. Para ele, as atitudes do deputado ultrapassaram todos os limites.

“Não pode exercer o mandato dele. Já falei com o presidente Hugo Motta, com vários deputados. É extremamente necessário cassar Eduardo Bolsonaro, porque ele vai passar para a história como o maior traidor da história deste país. Aliás, um dos maiores traidores da pátria do mundo”, declarou.

O presidente acusou o parlamentar de ter atacado o Brasil em viagens ao exterior, principalmente nos Estados Unidos, ao lado do ex-presidente Donald Trump. “Ele sai do Brasil, vai para os Estados Unidos denunciar o Brasil e fica mentindo com relação ao país. As acusações que Trump fez ao Brasil são todas inverídicas”, disse Lula.

Ao ser questionado sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula garantiu que não se envolve no processo e que não pretende acompanhar as sessões. “Não vou assistir a julgamento nenhum. Tenho coisa melhor para fazer”, afirmou.

O petista ressaltou que o caso será decidido pela Justiça com base em provas, depoimentos e investigações da Polícia Federal. “Ele vai ser julgado com base nos autos. Não é a figura de Bolsonaro que está sendo julgada. O que está sendo julgado é o comportamento desse cidadão que foi presidente em função das denúncias e delações feitas e das provas apuradas pela Polícia Federal. Se ele cometeu crime, será punido. Se não cometeu, será absolvido e a vida continua. A Justiça deve valer para todos”, destacou.

Lula também rejeitou qualquer possibilidade de anistia ao ex-presidente. Para ele, sequer há espaço para esse debate neste momento. “Não se discute anistia. É uma coisa tão impertinente. Ninguém foi ainda condenado. O homem não foi nem julgado e já está querendo anistia? Ele já está dizendo que é culpado e quer ser perdoado?”, questionou.

O presidente acrescentou que Bolsonaro deve apresentar sua defesa como qualquer outro cidadão. “Ele está tendo direito à presunção de inocência, que eu não tive. Então, que ele se defenda e prove que é mentira. Que prove que não tinha caminhão com bomba no aeroporto de Brasília. Que prove que não tinha plano arquitetado para matar Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes. Que prove que não foi ele que organizou a ocupação na frente dos quartéis brasileiros”, concluiu.

  • Jorge Vieira
  • 28/ago/2025

Josimar Maranhãozinho fica em silêncio no STF sobre desvio em emendas

O deputado do Partido Liberal (PL) Josimar Maranhãozinho (MA), réu por desvio de emendas no Supremo Tribunal Federal (STF), ficou em silêncio nesta quinta-feira (28/8) durante seu interrogatório no âmbito da ação penal que tramita na Corte contra ele e outras sete pessoas, incluindo outros dois parlamentares, por suposto desvio de emendas.

Maranhãozinho (PL-MA) compareceu no Supremo para prestar os esclarecimentos, mas optou por ficar calado diante do juiz auxiliar que comandava as oitivas.

A medida adotada pelo parlamentar foi uma orientação da defesa técnica, que alegou não ter tido acesso a todas as provas utilizadas pela denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Além de Maranhãozinho, também são réus o deputado Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE). Pastor Gil optou por falar e negou as acusações. Ambos negaram as acusações que pesam contra eles.

As defesas de alguns dos réus chegaram a peticionar nos autos o pedido de adiamento dos interrogatórios, no entanto, o ministro Cristiano Zanin, relator do caso, negou, mantendo os interrogatórios nesta quinta (28).

“Não existe, enfatizo, impedimento à realização do ato processual já ordenado. A eventual inclusão aos autos de outros elementos probatórios cujo conteúdo ou amplitude, neste instante, é desconhecida, não tem o condão de obstar a realização dos interrogatórios”, afirmou em decisão.

A decisão veio depois da inclusão, na quarta-feira (27/8), de um comunicado da Polícia Federal (PF) no processo afirmando que disponibilizaria um laudo pericial ao STF dentro de três dias. Como resultado, as defesas dos réus passaram a pedir uma reconsideração da decisão do ministro, mas não foi acatado.

O primeiro a ser interrogado foi Maranhãozinho, apontado pela investigação como líder do esquema de desvios de verba pública. Ele afirmou que ficaria em silêncio até que houvesse mais esclarecimentos.

Segundo a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os parlamentares, com o apoio de outras pessoas, solicitaram ao prefeito Eudes Sampaio Nunes, de São José do Ribamar (MA), propina para liberação de recursos federais.

O valor do pedido, diz a PGR, foi de R$ 1,6 milhão para que fossem liberados R$ 6,6 milhões em emendas patrocinadas pelos deputados do PL.

Na sequência, Pastor Gil foi ouvido e disse que a acusação contra ele era “completamente falsa”. Bosco Costa, na mesma esteira, também negou, dizendo que ela “não é verdadeira”. Durante suas falas na oitiva, ambos disseram sequer conhecer algumas das pessoas citadas na denúncia.

