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  • Jorge Vieira
  • 20/abr/2023

Operação Escola Segura: ‘Falou em nazismo ou ameaçou escola, estamos pedindo a prisão. E vamos continuar’, diz Dino

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino (PSB), acompanhou na manhã desta quinta-feira (2) a Operação Escola Segura, força-tarefa da pasta para garantir a segurança de unidades educacionais em todo o país, que têm sido alvo de ameaças de massacres.

Dino afirmou que o governo federal é duro contra ações deste tipo: “falou em nazismo, em neonazismo, ameaçou escola, diz que vai fazer ataque, nós estamos pedindo a prisão, e vamos continuar, porque não há como conviver com esse clima que alguns poucos querem criar, em detrimento de 40 milhões de estudantes”.

Até o momento, a Operação Escola Segura efetuou 302 prisões ou apreensões (aplicadas a menores de idade). 1738 casos estão em investigação pelas polícias estaduais e órgãos federais. Há 2593 registros de boletins de ocorrência e 1062 pessoas foram conduzidas a delegacias para prestarem depoimentos. Foram realizadas 270 operações de busca e apreensão, incluindo “armamentos letais, não letais e outros artefatos que indicam pertencimento a grupos propagadores de violência, notadamente grupos nazistas ou neonazistas”, disse o ministro Flávio Dino.

Sobre esta quinta-feira, dia que havia sido anunciado como data para diversos ataques em várias regiões do país, o ministro afirmou que não há “razão objetiva” para pânico. “[Hoje] é data em que estamos trabalhando muito fortemente porque havia e há alguns anúncios e ameaças. Vamos manter o monitoramento no nivel máximo ao longo de todo dia e também nos dias subsequentes. Estou comunicando às familias que o presidente Lula decidiu que a Operação Escola Segura vai continuar. Lançamos como temporária, e vimos que, em razão desses números, é imperativa a continuidade”. (247)

  • Jorge Vieira
  • 20/abr/2023

Com democracia não se brinca, diz Rubens Jr. sobre decisão do STF que tornou réus golpistas do 8/1

A decisão da maioria do Supremo Tribunal Federal em tornar réus os primeiros cem golpistas que vandalizaram a sede dos Três Poderes no fatídico 8 de janeiro, na avaliação do deputado federal Rubens Júnior (PT) foi uma clara demonstração de que não se deve brincar com a democracia brasileira.

O parlamentar petista usou as redes sociais para informa que além de formar maioria para tornar réus os golpista fracassados que estão recolhidos no presídio da Papuda, em Brasília, disse considerar importante a decisão do STF.

“Importante: STF forma maioria para tornar réus os 100 denunciados por atos golpistas de 8 de janeiro. Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Edson Fachin e Carmem Lúcia votaram a favor de transformar os golpistas em réus. Com democracia não se brinca!”, comentou o deputado.

O julgamento em plenário virtual começou na última terça-feira (18) de cem das 1.390 pessoas denunciadas pela Procuradoria Geral da República. Ainda faltam votar a presidente da presidente do STF, ministra Rosa Weber, Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça.

  • Jorge Vieira
  • 20/abr/2023

TCU vai investigar suposta irregularidade da Prefeitura de São Luís na contratação de empresa por R$ 51 milhões sem licitação

O deputado federal Duarte Jr. (PSB-MA) protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para que seja investigado o contrato feito, sem licitação, entre a Prefeitura de São Luís e a RC Nutry Alimentação Ltda, empresa de distribuição de alimentos, por R$ 51 milhões.

A organização, com sede em São Paulo, tem como sócio José Carlos Geraldo, que em março de 2018 apareceu na lista de pessoas investigadas pelo Ministério Público por formação de cartel em licitações públicas feitas por municípios paulistas para contratação de serviços terceirizados de entrega de merenda escolar, de acordo com parecer ministerial anexado ao Processo Administrativo nº 08012.010022/2008-16.

Na representação, o parlamentar afirma que a dispensa de licitação, apesar de ter sido feita em caráter emergencial, não está “em situação enquadrada pela Lei”, além de citar o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), do Governo Federal, que é um direito de todos os estudantes de etapas da educação básica pública.

O pedido foi protocolado no Tribunal de Contas da União por envolver verbas públicas federais.

  • Jorge Vieira
  • 19/abr/2023

Ricardo Cappelli assume interinamente o GSI com demissão do general Gonçalves Dias

O  secretário executivo do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Cappelli, assumiu interinamente o Gabinete de Segurança Institucional (GSI ) em substituição ao general Gonçalves Dias, que pediu demissão após reportagem da CNN apresentar imagens inéditas sobre a invasão do Palácio do Planalto por terroristas ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Ele já havia atuado como interventor da Segurança Pública do Distrito Federal após os atos golpistas de 8 de janeiro.

As imagens que mostraram Gonçalves Dias dentro do Palácio do Planalto no mesmo dia dos atos golpistas foram divulgadas na manhã desta quarta-feira pelo canal de TV a cabo CNN Brasil.

No vídeo é possível ver o agora ex-ministro circulando entre os golpistas. As imagens mostram também funcionários do GSI interagindo com alguns deles. Em entrevista à Globo à tarde, Dias afirmou que foi ao local após os ataques.

“Eu entrei no Palácio [do Planalto] depois que ele foi invadido, e estava retirando as pessoas do terceiro e do quarto piso, para que houvesse as prisões no segundo [piso]”, afirmou.

Em nota oficial, o gabinete afirmou que “as condutas de agentes públicos do GSI envolvidos estão sendo apuradas em sede de sindicância investigativa instaurada no âmbito deste Ministério e se condutas irregulares forem comprovadas, os respectivos autores serão responsabilizados”.

  • Jorge Vieira
  • 19/abr/2023

Deputados reforçam importância de políticas em prol dos povos originários

Os deputados Ricardo Arruda (MDB), Florêncio Neto (PSB), Júnior Cascaria (Podemos) e Rodrigo Lago (PCdoB) repercutiram, na sessão plenária desta quarta-feira (19), a celebração do Dia dos Povos Indígenas, comemorado neste 19 de abril. Na tribuna, os parlamentares destacaram a importância de priorizar as pautas que dizem respeito à preservação e respeito às tradições, costumes e direitos dos povos originários.

O deputado Ricardo Arruda afirmou que nunca a questão indígena esteve tão em voga no debate nacional e estadual, dando visibilidade e voz a esses povos. Ele também destacou a criação do Ministério dos Povos Indígenas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem à frente do comando a maranhense Sônia Guajajara.

“Nós temos, hoje, um contexto político que favorece de forma extraordinária a discussão de políticas públicas e a implementação de benefícios e melhorias para as comunidades indígenas. E nesse sentido, é interessante que todos possamos nos irmanar, encaminhando pleitos, projetos e solicitações que possam trazer melhorias para todas as comunidades indígenas do estado”, Arruda.

No mesmo sentido, o deputado Júnior Cascaria também falou da importância da criação do Ministério dos Povos Indígenas. “A nossa conterrânea Sônia Guajajara nos representa muito bem nesse ministério. Estendo também meus parabéns ao povo indígena, principalmente do estado do Maranhão”, disse.

O deputado Rodrigo Lago destacou que a ministra Sônia Guajajara será homenageada pela Assembleia Legislativa com a Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman, maior comenda entregue pela Casa, proposta pelo deputado Ricardo Arruda. “Em breve, ela estará aqui presente para receber essa honraria”, completou.

Já o deputado Florêncio Neto saudou representantes dos povos indígenas do Maranhão, que o oportunizaram conhecer mais de perto a realidade e os desafios dessas comunidades. “Não poderia deixar de saudar alguns amigos que fazem o dia a dia desses povos indígenas no estado e com quem eu tenho uma amizade. Portanto, gostaria de pedir licença para poder citá-los nominalmente: o cacique Mauro Guajajara, da Aldeia Marajá; o Sílvio Providência; o cacique Kleiton Guajajara, do Arame; o Fernando Souza Guajajara, da cidade Santa Luzia do Tide; o Frankmar Guajajara, de Amarante; o Raimundo Carlos Guajajara, de Grajaú; e, evidentemente, a ministra Sônia Guajajara”, elencou.