Com relação à liberação de emendas, o deputado Gil negou que alguma vez teria cobrado dinheiro pela destinação de verba, e nem sabe de um comportamento similar por parte de Maranhãozinho. O mesmo foi alegado por Bosco Costa.

Ambos também foram questionados sobre um documento encontrado na casa de um dos denunciados que mencionava um suposto pagamento a eles. Segundo o Pastor Gil, a explicação está no “perfil de Pacovan”, que “usa o nome de outras pessoas” e era “mentiroso”.

“Então, eu posso dizer que isso aqui é um lixo, que é uma coisa falsa, que alguém fez. Eu não fiz aquilo, não tem nada meu. Isso aqui foi algo que usaram meu nome. Agora, alguém pegar isso aqui e me acusar, sem ter nada meu que comprove isso aqui, é uma leviandade”, afirmou.

Bosco Costa, por sua vez, disse nunca ter visto o documento. Questionado por que seu nome estava nele, disse que “não tenho ideia”.

Denúncia da PGR
Segundo a denúncia da PGR, foram enviadas três emendas para o município de São José do Ribamar, que totalizavam cerca de R$ 6,6 milhões. Tais emendas teriam sido destinadas pelos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA), Pastor Gil (PL-MA) e Bosco Costa (PL-SE), atualmente fora de exercício.

A PGR cita que Maranhãozinho seria o líder do esquema, e teria, além de destinado uma das emendas, coordenado o envio de outras duas. A alegação se dá com base em mensagens de WhatsApp trocadas com Pastor Gil em fins de 2019, quando Maranhãozinho disse para “deixar 1.048.000 para São José de Ribamar” – o que efetivamente ocorreu.

Já com Bosco Costa, a conversa também teria ocorrido em dezembro de 2019, quando Maranhãozinho determina que São José do Ribamar também fosse contemplada em uma lista de municípios habilitados a receber recursos de emendas parlamentares.

“Após o esforço do grupo para a autorização das emendas, de que faz prova as mensagens acima descritas, os recursos das duas primeiras (R$ 1.500.000,00 e R$ 4.123.000,00) são finalmente liberados em 30.12.2019. Os da terceira, no valor de R$ 1.048.000,00, algum tempo depois, em 22.4.2020”, diz a Procuradoria.

Segundo a acusação, a incumbência das cobranças foi entregue a Josival – o Pacovan -com quem Maranhãozinho já mantinha contato. Em uma mensagem obtida pela investigação, Pacovan sugere, inclusive, que se destine ao município “a maior quantidade possível de recursos”.

“Em outra conversa [com Pacovan], ocorrida em 22.1.2020, Josimar encaminha, a pedido de Pacovan, e para facilitar-lhe o trabalho, os detalhes das propostas das duas emendas que, naquele momento, já haviam sido liberadas”, diz a PGR.

A acusação da Procuradoria também trata do encontro de Pacovan com Eudes, acompanhado de Rocha Silva. A Procuradoria afirma que o agiota teria solicitado do então prefeito de São José do Ribamar a quantia de R$ 1,6 milhão, correspondente a cerca de 25% das três emendas destinadas ao município.

O montante, no entanto, não foi citado por Eudes durante o interrogatório.

Nesse mesmo dia, Pacovan, segundo a PGR, manda mensagem para Maranhãozinho dizendo que estava na prefeitura de Ribamar e questiona quem teria indicado os valores para a cidade.

Depois do insucesso das tentativas de extorsão, narra a Procuradoria, Maranhãozinho teriam agido pessoalmente para convencer o prefeito e Gil chegou a mandar mensagem à Eudes lhe sugerindo um encontro. (Metrópoles)

  • Jorge Vieira
  • 28/ago/2025

Fraude no INSS começou no governo Bolsonaro, diz defensora pública à CPMI

Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do escândalo do INSS realizou nesta quinta-feira (28) oitiva com a defensora pública Patrícia Betin Chaves, que causou um certo furor entre os parlamentares da extrema direita ao afirmar que os descontos não autorizados nas aposentadorias começaram em 2019, ou seja, no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Ao ser questionada pela mesa diretora da CPMI quando foi a primeira vez que ela havia detectado casos de descontos irregulares, ela respondeu: “Pelo que eu tenho conhecimento, os descontos irregulares de entidades associativas ocorrem, pelo menos na Defensoria Pública da União, desde 2019.”

A defensora Patrícia Betin Chaves também afirmou que os descontos irregulares foram possíveis por causa de falhas de fiscalização do próprio INSS. Ela explicou que até março de 2024 associações enviavam diretamente os termos de adesão supostamente assinados pelos segurados, sem que houvesse uma checagem pelo instituto.

“O filtro era feito com base apenas em instruções normativas internas. As associações comunicavam o desconto, e o INSS executava”, revelou a defensora pública.

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