  • Jorge Vieira
  • 19/abr/2023

Dino: “há uma ligação óbvia” entre atos terroristas do 8 de janeiro e a violência nas escolas

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, afirmou existir uma “ligação óbvia” entre os atos terroristas do dia 8 de janeiro, quando militantes bolsonaristas e de extrema direita invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes, em Brasília, e os atentados e ameças contra escolas registrados em diversos estados do Brasil nas últimas semanas.

“Entre o 8 de janeiro e a violência nas escolas há uma ligação óbvia. É o mesmo ethos, o mesmo paradigma, que é o paradigma da violência, do ódio. E nós precisamos enfrentá-lo na política e no espaço escolar”, disse Dino nesta quarta-feira (19), durante participação em um seminário realizado pelo portal Jota com a banca XVV Advogados de acordo com o UOL.

“Se olharmos bem, o que aconteceu nos últimos anos? Invasão a hospital, campanha antivacina, vacina faz mal, agride médico, agride enfermeiros, agride políticos, agride o professor e agride os alunos. É o mesmo fio condutor, mas há um terrível fio condutor e isso precisa ser enfrentado de modo amplo”, ressaltou.3/05:05Truvid

Ainda segundo Dino, o problema  deverá ser enfrentado de “modo amplo”. No caso específico da violência em escolas,  o ministro destacou a necessidade de uma combinação de inteligência policial associada a uma abordagem pedagógica.

“Hoje, inclusive, realizamos uma operação integrada em cinco Estados porque identificamos um risco, uma articulação de adolescentes e jovens e adultos de cinco estados, mais ou menos, especulando ataques em escolas. Então, temos que usar inteligência policial e a dimensão pedagógica”, afirmou em referência à Operação Escola Segura, deflagrada simultaneamente nesta quarta-feira pela Polícia Civil dos estados de Pernambuco, Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.

Na ação, os policiais cumpriram mandados de internação provisória de dez menores de idade, além de mandados de buscas e quebras de sigilo. Os suspeitos são investigados por atos infracionais análogos aos crimes de ameaça, incitação ao crime, apologia ao crime e associação criminosa. Eles estariam planejando os ataques por meio de plataformas digitais. (247)

  • Jorge Vieira
  • 19/abr/2023

Plano Diretor: Câmara Municipal deve impor nova derrota ao prefeito

A Câmara Municipal de São Luís vai reunir extraordinariamente na próxima segunda-feira (24) para apreciar os vetos do prefeito Eduardo Braide (PSD) às 16 emendas ao Plano Diretor da cidade, motivo de uma enxurrada de críticas dos vereadores e início de uma nova crise entre Executivo e Legislativo municipal.

O Plano Diretor foi aprovado após longas discussões e sancionado simbolicamente pelo prefeito em solenidade realizada na Prefeitura em meio um clima de festa e impressão de que as desavenças entre os dois poderes haviam sido superadas, porem, os vereadores foram surpreendidos com os vetos quando o Plano foi publicado no Diário Oficial do Município dia 14 de abril, dois dias após a solenidade festiva.

Diante dos discurso que marcaram as sessões após a divulgação dos vetos no Diário Oficial, é nítido o clima de revolta contra a decisão do prefeito Eduardo Braide, uma vez que se consideram traídos e tudo indica que o troco será dado na sessão da próxima segunda-feira com a derrubada dos vetos e a manutenção do Plano na forma como foi aprovado.

Sem maioria na Câmara desde que iniciou o mandato, o prefeito tem amargado derrotas. Ano passado, por exemplo, numa única sessão foram derrubados dezessete vetos a projetos, o que aprofundou o fosso entre os dois poderes. A falta de um articulador capaz de amenizar o desgaste e que defenda os interesses da prefeitura tem colaborado para o desgaste.

Pela primeira vez se vê um prefeito com dificuldade de encontrar algum vereador disposto a assumir a liderança na Casa. Dois vereadores indicados para a função, Marcial Lima e Raimundo Penha entregaram o cargo alegado falta de diálogo com o chefe do Executivo. Mais recente indicado, Daniel Oliveira, enfrenta o mesmo problema dos anteriores, ou seja, não existe interlocução entre Legislativo e Executivo.

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